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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

A força da palavra "Não"!

Eu acho que tenho um problema com a palavra “Não”.

É importante saber dizer que não, mas mais importante ainda é fundamentar o não. Explicar as razões que estão associadas ao negar de uma ação.

 

Ontem estava a observar um casal a educar uma criança. A criança mexia-se e queria ir brincar para o parque infantil.

Criança: Mamã, posso ir brincar?

Mãe: Não!

Criança: Porquê? Há meninos a brincar…

Mãe: Não!

Pai: A mãe já disse que não.

 

E que tal explicarem que já estava tarde, ou que existiam coisas mais importantes para fazer naquele momento, ou que pura e simplesmente eram horas de ir lanchar? Acho que havia tantas abordagens possíveis para além de um simples não.

 

Com este comportamento coloquei-me a pensar em várias atitudes, e se realmente há uma coisa que me chateia é dizerem-me que não automaticamente e por vezes sem qualquer justificação associada.

 

Colega: Ana, sabes por acaso como se acede à aplicação?

Chic’ Ana: Sim, basta utilizar o login x.

Colega: Não..

Chic’ Ana: Não?! Então mas é assim que eu faço e estou neste momento ligada.

Colega: Mas não está correcto!

Chic’ Ana: Então qual é a forma correcta?

Colega: Não sei.

 

Colega: Preciso de ir à loja tratar do processo.

Chic’ Ana: Agora existe uma forma mais simples, ainda a semana passada utilizei e faz-se como está aqui.

Colega: Não me parece!

Chic’ Ana: Então porquê?

Colega: Não te sei explicar porquê, mas não me parece!

 

Chic’ Ana: Já viste as promoções que estão no supermercado esta semana? É de aproveitar!

Amigo: Oh, não estão nada! Onde é que viste isso?

Chic’ Ana: No folheto!! 

 

É de uma pessoa dar em doida, contudo também admito que há "Não's" que são auto-explicativos… 

Um não é um não, mas não deve ser aplicado de forma leviana. Depois assistimos a notícias em que "ah, eu disse que não, mas queria dizer que sim..!", isto para mim não é correcto, e pelo comportamento de uma pessoa normalmente são julgadas centenas.

 

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11 comentários

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    Chic'Ana 07.06.2017 08:44

    Mas é a nossa tendência natural "porque não, não é resposta" e é verdade. Mas não porquê?! Quais as justificações e argumentos?! Penso que isto é muito importante para o processo de crescimento, e se as crianças entenderem o motivo das coisas, muitas birras podem ser evitadas...
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    Heidiland 07.06.2017 09:04

    É uma estratégia que funciona muito bem com criança que são naturalmente curiosas. O "não" em si, não explica nada, simplesmente mostra o poder dos pais sobre os filhos.
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    Chic'Ana 07.06.2017 09:12

    Sim, mas é assim que queremos educar as crianças? Numa guerra pelo "poder"?
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    Heidiland 07.06.2017 09:21

    Se leres algures artigos sobre psicologia infantil verás que algumas crianças pela educação que estão a ter (ou ausência dela) mandam nos pais. A criança dita o que os pais vão fazer e por aí adiante. A essas crianças é a ausência de um "não".
    A parentalidade não é algo nada fácil, mas é preciso usarmos cabeça e tratar o outro da mesma forma que gostávamos que nos tratassem a nós, nem a mais nem a menos. Pelo menos é essa a minha visão da coisa.
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    Chic'Ana 07.06.2017 09:25

    Sim, as crianças mandarem nos pais também é algo que me faz uma tremenda confusão.. e conheço pelo menos dois casos assim, em que uma família já comprou 4 consolas, porque o filho faz birra, manda... etc...

    Sim, eu concordo com a tua visão! Vamos lá ver o que conseguimos fazer =)
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    Heidiland 07.06.2017 09:31

    Infelizmente devemos todos conhecer um ou dois casos desses. Tenho um primo afastado que sempre que queria um telemóvel novo atirava o "velho" à parede. Nós ficávamos sempre chocados com a situação, visto que os meus pais tinham-me dado uma educação completamente diferente. Sempre aprendi a estimar os presentes que recebia, porque o dinheiro custa a ganhar.
    Acredito que seremos o espelho da educação dos nossos pais. Se damos valor a determinados valores, não é por seremos mães que iremos mudar. Há pessoas que mudam durante a gravidez, mas eu penso que continuo a mesma ou talvez esteja mais calma e menos impulsiva (um milagre XD). O arquitecto também pensa como eu: explicar, falar e tentar compreender.
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    Chic'Ana 07.06.2017 09:36

    Nem mais, e é por ter estimado as coisas, que os meus brinquedos passaram todos para a minha irmã (10 anos depois) e que ainda guardo alguns na arrecadação que servirão muito bem para a bebé brincar quando tiver mais idade =)

    A gravidez tem esse efeito, acalma um pouco as pessoas! Eu pelo menos noto que ando muito mais relaxada...
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    Heidiland 07.06.2017 09:40

    O arquitecto quer trazer de Lisboa a coleccção de comboios e legos, porque estão todos bons e estimados. Na minha casa tenho imensos peluches que podem ser todos novamente lavados e usados.

    Na altura oferecemos muitos dos meus brinquedos aos meus primos: carros, legos e playmobile quase novos. Sempre odiei estragar as coisas e pedia sempre desculpa, se partia sem querer alguma coisa.

    Tu sempre aparentaste ser uma pessoa bem calma, ao contrário da minha pessoa
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    Chic'Ana 07.06.2017 09:49

    Eu acho que sim, aproveitem.. ela vai gostar de brincar com o que foi dos pais, e além do mais também poupam um pouquinho =) Há brinquedos que ainda se mantêm atuais!

    Humm também não sou assim muito calma, lol.
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    Heidiland 07.06.2017 09:52

    Ela vais gostar é de ver neve, passear ao ar-livre, dar comida aos patos e ver os veados no parque. Coisas que não tivemos na nossa infância
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