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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

O perigo dos tampos soft close

Já ouviram falar daqueles tampos soft close (sanitários), que baixam lentamente? Pois é, uma amiga minha equipou a casa de banho dela com esta brilhante inovação e estava super satisfeita. E o "estava" tem o tempo verbal corretamente aplicado!

 

O menino dela começou a ser independente e a utilizar a sanita de forma autónoma. Ficava realmente contente quando baixava o tampo e o via a mover-se lentamente. E eu pensei, “olha, aqui está algo para os ensinar a fazer desde pequeninos.”

 

Esta mudança e adaptação estava a correr pelo melhor, até que lhe telefonam de urgência da escola a indicar que a criança tinha ido para o hospital. Aparentemente fez o processo normal a que estava habituado: acabou as suas necessidades e baixou o tampo. Só que este não era soft close, baixou rapidamente, e, entalou a criança num dos locais mais sensíveis para os homens: no pénis!

 

Agora já se consegue rir da situação porque tudo não passou de um susto, mas podia ter sido bem pior, e, no entretanto regressou aos tampos normais, pelo menos até ele esquecer o episódio!

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E hoje é o último dia para participar aqui!

A lição da panela de pressão

Para quem gosta das minhas aventuras, este fim de semana foi rico em peripécias.

De sábado para domingo, deixei um frango do campo a descongelar, e como o frango do campo é sempre mais rijo que os que se compram no supermercado, decidi cozer primeiro e só depois colocar no forno.

 

A minha mãe sugeriu que eu utilizasse a panela de pressão e assim foi, ela emprestou-me a panela e seguiram-se logo uma série de recomendações.

 

Mãe: Colocas um pouco de água, até ficar a meio do frango mais ou menos, fechas muito bem, e quando o pipo começar a rodar, contas 10min.

Pai: Já ouvi dizer que estas panelas de pressão por vezes rebentam quando são mal utilizadas.

Chic’ Ana: Então mas acham que eu não sei cozinhar? Não deve ser assim tão difícil fazer isso…

 

Chegada a casa, toda contente, lá vou eu cumprir as indicações.

Primeiro deu-se uma luta sem igual para fechar a panela, não conseguia fazer com que os encaixes descessem e prendessem a tampa, mas decidi que não ia dar parte de fraca e telefonar a pedir auxilio. Após muitas voltas, já com o frango dentro da panela, apercebi-me que aquilo tinha umas roscas para levantar e baixar o suporte, voilá, primeira dificuldade ultrapassada.

Coloquei o lume a meio e fui arrumar umas coisas na sala. O tempo foi passando e eu nunca mais ouvia o pipo da panela! Decidi regressar à cozinha. Inspecionei a situação, a panela parecia-me de boa saúde, mas o pipo já deveria estar a rodar há imenso tempo. Decidi aumentar o lume, a panela começou a espumar por todo o lado… Corro, apago o lume e esta começa a assobiar…

Só se vê a Ana a fugir da cozinha a pensar que a panela ia rebentar. Já viram um miúdo ou um animal de estimação que fez asneira à espreita? Pois assim parecia eu à porta da cozinha! Não sabia se havia de entrar ou de fugir a 7 pés!

 

Passados uns segundos que me pareceram uma eternidade, a panela lá se calou, entrei de mansinho, tentei rodar a tampa, e sai de lá uma baforada de vapor que me embaciou as janelas todas, encheu-me a cozinha cheia de vapor, mas… lá estava o franguinho, cozinhado e bem tenrinho!

 

Da parte da tarde:

Mãe: Então, correu tudo bem?

Chic’ Ana: Sim, sim, o frango ficou perfeito, muito tenrinho, mas o pipo não rodou.

Mãe: E não lhe deste um piparote?

Chic’ Ana Não me deste essa instrução! Se calhar por isso é que a casa ficou cheia de vapor...

Mãe: Pois claro, não o foi libertando..

 

Portanto já sabem, lição número 1: verificar se o pipo está apto a rodar ou então a casa podem mandar pelo ar!

 

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Uma viagem a não perder!

Apesar do mau tempo que se fez sentir no sábado, este fim de semana foi para mim inesquecível (amanhã farei um post com o destino, e para mim, os locais a não perder).

 

Saímos de Lisboa em direção ao Norte pela manhã, cedinho, fomos abastecer o depósito sob uma chuva intensa, estávamos a adivinhar uma viagem daquelas perigosas, mas nada nos preparou para o que se seguiu.

 

Íamos em plena A1 e eu só dizia: "Não acredito que vai nevar e nós vamos para longe da neve!". À saída de Lisboa começou a chover torrencialmente, depois fez sol, à passagem por Alverca começa a chover torrencialmente, seguido de um granizo, de tal forma que os carros travaram a fundo, o piso ficou coberto de gelo e na faixa de rodagem contrária, houve um carro que literalmente voou para cima do separador central, para mim, foi um alívio quando vi o senhor a sair intacto do interior da viatura. Andámos uns metros e só víamos carros acidentados..

Após 1 ou 2 km's o sol voltou em grande força e parecia que nem sequer tinha chovido naquela zona. Esta diferença foi realmente incrível pois parecia uma realidade paralela.

A viagem continuou e junto à Serra de Aire e Candeeiros, começou novamente a chover, seguido de um granizo que se foi transformando em... NEVE!!! ESTAVA A NEVAR EM PLENA A1...

 

Nisto, o M começa a sentir o carro a fugir, estava a ser difícil de controlar. Teve ali uns segundos de tensão, até que olha para mim para me tentar acalmar, tranquilizar pois já tinha o carro controlado, quando se depara com a Ana, de janela completamente aberta, eufórica, a gesticular e a olhar maravilhada para a neve que cai no exterior e a tentar tirar fotos à mesma. Conclusão, fui eu que provoquei aquela instabilidade, pois vi neve e fiquei de tal forma maluquinha, que apenas a queria agarrar e nem me lembrei de mais nada! Felizmente que correu tudo bem.

 

Ao contar este episódio posteriormente, os meus pais ficaram alarmados, pois podia ter provocado um acidente, enquanto que a pergunta da minha irmã foi: "Então mas afinal tiraste uma boa foto ou não?". Só por aqui vê-se logo que somos irmãs!

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Já sabem, não abram a janela sem antes avisar o condutor, principalmente quando vão na auto-estrada e as condições não são as melhores...

O mistério do Hospital (resolução) - Segunda Parte

Tenho a dizer-vos que nunca esperei uma reação como a de ontem! Deixei-vos mesmo curiosos. Aqui está então a solução deste mistério!

 

Aqui há uns anos, estava eu em plena época de exames de secundário, (os exames faziam-se a todas as disciplinas e somente no 12º ano) quando os meus pais decidem fazer umas obras para colocar ar condicionado em casa.

 

Tinham arranjado a altura ideal e antes do verão: como estavam ambos a trabalhar, ficava lá a Ana a supervisionar as obras durante o dia, pois estava em época de estudos e não saía para lado nenhum. A obra ia decorrendo na sua normalidade - paredes e tectos partidos para esconder as tubagens, tintas para aqui, teto falso para ali. Era sempre um cheiro insuportável e eu mantinha-me na cozinha o dia todo a estudar na mesa. Afinal era a única divisão que não era alvo de intervenção. Bom, a cozinha e as casas de banho, mas não ia estudar para um espaço tão diminuto.

 

O corredor em casa era o caos, parecia uma pista de obstáculos para chegar ao quarto. Como o que estava menos mau era o da minha irmã dormi lá duas noites. Na segunda noite, estávamos numa brincadeira pegada (isto de estar quieta o dia todo é muito complicado, aliado ao stress de ter um exame no dia seguinte) – eram risos, era guerra de almofadas, havia de tudo um pouco… até que acalmámos e dedicámos-nos ao embelezamento para descontrair e relaxar.

 

A minha irmã tinha uma embalagem de creme de quilo novinha, e estava a transportar de um lado para o outro, quando a deixou cair.. e tinha de cair onde, perguntam vocês? Mesmo em cima do pé da Ana. Como eu tenho pés de princesa (pequenos e fininhos) que não estão habituados a este tipo de tratamento, lá começo eu aos saltos como um canguru pelo quarto – é que nem pela casa podia saltitar pois estava interdita – coloquei gelo e nem assim o inchaço diminuiu.

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Fui de imediato para o hospital.. e o resto da história vocês já conhecem!

 

O porquê de não me tratarem do pé? Detectaram que eu estava com uma baixa percentagem de oxigénio no sangue. O que é facilmente explicado, pois como tenho imensas alergias, aliado à asma, fiz uma reação de tal forma ao cheiro da tinta e das poeiras que a minha sorte no meio do azar, foi mesmo ter levado com a embalagem de quilo no pé! Quando os níveis já estavam regularizados, aí sim, trataram do meu pezinho! Muito obrigado a toda a equipa que tão bem me recebeu!

 

Conclusão: Não façam como eu que cheguei ao hospital e quando me perguntaram o que tinha acontecido, tive de dizer a verdade e saíram umas quantas gargalhadas! Afinal ninguém se lesiona com creme!!!

O mistério do Hospital - Primeira Parte

Chovia.. Era uma noite de Maio, fria, não se via praticamente ninguém na rua..

Olhámos para o relógio do carro, marcava as 23h20, mas o tempo parecia que tinha parado. Íamos eu e o meu pai para o hospital, infelizmente eu tinha tido um pequeno incidente com o pé, e apesar de ter um exame de psicologia no dia seguinte, não conseguia aguentar as dores.

De manhã teria de ir para o exame mesmo sem ter descansado convenientemente.

 

Cheguei à triagem e a enfermeira perguntou-me logo se eu conseguia andar bem. Eu respondi que podia andar ao pé coxinho se as distâncias a percorrer não fossem muito longas. Ela começou a fazer o diagnóstico, inclusivamente auscultou-me, mediu-me os índices de oxigénio e deu-me pulseira laranja. Eu que estava á espera de uma pulseira amarela no máximo, fiquei toda contente por um lado, pois significava que a espera seria menos longa. Mandou-me entrar de imediato. Veio um enfermeiro com uma cadeira de rodas e levou-me para uma sala, à saída acenei ao meu pai e disse que ia fazer os exames, não seria necessário acompanhar-me, tinha o telemóvel e dizia-lhe algo quando estivesse tudo despachado.

 

Levou-me para uma sala de aerossóis, puseram-me a soro num dos braços, no outro tiraram-me sangue e com outra agulha, que me espetaram em cima do dedo grande da mão, mediam os índices de oxigénio. Para além disso ainda me puseram uma máscara, mas ninguém ligava nenhuma ao meu pé, achei aquilo tão estranho que enviei mensagem ao meu pai.

 

Quando ele chegou apanhou um susto tremendo.

Pai: Ana, mas o que é que se passa? (a ficar branco)

Chic' Ana: Pois, não sei, deixaram-me aqui assim. E disseram que eram instruções do médico e que já vinham ver os resultados.

Pai: Mas já te viram o pé? Porque é que estás de máscara, a soro, e tens os braços todos furados??

Chic' Ana: Não, ninguém me viu o pé, dizem que vêem daqui a 30minutos ver como estou.. Fiz análises, levaram sangue em dois tubinhos, não faço ideia.

 

E agora, lanço-vos um desafio: mas o que se passou? Porque é que ninguém ligava ao meu pé? Afinal foi do que eu me queixei e o motivo para ter ido ao hospital..

 

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O pesadelo dos peixes - Episódio 1

Aqui há uns tempos num comentário sobre animais referi que não gostava de peixinhos para ter num aquário, em casa. Gosto muito de os ver nadar, gosto das cores e de os alimentar, mas detesto quando se portam mal. E os meus realmente portaram-se muito mal. Entre hoje e quinta-feira, vou contar num total de 3 episódios todos os meus dramas com peixes.

 

Quando tinha cerca de 3 anos era muito gorduchinha e comilona, quase não deixava os meus pais comerem descansados, sempre a pedir comida. Numa bela noite de verão na varanda..

Chic' Ana: Quero mais peixe.

Mãe: Oh Ana, já comeste demasiado, vai dar uma voltinha!

Nisto deu-me um bocadinho de pão para me entreter. Eu olho para o pão, e não desisto, afinal não me agrada um bocadinho de pão seco quando eles estão a comer sardinhas...

Chic' Ana: Peixe! (e aponto para o pão)

Pai: Vá, mais um bocadinho para ela fazer como nós e colocar o peixe no pão.

 

Depois de os chatear imenso com o peixe lá me dão um bocadinho e eu vou-me embora toda contente. Acabei de comer e queria mais. Vou outra vez ter com eles à varanda...

 

Mãe: Ahhhhh, (vira-se para o meu pai) olha, olha, a Ana tem uma coisa na garganta.

 

Quando cheguei ao pé deles tinha uma espinha completamente atravessada na garganta, de tal forma que quase furava a pele. Tentaram de tudo, dar-me pão, água, para ver se a espinha se ia embora e nada.

Vestiram-se à pressa, e eu de pijama, sem estar minimamente apresentável, lá me arrastaram para o hospital. No hospital deram voltas e mais voltas, e mesmo com uma espécie de tesoura com os cantos curvos, não conseguiam tirar a espinha. Já tinha um séquito de médicos à minha volta e nada.. Encaminharam-me de imediato para o Hospital de Santa Maria, porque tinham outros aparelhos e lá vamos nós novamente a todo o vapor.

A meio do caminho a espinha desapareceu. Com tantas voltas que me deram, a espinha lá deve ter acabado por escorregar e seguir o percurso normal.

Sei que os meus pais e avós andaram traumatizados uns tempos, escolhiam-me o peixe até ao ínfimo pormenor, e ainda hoje contam esta história a toda a família e é uma risada geral!

 

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Aqui há Gato.. Onde?

Decidi responder ao desafio criado pelo clube dos gatos (contar uma história engraçada com um gato), e, apesar de não ter nenhum animal de estimação, eis que me surgiu uma história este fim de semana! Depois desse dia, só tenho a dizer: Ainda bem que não tinha a árvore montada! Ora vejam:

 

No sábado, estava a conversar com a minha vizinha na soleira da porta, já de robe, ela com a porta encostada para ao gatinhos não fugirem quando de repente passa uma sombra escura muito rápida por entre as minhas pernas, seguida de outra mais clarinha a quem consegui captar o rabiosque. Ora, os gatitos couberam na fresta da porta e enfiaram-se a correr dentro do meu apartamento.
 
Lá vamos nós a correr casa dentro para pegar neles e devolve-los ao seu habitat, quando corremos todas as divisões e nada de gatos. Ok, procura mais minuciosa…
Comecei a seguir o rasto deixado por um: pelos! Um deles foi enfiar-se justamente dentro do meu móvel de televisão, aninhado em cima da box.. Riscou-me a box toda quando o tirei, pois estava super quentinho e nada de querer sair! Um já está, faltava o outro! Deste não havia qualquer rasto, após 30 minutos de procura, concluímos que ele devia ter voltado para o apartamento da minha vizinha, pois ela dizia que ele tinha esconderijos tão bons em casa que só aparecia quando queria!
 
E assim foi, no dia seguinte, descansada, vou ao roupeiro escolher a roupa para vestir, quando me cai uma coisa felpuda em cima. Com o susto só tive a reação de afastar, sacudir e lá vai o gato pelo ar.. Felizmente desta vez consegui agarrá-lo e devolvi-o no imediato. Tive um susto que me vai assombrar o roupeiro para o resto do tempo. Agora sempre que o abro é devagarinho e sempre à espera que algo me caia em cima!

 

O que andei a fazer no feriado, alguém adivinha?! 

 

Passei um excelente dia a ... limpar o roupeiro, lavar e passar a roupa a ferro, o gatito deixou tantos pelos que teve mesmo de ser...

 

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