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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One Smile a Day com.. a Miúda Opinativa

E o One Smile a Day de hoje pertence à Miúda Opinativa, autora do blog Opiniões e Postas de Pescada.  Uma adepta nata de opinar, com ela nada fica por desvendar! E é isto mesmo que ela nos apresenta diariamente: opiniões bem estruturadas e fundamentadas, nem que seja em simples sorrisos, que nos fazem refletir, concordar ou discordar. Não existe um tema único, podemos encontrar de tudo um pouco, desde os assuntos mais banais aos assuntos que exigem seriedade. Dona de uma personalidade que desperta empatia e sempre disposta a receber-nos simpaticamente, constitui para mim uma visita diária, leve, simples e descontraída. Venham daí conhecer esta miúda e boas quedas! (ups, leituras, boas leituras)

 

"OH MEU DEUS, a ChicAna convidou-me para participar nesta rubrica. AWESOME!!” – foi este o meu pensamento quando recebi o e-mail. Então ando nisto há tão pouco tempo e já estou a participar nestas coisas giras e que me têm dado tanto gozo ler? Fixe!! :D

Muito obrigada, mesmo, pelo convite!! :D

 

Por mais que me custe admitir, não me foi difícil lembrar de um episódio hilariante que tenha ocorrido na minha vida. Feliz ou infelizmente, eu sou algo propícia a situações inusitadas… Confesso que o difícil foi escolher. Enquanto pensava nisto, percebi uma coisa – a maioria das minhas situações hilariantes envolveram quedas. Consequência da minha débil motricidade… Vai daí que decidi que o episódio que ia contar tinha que ser sobre quedas. Mas qual?

Seria aquela vez em que me desequilibrei nas escadas do metro da Baixa-Chiado e fui a trote por ali abaixo, sempre a pensar que ainda ia mas é de rabo, e me agarrei a uma rapariga de casaco amarelo-mostarda (vergonha!!)?

Ou quando caí nas escadas da faculdade que estão mesmo de frente para o bar que, só por acaso, estava cheio e, portanto, tive uma assistência petrificada demasiado grande (vergonha!!) a ver-me a cair por ali abaixo?

 

Não. Tinha que ser a mais aparatosa e humilhante. E, por acaso, das mais recentes.

 

Foi há quase um ano. Estávamos no início de Abril, ainda chovia e eu tinha começado há cerca de um mês no meu trabalho. A empresa está localizada num complexo de escritórios agradável e à hora de almoço, eu dou sempre um passeio pelo complexo para esticar as pernas.

Mesmo quando está a chuviscar, como era o caso naquele dia. Acontece que o piso à entrada do edifício não é o melhor. É daqueles que escorregam assim que ficam ligeiramente molhados. Ora, sendo eu nova por ali, não tinha ainda percebido que era TÃO escorregadio, do género manteiga. Então, como é óbvio (pelo menos tratando-se de mim – tratando-se de uma pessoa normal, não seria assim tão óbvio), eu escorreguei e caí ali.

Mas não foi uma queda qualquer. Foi uma queda com tudo o que tenho direito. Escorreguei, perna esquerda levantou-se e caí de rabo/cóccix no chão e, qual Cinderela, perdi um sapato (inteligente, andava de sabrinas) que, sabe-se lá como, ficou atrás de mim.

Isto já teria sido suficientemente mau se eu estivesse sozinha. Mas não, óbvio que não. Tal como havia acontecido na escada da faculdade, tinha assistência. Mas em vez de um bando de estudantes universitários com fome, tinha o Diretor Geral, o Diretor Financeiro e o Diretor Comercial da empresa a verem isto tudo e sem saberem muito bem o que fazer.

Ajudam? Não ajudam? Ai, ai, o que fazemos… Ainda me perguntaram se estava bem, mas ficaram de tal forma petrificados com aquilo que, à exceção do Diretor Geral, ninguém teve grande reação. Nem uma mãozinha para ajudar a levantar? Nada! (E se calhar, ainda bem que não!).

Então e o que é que o Diretor Geral fez? Pegou na sabrina perdida e com um ar muito atrapalhado veio dar-ma. “Olhe… não se esqueça do sapato”. Sim, foi mesmo isso que ele me disse - “Não se esqueça do sapato.” Porque eu ia mesmo sair dali e entrar no edifício descalça.

 

Estão a imaginar? Novos numa empresa, a quererem causar uma boa impressão mas, em vez disso, a esbardalharem-se à grande e, como se isto não bastasse, o Diretor da dita empresa vir-vos entregar o sapatinho em mãos… Não sabia se ria (a minha reação natural às quedas é rir-me), se chorava (a VERDADEIRA HUMILHAÇÃO!!). Eu só queria que a minha queda tivesse aberto um buraco muito fundo para me enfiar. Escusado será dizer que esta história depois correu mundo e eu fiquei conhecida como a “nova que caiu”.

 

De repente, a humilhação sentida no Metro e na Faculdade não foram nada… Mas, felizmente, foi só humilhação. No meio disto tudo, nunca parti nada :D

 

Eu confesso que ao longo deste texto dei 3 gargalhadas enormes, por cada situação, mas a última, ai, a última! Acho que nunca tive uma queda assim tão aparatosa e principalmente com membros tão ilustres na plateia!

Muito, muito obrigada por esta partilha, acredita que eu é que tenho de agradecer por me contarem situações tão divertidas, e, que no fundo, podem acontecer a qualquer um.

 

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