Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Quem não tem cão...

Tenho uma amiga que tem a mobília de casa toda roída. Desde a mesa, às cadeiras, aos sofás... O cão dela em pequenino não lhe deu descanso um minuto..

 

Agora compreendo bem o que ela passou, não tenho cão, mas tenho uma bebé, uma roedora em crescimento, e conta apenas com dois dentes!

 

Digam-me, há alguma forma de proteger tudo o que esteja abaixo do nosso joelho? Já lhe comprei uns quantos mordedores, mas ela acha mais piada a tudo o que não é indicado para colocar na boca.

 

dentinhos2 (1).jpg

 

Qual o objeto preferido da Little B para roer? Os cortinados!!! Não lhe podemos pegar ao colo e fechar os estores, que quando começamos novamente a andar, o cortinado vem agarrado à boca da pequenina.

 

Estarei de volta sexta-feira com um "One Smile a Day" delicioso! Vou aproveitar estes dois dias para descansar. Um bom feriado a todos.

 

Lembram-se do passatempo do Bruno? Daqui a pouco sai o resultado!

Uma bebé com etiqueta

Uma das nossas regras quando ainda estava grávida foi: Não comprar brinquedos ou outros acessórios que fosse possível escolher mais tarde de acordo com o desenvolvimento da bebé.

 

Os brinquedos da Little B foram todos oferecidos por pessoas que a vieram visitar, de todas as cores e feitios, de diferentes texturas, musicais, etc.. Mas nada, nada bate a parte fundamental de um brinquedo e com a qual ela adora brincar..

Adivinham qual é? 

DSC_0623.JPG

A etiqueta… Ainda dizem que a minha bebé não tem etiqueta? Tem várias! Ai de mim se as recorto dos brinquedos, depois não brinca com eles…

Apoio à natalidade: Creches

Antes de escrever este post, esperei uns tempos, que a poeira assentasse, que eu própria não me revoltasse em demasia e colocasse aqui uma enxurrada de palavras apenas com o coração. Agora sim, consigo opinar de forma mais racional.

 

O processo de seleção de creche para a Little B não foi fácil, ao todo penso que percorremos cerca de 15 creches na região de Lisboa. É um processo que exige tempo, e, quem estiver a pensar em engravidar, uma das coisas que deve fazer é a pré-inscrição na creche desejada, pois em algumas não existem vagas de berçário até 2020 (Pessoas que nem sequer estão grávidas, já têm pré-inscrições em creches, isto para mim é uma loucura, mas aparentemente é apenas para mim – eu não conseguia fazer uma pré-inscrição sem ter a certeza que conseguia engravidar).

 

Começámos pelas IPSS’s, para termos alguma contribuição do estado e termos margem de manobra para despesas que possam surgir, e sim, com uma bebé há sempre imprevistos, um fundo de maneio é crucial.

Após percorrermos várias IPSS’s, chegámos à conclusão que nenhuma tinha vaga para a nossa pequenina. Não obedecíamos a um padrão chave que nos permitisse integrar a lista de concorrentes:

- Não somos uma família numerosa;

- Não somos uma família monoparental;

- Não somos divorciados;

- Não estamos desempregados;

- Não somos pais adolescentes.

 

As IPSS’s não tinham vagas comparticipadas, mas tinham vagas sem comparticipação com uma mensalidade base a começar nos 350€ (Na minha ingenuidade nem sabia que isto era possível, sem contar com seguros, inscrição, em muitas, alimentação, etc., sempre a somar aos 350€).

Se quiséssemos ser um dos elementos prioritários, era fácil, apenas precisávamos de nos divorciar. Mas, como somos ambos casmurros e ainda valorizamos a instituição que é o matrimónio, continuamos casados e sem vagas em IPSS’s. (Nem sequer vou referir os casos em que os pais estão desempregados, a receber subsidio de desemprego, que somado e tendo em conta que não têm mais nenhuma despesa (renda de casa, têm direito a cabazes de alimentação), conseguem poupar cerca de 500€/mês e ter o bebé numa creche).

 

Dado que as IPSS’s não constituíam uma solução, avançámos então para as creches privadas.

 

Temos uma mensalidade a rondar os 500€ e percebemos assustadoramente que é das mais baratas, felizmente, é também a creche que mais gostámos.

Tudo isto obrigou a uma contenção familiar mais apertada: a amortização da casa vai ter de ficar para segundo plano, nada de almoços e jantares fora, nada de passeios extravagantes, as férias terão de ser muito bem ponderadas, poupar o máximo possível.

 

Eu gostava de ter uma família grande, adorava ter mais um ou dois filhotes, mas… como é que é possível!? Neste momento não consigo ter duas crianças numa creche.

 

São estes os apoios à natalidade que temos no nosso país?! O Estado ainda não se apercebeu que as crianças não nascem logo com 3 anos? O que lhes fazemos até entrarem no Jardim de Infância?

Estamos a falar de 6000€/ ano para uma creche…

 

serpaimenina_0372.jpg

 

Isto de ter um bebé...

É estar a manhã toda a cantarolar.

 

"De olhos vermelhos,

de pelo branquinho,

dou saltos bem altos,

eu sou um coelhinho..."

 

Até podia ficar por aqui e ser discreta, sim... Mas a música tem coreografia... 

De todas as músicas que a pequenita podia gostar, tem de adorar aquela que eu sei a coreografia? Isto é uma coisa muito perigosa que coloca em causa a minha sanidade mental perante os meus colegas de trabalho!

Bocó-tentando-focar.jpg

 

Bom, podia ser uma música bem pior..

Qual foi a pior música que vos atormentou? 

 

As empresas e a amamentação

O amamentar ou não é sempre uma questão que gera muita polémica.

 

Eu optei por amamentar a pequenina pelos inúmeros benefícios que tal acarreta, tanto para a bebé como para a mãe. Não me arrependo da decisão, apesar de não ser uma tarefa fácil, no meu caso até dolorosa (algumas infeções, ductos entupidos que causam dores horríveis, etc., mas nunca sendo prejudicial para a bebé).

 

Pelo menos até aos 6 meses fazia questão de amamentar e felizmente tive leite para o fazer (há muita gente que quer e não consegue amamentar, por muito que digam que cada um tem leite mais que suficiente para a criança tal não é verdade, e o importante é o bebé não ter fome).

Com o regresso ao trabalho já se sabe que a produção do leite tem tendência a diminuir, mas até o ter e ser possível, vou continuar a amamentar.

 

A OMS apoia a amamentação, os médicos, os enfermeiros, as mães em geral.. E as empresas? A segurança social apresenta duas horas de licença até o bebé perfazer um ano, mas… e as condições para amamentar? Torna-se completamente impossível amamentar uma criança de 3 em 3 horas, afinal, temos de trabalhar e a bebé não se encontra ao virar da esquina para ser possível continuar com o esquema de amamentação. Pois bem, para o fazer tenho de trazer a bomba de extração de leite, tanto para manter a produção, como para retirar e guardar para lhe dar mais tarde.

 

Na empresa, não existe uma salinha recatada para a extração, resta-me tirar na casa de banho, cujas condições de higiene deixam sempre a desejar. Não existem tomadas, portanto a bomba tem de ser manual, fazendo com que a extração demore mais tempo. Após retirar o leite não existem frigoríficos para o guardar.

 

Concluindo, lá vou eu para a casa de banho, como se fosse acampar – saco térmico ou lancheira, cuvette de gelo, bomba, recipientes para o leite, tapete para me sentar, casaco porque faz um frio tremendo naquele espaço e dá imenso jeito estando a tirar leite, luz, sim, luz, porque a casa de banho tem luzes automáticas e de x em x tempo fico às escuras, enfim..

 

Tirar leite é uma aventura e quem disse que nunca se deve chorar sobre leite derramado, é porque definitivamente nunca amamentou…

 

(Nunca me aconteceu, mas mais dia, menos dia...)quadrinhos-maternidade_4_0.jpg

Nota: Retiro o leite durante a minha hora de almoço, portanto, nada de lesar a empresa.

 

Quanto ao vencedor do Passatempo Santo Black Poderoso, é a Sandra Sousa. Muitos parabéns, irei enviar e-mail para combinar o envio.

vencedor (2).png

 

Cabelo branco ou dálmata?

Missão das férias da Páscoa: dar um jeito ao meu cabelo! Mas porque é que ninguém me avisou que este ia cair como se não houvesse amanhã? 

Sobrevivi à queda típica da gravidez (do cabelo, do corpo e do espírito), mas agora fui atingida por este monstro hormonal que nos leva o cabelo. Para além dos fios de cabelo, também me está a levar a cor do mesmo..

 

Conclusão: Pareço um dálmata. 

 

A primeira parte do problema está encontrada e solucionada, cortei uns bons 10 dedos ao cabelo e pelo menos agora parece que não cai tanto. Para o segundo problema, fica uma questão: afinal podemos pintar durante a amamentação ou não? Já ouvi ambas as respostas e inclusivamente já falei com dois médicos com opiniões diferentes.

quadrinhos-maternidade_12_0.jpg

 Já tinha ouvido dizer que os filhos traziam os cabelos brancos, mas bolas, era preciso ser assim tão drástico?

 

comecando.jpg

O sono da Little B

A pequenita é uma bebé que não dorme durante o dia.

Bem sei que os bebés deveriam dormir entre 14 a 17h, mas ela não o faz, bem que a tentei adormecer semanas a fio, colocar no berço, criar um ambiente de tranquilidade, dar uma banhoca para relaxar, mil e uma coisas e a bebé não dorme.

 

Pois bem, ela fez 5 meses e eu regressei ao trabalho. Como escolhemos a modalidade de licença partilhada, estamos no mês da responsabilidade do pai.

Após o meu primeiro dia de trabalho, chego a casa louca de saudades e com uma vontade enorme de abraçar a bebé.

Abro a porta de casa.. Demasiado silêncio.. Começo a ficar preocupada.

Chic' Ana: Onde está a bebé?

M: Então, está a dormir!

Chic' Ana a dormir?!

M: Sim, há 2 horas que está a dormir..

Chic' Ana: Ela esteve 5 meses inteiros comigo, sem dormir, eu saio e ela dorme?! Afinal o problema era eu?

 

Alguém me consegue explicar este estranho fenómeno? Não, não foi um dia, não foi uma situação de exaustão.. ela tem dormido durante o dia, TODOS os dias desde que eu vim trabalhar..

SONO.png

 

E agora falando de outras coisas, a sexta-feira é o dia de "One Smile a Day". O que acham? É para manter esta rubrica? 

Conhecem alguém que gostavam de ver por cá? As auto-nomeações são válidas!

 

E já temos vencedora do passatempo "Doidas, doidas, doidas.. andam as mamãs!" Fátima Martinho, parabéns, vou contactar por e-mail.

vencedor (1).png

 

 

 

A vida temperada

Nos primeiros tempos de Little B, acordava sistematicamente a meio da noite, os horários variavam entre 2h em 2h ou de 3h em 3h.. Os meus sonos andavam completamente desregulados e dormia quando conseguia.

 

Ora, numa dessas madrugadas lembrei-me que tinha colocado um bloco de carne a descongelar e que já deveria estar pronta para ser temperada. Mal a pequenita terminou de mamar, de arrotar e tinha adormecido, vou pé ante pé à cozinha, sem fazer barulho para temperar a carne e voltar para a cama.

 

Tabuleiro preparado, azeite, vinho branco, especiarias, faltava o sal!

 

Vou à despensa, retiro a embalagem de kg de sal, tempero a carne e toca de ir arrumar.

Chego à despensa, sal colocado na prateleira e Pock!

 

Chic’ Ana: Pock? Este sal faz mesmo barulho na prateleira. Deve ser por ser pesado.

Uns passos depois..

Chic’ Ana: Esta casa está mesmo caótica, cheia de pó no chão, amanhã tenho de ver se a consigo aspirar que o pó está muito alto, até se sente com os chinelos.

Quase a chegar ao quarto..

Chic’ Ana: Epah, este pó faz um barulho estranho e é branco e redondo! E…..   

 

Bom, a embalagem de sal não aterrou na prateleira, mas sim no meio do chão. O sal espalhou-se por TODA a despensa, como não me dei conta (não me perguntem como é que não me apercebi de uma queda de uma embalagem de 1Kg), continuei o meu percurso e eu própria deixei um rasto de sal por todo o lado.

 

Ainda hoje me deparo com umas pedrinhas de sal aqui e ali, sim, porque a despensa tem cantos, recantos, armários, sacos, etc.. que foram todos temperados!

Como chorar a meio da noite? Descascar cebolas? Não, basta temperar a carne com uma pitada de sal... 

coala_culinaria10.jpg

 Nota: As tampas são fundamentais, verifiquem sempre que estas se encontram bem fechadas.

O Sono do M

As primeiras noites da pequenina não foram fáceis, acordava constantemente, ora com fome, ora com dores, ora com algo que a estivesse a incomodar, como ter saído do quentinho da barriga.

Chorava, chorava a plenos pulmões.. e que belos pulmões que ela tem! Foi a característica mais enaltecida na maternidade onde reinava silêncio, excepto no nosso quarto.

 

Como o M tinha de trabalhar, eu fiquei responsável pelos choros da noite, para ele conseguir descansar minimamente..

Little B: Uáaaaaaaaaaaa! (de forma contínua e cada vez mais sonora)

Lá vai a Ana, passear de um lado para o outro com a babé que chora cada vez mais... Olho para a cama, e o M continua a dormir profundamente..

Chic' Ana: Como é que é possível que ele consiga dormir com este berreiro que para aqui vai?

Passados 15 minutos de choro contínuo, já com a fralda mudada, massagens feitas na barriga, passeio dado, faltava testar a teoria da fome. Fui ao frigorífico, retirei um biberão com o meu leitinho e toca de experimentar.

Little B, mal vê o biberão cala-se.

Recosto-me na cama, de forma silenciosa, agito o biberão...

M: O que foi? O que se passa? Porque é que estás a fazer tanto barulho!?

Chic' Ana

 

A pequena está num berreiro tremendo há mais de 20minutos e ele acorda com tudo em silêncio quando eu agito um biberão!

 

minino_minina_bebe01.png