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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Estou aqui!

Sim, eu tenho estado aqui, mas... não tenho tido um segundo para escrever o que quer que seja...

 

Começando: Eu, Luísa de Lencastre Rebelo de Sousa e Albuquerque, mãe de uma bebé de 7 meses (como o tempo passa), na semana passada coloquei de forma consciente e confiante na "pen" uma série de projetos urgentes que deveria terminar no fim de semana..

Hoje, quinta-feira, constato que a ingenuidade é uma das qualidades que me vai acompanhar até ao fim da vida!

 

E agora só me pergunto: será que amanhã ao fim do dia vou fazer a mesma coisa?! Claro que sim! A teimosia é outra das minhas grandes virtudes...

 

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Nota: Não é o meu verdadeiro nome, mas tem classe!

One Smile a Day com.. a MJ

A minha convidada desta semana é a MJ, autora do blog Caleidoscópio. A MJ já teve outros blogs, mas felizmente seguiu um novo caminho no Sapo Blogs, o que foi uma porta aberta para a conhecermos. O Caleidoscópio é um blog que nos faz pensar, pensar na vida, no que somos, no que representamos nesta enorme peça de teatro. É um espaço de partilha, um espaço que nos permite dar a nossa opinião sem qualquer filtro. Convido-vos a conhecer o espaço, mas essencialmente a MJ, uma pessoa simpática, acolhedora, sempre disposta a uma troca de palavras. Uma pessoa que nos estende a mão e o sorriso sempre que precisamos, com opiniões bem estruturadas e fundamentadas. Uma pessoa e um blog que valem a pena conhecer.

O jantarinho.

E pronto! Isso são coisas que se façam, Srª. D.ª Mamã, convidar-me para participar na rubrica das sextas-feiras?

A um convite destes quem é que resiste? Ah, pois é! Muito obrigada, querida Chic’Ana!

Na sequência do mesmo, e para que conste, aqui fica uma “triste estória”, a “estória” de um jantarinho que deu muito que falar, ó se deu!...

Era uma vez (não é assim que começam todas as “estórias”?!) uma alminha, (quem seria?), que decidiu convidar um casal amigo, pais de duas crianças amorosas, para jantar.

Dois dedos de conversa, acompanhados de um petiscozito regado com um bom tinto, sabe sempre muito bem!

Se bem pensou, mais rapidamente concretizou. Convite feito, convite aceite, dia combinado.

Colocava-se, agora, a questão de sempre: o que fazer? Hesitou, hesitou, até que decidiu. Faria um soufflé – a amiga gostava particularmente do dito, mas fazê-lo, nem pensar, dava muito trabalho! - uma boa salada de alface, tomate, manga e frutos secos, um pudim de leite dos dela, nada daqueles de pacote, uma salada de frutas toda “janota”,  e estava o assunto resolvido.

Na véspera verifica se havia  tudo o que era necessário para a realização do planeado. Havia, não faltava nada! Esfrega as mãos de contente, arregaça as mangas, e…, vamos a isto!

Começa pelo pudim. Fá-lo de véspera - fica sempre melhor - deixa o peixe já com sal.

No dia seguinte tratará do resto: comprar umas flores, o vinho, pôr a mesa, etc., etc.

Umas horitas depois, quando vê que é altura, o soufflé não gosta de esperas, é sair do forno e ir para a mesa,  começa a preparar o dito.

À hora combinada chegam os amigos. Num corre, corre, abre a porta. Beijinho a um, beijinho a outro, corre para a cozinha. Liga o forno.

A conversa na sala está animada. Não pode estar com eles mas não se importa. Gosta de os ouvir tagarelar,  gosta de ouvir as gargalhadas dos mais pequenitos.

Entretanto, a amiga passa pela cozinha e segreda: “Vou dar um jeito ao cabelo, o “meu” soufflé merece que me alinde!” Já da porta acrescenta: “que bela ideia, a tua!” Olha-a, sorri, ar brincalhão, responde: “gulosa, és uma gulosa”!

Continua o que estava a fazer: deitar o preparado no pirex.

Abre a porta do forno, pega no pirex, e…?! Um estrondo, um grito. Todos correm para a cozinha, num susto. Ela, mãos na cabeça, não queria acreditar. O pirex tinha-lhe escorregado das mãos e estava no chão, estilhaçado, um pouco por todo o lado.

 A amiga entra, de rompante. Ainda ouve alguém que lhe grita: “cuidado”! Só que o aviso não foi a tempo, já tinha escorregado na promessa de petisco, um “petisco” que a cobria da cabeça aos pés. É que havia soufflé por toda a cozinha: do chão, às paredes, aos armários, tudo tinha sido contemplado com uma bela “banhoca”, amiga incluída que, com ar desolado, continuava sentada no chão. Um dos pequenitos aproxima-se da mãe, começa a chorar e aponta-lhe a perna. Nem tinha reparado, o sangue corria de um golpe bem feio, que tinha feito e nem se tinha apercebido. “Posso tomar um banho?”, murmura.  Banho tomado, ferida limpa, desinfetada, penso colocado.

E agora, o que fazer? Outro soufflé era impensável.

Entreolham-se. Os amigos, ar de riso mal contido, ela num sufoco. De repente, ouve-se uma vozita toda contente: “não há salsichas”? Salsichas?! “Eu quero, eu quero”, gritam os meus dois “anjos da guarda” em coro.

E assim foi: tivemos que nos contentar com umas tristes salsichinhas de lata e umas batatas fritas, de pacote. Valeu a salada, o pudim e, passado que foi o susto, o que nos divertimos com tudo aquilo.  

Muito obrigada por esta participação deliciosa, o que eu me ri. Que belo jantar de amigos que foi salvo pelos dois pequeninos e pelas salsichas. Eu bem digo que devemos ter em casa esta comida de "emergência", aqui está a prova de que faz todo o sentido.

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Quem não tem cão...

Tenho uma amiga que tem a mobília de casa toda roída. Desde a mesa, às cadeiras, aos sofás... O cão dela em pequenino não lhe deu descanso um minuto..

 

Agora compreendo bem o que ela passou, não tenho cão, mas tenho uma bebé, uma roedora em crescimento, e conta apenas com dois dentes!

 

Digam-me, há alguma forma de proteger tudo o que esteja abaixo do nosso joelho? Já lhe comprei uns quantos mordedores, mas ela acha mais piada a tudo o que não é indicado para colocar na boca.

 

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Qual o objeto preferido da Little B para roer? Os cortinados!!! Não lhe podemos pegar ao colo e fechar os estores, que quando começamos novamente a andar, o cortinado vem agarrado à boca da pequenina.

 

Estarei de volta sexta-feira com um "One Smile a Day" delicioso! Vou aproveitar estes dois dias para descansar. Um bom feriado a todos.

 

Lembram-se do passatempo do Bruno? Daqui a pouco sai o resultado!

Sereia por um dia

Uma das consequências da gripe da Little B, foi a afonia da mãe.. Estive dois dias inteiros em que não saiu um “ai” da minha boca. Por mais que me esforçasse não tinha voz, o que deu origem a um dos episódios mais engraçados que já tive.

 

Estava a regressar a casa do trabalho em pleno metro quando encontrei uma das crianças a quem dei catequese…

Criança: Olá Ana, há tanto tempo que não te via, estás boa?

Chic’ Ana

Criança: Oh, então, que se passa?

Chic’ Ana: (Começo a apontar para a garganta, com uma mímica estranha, que nunca tive jeito para fazer tal coisa)

Criança: Ahh, já percebi, não consegues falar..

Chic’ Ana

 

Nisto olho para a frente e está uma menina mais pequenina, de 3/ 4 anos a olhar para mim com os olhos muito abertos a sorrir. Eu sorrio de volta e a menina faz um olhar ainda mais ternurento e entusiasmado.

Mãe da menina: Não olhes assim para a senhora, o que se passa?

Menina: Mas mãe, é maravilhosa.

Mãe: Maravilhosa? Foi a palavra que aprendeste hoje na escola?

Menina: Não, tu não vês?

Mãe: Ver o quê? É uma senhora que está a sorrir para ti.

Menina: Não, é muito mais que isso… É uma sereia..!

Mãe: Uma sereia? Não digas palermices…

 

Nisto abre um livro que tem na mala.

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Menina: Temos de a ajudar, a bruxa levou a voz da sereia para ela conseguir ter pernas, e agora precisamos de a ajudar.

 

Tanto eu como a mãe nos começámos a rir imenso..

 

Menina: Tenho aqui outra coisa que vai ajudar.

E começa a tirar uma garrafa de água da mochila..

 

Mãe: O que vais fazer agora? 

Menina: Vou molhar a sereia para ela aguentar mais tempo com pernas.. Deve estar cheia de dores.

 

Foi ver a mãe a toda a pressa a retirar a garrafa de água das mãos da menina, ou o meu resfriado teria piorado a olhos vistos com o banho que ela se preparava para me dar...

 

 

As crianças realmente têm uma imaginação fantástica!

 

 

One Smile a Day com.. a Maria

Hoje venho apresentar-vos a Maria, autora de um cantinho muito acolhedor, o Cantinho da Casa. Este é um blog que existe desde 2008 e que está quase a completar 10 anos de existência. E é, tal como o nome indica, um cantinho que nos recebe de braços abertos, onde são partilhados pensamentos, ideias, sentimentos do dia a dia, mais profundos, menos profundos, mas sempre marcados pela genuinidade, pela simpatia e pela generosidade de alguém sempre disposto a um sorriso e a um abraço apertado. Mas deixemo-nos de introdução, pois o texto que se segue mostra bem a pessoa que existe por trás deste blog.

 

Nos anos 80, jovem apaixonada que era pela vida ( e sou) e pelo namorado que tinha então, estava de férias  com umas amigas num parque de campismo,  lá mais para o Norte do país, foram elas, um dia, dar um passeio de carro, eu fiquei no atrelado/tenda do meu pai, confortavelmente a descansar.
Naquela altura não havia telemóveis, contactar com o namorado só por telefone, ele trabalhava na altura das minhas férias, mas filho de patrão que era, de quando em vez, tirava o dia, ou a tarde para arejar.

Ora estava eu a descansar, aparece-me ele na tenda. Fiquei boquiaberta e feliz com aquela "aparição".

Decidimos dar uma volta. Não tinha como avisar as minhas amigas, elas sabiam que ele era homem de aparecer e se eu não estivesse não tinham de se preocupar, estaria com ele.

Fomos até Vigo. Nessa dia  estava bastante calor, lembro-me de ver fumo nos montes de tão vastos incêndios na altura. 

Paramos em frente a um bar discoteca, outros carros por lá estacionados, decidimos entrar para beber um copo e dançar.

Não estivemos mais de duas horas, quando decidimos sair e dar um passeio a pé, eis que chegamos à porta e não vemos o nosso carro, nem nenhum dos outros.

Pensamos de imediato que o carro fora roubado. Quem estava por perto percebeu que procurávamos o nosso, alguém nos diz que naquela zona era proibido estacionar e que a polícia rebocara todos os carros.

Ele ficou zangado. Lembro-me de comentar que a polícia sabia que aqueles carros seriam das pessoas que estavam na discoteca, que podia ter alertado o responsável e avisar-nos para os tirar dali.

Mas não havia nada a fazer, perguntamos onde ficava a estação de reboque da polícia.

Foi então que um balde de água fria nos caiu em cima. «Fica a cerca de 3 km daqui...vão encontrar uma descida bem acentuada, ao fundo encontram a polícia», lembro-me de ouvir. 

Lá fomos os dois, a dita rua  nunca mais aparecia, ambos atentos a tudo até que vejo o carro lá, na dita descida, ao fundo ( estou a vê-lo com o se fosse hoje).

O polícia  foi simpático, perdoou-nos a multa mas não perdoou o reboque.

Saímos de Vigo, não me recordo onde jantámos, decidimos parar o carro junto ao rio Minho, num lugar cheio de pinheiros, para conversarmos um pouco e  revermos o que acontecera. 

Curioso, sempre que vou para aquela zona, não me recordo do lugar exacto, mas lembro-me dele nessa noite.

A música do carro era a nossa companhia,  conversávamos sobre tudo, trocávamos os nossos beijos, até que era hora de ele regressar, o dia seguinte era de trabalho, ainda tinha de me levar ao parque de campismo, a poucos quilómetros daquele lugar...

Pôs o carro a trabalhar, meteu a marcha atrás, as rodas da frente patinavam, o carro não cedia.

«Que diabo aconteceu?!», perguntávamos preocupados.

Tentou segunda vez, sentimos que as rodas estavam "metidas" em buracos de areia.

Saímos do carro e lá estavam elas, as rodas da frente, afundadas na areia.

Quando lá chegamos não déramos conta que estacionáramos numa pequena zona de areia.

Cada um de nós junto às rodas da frente, mão a mão retirávamos a areia detrás e debaixo delas. Mas era de mais. Tão cedo não saíriamos dali.

Retirada uma boa porção de areia, ele entrou no carro, tirou os tapetes da frente, fui ajudá-lo a metê-los bem junto às rodas.

Entrou no carro e as rodas continuavam a patinar.

Transpirávamos por todos os poros do nosso corpo. Desesperados do esforço, ao mesmo tempo ríamos da cena por que passávamos.

Ninguém por perto para nos ajudar, ou se estava, certamente gozava com a cena.

Precisávamos de tirar mais  umas  quantas mãozadas de areia.

Primeira, segunda, terceira, tentativas, as rodas cedem, o carro  sai de marcha atrás, eu apanho os tapetes do carro, sacudo-os e são colocados nos seus lugares.

Cansados da cena, tarde que era, deixou-me no parque e seguiu para Braga.

Entrei na tenda. Ninguém à vista. As minhas amigas não tinham chegado, ainda.

E eu acho que nunca contei o que nos acontecera.

Durante uns tempos ria-me de tão caricata cena.

Desde então, sempre que vou à praia e estaciono o carro numa zona de areia não vou longe de mais.

«Gato escaldado de água fria tem medo».

Obrigada Maria, por esta bela partilha, para além de todas as peripécias (tenho sempre um medo terrível de me esquecer onde deixo o carro e de bancos de areia) deu para recordar e ter saudades das noites de verão, e a título pessoal, obrigada, do fundo do coração, pelo apoio, pela partilha de experiências, pela troca de pensamentos.

Um grande, grande beijinho.

 

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Uma bebé com etiqueta

Uma das nossas regras quando ainda estava grávida foi: Não comprar brinquedos ou outros acessórios que fosse possível escolher mais tarde de acordo com o desenvolvimento da bebé.

 

Os brinquedos da Little B foram todos oferecidos por pessoas que a vieram visitar, de todas as cores e feitios, de diferentes texturas, musicais, etc.. Mas nada, nada bate a parte fundamental de um brinquedo e com a qual ela adora brincar..

Adivinham qual é? 

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A etiqueta… Ainda dizem que a minha bebé não tem etiqueta? Tem várias! Ai de mim se as recorto dos brinquedos, depois não brinca com eles…

Apoio à natalidade: Creches

Antes de escrever este post, esperei uns tempos, que a poeira assentasse, que eu própria não me revoltasse em demasia e colocasse aqui uma enxurrada de palavras apenas com o coração. Agora sim, consigo opinar de forma mais racional.

 

O processo de seleção de creche para a Little B não foi fácil, ao todo penso que percorremos cerca de 15 creches na região de Lisboa. É um processo que exige tempo, e, quem estiver a pensar em engravidar, uma das coisas que deve fazer é a pré-inscrição na creche desejada, pois em algumas não existem vagas de berçário até 2020 (Pessoas que nem sequer estão grávidas, já têm pré-inscrições em creches, isto para mim é uma loucura, mas aparentemente é apenas para mim – eu não conseguia fazer uma pré-inscrição sem ter a certeza que conseguia engravidar).

 

Começámos pelas IPSS’s, para termos alguma contribuição do estado e termos margem de manobra para despesas que possam surgir, e sim, com uma bebé há sempre imprevistos, um fundo de maneio é crucial.

Após percorrermos várias IPSS’s, chegámos à conclusão que nenhuma tinha vaga para a nossa pequenina. Não obedecíamos a um padrão chave que nos permitisse integrar a lista de concorrentes:

- Não somos uma família numerosa;

- Não somos uma família monoparental;

- Não somos divorciados;

- Não estamos desempregados;

- Não somos pais adolescentes.

 

As IPSS’s não tinham vagas comparticipadas, mas tinham vagas sem comparticipação com uma mensalidade base a começar nos 350€ (Na minha ingenuidade nem sabia que isto era possível, sem contar com seguros, inscrição, em muitas, alimentação, etc., sempre a somar aos 350€).

Se quiséssemos ser um dos elementos prioritários, era fácil, apenas precisávamos de nos divorciar. Mas, como somos ambos casmurros e ainda valorizamos a instituição que é o matrimónio, continuamos casados e sem vagas em IPSS’s. (Nem sequer vou referir os casos em que os pais estão desempregados, a receber subsidio de desemprego, que somado e tendo em conta que não têm mais nenhuma despesa (renda de casa, têm direito a cabazes de alimentação), conseguem poupar cerca de 500€/mês e ter o bebé numa creche).

 

Dado que as IPSS’s não constituíam uma solução, avançámos então para as creches privadas.

 

Temos uma mensalidade a rondar os 500€ e percebemos assustadoramente que é das mais baratas, felizmente, é também a creche que mais gostámos.

Tudo isto obrigou a uma contenção familiar mais apertada: a amortização da casa vai ter de ficar para segundo plano, nada de almoços e jantares fora, nada de passeios extravagantes, as férias terão de ser muito bem ponderadas, poupar o máximo possível.

 

Eu gostava de ter uma família grande, adorava ter mais um ou dois filhotes, mas… como é que é possível!? Neste momento não consigo ter duas crianças numa creche.

 

São estes os apoios à natalidade que temos no nosso país?! O Estado ainda não se apercebeu que as crianças não nascem logo com 3 anos? O que lhes fazemos até entrarem no Jardim de Infância?

Estamos a falar de 6000€/ ano para uma creche…

 

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One Smile a Day com.. a Desconhecida

Como escapar do azar da sexta-feira 13? Fácil! Sorrir com esta rubrica e com a Desconhecida, autora do blog 1 Simples Desconhecido. A minha convidada de hoje é uma menina que nos envolve no seu dia a dia com uma forte componente familiar. Histórias hilariantes contadas na primeira pessoa de uma família unida e divertida. "Os meus miúdos", como carinhosamente lhes chama, fazem as minhas delícias. Dona de uma personalidade simpática, carinhosa e muito terra a terra, está sempre disponível para nos receber com uma chávena de chá e um abraço. Podem pensar "Mais um blog como tantos outros", mas não, este é especial, é único e envolvente. Deem uma vista de olhos, garanto que não se vão arrepender.

 

Antes de mais, obrigada Chic'Ana por este maravilhoso convite. É com enorme gosto que venho hoje até ao teu cantinho. Bem, que honra! 
 
Sem mais demoras, passemos ao que interessa... É assim, não sei se é a história mais hilariante de sempre, mas está no top!
 
Um dia de verão a tomar conta de dois dos meus miúdos...  "Vamos ao parque! Vamos ao parque! Vamos ao parque!". 
 
Com tanta pressão, fomos ao parque. Saltaram o que quiseram, andaram em todas as diversões, fizeram 1001 coisas.
 
Estavam eles nos baloiços, sentei-me em frente a eles, com uma distância de segurança, claro. E o que me lembrei de fazer?! Gravar as peripécias. 
 
Eles lá andavam para a frente para trás, falavam para a câmara, até que o miúdo Gabriel se põe a pé no baloiço e grita, "Agora vou fazer o meu SALTO TRIPLA!". 
 
Aguardamos. Pelo salto. 
 
Ele larga-se e cai de cara no chão. Mas com estilo. Alto estilo. E eu a gravar tudo, claro. 
 
Ir lá ajudá-lo?! Nem pensar... "Venham ver o vídeo, gravei o Gabriel a cair!" (atenção, estava tudo bem com ele, não sou assim tão má prima).
 
Quando ponho o vídeo a dar, rimos, rimos e rimos mais. Até as lágrimas saltarem dos olhos. Até fazerem uma poça no chão. O quê?! Uma poça de água no chão?! Mas o que é isto?!
 
Fala a miúda Leonor, a irmã do malabarista Gabriel. "Fiz xixi nas cuecas de tanto me rir!" 
 
(A caminho de casa...) 
 
"Eiiii, oiçam todos, a minha irmã fez xixi nas cuecas e já tem 10 anos! Está toda mijada!!!" 
 
Acabamos por ter dois motivos de risota geral e total. 
 
A Desconhecida 
 
O que eu me ri a imaginar a situação. Coitado do Gabriel a quem lhe faltaram as asas para voar e escapar da aterragem forçada.
Muito obrigada por esta participação, gostei mesmo muito.
 

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A maquilhagem duradoura

Os meus testes de maquilhagem são sempre muito simples e fáceis: normalmente testo o produto antes do banho para depois sair tudo sem grande esforço.

 

Ora, tenho um batom novo que me ofereceram há uns tempos, mas de um vermelho demasiado vivo. Ainda não o tinha experimentado e decidi que ontem seria o dia ideal.

Coloco o mesmo nos lábios, faço a passagem de modelos respetiva e banho.

 

Esfrego a cara, os lábios, até que já não sai mais vermelho nenhum. Limpo o rosto com a toalha, nenhuma marca de vermelho. Visto o pijama, saio da casa de banho..

 

M: Credo, tu não estiveste a tomar banho, estiveste a cozinhar-te lentamente.

Chic’ Ana: Então, o que foi?

M: Tu já te viste bem ao espelho? Pareces uma lagosta.

Chic’ Ana: O quê? Mas a água não estava muito quente e o banho foi rápido.. Não pode ser!

 

Nisto vou direta ao espelho e não imaginam o susto que apanhei. Eu estava toda, TODA vermelha.. O batom é daqueles que dura e dura e que não sai com duas cantigas. Não tinha desmaquilhante que conseguisse retirar o vermelho da cara, que apenas ficava mais intenso de tanto esfregar..

 

Conclusão: Já se cruzaram com alguém vermelho no dia de hoje? Prazer, sou eu!

 

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