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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One Smile a Day com.. a Joana

Hoje tenho para vos apresentar a Joana, autora do blog I LIke Flowers. É um blog novinho, tem cerca de um mês apenas, mas já conta com pensamentos tão intensos e profundos, textos onde podemos rever muitas das nossas próprias opiniões. A Joana é uma simpatia, desafio-vos a darem um impulso, um empurrão, para que ela continue a escrever e a crescer neste mundo digital.

Joana, muitas felicidades e sucesso para esta nova etapa. 

Passando então ao que interessa, aqui vai a minha pequenina história, mas que ainda me fez dar umas boas gargalhadas.
Na noite de passagem de ano, fui, juntamente com os meus pais e o meu irmão a casa de uns amigos. Quando lá chegámos, juntei-me então ao pessoal que lá estava da minha faixa etária, pessoal esse, que tal como eu e como todos os jovens, gosta de "marcar" todos os jantares com uma mini partida a alguém.
Durante o jantar, tudo correu como previsto, até que, uma das pessoas que vivia lá em casa se lembrou de um piri piri extremamente picante guardado no armário à espera que alguém lhe desse uso. Lembrámo-nos então de o ir buscar e, com a ajuda de um guardanapo, molhámos o topo (o bocal) do copo de uma das raparigas que lá estava.
Assim o fizemos, certificando-nos de que não tínhamos dado nas vistas. Enchemos então o copo com vinho e colocámo-lo no seu sítio inicial.
Chegou então a hora de fazer o brinde, e mal sabia a Paula o que a esperava. Assim que o brinde terminou, levou o copo à boca. Bem, o que foi ela fazer... Começou a corar, a pôr a língua para fora, a agitar as mãos, quase prestes a pôr a boca dentro de um copo de leite, bem, vocês devem imaginar... Rimos tanto, mas tanto... inclusive a própria rapariga, que achou piada à malandrice dos "putos".
Aqui está este mini episódio que me fez entrar em 2018 na maior das diversões. E como diz o velho ditado, recordar é viver. Muito obrigada Chic'Ana por me ter proporcionado este maravilhoso momento! 

Obrigada eu por este belo momento, o que eu me fartei de rir a imaginar a situação.  Coitada da Paula, que só queria fazer o seu belo brinde.

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Bom fim de semana!

One Smile a Day com.. a Teresa

O One Smile a Day desta semana chega mais cedo,amanhã farei gazeta pois preciso de me preparar para um casamento, não o real, mas outro que será bem mais real para mim.

A minha convidada desta semana é a Teresa, autora do blog Ontem é só memória. Este é um blog pessoal, quase como um diário que nos guia para a vida da autora. Podemos contar com desabafos, com posts mais cómicos e com belas imagens. Tenho de confessar que a minha rúbrica favorita é a "Hora da Póóóchete". Uma pessoa simpática, terra-a-terra, que nos acolhe sempre com um sorriso e boa disposição. Não conhecem a Teresa? Convido-vos a passar por lá e a lerem a peripécia que ela nos conta de seguida. 

 

Eu devia ter os meus sete ou oito anos quando esta história aconteceu. Eu estava na segunda classe e era dia 26 de abril. De forma a ensinar às crianças o simbolismo do feriado do dia anterior, a professora pediu-nos para fazermos um desenho sobre as coisas que tínhamos feito e visto no feriado, incluindo, uma corrida que se fazia aqui em Gondomar para assinalar a data.
Nunca fui daquelas crianças que gostam de desenhar, por isso comecei logo a torcer o nariz ao trabalho, afinal de contas uma pessoa vem relaxada do feriado e chega à escola para fazer desenhos? Que chatice!!! Lá peguei no material e fiquei sentada a olhar para folha A4 branca, como é que ia encher aquilo com desenhos quando eu além de não gostar de desenhar sou péssima a fazê-lo?! Olhava para os lados e via os meus colegas todos entusiasmados, e eu ali, sem o talento e sem a vontade!
Acabei por dividir a olha em alguns quadrados, e fui desenhando dentro das minhas limitações e sempre evitando desenhar pessoas (afinal é mais fácil desenhar casas quadradas do que pessoas), mas quando cheguei ao ultimo quadrado, tive que aceitar a dura realidade, eu tinha que desenhar a corrida do 25 abril, e na realidade eu não queria, desenhar inúmeros bonecos a correr, simplesmente dava muito trabalho e eu não queria nem gostava de desenhar.
No lado direito do quadrado que sobrava eu desenhei (muito mal, mas pronto não dava para mais), a parte da frente de um carro, e entenda-se que por parte da frente, era apenas meia roda, e o capô do carro com uns faróis manhosos, tudo relativamente grande para ocupar o máximo de espaço possível. Do lado direito do quadrado limitei-me a desenhar um boneco, mas não pensem já que eu tinha libertado a minha veia artística, o boneco que eu desenhei era aquele super básico feito com linhas ao estilo boneco do jogo do enforcado, com a variante (e aqui eu já estava a usar todo o meu talento), que um dos braços estava levantado no ar com os dedos a fazer o V de vitória.
Senti-me realizada com o trabalho, duas casas quadradas, algumas árvores, meio carro e um boneco já era muito bom, vindo de mim, por isso quando a professora começou a chamar os meus colegas para "avaliar" os trabalhos deles, fiquei com a sensação que ia ter problemas, afinal de contas, os outros miúdos tinha feito inúmeras pessoas a correr (alguns bem mais feios que o meu boneco do enforcado), e a professora só lhes dizia "muito bonito" ou "muito bem" ou pior ainda "muito bem desenhaste as pessoas todas que estavam na corrida".
Imaginam a minha cara ao ouvir aquilo... Eu só tinha UMA pessoa desenhada e já tinha sido um sacrifício!
Entretanto chegou a minha vez de mostrar o meu desenho (o lado bom de ter um nome começado por T, é que sou quase sempre a última a apresentar os trabalhos), quando estiquei a folha à professora ela ficou muito séria a olhar para a folha e depois para mim.
- Teresa o desenho está bonito, mas não desenhaste a corrida, e eu disse para desenharem a corrida...
- Mas senhora professora eu desenhei, está aqui (disse eu apontando para último quadrado)
- Mas aqui só está um menino, de certeza que estavam mais pessoas na corrida.
- Claro que estavam! Mas esse foi o que ganhou, e ganhou a corrida por um diferença tão grande que outros ficaram para trás e não cabiam na folha!
Ainda hoje a minha mãe conta esta história, pois ao que parece este foi o tema da reunião de pais seguinte. E eu aprendi uma lição valiosa, uma boa resposta pode safar-nos de muitos problemas.
 
Espero que tenham gostado, aproveito para agradecer à Ana do fundo do coração a possibilidade que ela me deu de participar neste desafio.

 

Obrigada minha querida, nem imaginas o que eu me ri a imaginar toda a situação. Sem dúvida que foi uma resposta valiosa.. É assim, todos temos o nosso papel, tu podias não saber desenhar na perfeição, mas tinhas outros talentos bastante desenvolvidos! =)

 

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 Um bom fim de semana para todos!

One Smile a Day com.. a Magui

A minha convidada desta semana é a Magui, autora do blog Este blog tem dias. É um espaço de partilha de pensamentos, sempre marcados pelo humor e boa disposição que tão bem a caracterizam. Tal como ela diz, "gosta de transformar a tristeza em sorrisos e de passear pelas cores do arco íris", e haverá melhor forma de encarar a vida?

Diz que no seu espaço não se aprende grande coisa, da minha perspetiva, aprendemos a valorizar o que é realmente importante, aprendemos a rir, de nós próprios e não só, aprendemos que existe sempre uma forma positiva de encarar as situações do dia a dia, e isto é uma grande aprendizagem.  

Fiz o ensino secundário em Leiria, que fica a cerca de 25 Km da minha terra.
Tinha o passe/estudante, mas um dia, juntamente com uma colega resolvemos vir de Leiria à boleia. (Coisas de aborrescentes)
A primeira boleia que apanhámos, foi de uma senhora que vinha do mercado. O carro era pequeno e viemos entaladas entre caixas de fruta e legumes.
Não contentes com a boleia, ainda ficamos com fruta "emprestada".
A senhora deixou-nos a meia dúzia de km de Leiria. 
Já estávamos a desesperar por nova boleia, quando vimos aproximar-se um carro de matrícula francesa, que nos pareceu ser uma limousine com vidros escurecidos, toca de estender o braço, nunca tínhamos andado num carro daqueles, tinha chegado o dia.
Quando o carro se aproximou de nós, percebemos que era um carro funerário - cujo condutor teve o bom senso de não parar - mas foi o suficiente para nos rirmos até às lágrimas.
O último carro que parou e nos trouxe até à santa terrinha, tinha 5 portas e era ocupado por dois rapazes.
O pendura, que devia ser mais tonto que nós, saiu do carro para entrarmos. Perguntei se as portas de trás estavam avariadas e o moço corou e disse que não.
Pelo caminho, conversamos, os rapazes eram pouco mais velhos que nós, mas não eram destas bandas.
Combinamos encontrar-nos com eles à noite, para beber um café. Não sei se continuam à nossa espera!
Vitória, vitória, acabou-se a história.

Muito obrigada minha querida por esta bela peripécia, felizmente que uma certa limousine não parou, senão teria sido uma viagem épica.

Bom fim de semana!

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Os tempos do Secundário

Ontem encontrei uma colega de secundário com quem já não falava há anos. Estivemos a recordar amizades, professores, colegas, mas acima de tudo, episódios caricatos. Esta minha colega foi autora de um dos episódios que mais sorrisos nos despertou pela seriedade com que ela disse as coisas.

 

Era a nossa primeira aula de francês e, na altura, existia a política de nas aulas de francês apenas se falar em francês. Como a língua era praticamente desconhecida, uma vez que a língua estrangeira mais utilizada é o inglês, ninguém percebia nada do que a professora estava a dizer. 

A meio do que pensávamos ser o seu discurso de apresentação, a professora, lembrou-se de fazer uma questão pertinente à minha colega..

 

Professoracomment tu t'appelle? (como te chamas)

Colega: A minha pele professora? A minha pele está boa, obrigada por perguntar.

Professora

 

 

Ela disse isto num tom tão sério, tão convicta que estava a responder corretamente à questão, que despertou sorrisos em toda a gente, inclusivamente na professora, que após a cara de choque / espanto, quase não conseguiu terminar a aula com tanto riso.

 

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E vocês, têm algum episódio semelhante?

One Smile a Day com.. a Joana

Pois é, hoje tenho o prazer de vos apresentar a Joana, autora do blog O Quiosque da Joana. Este é um espaço que dispensa qualquer tipo de apresentação, penso que todos vocês já se cruzaram com a Joana e toda a sua "trupe". Um blog que nos conquista pela sua simplicidade, pela sua genuinidade, pelo retrato fiel da vida, e claro, tal só seria possível, porque temos uma autora que consegue chegar aos seus leitores, pela sua simpatia, pelos valores que a caracterizam e que estão em crise na nossa sociedade, pelo seu enorme coração e entrega ao próximo. É um espaço que eu não dispenso e do qual venho sempre com o coração mais quentinho. Sem mais demoras, aqui temos a história da Joana.

A vida não é como os computadores.

Devia ser. Não, tal e qual. Mas um bocadinho.

Devia permitir um ensaio. Um regresso, ao minuto anterior.

Dava jeito. Às vezes, dava jeito. Poder retirar aquela palavra. Daquela conversa.

Voltar atrás. E poder não enviar aquela mensagem.

Ou simplesmente. Poder voltar atrás. Numa ou noutra atitude.

Tive consciência disto. Quando tinha 13 anos.

 

Tinha 13 anos. Estudava no Pedro Nunes. Na Estrela.

Andava no ano. Tinha uma professora de Ciências. Absolutamente genial.

É claro que só dei conta disto, anos mais tarde.

No ano. Ciências, nem era a minha disciplina preferida.

Queria era ter uma nota civilizada para os meus pais não me chatearem. Só isso. E ficava-me por aqui.

Num tempo em que não havia tantos exames como agora.

A minha professora estava a borrifar-se um bocado para o saber que estava no livro.

Passávamos o tempo a fazer experiências. E trabalho prático.

Desde abrirmos corações. Escrutinarmos seres pequeninos dentro da terra. Microscópios. E rochas. Etc.

As aulas eram uma animação.

 

Se em casa. Nunca podia torcer o nariz a nada. Mostrar-me demasiado enjoada. Nem fazer-me de interessante.

Na escola. Achava que mandava alguma coisa.

E...

...no dia em que a professora.

Apareceu com um ratinho todo esticado e pronto a ser dissecado. Eu, Joana.

Armei-me em diva.

Mais ou menos como o meu cão Vasco faz. Quando dá de caras com uma aranha.

 

Os meus colegas rejubilaram. Eu. Encolhi-me num canto e ameacei chorar tal e qual uma miúda mimada.

A professora abriu o ratinho.

Os alunos estavam à volta dela. Para ver tudo.

E eu, Joana. Espreitava pelo canto do olho.

Depois de mostrar todos os cantos e recantos do ratinho.

A professora quis exemplificar como é que em caso de necessidade se podia reanimar a criatura.

Mostrou-nos uma palhinha. E disse-nos:

- Posicionamos a palhinha na boca do ratinho e sopramos levemente. Joana, chega, aqui. Tenta lá...

 

Passou-me a palhinha para a mão.

Debrucei-me sobre o ratinho.

Com mil Slimanis!...cheirava tão mal o caneco do animal!

Só de pensar que tinha de soprar na boca do bicho.

Era caso para pedir a reforma aos 13 anos. Tal era o trauma com que iria ficar...

Perdido por 1. Perdido por 1000.

Joana. Eu. Posicionei-me.

Joana. Eu. A enfrentar o touro pelos cornos. Ou melhor, a goela do ratinho.

Joana. Eu. Debruçada. A olhar o ratinho de cima para baixo.

Joana. Eu. Palhinha dentro da boca do ratinho.

Joana. Eu. A comandar a reanimação do ratinho. Qual Bas Dost no momento de marcar um penalti!

 

Os colegas sussurravam.

Queriam estar ali.

Na boca do lobo. Ou melhor, na goela do ratinho.

Credo. Ó senhores!  O bicho cheirava mesmo mal...e ninguém me pagava para tal...

 

Joana. Eu. Inspirei.

Joana. Eu. Qual tornado. Soprei.

Joana. Eu. Não percebi o que aconteceu.

Os colegas gritaram. E afastaram-se.

Senti qualquer coisa na cara.

E vi a professora...horrorizada.

Joana. Eu. Bruta. Que nem uma porta.

Soprei demais.

E o ratinho foi pelos ares. Ratinho por todos os lados. Tal foi o tamanho do sopro.

 

 

Ainda hoje, quando encontro os meus colegas de escola.

Não se lembram de mim porque tirei a melhor nota a história.

Ou porque cantei espetacularmente bem na festa de final de ano.

Não!

Claro que não!

Sou lembrada por este episódio. Épico. 

 

Não seria bom. Que a vida fosse como os computadores?

Pois, só que não é. Só que não é.

 

Obrigada Joana, por esta bela história. O que eu me ri, pobre do ratinho que se estivesse vivo, morria devido ao excesso de ar... Felizmente nunca me deparei com nenhum episódio semelhante.

 

Um grande beijinho e um bom fim de semana!

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Quem não tem cão...

Tenho uma amiga que tem a mobília de casa toda roída. Desde a mesa, às cadeiras, aos sofás... O cão dela em pequenino não lhe deu descanso um minuto..

 

Agora compreendo bem o que ela passou, não tenho cão, mas tenho uma bebé, uma roedora em crescimento, e conta apenas com dois dentes!

 

Digam-me, há alguma forma de proteger tudo o que esteja abaixo do nosso joelho? Já lhe comprei uns quantos mordedores, mas ela acha mais piada a tudo o que não é indicado para colocar na boca.

 

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Qual o objeto preferido da Little B para roer? Os cortinados!!! Não lhe podemos pegar ao colo e fechar os estores, que quando começamos novamente a andar, o cortinado vem agarrado à boca da pequenina.

 

Estarei de volta sexta-feira com um "One Smile a Day" delicioso! Vou aproveitar estes dois dias para descansar. Um bom feriado a todos.

 

Lembram-se do passatempo do Bruno? Daqui a pouco sai o resultado!

Sereia por um dia

Uma das consequências da gripe da Little B, foi a afonia da mãe.. Estive dois dias inteiros em que não saiu um “ai” da minha boca. Por mais que me esforçasse não tinha voz, o que deu origem a um dos episódios mais engraçados que já tive.

 

Estava a regressar a casa do trabalho em pleno metro quando encontrei uma das crianças a quem dei catequese…

Criança: Olá Ana, há tanto tempo que não te via, estás boa?

Chic’ Ana

Criança: Oh, então, que se passa?

Chic’ Ana: (Começo a apontar para a garganta, com uma mímica estranha, que nunca tive jeito para fazer tal coisa)

Criança: Ahh, já percebi, não consegues falar..

Chic’ Ana

 

Nisto olho para a frente e está uma menina mais pequenina, de 3/ 4 anos a olhar para mim com os olhos muito abertos a sorrir. Eu sorrio de volta e a menina faz um olhar ainda mais ternurento e entusiasmado.

Mãe da menina: Não olhes assim para a senhora, o que se passa?

Menina: Mas mãe, é maravilhosa.

Mãe: Maravilhosa? Foi a palavra que aprendeste hoje na escola?

Menina: Não, tu não vês?

Mãe: Ver o quê? É uma senhora que está a sorrir para ti.

Menina: Não, é muito mais que isso… É uma sereia..!

Mãe: Uma sereia? Não digas palermices…

 

Nisto abre um livro que tem na mala.

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Menina: Temos de a ajudar, a bruxa levou a voz da sereia para ela conseguir ter pernas, e agora precisamos de a ajudar.

 

Tanto eu como a mãe nos começámos a rir imenso..

 

Menina: Tenho aqui outra coisa que vai ajudar.

E começa a tirar uma garrafa de água da mochila..

 

Mãe: O que vais fazer agora? 

Menina: Vou molhar a sereia para ela aguentar mais tempo com pernas.. Deve estar cheia de dores.

 

Foi ver a mãe a toda a pressa a retirar a garrafa de água das mãos da menina, ou o meu resfriado teria piorado a olhos vistos com o banho que ela se preparava para me dar...

 

 

As crianças realmente têm uma imaginação fantástica!

 

 

One Smile a Day com.. a Maria

Hoje venho apresentar-vos a Maria, autora de um cantinho muito acolhedor, o Cantinho da Casa. Este é um blog que existe desde 2008 e que está quase a completar 10 anos de existência. E é, tal como o nome indica, um cantinho que nos recebe de braços abertos, onde são partilhados pensamentos, ideias, sentimentos do dia a dia, mais profundos, menos profundos, mas sempre marcados pela genuinidade, pela simpatia e pela generosidade de alguém sempre disposto a um sorriso e a um abraço apertado. Mas deixemo-nos de introdução, pois o texto que se segue mostra bem a pessoa que existe por trás deste blog.

 

Nos anos 80, jovem apaixonada que era pela vida ( e sou) e pelo namorado que tinha então, estava de férias  com umas amigas num parque de campismo,  lá mais para o Norte do país, foram elas, um dia, dar um passeio de carro, eu fiquei no atrelado/tenda do meu pai, confortavelmente a descansar.
Naquela altura não havia telemóveis, contactar com o namorado só por telefone, ele trabalhava na altura das minhas férias, mas filho de patrão que era, de quando em vez, tirava o dia, ou a tarde para arejar.

Ora estava eu a descansar, aparece-me ele na tenda. Fiquei boquiaberta e feliz com aquela "aparição".

Decidimos dar uma volta. Não tinha como avisar as minhas amigas, elas sabiam que ele era homem de aparecer e se eu não estivesse não tinham de se preocupar, estaria com ele.

Fomos até Vigo. Nessa dia  estava bastante calor, lembro-me de ver fumo nos montes de tão vastos incêndios na altura. 

Paramos em frente a um bar discoteca, outros carros por lá estacionados, decidimos entrar para beber um copo e dançar.

Não estivemos mais de duas horas, quando decidimos sair e dar um passeio a pé, eis que chegamos à porta e não vemos o nosso carro, nem nenhum dos outros.

Pensamos de imediato que o carro fora roubado. Quem estava por perto percebeu que procurávamos o nosso, alguém nos diz que naquela zona era proibido estacionar e que a polícia rebocara todos os carros.

Ele ficou zangado. Lembro-me de comentar que a polícia sabia que aqueles carros seriam das pessoas que estavam na discoteca, que podia ter alertado o responsável e avisar-nos para os tirar dali.

Mas não havia nada a fazer, perguntamos onde ficava a estação de reboque da polícia.

Foi então que um balde de água fria nos caiu em cima. «Fica a cerca de 3 km daqui...vão encontrar uma descida bem acentuada, ao fundo encontram a polícia», lembro-me de ouvir. 

Lá fomos os dois, a dita rua  nunca mais aparecia, ambos atentos a tudo até que vejo o carro lá, na dita descida, ao fundo ( estou a vê-lo com o se fosse hoje).

O polícia  foi simpático, perdoou-nos a multa mas não perdoou o reboque.

Saímos de Vigo, não me recordo onde jantámos, decidimos parar o carro junto ao rio Minho, num lugar cheio de pinheiros, para conversarmos um pouco e  revermos o que acontecera. 

Curioso, sempre que vou para aquela zona, não me recordo do lugar exacto, mas lembro-me dele nessa noite.

A música do carro era a nossa companhia,  conversávamos sobre tudo, trocávamos os nossos beijos, até que era hora de ele regressar, o dia seguinte era de trabalho, ainda tinha de me levar ao parque de campismo, a poucos quilómetros daquele lugar...

Pôs o carro a trabalhar, meteu a marcha atrás, as rodas da frente patinavam, o carro não cedia.

«Que diabo aconteceu?!», perguntávamos preocupados.

Tentou segunda vez, sentimos que as rodas estavam "metidas" em buracos de areia.

Saímos do carro e lá estavam elas, as rodas da frente, afundadas na areia.

Quando lá chegamos não déramos conta que estacionáramos numa pequena zona de areia.

Cada um de nós junto às rodas da frente, mão a mão retirávamos a areia detrás e debaixo delas. Mas era de mais. Tão cedo não saíriamos dali.

Retirada uma boa porção de areia, ele entrou no carro, tirou os tapetes da frente, fui ajudá-lo a metê-los bem junto às rodas.

Entrou no carro e as rodas continuavam a patinar.

Transpirávamos por todos os poros do nosso corpo. Desesperados do esforço, ao mesmo tempo ríamos da cena por que passávamos.

Ninguém por perto para nos ajudar, ou se estava, certamente gozava com a cena.

Precisávamos de tirar mais  umas  quantas mãozadas de areia.

Primeira, segunda, terceira, tentativas, as rodas cedem, o carro  sai de marcha atrás, eu apanho os tapetes do carro, sacudo-os e são colocados nos seus lugares.

Cansados da cena, tarde que era, deixou-me no parque e seguiu para Braga.

Entrei na tenda. Ninguém à vista. As minhas amigas não tinham chegado, ainda.

E eu acho que nunca contei o que nos acontecera.

Durante uns tempos ria-me de tão caricata cena.

Desde então, sempre que vou à praia e estaciono o carro numa zona de areia não vou longe de mais.

«Gato escaldado de água fria tem medo».

Obrigada Maria, por esta bela partilha, para além de todas as peripécias (tenho sempre um medo terrível de me esquecer onde deixo o carro e de bancos de areia) deu para recordar e ter saudades das noites de verão, e a título pessoal, obrigada, do fundo do coração, pelo apoio, pela partilha de experiências, pela troca de pensamentos.

Um grande, grande beijinho.

 

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One Smile a Day com.. a Desconhecida

Como escapar do azar da sexta-feira 13? Fácil! Sorrir com esta rubrica e com a Desconhecida, autora do blog 1 Simples Desconhecido. A minha convidada de hoje é uma menina que nos envolve no seu dia a dia com uma forte componente familiar. Histórias hilariantes contadas na primeira pessoa de uma família unida e divertida. "Os meus miúdos", como carinhosamente lhes chama, fazem as minhas delícias. Dona de uma personalidade simpática, carinhosa e muito terra a terra, está sempre disponível para nos receber com uma chávena de chá e um abraço. Podem pensar "Mais um blog como tantos outros", mas não, este é especial, é único e envolvente. Deem uma vista de olhos, garanto que não se vão arrepender.

 

Antes de mais, obrigada Chic'Ana por este maravilhoso convite. É com enorme gosto que venho hoje até ao teu cantinho. Bem, que honra! 
 
Sem mais demoras, passemos ao que interessa... É assim, não sei se é a história mais hilariante de sempre, mas está no top!
 
Um dia de verão a tomar conta de dois dos meus miúdos...  "Vamos ao parque! Vamos ao parque! Vamos ao parque!". 
 
Com tanta pressão, fomos ao parque. Saltaram o que quiseram, andaram em todas as diversões, fizeram 1001 coisas.
 
Estavam eles nos baloiços, sentei-me em frente a eles, com uma distância de segurança, claro. E o que me lembrei de fazer?! Gravar as peripécias. 
 
Eles lá andavam para a frente para trás, falavam para a câmara, até que o miúdo Gabriel se põe a pé no baloiço e grita, "Agora vou fazer o meu SALTO TRIPLA!". 
 
Aguardamos. Pelo salto. 
 
Ele larga-se e cai de cara no chão. Mas com estilo. Alto estilo. E eu a gravar tudo, claro. 
 
Ir lá ajudá-lo?! Nem pensar... "Venham ver o vídeo, gravei o Gabriel a cair!" (atenção, estava tudo bem com ele, não sou assim tão má prima).
 
Quando ponho o vídeo a dar, rimos, rimos e rimos mais. Até as lágrimas saltarem dos olhos. Até fazerem uma poça no chão. O quê?! Uma poça de água no chão?! Mas o que é isto?!
 
Fala a miúda Leonor, a irmã do malabarista Gabriel. "Fiz xixi nas cuecas de tanto me rir!" 
 
(A caminho de casa...) 
 
"Eiiii, oiçam todos, a minha irmã fez xixi nas cuecas e já tem 10 anos! Está toda mijada!!!" 
 
Acabamos por ter dois motivos de risota geral e total. 
 
A Desconhecida 
 
O que eu me ri a imaginar a situação. Coitado do Gabriel a quem lhe faltaram as asas para voar e escapar da aterragem forçada.
Muito obrigada por esta participação, gostei mesmo muito.
 

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A maquilhagem duradoura

Os meus testes de maquilhagem são sempre muito simples e fáceis: normalmente testo o produto antes do banho para depois sair tudo sem grande esforço.

 

Ora, tenho um batom novo que me ofereceram há uns tempos, mas de um vermelho demasiado vivo. Ainda não o tinha experimentado e decidi que ontem seria o dia ideal.

Coloco o mesmo nos lábios, faço a passagem de modelos respetiva e banho.

 

Esfrego a cara, os lábios, até que já não sai mais vermelho nenhum. Limpo o rosto com a toalha, nenhuma marca de vermelho. Visto o pijama, saio da casa de banho..

 

M: Credo, tu não estiveste a tomar banho, estiveste a cozinhar-te lentamente.

Chic’ Ana: Então, o que foi?

M: Tu já te viste bem ao espelho? Pareces uma lagosta.

Chic’ Ana: O quê? Mas a água não estava muito quente e o banho foi rápido.. Não pode ser!

 

Nisto vou direta ao espelho e não imaginam o susto que apanhei. Eu estava toda, TODA vermelha.. O batom é daqueles que dura e dura e que não sai com duas cantigas. Não tinha desmaquilhante que conseguisse retirar o vermelho da cara, que apenas ficava mais intenso de tanto esfregar..

 

Conclusão: Já se cruzaram com alguém vermelho no dia de hoje? Prazer, sou eu!

 

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