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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

O estranho caso do casaco

O M tem um casaco de andar por casa que é super quentinho. Fica-me grande, mas é extremamente confortável, quente e aconchegante. Eu tenho casacos, tenho robes, tenho pijamas fofinhos, mas nenhum desempenha tão bem a função como aquele casaco! Para além de que as mangas fazem também de luva quando quero pegar numa panela quente, portanto, acaba por ser o 2 em 1 perfeito.

 

Só tenho autorização para o utilizar quando o dono tem calor e não o tem vestido, portanto, cada vez que ele tem o casaco no roupeiro ou sobre alguma peça de mobília, lá vou eu toda contente vestir o mesmo. (até porque a divisão atual não me parece justa: então ele fica com o casaco no inverno e eu no verão? No verão preciso é de uma ventoinha).

 

Agora vem então o verdadeiro problema: Cada vez que visto o casaco tenho de desaparecer! Se ele não me vir, nem se lembra do mesmo, portanto não tem frio, pode estar confortavelmente de t-shirt como se estivesse em pleno Verão. Se por acaso entro no campo de visão dele com o casaco vestido, dá-lhe um frio instantâneo que me faz despir o mesmo para o vestir!

 

Acham que se o tingir de cor de rosa, ele me deixa ficar com ele?! E não me apresentem a sugestão de comprar um igual, pois quando vamos ás compras, não conseguimos comprar roupa para nós dois tamanhos acima, nem com mangas daquele comprimento. Só mesmo na secção masculina e tendo a feminina ao nosso dispor, o casaco torna-se secundário.

 

Sou só eu que passo por isto, ou há mais gente com o mesmo dilema?

Vocês, homens, também podem responder: qual a razão para este comportamento?

 

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Como retirar a pele ao tomate

Confesso que adoro blogs de culinária. Aprendo imensa coisa e já serviram de fonte de inspiração para muitas refeições. Para além disso, há sempre imensos truques, coisas tão simples que facilitam, e muito, todo o processo.

 

Modéstia á parte, adoro fazer sopas e sobremesas, acho que ficam sempre bem. Agora quanto ao resto, é sempre complicado decidir o que vou fazer, especialmente quando envolve tomate maduro. Digam-me, sou só eu que tenho uma dificuldade enorme em retirar a pele ao mesmo?

Começo a retirar a pele, ele começa a escorregar para todo o lado. Agarro-o melhor, de tal forma, que faço dois buraquinhos e ele continua a querer fugir para todo o lado. Tenho de lhe tirar a pele logo sobre a panela que vou utilizar, pois a quantidade de molho que escorre é de tal forma que geralmente chego ao fim sem nada na mão.

 

Meninas e meninos que estão habituados a lidar com tomate, como é que lhe tiram a pele de uma forma célere e sem sujar tudo em redor? Digam-me que não sou a única com esta dificuldade…

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Parasita da Sociedade

Se nas grandes cidades e com as devidas condições de isolamento nas casas, eu já sentia algum frio, este fim de semana no campo pensei que fosse congelar. O vento da serra estava gelado, as casas não conservam a temperatura convenientemente e à noite.. Ui, a noite!… As noites são geladas, fazendo com que de manhã se esteja melhor fora de casa do que no seu interior.

 

A única solução é mesmo acender a lareira, adotar uma postura de hibernação e permanecer muito quieta em frente à mesma! Qualquer movimento, por ínfimo que seja, pode ser sinal de uma grande corrente de ar gelada.

 

Contudo, sábado esteve um bonito dia de sol e tínhamos de aproveitar para dar um jeito ao terreno. Cada vez que colocava o nariz de fora, voltava a correr para cima da lareira.

 

Os meus pais espreitavam à janela, eu via as sombras deles e colava-me à parede, eles não me viam, davam meia volta e iam embora. A dada altura aparecem em duas janelas. Eu não vou de modas e atiro-me em voo picado para cima do tapete. Consegui escapar a mais uma investida. Fiquei estendida no chão, escondida das janelas, coberta pelos sofás e longe da vista de olhares alheios durante uma boa meia hora.

 

Eu queria, eu queria mesmo sair de casa, mas a preguiça estava a ser mais forte do que eu, aquele frio invadia o meu corpo e fazia com que ficasse mumificada.

 

Este sábado fui realmente uma parasita da sociedade! (Por meia hora, depois disso, toca a trabalhar).

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O mistério dos peixinhos de prata

Sabem o que são os peixinhos de prata? Aqueles bichinhos pequeninos e rastejantes que têm uma tendência quase natural para aparecerem nas casas de banho? (Zonas mais húmidas). Depois  das obras em casa e por causa do cheiro do verniz, silicones, etc. eles desapareceram de um momento para o outro.

 

Estiveram meses sem se verem, até que voltaram a aparecer. São como uma praga, parece que se reproduzem imenso e não é fácil acabar com a sua espécie. Contudo, de há umas semanas para cá, desapareceram! Assim, de um momento para o outro e aparentemente sem qualquer mudança. Para além deles, também não vi qualquer tipo de insectos, mesmo os mais comuns. Pensei que estivéssemos a sofrer um qualquer extermínio e que os humanos fossem os próximos.

 

E se calhar era o que estava nos planos de uma determinada criatura que nos invadiu a despensa! Num belo dia em que estava a arrumar as compras, olho para o chão, e ali à minha frente estava nada mais nada menos que uma osga! IMG_20161021_201354.jpgUma osga, gordinha e no sítio mais quentinho da casa! O mistério do desaparecimento estava explicado.. Mas agora permanece outro: afinal há quanto tempo tenho uma osga em casa? Como é que ela lá foi parar?! Ainda moro num andar alto.. e por baixo da porta não me parece.

 

Depois de muita deliberação, lá convidámos a mesma a sair de nossa casa. Eu por mim tinha adoptado a osga, afinal acabou com todos os outros bichinhos.. Era somente uma questão de lhe fazermos um lar adequado num ambiente controlado. 

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Aspiradores e homens!

Ontem já vos tinha dito que este fim de semana tinha sido rico em peripécias. Portanto, vamos lá..

 

Sexta-feira à noite telefonei à minha mãe para lhe perguntar se ia fazer alguma máquina de roupa branca. Ela disse que sim, e lá fui eu toda contente com duas camisas para aproveitar a lavagem.

 

Domingo, fui lá buscar as camisas já lavadinhas, branquinhas, branquinhas e aproveitei a tarde de engomar para as passar a ferro.

 

Coloquei o meu estaminé em ordem e mãos à obra.. Era uma pilha de roupa que me ia durar para a tarde toda. Para dividir esforços, o M ficou encarregue de aspirar o chão.

 

Já estava quase a terminar, com a roupa toda dobradinha na mesa da cozinha, camisas penduradas nas costas das cadeiras, quando chega o M de aspirador em riste. Aspira, aspira, até que vê uma migalha em cima da mesa da cozinha. O que é que ele decide fazer? Aspirar a migalha…

 

Entusiasma-se com o restante espaço e dá largas ao aspirador (já sem o acessório do chão, somente o tubo) que acaba por aspirar a minha camisa branquinha, branquinha. Ora, a manga da camisa entrou a direito para dentro do tubo do aspirador. Quando a conseguimos salvar do bicho devorador, a manga não estava branquinha, branquinha. A manga estava cinzenta escura…

 

2 horas de molho em Neoblanc gentil atenuou um pouco a sujidade, mas não a removeu. Coloquei-a em lixívia pura e não funcionou. Sugestões? Ideias? Alguém que salve a minha camisa branquinha, branquinha que agora está mais sujinha que na sexta-feira?

 

Como vêm não somos um casal com muita queda para os aspiradores! Ver aqui a história anterior.

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O meu Diablo

Este fim de semana estive a jogar Diablo, desengane-se quem pensa que estou a falar da febre do jogo de computador ou consolas que para aí anda, estive mesmo a jogar com aquele objeto em forma de ampulheta, que tinha dois pauzinhos com uma corda para equilibrar o objeto, atirar ao ar e voltar a apanhar.. Sabem do que estou a falar, certo? Ou estou a desenterrar um típico tesourinho deprimente?

 

Eu era mesmo boa com aquilo: fazia uma série de truques e normalmente atirava o Diablo a uma grande altura e conseguia apanhar sem qualquer problema.

 

Ontem foi o dia, o dia em que percebi que tenho de praticar mais se quero regressar à infância.

 

Estava eu muito bem ao lado da casa a atirar o Diablo ao ar, ele subia cada vez mais, cada vez mais alto, e eu com cada vez mais confiança. Sempre me disseram que quanto mais se sobe, maior é a queda, pois assim foi. A minha confiança está neste momento em cima do telhado, juntamente com o Diablo. 

Podia alegar que esteve um vento demoníaco, mas não corria uma aragem. Podia dizer que foi uma gaivota que colidiu com ele e que o empurrou para cima do telhado, mas por aqui só há mesmo aves de rapina e não se via nenhuma nas redondezas...

 

Dream on, dream on!

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Eu voltarei para te buscar, quando ninguém estiver a ver... Espera por mim!

 

Já participaram no passatempo? Restam 2 dias!

Os segredos do Campo

Eu sou uma menina da cidade, sempre vivi em grandes cidades e a primeira noite fora de apartamentos e no meio rural foi há precisamente 6 anos.

 

O dia decorreu às mil maravilhas: tudo era novidade. O campo com as suas cores, com os seus cheiros, a natureza em estado puro, os diversos animais que só tinha visto no jardim zoológico, em revistas, na televisão e outros, que ainda hoje estou para saber que espécie são. O entusiasmo era vibrante, mas nada me tinha preparado para a primeira noite no campo.

 

Quem tem casas de campo, mais antigas, sem grandes isolamentos vai ler o resto do texto e identificar-se de imediato.  Quem nunca esteve numa casa assim, mas um dia vai estar, fica o alerta.

 

Com o cair da noite, em Dezembro, chegaram os ventos frios das serras. A chuva fazia-se sentir e sabia bem o conforto de estar no interior da habitação.

Por volta das 23h, deitei-me (quando a instabilidade meteorológica é grande, a eletricidade falha quase sempre), e o silêncio conhecido era sepulcral: não havia carros, aviões, comboios, pessoas a gritar na rua, nenhum movimento.

O som do vento era amplificado de tal forma que só me apetecia agarrar a cama com medo que esta voasse. O som da chuva a bater na janela do sótão era tão audível que parecia que estavam a atirar pedras à mesma. Os ramos batiam no telhado e parecia que estava alguém à porta a forçar a fechadura. Com os sentidos em alerta máximo, comecei a ouvir passos cada vez mais próximos. Sentei-me na cama e apurei a audição, o som chegava do telhado, eram os passarinhos que por entre telhas se tentavam abrigar. De seguida outro som, um raf-raf constante, dos bichinhos da madeira que insistiam em banquetear-se, os cães ladravam e ouviam-se outros animais. Todos os sons somados faziam uma orquestra tal, que fizeram com que eu começasse a dormir com o raiar do sol.

O meu comportamento nessa noite, foi igual à imagem que se encontra abaixo.

 

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Sim, a primeira noite foi assustadora, mas é um som ao qual nos habituamos num ápice, e nos dias de hoje, é uma sinfonia que eu anseio ouvir cada vez, que me embala e me faz dormir muito melhor. Trocava todos os sons da cidade por estes sons da natureza.

 

Quem é que já passou por uma experiência semelhante?

 

 

O meu Natal

A minha casa está oficialmente vestida de verde e vermelho, as cores de excelência desta época. Não podia estar mais contente com esta transformação! Respira-se Natal um pouquinho por todo o lado e o sorriso tende a ser maior de dia para dia. O senhor das barbas brancas está quase, quase a chegar e eu já tenho a lareira pronta para o apanhar, aliás, receber, eu queria dizer receber, com um pratinho de bolachas e docinhos (Sim, que uma barriguinha daquelas não se cria de um dia para o outro).

 

Ainda me faltam comprar os chocolates para colocar na árvore e espero não ter ladrões como os do ano passado, pelo menos eu aprendi a lição.

 

 

Que me dizem da decoração? Quase tudo feito à mão! O anjo em serapilheira foi a minha mãe que o fez, demorou horas, mas ficou lindo! A maior parte das coisas aproveitei do ano anterior.

 

Para finalizar o meu dia de ontem, recebi o miminho do Pai Natal Secreto IV, organizado pelo blog Life Inc. Confesso que fiquei emocionada, muito mesmo, primeiro com a pessoa que me calhou, com quem eu tenho uma empatia enorme e depois com todo o cuidado com a prendinha. Vinha num embrulho todo catita, com um postal maravilhoso e a prenda em si é linda, aliás, já a tenho pendurada em casa. Os bombons, esses também já estão pendurados na árvore. Será que resistem até dia 25?

 

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Cristina, muito obrigada por esta surpresa fantástica! Eu adorei! 

Rentabilizar o tempo

Domingo à noite precisei de um produto que estava no móvel da casa banho. Para não perder mais tempo, lembrei-me que o M estava na sala e toca de o chamar!

 

Chic’ Ana: Podes ir ao móvel da casa de banho, porta esquerda, buscar um produto azul?

M: Está bem..

 

M: É isto? (Um desmaquilhador bifásico cor-de-rosa)

Chic’ Ana: Não, é azul, e é para lavar a cara. É todo azul.

M: É isto? (Uma embalagem de verniz)

Chic’ Ana: Não, é azul, todo azul!

M: É isto? (discos desmaquilhantes)

Chic’ Ana: Não…

 

Após mais umas tentativas, finalmente acerta no tão desejado produto. Utilizo-o e quando vou à casa de banho para o arrumar, está o conteúdo do armário quase todo espalhado no chão! Isto é o que eu chamo de rentabilizar o tempo!

Bem sei que os homens detestam mexer em coisas do universo feminino, mas a cor até era azul e as instruções bastante simples, e sim, era a única coisa azul que estava dentro do armário.

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Limpeza ou festa da espuma?

Domingo à tarde, ao invés de passar o mesmo a ver um filme, a recuperar energia para mais uma semana de trabalho, decidi que era o ideal para fazer umas limpezas. Como estava de chuva, aproveitei a mesma para me ajudar a limpar os estores. 

 

Preparo um recipiente com água morna e junto um pouco de detergente. Corro os estores para baixo até ficarem todos com as gretinhas abertas e começa a minha limpeza, que consiste em "regar" os estores. A água ao passar pelas gretinhas, vai limpando o pó e mesmo alguma sujidade que esteja mais impregnada. Ficam mesmo branquinhos, repetindo esta limpeza 2 a 3 vezes por ano, e sempre com chuva, senão corremos o risco de regar alguém que vá a passar. 

 

Ora, estava tudo a correr lindamente, até que mudo para a parte da frente da casa. Começo a despejar o recipiente, verifico que está mais vento, mas sem grandes pingas para o interior, portanto continuo. De repente faz-se um vendaval de tal forma, que o detergente nas gretas começa a formar bolhas de sabão, com tal intensidade que estas começam a cair para o chão em catadupa. Tinha ambas as mãos ocupadas, não conseguia fechar a janela e as bolhas já iam a meio da divisão. Era espuma por todo o lado. espuma na parede, no chão, que estava cada vez mais escorregadio..

Só me restava uma alternativa: gritar por ajuda!

 

Chic' Ana: Ahhh, M, vem depressa. Há bolhas por todo o lado.

 

Lá vem ele, espreita, arregala os olhos perante a imagem de me ver no meio da espuma e vai a correr buscar umas quantas t-shirts. Fecha a janela, conseguimos cobrir o chão com as t-shirts e finalmente a espuma tem um fim.

 

 

Bom, tendo em conta que só queria limpar o estore, tive de limpar também as paredes e o chão. O vento é realmente muito eficiente quando queremos espalhar detergente por todo o lado. 

E já sei como formar a espuma se algum dia quiser dar uma festa com essa temática!

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 Pois é, e hoje é o último dia do passatempo! Já todos concorreram? Boa sorte!