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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Nestes dias que correm...

O que se passa ultimamente com as pessoas?! Qualquer um tem acesso a armas brancas, qualquer um tem acesso a armas de fogo, qualquer um sabe construir bombas, qualquer um é um conspirador nato.. Hoje em dia mata-se mais facilmente do que se troca de camisa. É impressionante!

 

Eu não acredito que isto seja simplesmente de "agora". A comunicação social está muito mais desenvolvida e em questões de segundos estamos a par de tudo o que se passa no mundo. Acredito que temos acesso a muito mais histórias do que antigamente, e que antigamente existiam casos semelhantes. O que mudava? Nós não tínhamos conhecimento.. Eu não digo que prefiro viver na ignorância, mas sem dúvida que prefiro viver num mundo muito melhor!

 

Que bom era ser criança, sem grandes preocupações, sem grandes dramas... Hoje fazem-se protestos por tudo e por nada, hoje fazem-se revoluções e horas a correr ou a nadar para questões sociais, que tal fazermos também algo que tenha impacto e que possa travar esta corrente de violência que se instalou?

 

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E o vencedor do passatempo, é a Osa. Muitos parabéns! Envias-me um e-mail com os teus dados, nome e morada?

 

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As crianças e a Tecnologia

Aqui há uns anos participei num grupo de intervenção social em que lidava com crianças pequenas, por volta dos 5/6 anos. Os encontros eram semanais e durante aquelas 2 horas em que estávamos juntos, fazíamos muitas perguntas, jogos, actividades. No fundo, proporcionávamos tempo de qualidade às crianças, em que podiam brincar, interagir, e mesmo conhecer locais que de outra forma lhes estariam vedados, por questões monetárias, por indisponibilidade e estrutura familiar, etc..

Ainda me lembro de algumas crianças nunca terem visto o mar e do brilho que tinham no olhar, ao contemplar a sua grandeza pela primeira vez.

 

Num desses encontros e estando a falar de profissões dá-se o seguinte diálogo:

Chic' Ana: Então vamos lá saber o que é que vocês gostavam de fazer no futuro.

Tive várias respostas, muitas delas futebolista, outros diziam bombeiro, outros cozinheiro, etc, até que há um que me diz que gostava de ser pai. 

Chic' Ana: Gostavas de ser pai? Que bonito, mas sabes que ser pai não é fácil, exige muita dedicação.

Criança: Ah, mas seria muito simples, eu gostava de ser pai para ter muitos filhos.

Chic' Ana: Muitos? Pior ainda.. Já viste que a Ana aqui em 2 horas com vocês por vezes tem de se zangar, por vezes fica triste com o vosso comportamento, mas também fico muito feliz com as vossas conquistas.. Agora imagina o que é teres sempre, por exemplo, 5 crianças contigo, é complicado..

Criança: Mas eu não ia ficar com eles. Então eu tinha muitas mulheres, um filho de cada mulher.

Chic' Ana: Um filho de cada mulher?

Criança: Sim, casava com uma, tinha um ou mais filhos. Depois matava-a e arranjava outra mulher, e sempre assim!

Chic' Ana: O quê? estás a ouvir bem aquilo que estás a dizer?

Criança: Sim, não sabias? É o que se faz no meu país e o que eu vejo na televisão. Mata-se e está tudo resolvido. Elas são umas chatas!

 

No final deste dia, acho que ainda estava em choque com o que tinha ouvido. Afinal, o irmão queria ser bombeiro, ele queria ter muitos filhos de várias mulheres, que matava.

Numa coisa ele tem razão: há cada vez mais programas na televisão que incitam à violência, quer física, quer psicológica. Estamos na era do facilitismo, em que as pessoas no geral, incluindo crianças e jovens, podem fazer o que bem lhes apetecer sem que as consequencias sejam merecedoras de preocupação. É fácil matar, roubar, incriminar quando na televisão se ensina a maneira de fuga a consequências adversas.

Crianças que em casa não tenham uma estrutura familiar que as ensine a ver o certo do errado, acabam por confundir estes dois conceitos, afinal, é o que passa em desenhos animados, é o que passa em séries, são as notícias que se vêm nos telejornais.

Os pais, com horários rigorosos e cada vez menos presentes, acabam por confiar os filhos à tecnologia. A minha questão é: será que estão bem entregues?

 

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Da ficção para a realidade

Tudo começou com uma abstração aqui e ali, com um “agora não me dá jeito, não me apetece ou tenho outros compromissos”, a sua ausência adensou-se a cada dia que passava..

 

De um momento para o outro deixou de responder a mensagens, deixou de atender o telemóvel, de um momento para o outro, havia nada, havia um vazio, nada se sabia…

 

Um namoro terminou, amizades ficaram pelo caminho, objetivos foram esquecidos ou modificados..

 

Procurámos no Facebook e vimos que tinha emagrecido, outrora forte e cheio de energia, tinha agora um corpo magro, uma sombra do que era. Antigamente o sorriso no rosto era a sua imagem de marca, um ombro amigo sempre à disposição, um parecer, um elogio ou uma graça, sabíamos sempre o que esperar, sabíamos sempre que com ele podíamos contar.

Mas nada nos tinha preparado para aquilo em que se tornou.. Uma mera silhueta de si próprio, com novas companhias, novas amizades, amizades que ocuparam o nosso espaço, um novo namoro.. Uma falsa felicidade.

Tomou a droga por sua nova confidente, trocou as conversas por um banco isolado de jardim, trocou o som da alegria por discussões e gritos, trocou a vida por laivos de sobriedade.

 

Como é que tudo aconteceu sob o nosso olhar?

Como é que ajudamos uma pessoa que escolheu outro caminho?

Como é que fazemos para que este aperto que temos no peito passe?

Como…?

 

Estejam atentos, porque a ficção rapidamente se transforma em realidade! Aquilo que pensamos que apenas acontece aos outros, está mesmo à nossa volta, no nosso meio, ao nosso alcance.

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 Hoje é um post de instrospeção, de reflexão, amanhã voltamos aos sorrisos com uma convidada especial!