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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

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“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

A Igreja e o Pai Natal

Este domingo assisti a uma missa na minha paróquia, designada por missa das crianças, em que é especialmente dirigida aos pequeninos: são eles que fazem as leituras, são eles que fazem a animação e o ofertório, a linguagem é diferente - feita para que estes entendam, os textos são explicados e são feitas perguntas por forma a haver mais interação e as crianças se manterem atentas.

 

Tudo estava a correr bem, até que no final me deparei com um discurso demasiado agressivo. Uma jovem dirige-se ao microfone e.. :

- "Meninos e meninas, todos sabemos que o Pai Natal não existe!"

(Nesta altura as crianças entreolhavam-se aflitas, até eu já estava de queixo caído com tal introdução, e continuou...)

- "O nosso símbolo é o Menino Jesus, e não um símbolo comercial, vamos acabar com os Pais Natal, vamos acabar com essa imagem a subir pelas escadas penduradas na janela! Nós somos Cristãos, nós comemoramos o nascimento e não o comércio. Todos nós já reparámos nos "Meninos Jesus" à janela, aqueles panos vermelhos com a imagem, isso sim é o símbolo do cristianismo naquele lar."

(Já havia crianças a chorar e a emaranhar pelos pais e catequistas acima)

- "Espero que comprem estes símbolos à saída da Igreja, vamos ostentar estas imagens e acabar com o Pai Natal! Obrigada pela vossa atenção"

 

Fiquei eu, ficou a restante audiência em choque, ficaram as crianças chorosas. Enfim.. Havia necessidade deste discurso? Todos sabemos que o Natal é o nascimento de Jesus, mas será que o Pai Natal não pode coexistir? Não se podem aliar as duas imagens? A meu ver é uma questão de explicação. As crianças têm de ter presente que a celebração é o nascimento de Jesus, é por Ele que comemoramos o Natal, é por Ele que temos o advento, um tempo de preparação e renovação espiritual.

A árvore de Natal é vista como a demonstração do céu de Natal aquando do nascimento de Jesus, daí as luzes que representam o brilho das estrelas.

O presépio é visto como a representação do nascimento, sendo as figuras mais importantes, Maria, José, o Menino e alguns animais.

E o Pai Natal é visto como um espírito de bondade e oferta. Uma recompensa por aquilo que fizemos ao longo do ano, podendo ser associado à lenda do antigo santo Nicolau, que descreve a generosidade para com o outro.

 

A meu ver não existe qualquer problema na sua coexistência. E mesmo que não concordassem, não é forma de expor a questão!

Foi o destruir de muitos sonhos infantis, as crianças hão-de perceber com o tempo que o Pai Natal não existe, hão-de optar por acreditar ou não! Mas isto é uma opção de cada um, é algo que os outros não deveriam destruir!

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3 comentários

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    Niki 18.12.2015 11:18

    Para sua informação o Natal não é só exclusivo a fé cristã, várias religiões comemoram no mês de Dezembro algo, alguns até no dia dos Reis Magos...
    Em países justos o dia 25 de Dezembro é feriado e chama-se dia da Família, um dia para celebrar a família e a bondade...
    E é isso que comemoro, e o seu testemunho é de mais uma cristã muito pouco tolerante, e fique a saber que a Igreja roubou as mais importantes celebrações as celebrações pagãs... Sabe o que se comemora em Dezembro de 21 a 25 de Dezembro o solstício de Inverno. E sabe que o Carnaval é uma autentica celebração pagã mas claro tem logo ali a Quarta-feira de cinzas mais uma vez o a bela da Igreja a roubar os costumes do passado.
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    Psicogata 18.12.2015 12:15

    Bolas de um simples comentário conseguiu descobrir isso tudo sobre mim?
    O que eu não gosto é de hipocrisia que começa logo com a nossa constituição que nos define como um país Laico se assim é os feriados religiosos deixam de fazer sentido.
    Que a Igreja cometeu e comete imensos erros, o maior deles a lavagem cerebral que fez e continua a fazer às pessoas qualquer pessoa minimamente informada e com dois dedos de testa sabe.
    Como diz a velha expressão não queira ensinar o Pai Nosso ao Vigário.
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