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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One Smile a Day com.. a Maria

Hoje venho apresentar-vos a Maria, autora de um cantinho muito acolhedor, o Cantinho da Casa. Este é um blog que existe desde 2008 e que está quase a completar 10 anos de existência. E é, tal como o nome indica, um cantinho que nos recebe de braços abertos, onde são partilhados pensamentos, ideias, sentimentos do dia a dia, mais profundos, menos profundos, mas sempre marcados pela genuinidade, pela simpatia e pela generosidade de alguém sempre disposto a um sorriso e a um abraço apertado. Mas deixemo-nos de introdução, pois o texto que se segue mostra bem a pessoa que existe por trás deste blog.

 

Nos anos 80, jovem apaixonada que era pela vida ( e sou) e pelo namorado que tinha então, estava de férias  com umas amigas num parque de campismo,  lá mais para o Norte do país, foram elas, um dia, dar um passeio de carro, eu fiquei no atrelado/tenda do meu pai, confortavelmente a descansar.
Naquela altura não havia telemóveis, contactar com o namorado só por telefone, ele trabalhava na altura das minhas férias, mas filho de patrão que era, de quando em vez, tirava o dia, ou a tarde para arejar.

Ora estava eu a descansar, aparece-me ele na tenda. Fiquei boquiaberta e feliz com aquela "aparição".

Decidimos dar uma volta. Não tinha como avisar as minhas amigas, elas sabiam que ele era homem de aparecer e se eu não estivesse não tinham de se preocupar, estaria com ele.

Fomos até Vigo. Nessa dia  estava bastante calor, lembro-me de ver fumo nos montes de tão vastos incêndios na altura. 

Paramos em frente a um bar discoteca, outros carros por lá estacionados, decidimos entrar para beber um copo e dançar.

Não estivemos mais de duas horas, quando decidimos sair e dar um passeio a pé, eis que chegamos à porta e não vemos o nosso carro, nem nenhum dos outros.

Pensamos de imediato que o carro fora roubado. Quem estava por perto percebeu que procurávamos o nosso, alguém nos diz que naquela zona era proibido estacionar e que a polícia rebocara todos os carros.

Ele ficou zangado. Lembro-me de comentar que a polícia sabia que aqueles carros seriam das pessoas que estavam na discoteca, que podia ter alertado o responsável e avisar-nos para os tirar dali.

Mas não havia nada a fazer, perguntamos onde ficava a estação de reboque da polícia.

Foi então que um balde de água fria nos caiu em cima. «Fica a cerca de 3 km daqui...vão encontrar uma descida bem acentuada, ao fundo encontram a polícia», lembro-me de ouvir. 

Lá fomos os dois, a dita rua  nunca mais aparecia, ambos atentos a tudo até que vejo o carro lá, na dita descida, ao fundo ( estou a vê-lo com o se fosse hoje).

O polícia  foi simpático, perdoou-nos a multa mas não perdoou o reboque.

Saímos de Vigo, não me recordo onde jantámos, decidimos parar o carro junto ao rio Minho, num lugar cheio de pinheiros, para conversarmos um pouco e  revermos o que acontecera. 

Curioso, sempre que vou para aquela zona, não me recordo do lugar exacto, mas lembro-me dele nessa noite.

A música do carro era a nossa companhia,  conversávamos sobre tudo, trocávamos os nossos beijos, até que era hora de ele regressar, o dia seguinte era de trabalho, ainda tinha de me levar ao parque de campismo, a poucos quilómetros daquele lugar...

Pôs o carro a trabalhar, meteu a marcha atrás, as rodas da frente patinavam, o carro não cedia.

«Que diabo aconteceu?!», perguntávamos preocupados.

Tentou segunda vez, sentimos que as rodas estavam "metidas" em buracos de areia.

Saímos do carro e lá estavam elas, as rodas da frente, afundadas na areia.

Quando lá chegamos não déramos conta que estacionáramos numa pequena zona de areia.

Cada um de nós junto às rodas da frente, mão a mão retirávamos a areia detrás e debaixo delas. Mas era de mais. Tão cedo não saíriamos dali.

Retirada uma boa porção de areia, ele entrou no carro, tirou os tapetes da frente, fui ajudá-lo a metê-los bem junto às rodas.

Entrou no carro e as rodas continuavam a patinar.

Transpirávamos por todos os poros do nosso corpo. Desesperados do esforço, ao mesmo tempo ríamos da cena por que passávamos.

Ninguém por perto para nos ajudar, ou se estava, certamente gozava com a cena.

Precisávamos de tirar mais  umas  quantas mãozadas de areia.

Primeira, segunda, terceira, tentativas, as rodas cedem, o carro  sai de marcha atrás, eu apanho os tapetes do carro, sacudo-os e são colocados nos seus lugares.

Cansados da cena, tarde que era, deixou-me no parque e seguiu para Braga.

Entrei na tenda. Ninguém à vista. As minhas amigas não tinham chegado, ainda.

E eu acho que nunca contei o que nos acontecera.

Durante uns tempos ria-me de tão caricata cena.

Desde então, sempre que vou à praia e estaciono o carro numa zona de areia não vou longe de mais.

«Gato escaldado de água fria tem medo».

Obrigada Maria, por esta bela partilha, para além de todas as peripécias (tenho sempre um medo terrível de me esquecer onde deixo o carro e de bancos de areia) deu para recordar e ter saudades das noites de verão, e a título pessoal, obrigada, do fundo do coração, pelo apoio, pela partilha de experiências, pela troca de pensamentos.

Um grande, grande beijinho.

 

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One Smile a Day com.. a Desconhecida

Como escapar do azar da sexta-feira 13? Fácil! Sorrir com esta rubrica e com a Desconhecida, autora do blog 1 Simples Desconhecido. A minha convidada de hoje é uma menina que nos envolve no seu dia a dia com uma forte componente familiar. Histórias hilariantes contadas na primeira pessoa de uma família unida e divertida. "Os meus miúdos", como carinhosamente lhes chama, fazem as minhas delícias. Dona de uma personalidade simpática, carinhosa e muito terra a terra, está sempre disponível para nos receber com uma chávena de chá e um abraço. Podem pensar "Mais um blog como tantos outros", mas não, este é especial, é único e envolvente. Deem uma vista de olhos, garanto que não se vão arrepender.

 

Antes de mais, obrigada Chic'Ana por este maravilhoso convite. É com enorme gosto que venho hoje até ao teu cantinho. Bem, que honra! 
 
Sem mais demoras, passemos ao que interessa... É assim, não sei se é a história mais hilariante de sempre, mas está no top!
 
Um dia de verão a tomar conta de dois dos meus miúdos...  "Vamos ao parque! Vamos ao parque! Vamos ao parque!". 
 
Com tanta pressão, fomos ao parque. Saltaram o que quiseram, andaram em todas as diversões, fizeram 1001 coisas.
 
Estavam eles nos baloiços, sentei-me em frente a eles, com uma distância de segurança, claro. E o que me lembrei de fazer?! Gravar as peripécias. 
 
Eles lá andavam para a frente para trás, falavam para a câmara, até que o miúdo Gabriel se põe a pé no baloiço e grita, "Agora vou fazer o meu SALTO TRIPLA!". 
 
Aguardamos. Pelo salto. 
 
Ele larga-se e cai de cara no chão. Mas com estilo. Alto estilo. E eu a gravar tudo, claro. 
 
Ir lá ajudá-lo?! Nem pensar... "Venham ver o vídeo, gravei o Gabriel a cair!" (atenção, estava tudo bem com ele, não sou assim tão má prima).
 
Quando ponho o vídeo a dar, rimos, rimos e rimos mais. Até as lágrimas saltarem dos olhos. Até fazerem uma poça no chão. O quê?! Uma poça de água no chão?! Mas o que é isto?!
 
Fala a miúda Leonor, a irmã do malabarista Gabriel. "Fiz xixi nas cuecas de tanto me rir!" 
 
(A caminho de casa...) 
 
"Eiiii, oiçam todos, a minha irmã fez xixi nas cuecas e já tem 10 anos! Está toda mijada!!!" 
 
Acabamos por ter dois motivos de risota geral e total. 
 
A Desconhecida 
 
O que eu me ri a imaginar a situação. Coitado do Gabriel a quem lhe faltaram as asas para voar e escapar da aterragem forçada.
Muito obrigada por esta participação, gostei mesmo muito.
 

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One smile a Day.. com a Peixe Frito

E o "One Smile a Day" está de volta. Após tanto tempo de ausência, asseguro-vos que convidei a autora com os nomes de blogs mais engraçados e que me fazem sorrir cada vez que os vejo. Bem vinda a este meu espaço, minha querida Peixe Frito. Esta bela menina e moça, tem o seu blog há 10 anos, sim, é verdade, teve início em Maio de 2008 sob o nome de Ó da guarda, peixe frito! e é um blog que exige uma certa preparação em termos de abdominais, pois a boa disposição é garantida. A autora tem sempre uma bela posta temperada à nossa disposição com os melhores ingredientes que se podem esperar: simpatia, cordialidade e disponibilidade.

Para além deste, tem também O tempo cura até queijo!, onde nos apresenta pensamentos num tom mais sério e  As formigas não gostam de canela, onde podem encontrar receitas simples e saudáveis.

 

Se vale a pena? Cada segundo do nosso tempo. Sinceramente, só tenho pena de não a ter conhecido mais cedo.. Como é que ela me escapou?

 

- Ah pois é! Eish, olha que nunca eu pensei, que alguém tivesse a coragem de me convidar para escrever algo, para o seu espacinho. Chic'Ana, és uma alma corajosa. Não receias perder e afugentar os teus leitores comigo? Mereces uma medalha! Pensando bem... uma estátua! Não estava mesmo nada à espera do convite e quero agradecer-te muito por o fazeres e amabilidade em me teres convidado.
 
Vou falar um pouco de mim: Desde pequena, que não sou uma criatura muito fadada, no que toca a ser graciosa. Enquanto as outras meninas eram delicadas e armadas em princesas, eu era um ogre: por muito que eu tentasse ser certinha e comportadinha, a vida passava o tempo a passar-me rasteiras, proporcionando episódios dignos de filme, frequentemente. Nem sabe deus, como nem porquê, que cada vez que saía em passeio com a minha família, eu arranjava sempre mas sempre maneira de me escangalhar toda: ora me baldava para dentro de um lago "cristalino" de patos e cágados. Ora tropeçava e caía dentro de uma poça ou me esparramava no chão, bem em cima da lama. Os meus pais, coitados, já sabiam que não havia dia em que eu não chegasse a casa enrolada no casaco de alguém, pois até mesmo nos sítios mais absurdos, eu conseguia sujar-me. Até eu ficava espantada e admirada. Era como se em fração de micro segundos, um vento soprasse e lá ia eu de cara direitinha à lama.
 
Cair e me estatelar desalmadamente à parte, houve uma situação que me aconteceu também em pequena, onde pela primeira vez, não me sujei! Yeahhh milagreeee... not! Comigo há sempre alguma na manga do destino: Então, ia eu uma vez toda armada ao cardo, com uns óculos de sol postos, do mais piroso que havia: cor de rosa fushia, da Barbie. Uau, mas que pausa... que cenário. Ia a andar no passeio, junto à minha mãe e irmão, cheia de mim, a esbanjar "saineto". Olho para o lado por instantes e piiiiiimbas...!!! Espetei-me contra um poste de electricidade! Não imaginam a minha vergonha, com os óculos literalmente tortos na cara, galo na testa e a assistir ao resto da família a rir como bandeiras despregadas. Só eu.
 
Era de pensar, que conforme fosse crescendo, estas situações fossem amenizadas. Sim, de facto foram... mas quando se dão, é sempre nas alturas mais propícias: além de exercer a minha profissão para a qual estudei, desde há uns anos que me decidi dedicar às medicinas alternativas com mais afinco. Resumindo: meia volta dou consultas e faço terapias conforme as questões do paciente. Agora imaginem, eu a fazer uma massagem terapêutica com cristais, esta criatura com histórico de desajeitadisse intrínseca no sangue: o paciente deitado, relaxado. Musiquinha para ajudar a acalmar e relaxar, incenso a queimar e eu a massajar com óleo e cristais. Até aqui, tudo bonito. O problema, foi quando peguei nos cristais e eles me começavam a fugir das mãos, voando para longe, com o óleo. No corpo da pessoa, ainda vá que não vá, agora quando dei por mim a fazer malabarismos com cristais mesmo em cima da cara do paciente porque o raio dos cristais só me escorregavam e fugiam pelos dedos, mesmo justamente quando eu estava a fazer a massagem facial e que me iam caindo em cima da cara da pessoa...! Meu Deus! Fiquei a saber que se estas minhas duas carreiras não funcionarem, tenho jeito para malabarista, no circo. Foi uma sorte nenhum calhau se estatelar na testa da pessoa e ela nem dar por nada daquele meu número de circo.
 
Também já me aconteceu, estar a massajar no chão, com os pés (é uma técnica fantástica, antes que 99% de quem está a ler torça o nariz) e me desequilibrar e quase eu cair em cima da pessoa. Felizmente, o meu anjo da guarda lá me segurou por algum arame e eu me equilibrei, senão ia ser bonito.
 
Podia ficar aqui a contar as peripécias da minha vida, onde o meu dom natural de graciosidade de uma gazela é o principal protagonista, mas não veria fim ao tacho. Acontecerem-me coisas na vida são uma constante. E eu, felizmente, acabo sempre por me rir de mim própria e com as situações em que me meto.
 
A vida têm um sentido de humor sarcástico e eu também. The perfect match.
 
Espero que se tenham divertido com esta minha faceta que meia volta gosta de dar o ar da sua graça e que, lá no fundo, se tenham identificado um pouco também.
Mais uma vez, uma beijoca grande a ti Chic'Ana, pelo convite e oportunidade de partilhar o lado "b" da minha vida, no teu afável espacinho.
 
O que eu me ri com este texto e com as situações nele descritas. Muito obrigada minha querida por esta bela participação.. e já sabem.. Se quiserem recorrer aos serviços da nossa Peixe Frito, cuidado, muito cuidado.. (não vá ter ela uma luva destas escondida em qualquer sessão).
 

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One smile a day... com a Mami

A minha convidada de hoje é a Mami, autora do blog com o mesmo nome Mami. No seu blog podemos encontrar de tudo um pouco, contando com um avatar que convida sempre ao sorriso e à partilha de um copo de vinho.

Um blog verdadeiro, genuíno, escrito por uma pessoa que transparece convição e criatividade, que aborda o dia a dia no geral, sempre com uma visão cativante e ao mesmo tempo assertiva. Um blog que vale a pena ler e reler! A imagem que tenho dela não podia ser melhor: uma mulher resolvida, segura, líder por natureza, mas onde impera o bom senso, e o seu grande trunfo reside mesmo nesta característica. Convido-vos a passarem pelo seu cantinho.

 

Sinto-me honrada pelo convite desta miúda, embora, não tenha (nem de perto) o mesmo talento para contar peripécias. aliás, já me andava a questionar porque não recebia o convite! ;)

obrigada chic’ana … mando-te isto sem saber se já temos ou não uma nova princesa entre nós!

 

Anos atrás ganhei um fim-de-semana no hilton vilamoura. fiquei mega entusiasmada pois o prémio incluía a viatura que nos levaria ao nosso destino.

sem pensar duas vezes liguei à mana e convidei-a. ela, em pulgas, aceitou.

chegado o dia, lá fomos nós, numa manhã de primavera, rumo ao algarve. a viagem foi super animada: boa música e muitas gargalhadas. começou a verdadeira aventura quando parámos para por combustível: - como se abre a tampa do depósito?

demos voltas e voltas, puxamos daqui e dali, e, passado um bom bocado, assumimos a nossa incapacidade e fomos pedir ajuda ao “senhor das bombas” – que obviamente olhou para nós como se não fossemos deste planeta ou tivéssemos roubado o carro!

chegámos ao al(l)garve e decidimos tomar um café na marina; esta recebeu-nos com uma chuva descomunal, vinda de não sei de onde, e que nos deixou num estado lastimável!

perante tal cenário decidimos ir fazer o chek in no hotel. chegámos, encharcadas e com um aspeto miserável, e estava a decorrer um desfile de moda no lobby do hotel – garanto que por segundos as atenções viraram-se para o nosso (des)encanto!

já no balcão de check in, o funcionário pediu-nos um cartão de crédito para caução. ora, imaginem a cara do senhor quando o informamos que não possuíamos cartão de crédito (recordo que estávamos com aspeto de cães rafeiros e molhados num hotel de 5 estrelas). o senhor verificou a nossa identificação e a reserva, olhou duas ou três vezes para nós, e disse, finalmente, que aceitaria um depósito de 50€. passada esta vergonha, lá fomos nós, a chapinhar, até às nossas acomodações, seguidas pelo olhar curioso de empregados e hóspedes.

depois de umas boas gargalhadas, de um tempinho no spa, da tradicional sessão fotográfica e de um banho quente, fomos jantar à marina.

eu que de chique nada tenho, mas porra que estava na marina de vilamoura, decidi enfiar umas botas lindas de um salto agulha maravilhoso. ao chegar à marina, logo no primeiro lancil de escadas do passadiço, fico presa. a mana que seguiu distraída, ao não me sentir por perto, olha para traz e descreve que me viu como “um cão com pulgas a sacudir a perna”. pedi-lhe auxílio, entre o exasperada e o envergonhada. ela aproxima-se apercebe-se do que aconteceu, agacha-se e começa a tentar tirar o meu pé daquela armadilha, enquanto eu de pé tento disfarçar com ar desinteressado; até que ela afirma: tens de tirar a bota! e eu: como? nesse momento desci, literalmente, do salto e a gargalhada foi pegada. é o que dá, eu tão grossa, a tentar ser fina! :d

mas, para mim, a situação mais caricata desta nossa viagem aconteceu no dia seguinte (ainda hoje guardamos esse momento com muito carinho).

pela manhã, após o pequeno-almoço no hotel - onde a minha irmã questionou se a língua oficial do algarve teria mudado, visto todos que todos nos falavam em inglês -, fomos para a marina tirar fotos e ver “as vistas”.

tinha chovido na noite anterior e o piso estava ainda molhado. numa das pontas da marina, junto à estátua de um marinheiro e seu leme, decidimos tirar (mais) uma foto. para sairmos os “três” seria necessário posicionar a máquina fotografia com temporizador. eu, armada em pro, tratei de tudo: indiquei à mana como se devia colocar, posicionei a máquina, preparei o temporizador, carreguei no botão e saí disparada para me colocar no meu lugar. raios que o piso estava molhado e, eu que tive sempre uma forte ligação ao chão, sendo uma atleta distinguida em quedas, lá escorreguei com grande aparato! mas como o “show must go on”, no chão, completamente deitada aos pés da minha irmã, coloco-me em posição de foto! durante este processo um casal de espanhóis passa pelo local e a senhora diz “mira, se a caído” ao que o companheiro responde: “no, no, es para la foto!”. ao ouvir isto desatamos a rir e o flash dispara. é das fotos mais maravilhosas que tenho com a minha irmã! 

 

Mami, eu não diria que esta fosse uma peripécia, mas sim quatro peripécias numa só. Um texto completamente delicioso que nos transporta para a tua viagem! Uma verdadeira aventura de irmãs e, acredito, que vá ficar na vossa memória e coração para sempre (e agora também na nossa).

Muito obrigada por esta hilariante participação!

 

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E o blog hoje completa dois anos de vida, o meu muito obrigada a todos, os que por aqui são visita assídua, aos que me subscreveram e aos que vão surgindo e ficando para uma troca de palavras.

São o motor que dá vida a este blog e é tão curioso como vos encaro como amigos. Sem dúvida que são uma parte fundamental do meu dia a dia.

OBRIGADA!

 

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One smile a day... com a Sofia

A minha convidada de hoje é a Sofia, autora do blog Sweet Haven By Me. Tive o prazer de a conhecer ainda noutra plataforma, mas desde Julho que a sua casa é o Sapo Blogs. No seu blog somos constantemente brindados com frases e mesmo músicas inspiradoras, mas também com pequenos detalhes da sua vida pessoal: sabemos que se encontra separada e que é uma super mãe do Baby G com dois aninhos.

Criou o blog também como escape, para falar e desabafar sobre a sua recente separação, mas por vezes as palavras são difíceis.. É uma pessoa super simpática e sempre com um sorriso pronto, com um ombro amigo, muitos comentários trocámos e que belos sorrisos partilhámos.. "A vida tal como ela é, um livro com tantas páginas escritas mas com tantas ainda em branco. Todos os dias escrevemos um parágrafo e apartir de agora os meus vão ser escritos aqui :-)" Convido-vos a conhecerem o seu blog!

 

OMG!!! :-D Nem queria acreditar quando vi o email para participar no One Smile a Day :-) E pior, naquele momento não me lembrei de nada engraçado para contar mas caramba, tenho 32 anos tinha de haver alguma coisa e há, claro que há.

Vou voltar atrás no tempo até à Viagem de Finalista do 12º ano, tinha já 18 anos e devia ter juízo mas não...

Uma bela tarde, a A. teve a brilhante ideia de querer jogar ao Jogo do Copo. Nunca tinha jogado tal coisa, não queria jogar mas elas diziam que só dava se fossemos 4 e lá está, não tinha juízo e fui na onda.

Pegamos em pedacinhos de papel para as letras e num copo da cozinha, era pequeno mas daqueles de vidro grosso, super pesado. A R. começa a dizer não sei o quê e era suposto o copo mexer-se e aquilo nada, quieto. Eu céptica como sou começo a rir e a dizer "isso não vai funcionar!". Tentam outra vez e nada. Elas as 3 super chateadas e eu a rir...


Às tantas a R. passa-se e diz "Espírito se estás aqui dá-me um sinal?" Assim que ela diz "...nal?" A campainha da porta toca e não pára porque fica presa.

Eu parto-me a rir como se não houvesse amanhã, elas as 3 começam aos gritos completamente histéricas e eu ainda me ria mais. A R. fica petrificada, a A. vai até à porta e a N. tenta partir o copo na varanda, sem sucesso pois é mesmo daquele vidro grosso.
Nisto a A. abre a porta e o nosso colega estava a tentar que o botão da campainha volta-se ao sitio para parar de tocar, diz com um sorriso de orelha a orelha "Nunca ninguém ficou tão histérico com a minha chegada!" Depois olha para mim, que estava de costas para ele e diz em alto e bom som ainda no corredor do prédio: "Tens o cú à mostra!!" 

De tanto rir ao baixar-me as minhas calças rasgaram e eu nem dei conta ahahah!

Com isto posso dizer que se houve algum espírito que tenha aparecido naquela sala, tinha muito sentido de humor Lol.

Espero que tenham gostado e bem não joguem a estas coisas!

 

Que bela viagem que eu fiz à juventude! Também eu joguei a esse jogo, mas admito, com um receio enorme e nem me lembro do resultado final, eu só queria pisgar-me a 7 pés daquele episódio onde eu não queria estar inserida...

 

Muito obrigada por esta bela partilha, é tão engraçado verificar como cada um tem histórias sempre tão diferentes para contar!

 

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One smile a day... com o Triptofano

O meu convidado desta semana é o Triptofano, que nos apresenta o blog com o mesmo nome Triptofano. É um blog relativamente recente mas que me conquistou muito rapidamente. Lança-se a si próprio um desafio "Como ser 20% mais feliz?", e não é que me colocou a pensar na mesma questão e a agir em concordância?

Já teve um blog quando era mais novo e foi precisamente o feedback que obteve com esse blog que o fez regressar: "havia muita camaradagem entre os colegas blogueiros. Pessoas que nunca tínhamos visto mas que estavam lá para nos apoiar ou para nos contrariar ou simplesmente para marcar presença. E foi por causa dessa rede de apoio que tantos anos depois decidi voltar a esta espécie de diário virtual.

E é mesmo isso que nos apresenta: um diário virtual, carregado com muito humor, muitas peripécias que regra geral me despertam sempre um sorriso, mas também textos que nos fazem refletir. Espero que sintas esse acolhimento, essa presença ainda que virtual, do meu lado, estarei por aqui sempre que necessitares!

 

Antes de mais tenho que agradecer à Chic’Ana por me convidar a participar numa rubrica que sigo fielmente e tantos sorrisos me provoca. Quando recebi o convite fiquei extremamente feliz porque nunca pensei que os poucos meses da minha existência na blogosfera fossem suficientes para aparecer num blog de tamanha qualidade como é o da Chic’Ana! Como me foi pedida uma das minhas histórias mais hilariantes aqui vai disto.

 

Há alguns anos atrás tive a oportunidade de fazer voluntariado no Uganda. Uma das coisas que mais me fez confusão no início foi ter de usar uma latrina para fazer as minhas necessidades. Apesar de estar dentro dum edifício de cimento a latrina era simplesmente um buraco no chão onde tínhamos de nos colocar de cócoras e fazer pontaria para basicamente não sujar o pavimento, algo que não iria de todo agradar à pessoa que fosse a seguir usá-la. Como qualquer boa latrina que se preze ela era apenas limpa assim de dois em dois meses, ou seja, quando cheguei conseguia visualizar um buraco enorme e ao longo do tempo fui vendo ele ir-se enchendo daquilo que vocês estão a pensar. Porque raio eu olhava para lá? Acho que era uma espécie de medo mórbido em deixar cair um chinelo no buraco e ter de o ir lá buscar no meio daqueles dejectos todos. Na realidade o chinelo ainda seria o menos, agora imaginem que deixava cair lá o passaporte, é que não havia forma de o poder deixar lá, tinha mesmo de o ir buscar. Felizmente nunca fui destrambelhado o suficiente para o levar perto sequer da latrina.

 

O edifício estava virado directamente para uma zona do povoamento repleta de pequenas cabanas, o que fazia com que qualquer pessoa pudesse ver quem entrava e saía da casa-de-banho. A meu ver um grande erro de planeamento urbanístico! Também interessante era a sofisticação do sistema de fecho da porta da latrina – um prego atado a um cordel que encaixava num pequeno buraco na parede.

 

Ora numa fatídica manhã dirigi-me à latrina acompanhado pela minha fiel lanterna visto o sol ainda não ter nascido. A razão para tão matutina incursão devia-se ao facto de quando começava a haver luminosidade era impossível usar os lavabos devido à quantidade industrial de moscas que eram atraídas pelo inconfundível cheiro a cocó.

Entro, fecho a porta com o sistema do cordel e do prego, baixo as calças e agacho-me entregando-me à tarefa de reflexão sobre o que teria de enfrentar naquele dia de trabalho. Foi então que do buraco surgiu tresmalhada uma mosca solitária que, sem pedir licença, fez um voo directo ao buraco do meu rabiosque.

Ao sentir tão inesperada presença num local tão sensível dei um grito, levantei-me num rompante, desequilibrei-me nas calças que me estavam pelos tornozelos, caí, bati contra a porta da latrina que para meu desespero tinha ficado mal fechada e se abriu de rompante, e ali fiquei eu estatelado no chão, de porta aberta, calças em baixo e à vista de todas as cabanas do povoado.

Felizmente todos ainda dormiam, senão a minha vergonha teria sido bastante maior. Levantei-me, voltei a entrar na latrina e fechei a porta convenientemente. Da mosca nem sinal. Nem uma bebida sequer me pagou!

 

Em primeiro lugar, muito obrigada pelo carinho, pelas tuas palavras, acredita que tens aqui uma amiga e todos os comentários trocados e o apoio que me transmitiste, nunca serão esquecidos.

 

Agora.. e passando à tua peripécia... O que eu me ri!! Não acredito que alguém fique indiferente à imagem que nos proporcionas bem no final.. Felizmente que todos se encontravam ainda em descanso, senão, tinha sido algo que ficaria na memória de muita gente..

 

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Admitam lá, receios com sanitas, quem não os tem?! (Embora não tenhamos tanta razão para tal como o Triptofano)

 

One smile a day... com a Catarina

O One Smile a Day de hoje apresenta-nos a Catarina, autora do blog Idem, aspas.

Há cerca de um ano a Catarina foi mordida pelo bichinho da escrita e presenteou-nos com a criação do seu blog, um blog pessoal, em que nos descreve os seus "dramas quotidianos, entre o cómico-sarcástico e o à beira de um ataque de nervos". É no fundo um diário da era moderna em que regista os principais momentos que atravessa. É uma comunicadora nata, sempre com um sorriso para nos receber e com descrições que nos fazem não querer perder o próximo post. Não conhecem? O que esperam para o fazer?

 

Antes de mais quero agradecer à Chicana pela oportunidade de participar nesta rubrica que é das mais divertidas do sapo!
Como abrir o email do blogue não é algo que faça todos os dias, e não é raro ter emails para responder com semanas de atraso, desta vez acabei por ter pontaria e abri-o no dia certo! Quando li o email fiquei na dúvida de que história contar mas acabei por me decidir por este episódio da minha infância que acredito vos arranque umas gargalhadas!
 
Para isto se perceber melhor tenho de vos contextualizar; Cresci desde os seis meses só com a minha mãe, uma vez que os meus pais se divorciaram nessa época, de forma que o dia a dia era vivido entre as duas. A minha mãe é professora e desde sempre que enfrentámos problemas com os horários dela e os da minha escola de forma que tive algumas baby-sitters desde filhas de amigas, antigas alunas e ate a minha avó sempre que era preciso! 
 
Eu devia ter uns quatro anos quando um dia, não me lembro bem da razão, mas tinha que acompanhar a minha mãe à escola dela de manhã; Ela tinha serviço logo cedo, e não tinha com quem me deixar; Connosco ia uma das minhas baby-sitters, provavelmente a minha preferida, que tinha sido aluna da minha mãe e penso eu ia ver algum resultado de exame afixado e depois ficava comigo à espera da minha mãe enquanto ela acabava o que tinha a fazer.
 
Lembro-me que essa manhã foi um pouco atribulada e de repente estávamos tão atrasadas que a minha mãe, sem ter mãos a medir, disse-me para me vestir sozinha.
Durante os dias de escola eu andava de farda, nos restantes normalmente a minha mãe escolhia a minha roupa. Lembro-me de que muito feliz fui buscar um vestido azul escuro, com um folhareco nas mangas e bordados às cores no peitilho e na saia. Calcei-me, penteei-me e vaidosa como era aposto que ainda pus um gancho ou um laço no cabelo!
 
Saímos as três de casa apressadas, a minha mãe ligeiramente impressionada com o meu aspecto, e fomos para a paragem do autocarro. A minha mãe não conduzia e portanto a carris era o nosso principal meio de transporte.
 
Chegamos à paragem e como estava cheia de gente e não havia lugar para sentar eu pus-me de cócoras a fingir que estava sentada confortavelmente, algo que fazia muitas vezes…. Eis quando espreito para debaixo da saia e percebo que me tinha esquecido de uma parte importante da vestimenta….as cuecas!
 
Levantei-me de um salto puxei o braço da minha mãe e disse-lhe ao ouvido “Mãe…. esqueci-me das cuecas!”
A minha mãe deu uma gargalhada, a minha baby-sitter Paula deu outra e eu fiquei furiosa com a minha falha! 
 
Como estávamos atrasadas apanhámos o autocarro à mesma pois não havia tempo para voltar a casa. Ao chegar à escola na rua de baixo havia aqueles armazéns de roupa que existiam antigamente com jogos de lençóis e camisolas interiores etc.. e a minha mãe foi tratar de arranjar umas cuecas para a criança; Gostava de me lembrar da cara da senhora da loja ao perceber que eu ia vestir as cuecas naquele momento mas não me lembro! Tenho a vaga ideia de andar a ser puxada por um braço de loja em loja à procura da cueca salvadora enquanto a minha mãe se arrependia até à espinha ter-me confiado a tarefa de me vestir sozinha!
 
E pronto, foi isto, da parte de uma criança com uns quatro anos mais ou menos que se esqueceu da primeira camada de roupa mas estava muito bem arranjadinha à superfície!

 

Imagino o quanto ficaste atrapalhada, tanto tu, como a tua mãe, que deve ter ficado super vermelha quando se deparou com este pequeno grande problema para resolver. Mas tudo terminou em bem e com umas belas gargalhadas para a posterioridade...

 

Obrigada por esta partilha tão doce!

 

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One smile a day... com a Anita

E para desanuviar do post de ontem, nada melhor que o regresso do One Smile a Day! A minha convidada de hoje é a Anita, autora do blog Não me canso disto. E eu, definitivamente, que não me canso de ler o seu blog, onde nos apresenta maioritariamente as aventuras dos seus 5 príncipes, é verdade, 5 pequenotes com idades tão variadas e com características tão próprias de cada idade e que nos fazem sorrir. É quase como um diário onde nos relata momentos do seu dia a dia. Tem uma personalidade que cativa qualquer um e que nos deixa sempre à vontade. Não conhecem? Não deixem de espreitar, com certeza que vão gostar! 
 
Obrigada pelo convite. Depois de muito pensar, a história que vou contar é sobre o meu marido. Isto faz com que a minha cabeça esteja a "prémio", mas depois de tantos anos com uma vida em comum, as histórias dele, também são as minhas. 
"À 20 anos atrás, ou mais, quando namorávamos, estávamos às compras numa superfície comercial, quando eu fiquei para trás a ver um produto.
O meu marido (namorado na altura) não reparou e seguiu. Como era suposto eu ir ao lado dele, ele "deu-me" a mão. Mas sentiu algo diferente: pelos, uma mão maior, mais forte,... depois da sensação estranha, olhou para o lado e estava de mão dada com um homem. 
 
Voltou para trás, à minha procura, e quando chegou ao pé de mim, muito vermelho, disse que eu só lhe fazia coisas assim..."
 
Esta é portanto uma homenagem, recordando uma situação engraçada, à minha cara-metade por estarmos juntos à 22 anos, com situações boas, engraçadas, e outras menos boas, mas sempre a apoiarmo-nos mutuamente.
  
E esta foi definitivamente uma história que me encantou, não só pelo insólito da situação em si (pode acontecer a qualquer um), mas pela bela homenagem que lhe prestas ao recordar o tempo em comum e o carinho com que o fizeste! Altos e baixos, todas as relações têm e são esses momentos menos bons que a fortificam e lhe dão fôlego para mais uns bons anos em comum.
 

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Muito obrigada por esta participação. Gostei muito!

 

Aproveitem o fim de semana para participar que termina já na próxima segunda feira! "Justiça Cega", é o livro que proponho!

One smile a day... com a Andreia

A minha convidada de hoje é a Andreia, autora do blog As gavetas da minha casa encantada. Só o nome do blog já me faz gostar dele, transporta-me para um mundo que idealizava em pequena: em que tudo era encantado e mágico. Todos os dias, antes de abrir o blog, penso para mim: O que será que vou encontrar hoje ao abrir esta gaveta? Sentimentos, emoções? Objetos que nos fazem sonhar, histórias cativantes? E é um pouquinho de tudo isto que podemos encontrar no blog, temas do dia a dia, sim, mas temas que nos levam a refletir, a pensar. Tem uma forma de escrita envolvente que penso que será do agrado de todos. Sempre simpática e disponível, tal como podem constatar pela peripécia abaixo...

 

Olá a todos 

 

O bloqueio de escolher uma história hilariante calhou-me, desta vez, a mim. Não vou mentir, fiquei extremamente contente quando li o e-mail da Chic’ Ana. Mas isto é realmente difícil! E, já agora, aproveito para afirmar que não fujo à regra das pessoas que leem esta rúbrica e dão por si a pensar «E se fosse eu, que momento escolheria?». Obrigada pela oportunidade.

Sendo assim, abro a gaveta da minha vida encantada (vamos acreditar que sim) para vos descrever uma situação ridícula, que ainda hoje vale umas boas gargalhadas. Só vos digo que envolve tinta azul.

 

Na minha faculdade, quem faz parte da praxe junta-se sempre na segunda-feira antes do cortejo para preparar o carro (tanto caloiros, como académicos). E isto é tarefa para começar de manhã e prolongar-se noite dentro (sem esquecer, claro, todos os outros dias a fazer flores). Ora bem, o espírito é incrível, mas uma pessoa tem que fazer uma pausa para jantar. Como eu e o meu grupo de amigos estivemos a pintar umas faixas, os baldes de tinta azul e rosa andavam connosco para todo o lado. Até aqui, nada de extraordinário, o pior veio depois. O pior para mim, entenda-se, porque para os meus amigos foi a cereja no topo do bolo da risota.

Só para contextualizar, a minha faculdade tem dois edifícios: o principal e o de música. Nós decidimos ir jantar sossegados no piso de baixo do pavilhão de música. Na hora de voltar ao trabalho, há um ser crente nas nossas qualidades de ninja que não fecha um dos baldes de tinta. Quem é que o leva? Eu, pois claro. O que vem depois é previsível, não é? Pois bem, na altura de subir as escadas, não sei se foi um guaxinim, uma toupeira, ou uma vontade louca (e inconsciente) de testar as minhas capacidades que decidiu aparecer. Só sei que pus um pé no primeiro degrau, o meu joelho direito teve os seus cinco minutos e toda eu comecei a ver o meu corpo a inclinar-se em direção ao chão. A queda podia ter sido evitada? Podia, perfeitamente. Isto se não tivesse um balde de tinta azul aberto na minha mão. Porque na tentativa de o salvar caí. E por cima de mim caiu toda a tinta do seu interior. «E os teus amigos?», perguntam vocês. Os meus amigos vieram logo em meu auxílio, para ver se eu estava bem… Claro que não! Desataram-se a rir e a tirar fotografias (sim, há registo vergonhoso desse momento). Fiquei um autêntico smurf, ao ponto de ter que lavar o cabelo na casa de banho e de terem que ligar aos meus pais a pedirem para eles me irem levar roupa. Escusado será dizer que só saí daquele edifício quando já estava minimamente apresentável, ou seja, quando já não existiam muitos vestígios azuis em mim.

Na altura ri-me, mas na verdade não achei assim tanta piada, porque não é, de todo, confortável levar com tanta tinta em cima. Hoje sou a primeira a gozar com a situação. E claro que sempre que chega uma nova geração ao grupo esta história tem que ser relembrada, quase como que se fosse uma mensagem de boas-vindas.

Este momento já deve ter uns 3/4 anos, não sei precisar. E longe de mim querer ser má-língua, mas como castigo de se terem rido de mim, há amigos meus que ficaram com tinta nas mochilas. Poucos tiveram conhecimento deste episódio. Ai se aquelas paredes brancas (que ainda hoje preservam restos de tinta azul) falassem…   

 

Em homenagem a esta bela história, estava a pensar colocar o texto em azul forte, numa onda de solidariedade Smurf, mas depois de procurar e escolher bem, acho que a tirinha abaixo se adapta na perfeição!

Obrigada por esta bela partilha! O que eu me ri a imaginar a situação.

 

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Nota: neste caso, o carro ficou maioritariamente rosa, pois o azul, bom, o azul acabou! Mas tinham sempre a hipótese de colocar a Andreia a dar um colorido especial à situação.

One smile a day... com o Robinson Kanes

O meu convidado de hoje é o Robinson Kanes, autor do blog Não é que não houvesse... Este é um blog que desperta logo no meu pensamento a palavra aprendizagem, mas uma aprendizagem de forma divertida. O autor expõe os seus pensamentos, o seu dia-a-dia, histórias e pontos de vista, mas sempre com uma perspetiva de abrir horizontes, de fomentar o debate, a quem os lê. Fundamenta tudo em que opina, o que lhe confere uma riqueza invejável.

É um blog que se tem construído pouquinho a pouquinho, um blog sem destino ou alinhamento, todos os dias é uma constante surpresa, mas uma boa surpresa. Uma lufada de ar fresco que tenho a certeza que será apreciada por todos. Informação e diversão juntos é possível? Sim, é.. e aqui está um belo exemplar disso mesmo!

 

Quando recebi o email da Chic’Ana pensei por momentos que poderia ser do New York Times, no entanto, ainda foi melhor que isso, até porque o New York Times às vezes consegue ser bastante aborrecido.  E é assim que aqui vim parar, pelo que, preparem-se para mais um momento de absoluta estupidez da minha parte.
Recordo-me de Istambul, uma cidade onde tive oportunidade de viver cerca de um mês, se é que se pode chamar “viver” a estar um mês num país ou cidade.
 
Posto isto, uma das imagens de marca de Istambul são os vendedores que não sossegam enquanto não nos impingem qualquer coisa. Eu, ao contrário de muitos estrangeiros que já estiveram no país, adoro aquela negociação e a educação com que encerram a mesma, sobretudo quando a venda nem se concretiza. Finalmente percebi porque é que todos os guias de viagem turcos têm sempre a tradução de "deixe-me em paz".
 
Uma noite, aproveitei para relaxar na companhia da minha miúda, uma celta fascinada por tudo o que é turco, (sobretudo a comida e as pessoas) árabe e muçulmano e demos um passeio por Sultanahmet, a zona histórica da cidade.  Istambul em Dezembro é uma cidade mais tranquila, pelo que apanhei com todos os vendedores de tapetes e carpetes e consegui, só num raio de 200 metros,  guardar quatro contactos de telemóvel para o caso de eventualmente mudar de ideias e optar por adquirir os famosos tapetes otomanos.
 
Quando cruzávamos uma rua lateral à Hagia Sophia (Basílica de Santa Sofia), uma daquelas com vários restaurantes para turistas e por sinal até bastante agradáveis, eis que sou confrontado com um angariador de restaurantes, aqueles que estão à porta do restaurante e convidam os clientes a entrar, ou como neste caso, saem disparados do restaurante acompanhados de duas senhoras.
 
Percebendo o que daí vinha, mesmo antes que o angariador pudesse dizer alguma palavra vociferei algo numa misturada de turco e inglês:
 
- Boa noite, o restaurante é muito agradável, mas nós almoçámos tarde e ainda não temos fome. O peixe por acaso até tem bom aspecto, eu também sou de terra de peixe, do mediterrâneo ocidental, de Portugal, sei apreciar o que é bom, a nossa costa e o mar dos Açores têm um peixe maravilhoso. Adoro comida turca e vou voltar aqui, quase com toda a certeza. Obrigado.
 
O que vou dizer a seguir só sei que aconteceu porque a minha miúda estava atenta e num misto de riso e gozo, apreciou o angariador,  enquanto eu falava, a olhar para mim com ar de espanto e com os olhos esbugalhados que terminaram com um semblante de quem estava a passar por uma tremenda “seca”.
 
Terminadas as minhas palavras, eis que o angariador se vira para mim e num inglês quase perfeito, mas com forte sotaque turco de Anatólia e com uma postura de Danny DeVito, até porque era baixo e forte, me diz:
 
- Hey! Então mas tu chegas aqui, ficas com esse sorriso na cara, escreves a música, tocas e danças (enquanto começa a dançar em estilo grego ou otomano, confesso que não me foquei nesse pormenor), fazes a festa enquanto eu fico a olhar para ti! Então mas afinal quem é que está a vender? Deixas-me fazer o meu trabalho ou não? Até parece que tu é que estás a tentar vender-me alguma coisa!
 
Perante a minha estupefacção, as senhoras que o acompanhavam começam numa gargalhada monumental! A minha miúda, aproveitando a oportunidade para “molhar a sopa”, desata também à gargalhada e claro, aquele turco com um sentido de humor “Devitiano” também.
 
Confesso que fiquei apanhado pelo momento e só o abraço do turco me fez soltar uma gargalhada também! Depois daquele abraço e de um aperto de mão lá combinei que iria voltar no dia seguinte e, como sempre, acabei por fazer mais um amigo naquela cidade que Pamuk tão bem descreve e que é, para mim, uma porta de entrada num mundo que me apaixona!
 
O que eu me fartei de rir ao imaginar esta situação. Não é fácil dar a volta a vendedores, mas mais difícil ainda é "roubar-lhes" o papel!
Muito obrigada por esta bela partilha.
 

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Já concorreram ao passatempo delicioso? Aproveitem o fim de semana para o fazer =)