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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One smile a day... com a Andreia

A minha convidada de hoje é a Andreia, autora do blog As gavetas da minha casa encantada. Só o nome do blog já me faz gostar dele, transporta-me para um mundo que idealizava em pequena: em que tudo era encantado e mágico. Todos os dias, antes de abrir o blog, penso para mim: O que será que vou encontrar hoje ao abrir esta gaveta? Sentimentos, emoções? Objetos que nos fazem sonhar, histórias cativantes? E é um pouquinho de tudo isto que podemos encontrar no blog, temas do dia a dia, sim, mas temas que nos levam a refletir, a pensar. Tem uma forma de escrita envolvente que penso que será do agrado de todos. Sempre simpática e disponível, tal como podem constatar pela peripécia abaixo...

 

Olá a todos 

 

O bloqueio de escolher uma história hilariante calhou-me, desta vez, a mim. Não vou mentir, fiquei extremamente contente quando li o e-mail da Chic’ Ana. Mas isto é realmente difícil! E, já agora, aproveito para afirmar que não fujo à regra das pessoas que leem esta rúbrica e dão por si a pensar «E se fosse eu, que momento escolheria?». Obrigada pela oportunidade.

Sendo assim, abro a gaveta da minha vida encantada (vamos acreditar que sim) para vos descrever uma situação ridícula, que ainda hoje vale umas boas gargalhadas. Só vos digo que envolve tinta azul.

 

Na minha faculdade, quem faz parte da praxe junta-se sempre na segunda-feira antes do cortejo para preparar o carro (tanto caloiros, como académicos). E isto é tarefa para começar de manhã e prolongar-se noite dentro (sem esquecer, claro, todos os outros dias a fazer flores). Ora bem, o espírito é incrível, mas uma pessoa tem que fazer uma pausa para jantar. Como eu e o meu grupo de amigos estivemos a pintar umas faixas, os baldes de tinta azul e rosa andavam connosco para todo o lado. Até aqui, nada de extraordinário, o pior veio depois. O pior para mim, entenda-se, porque para os meus amigos foi a cereja no topo do bolo da risota.

Só para contextualizar, a minha faculdade tem dois edifícios: o principal e o de música. Nós decidimos ir jantar sossegados no piso de baixo do pavilhão de música. Na hora de voltar ao trabalho, há um ser crente nas nossas qualidades de ninja que não fecha um dos baldes de tinta. Quem é que o leva? Eu, pois claro. O que vem depois é previsível, não é? Pois bem, na altura de subir as escadas, não sei se foi um guaxinim, uma toupeira, ou uma vontade louca (e inconsciente) de testar as minhas capacidades que decidiu aparecer. Só sei que pus um pé no primeiro degrau, o meu joelho direito teve os seus cinco minutos e toda eu comecei a ver o meu corpo a inclinar-se em direção ao chão. A queda podia ter sido evitada? Podia, perfeitamente. Isto se não tivesse um balde de tinta azul aberto na minha mão. Porque na tentativa de o salvar caí. E por cima de mim caiu toda a tinta do seu interior. «E os teus amigos?», perguntam vocês. Os meus amigos vieram logo em meu auxílio, para ver se eu estava bem… Claro que não! Desataram-se a rir e a tirar fotografias (sim, há registo vergonhoso desse momento). Fiquei um autêntico smurf, ao ponto de ter que lavar o cabelo na casa de banho e de terem que ligar aos meus pais a pedirem para eles me irem levar roupa. Escusado será dizer que só saí daquele edifício quando já estava minimamente apresentável, ou seja, quando já não existiam muitos vestígios azuis em mim.

Na altura ri-me, mas na verdade não achei assim tanta piada, porque não é, de todo, confortável levar com tanta tinta em cima. Hoje sou a primeira a gozar com a situação. E claro que sempre que chega uma nova geração ao grupo esta história tem que ser relembrada, quase como que se fosse uma mensagem de boas-vindas.

Este momento já deve ter uns 3/4 anos, não sei precisar. E longe de mim querer ser má-língua, mas como castigo de se terem rido de mim, há amigos meus que ficaram com tinta nas mochilas. Poucos tiveram conhecimento deste episódio. Ai se aquelas paredes brancas (que ainda hoje preservam restos de tinta azul) falassem…   

 

Em homenagem a esta bela história, estava a pensar colocar o texto em azul forte, numa onda de solidariedade Smurf, mas depois de procurar e escolher bem, acho que a tirinha abaixo se adapta na perfeição!

Obrigada por esta bela partilha! O que eu me ri a imaginar a situação.

 

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Nota: neste caso, o carro ficou maioritariamente rosa, pois o azul, bom, o azul acabou! Mas tinham sempre a hipótese de colocar a Andreia a dar um colorido especial à situação.

One smile a day... com o Robinson Kanes

O meu convidado de hoje é o Robinson Kanes, autor do blog Não é que não houvesse... Este é um blog que desperta logo no meu pensamento a palavra aprendizagem, mas uma aprendizagem de forma divertida. O autor expõe os seus pensamentos, o seu dia-a-dia, histórias e pontos de vista, mas sempre com uma perspetiva de abrir horizontes, de fomentar o debate, a quem os lê. Fundamenta tudo em que opina, o que lhe confere uma riqueza invejável.

É um blog que se tem construído pouquinho a pouquinho, um blog sem destino ou alinhamento, todos os dias é uma constante surpresa, mas uma boa surpresa. Uma lufada de ar fresco que tenho a certeza que será apreciada por todos. Informação e diversão juntos é possível? Sim, é.. e aqui está um belo exemplar disso mesmo!

 

Quando recebi o email da Chic’Ana pensei por momentos que poderia ser do New York Times, no entanto, ainda foi melhor que isso, até porque o New York Times às vezes consegue ser bastante aborrecido.  E é assim que aqui vim parar, pelo que, preparem-se para mais um momento de absoluta estupidez da minha parte.
Recordo-me de Istambul, uma cidade onde tive oportunidade de viver cerca de um mês, se é que se pode chamar “viver” a estar um mês num país ou cidade.
 
Posto isto, uma das imagens de marca de Istambul são os vendedores que não sossegam enquanto não nos impingem qualquer coisa. Eu, ao contrário de muitos estrangeiros que já estiveram no país, adoro aquela negociação e a educação com que encerram a mesma, sobretudo quando a venda nem se concretiza. Finalmente percebi porque é que todos os guias de viagem turcos têm sempre a tradução de "deixe-me em paz".
 
Uma noite, aproveitei para relaxar na companhia da minha miúda, uma celta fascinada por tudo o que é turco, (sobretudo a comida e as pessoas) árabe e muçulmano e demos um passeio por Sultanahmet, a zona histórica da cidade.  Istambul em Dezembro é uma cidade mais tranquila, pelo que apanhei com todos os vendedores de tapetes e carpetes e consegui, só num raio de 200 metros,  guardar quatro contactos de telemóvel para o caso de eventualmente mudar de ideias e optar por adquirir os famosos tapetes otomanos.
 
Quando cruzávamos uma rua lateral à Hagia Sophia (Basílica de Santa Sofia), uma daquelas com vários restaurantes para turistas e por sinal até bastante agradáveis, eis que sou confrontado com um angariador de restaurantes, aqueles que estão à porta do restaurante e convidam os clientes a entrar, ou como neste caso, saem disparados do restaurante acompanhados de duas senhoras.
 
Percebendo o que daí vinha, mesmo antes que o angariador pudesse dizer alguma palavra vociferei algo numa misturada de turco e inglês:
 
- Boa noite, o restaurante é muito agradável, mas nós almoçámos tarde e ainda não temos fome. O peixe por acaso até tem bom aspecto, eu também sou de terra de peixe, do mediterrâneo ocidental, de Portugal, sei apreciar o que é bom, a nossa costa e o mar dos Açores têm um peixe maravilhoso. Adoro comida turca e vou voltar aqui, quase com toda a certeza. Obrigado.
 
O que vou dizer a seguir só sei que aconteceu porque a minha miúda estava atenta e num misto de riso e gozo, apreciou o angariador,  enquanto eu falava, a olhar para mim com ar de espanto e com os olhos esbugalhados que terminaram com um semblante de quem estava a passar por uma tremenda “seca”.
 
Terminadas as minhas palavras, eis que o angariador se vira para mim e num inglês quase perfeito, mas com forte sotaque turco de Anatólia e com uma postura de Danny DeVito, até porque era baixo e forte, me diz:
 
- Hey! Então mas tu chegas aqui, ficas com esse sorriso na cara, escreves a música, tocas e danças (enquanto começa a dançar em estilo grego ou otomano, confesso que não me foquei nesse pormenor), fazes a festa enquanto eu fico a olhar para ti! Então mas afinal quem é que está a vender? Deixas-me fazer o meu trabalho ou não? Até parece que tu é que estás a tentar vender-me alguma coisa!
 
Perante a minha estupefacção, as senhoras que o acompanhavam começam numa gargalhada monumental! A minha miúda, aproveitando a oportunidade para “molhar a sopa”, desata também à gargalhada e claro, aquele turco com um sentido de humor “Devitiano” também.
 
Confesso que fiquei apanhado pelo momento e só o abraço do turco me fez soltar uma gargalhada também! Depois daquele abraço e de um aperto de mão lá combinei que iria voltar no dia seguinte e, como sempre, acabei por fazer mais um amigo naquela cidade que Pamuk tão bem descreve e que é, para mim, uma porta de entrada num mundo que me apaixona!
 
O que eu me fartei de rir ao imaginar esta situação. Não é fácil dar a volta a vendedores, mas mais difícil ainda é "roubar-lhes" o papel!
Muito obrigada por esta bela partilha.
 

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Já concorreram ao passatempo delicioso? Aproveitem o fim de semana para o fazer =) 

One smile a day... com a Kalila

A minha convidada de hoje é uma "sapinha" muito amorosa, a Kalila. A Kalila é autora do blog Amor às Kuartas e, para não sentirmos a sua falta nos restantes dias da semana, temos o seu Baú Musical. O primeiro blog é para mim uma surpresa constante: todas as quartas-feiras temos a apresentação de uma pequena história que nos demonstra a importância do amor. Lembram-se das fábulas e contos infantis em que temos sempre uma lição de moral? Pois bem, este blog é o equivalente às fábulas infantis, mas virado para um público mais velhinho e que nos deixa sempre a meditar sobre o que lemos. Paralelamente, temos o Baú Musical, que se entrelaça tantas vezes com o tema do Amor, um Baú onde podemos encontrar autênticos tesouros.

Quanto à Kalila, é uma pessoa de quem gosto muito, que tem o dom da sabedoria nas palavras, ou seja, sabe sempre o que dizer em cada momento. É uma simpatia e tenho a certeza que a vão adorar conhecer.

 

Pois isto é uma honra, ter sido convidada para este espaço! Fiquei tão fora de mim que só me vinham à lembrança histórias disparatadas de piada duvidosa. Até que me lembrei do prédio “demente”, assim batizado por mim própria devido às inúmeras situações caricatas que lá vivi.

Era um prédio normal de 20 fogos, com gente de todas as idades, normal na sua maioria, verdadeiras pérolas, alguns deles.

Havia um senhor de idade que vivia sozinho e combatia a solidão tocando às portas dos vizinhos por tudo e por nada: porque vinha a chover, porque supostamente precisava de sal, fósforos ou de outra coisa qualquer, porque não via o/a vizinho/a há muito tempo e preocupava-se se estava tudo bem, porque as netas ou as filhas lhe traziam bolos e os distribuía pelos andares mais próximos, enfim, aquele vizinho era uma ternura, ele próprio, e não deixava de a procurar nos outros.

Outro havia que adorava anedotas e não deixava de as contar a toda a gente. Na escada, de varanda a varanda, à espera do elevador, junto do contentor do lixo, qualquer sítio era bom. A mais estranha de que me lembro dizia respeito a um comprimido: “O que é que ele faz quando não tira a dor?... … … Descomprime-se!” Pois… algumas não tinham mesmo graça nenhuma mas o vizinho era tão chatinho que toda a gente se ria, de preferência bem alto, que era como ele ficava mais feliz.

Um era cantor, ou gostava de ter sido, era frequente ouvi-lo cantar assim que se entrava no prédio, porque não o fazia em casa mas sim no acesso ao terraço, onde a acústica era mais do seu agrado, ecoando por toda a escada já que ele se debruçava no corrimão.

O mais engraçado tinha um ar aristocrata, pera e bigode e cara de poucos amigos. No fundo era um doce e muito simpático mas não parecia. Era apaixonado por carros antigos e dono de um sentido de humor refinado. Uma vez ouvi-o dizer no café: “Atenção que eu não sou velho, sou um clássico!”

Já entre os mais jovens a piada não era tanta mas ouvi uma vez, precisamente entre a minha vizinha do lado e uma amiga ou familiar que vinha a subir com ela, o seguinte diálogo:

Amiga/familiar:

-Vais mudar de casa outra vez?

Vizinha:

-Vou. Eu gosto de me mudar quando a casa começa a precisar de limpezas grandes…

Quando foi altura disso também eu me mudei mas juro que limpei a casa, eheheh! O extraordinário é que vários vizinhos se vieram despedir, com prendinhas, votos de tudo o que houvesse de melhor e muito carinho. Os amigos que me ajudaram com a mudança ainda perguntaram se a vizinhança estava feliz por eu ir embora ou se eram mesmo muito gentis.

 

A honra de te ter no meu espacinho é toda minha! Ainda para mais com um prédio, no mínimo, caricato! O que eu me fartei de rir ao imaginar a animação sempre presente.

Obrigada por esta bela partilha, e sim, o facto de todos se terem despedido, apenas vem confirmar a tua simpatia para quem te rodeia. O Armandinho distribui música, tu distribuis sorrisos!

 

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Amanhã estarei em formação, por esse motivo o "One Smile a Day" foi antecipado para hoje. Desejo-vos a todos um ótimo fim de semana.

 

One smile a day... com a C.S

A minha convidada desta semana é a C.S, autora do blog Há mar em mim. E o blog é mesmo isto: uma imensidão de temas e conceitos, tal e qual como o mar, onde nos sentimos embalados por fotografias, textos, ideias, mas também, por ondas revoltas como opiniões e temas mais "quentes" e que tão bem demonstram a personalidade da autora. Gosta de passar despercebida, mas eu arrisco dizer que neste mundo dos blogs é bem notada e apreciada. Uma companheira de sorrisos, de vida, que se lançou nesta aventura no início de Janeiro e que eu espero que continue por muito tempo. Sempre com uma palavra amiga e simpática, não deixem de a visitar!

 

Bom dia, pessoas sorridentes (desta forma estão todos contemplados, certo? Ou não viriam a este espaço que é um dos mais bem dispostos da comunidade Sapo e arredores.)!

 

Correndo o risco de ser 0% original, tenho de começar por agradecer o convite à Chic’Ana, pois ela é uma das pessoas mais queridas deste espaço virtual que todos nós partilhamos e tem sempre as palavras certas para cada um de nós. Para além disso, é a autora de um dos blogs que mais me fazem sorrir, já que tem sempre histórias maravilhosas para partilhar connosco.

Querida Chic, obrigada pelo convite, deixaste-me com os nervos à flor da pele, mas é um prazer estar aqui contigo.

 

Vamos lá a isto…

 

(Só vos peço que não “gozem” demasiado comigo, porque isto é humilhante. Sejam meigos.)

 

Estaríamos em finais do mês de julho, do belíssimo ano de 2015, a C.S., euzinha, tinha acabado de casar com o A. e andávamos à procura de casa para comprar. Depois de vermos muita coisa na internet, selecionámos  aquelas que mais nos encheram o olho e marcámos as visitas. (Devo confessar-vos que eu adoro ver casas.)

 

Na grande maioria das visitas fui sempre com o A., mas houve uma ou outra em que tive de ir sozinha, pois ele trabalha por turnos e, às vezes, torna-se uma missão impossível ele ter horários compatíveis com a maioria dos mortais. 

Após as nossas buscas, descobrimos que havia uma casa que nos agradava e que era bem pertinho daquela que tínhamos arrendada e onde vivíamos na altura, uma zona de que gostávamos muito. Fizemos os contactos necessários e é claro que na hora que dava jeito aos vendedores da casa e ao agente imobiliário o A. estava a trabalhar, por isso decidimos que eu ia sozinha e, caso achasse que valeria a pena, agendaríamos uma nova data para ele também poder opinar. Assim foi...

 

Chegado o dia, um dia de muito calor (importa referir), eu cheguei a casa por volta das 16h e o encontro estava marcado para as 18h. Decidi que tinha tempo de tomar um refrescante duche e descansar um pouco. Só que o pouco durou até às 17:50h, porque passei pelas brasas, claro está. Nisto, acordo sobressaltada, olho para as horas e toca de vestir a correr, porque dava tempo, afinal a casa era já ali. 

 

Saio de casa, chego 5 minutos atrasada (odeio atrasar-me...), peço desculpa ao agente imobiliário, que me explica que o dono da casa estava mais atrasado que eu. Ufa...pensei, ainda bem. Ficamos ali, em conversa de circunstância, e lá aparece o senhor. Apresentações feitas, subimos ao terceiro andar, começo a ver a casa, vou fazendo as perguntas da praxe e...eis que passo por um espelho que, se não me engano, estava no hall de entrada... Eu não queria acreditar! Como é que alguém poderia levar-me a sério, acreditar que eu poderia estar interessada em adquirir alguma coisa encontrando-me eu naquele estado?!

 

Começo a pensar... Penso... E chego à conclusão que não há nada a fazer, que teria de me aguentar, pois não tinha como resolver o problema. Achei que era muitíssimo incorreto pedir para ir à casa de banho, ainda considerei fazê-lo mas não o fiz. O que fiz eu? Começo a acelerar a conversa, de repente o interesse na casa já não me pareceu assim tanto, até porque eu só queria fugir dali.

 

Feitas as despedidas, ainda tive de fazer o percurso a pé até casa e só lá pude virar a blusa para o lado direito. Sim! Com a pressa vesti a blusa ao contrário! Como era possível que eu não tivesse reparado que tinha vestido a blusa do lado contrário?! Como?! Pois aquela era das poucas blusas que ainda conservava a etiqueta (lateral, com direito a botãozinho e tudo), porque eu tenho o hábito de cortá-las na primeira vez que as uso. Com esta maldita não fiz o mesmo.

 

Logicamente que em casa ri à gargalhada, primeiro sozinha e depois com o A., a pensar na minha figura, mas ainda mais a pensar no esforço que os senhores teriam feito por manter um ar sério e não rir na minha cara. 

 

Eu atraio este tipo de situações. 

 

Beijinhos a todos, tenham um ótimo dia! 

 

O que eu me fartei de rir a imaginar a situação. Também adoro ver casas, e é engraçado, que a casa que eu e o M comprámos foi vista primeiro por mim, sozinha, e só depois com ele. Mas.. eu acho que ia bem vestidinha!! 

 

Obrigada minha querida, acredita que foi, e é, para mim um prazer receber-te no meu cantinho! 

 

E tal como a Mafalda, podias estar mal vestida, mas com muita postura! :)

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One smile a day... com a Gorduchita

E para terminar esta semana de feriados em beleza, trago-vos a Gorduchita, autora do blog A Vida da Gorduchita. O blog já conta com 10 anos, teve o seu início em 2007, e começou como um espaço dedicado a quem queria perder uns quilitos. O blog foi evoluindo com o tempo e acompanhando a vida da autora. Hoje em dia podem encontrar de tudo um pouco: desde alimentação, a peripécias da sua filhota, simples desabafos e partilhas, exercício, enfim! Aqui podem encontrar de tudo um pouco, com a certeza que serão sempre bem recebidos, com um amplo sorriso. Têm dúvidas quanto à personalidade da autora? Então leiam a peripécia abaixo e deixem-se encantar!  

Não vou mentir: sonhava há muito ser convidada pela Chic'Ana para esta sua rubrica. E quando vi o seu comentário no meu blog pedindo o meu e-mail, o meu coração bateu forte e pensei: "Será?" E foi! Obrigada! :)

A história que vou contar talvez não seja exatamente hilariante de ler (nem a mais hilariante que me aconteceu), mas foi um acontecimento marcante (a ponto de uns anos depois, uma pessoa numa formação ter vindo ter comigo e dito"tu és aquela que...").
Passo a contar.

Quando andava na faculdade, andava com um carro já usado, que tinha uns 8 anos na altura que os meus pais mo compraram (estávamos em 1996). Era um carro com algumas particularidades.

Um dia, às tantas da noite (seriam 1h ou 2h da manhã), seguia eu a caminho da casa, por uma das tortuosas e ondulantes ruas do Porto, quando a chave do carro salta da ignição. Salta, simplesmente e carro continua a funcionar.
Breve ataque de pânico, e agora o que é que eu faço, como é que desligo o carro. Rápido ataque de lucidez, não é grave, quando estacionar ponho em ponto morto e tento apanhar a chave e desligo. Ok, assunto resolvido.

Uns dias depois, dia de aniversário de uma amiga, vamos a caminho de um restaurante para jantar. Comigo no carro, uma amiga minha, ao meu lado, e atrás dois amigos da aniversariante (que conhecia apenas de 2 ou 3 contactos anteriores). 
Mais uma rua sinuosa e às ondas, e a chave salta novamente. 
Eu, continuando a conduzir e com o ar mais calmo do mundo (afinal aquilo já me tinha acontecido uma vez): "Rita, chegas-me pf a chave do carro, que saltou?"

Se vissem as caras de pânico dos meus 3 tripulantes! A chave quê? Saltou? Como saltou? Tudo a abanar braços e histérico!
De rir! Ficou-lhes marcado!
E eu fiquei a ser a rapariga com o carro com chaves que saltam em andamento! :)

 

Obrigada, eu é que tenho de agradecer por esta história tão caricata que me fez sorrir e imaginar o pânico dos ocupantes do carro. Digamos que ver uma chave a saltar em pleno movimento é motivo para uns quantos ataques cardíacos! Ahahaha, assim que li esta história, lembrei-me de uma BD e de uma viagem de carro emocionante, acho que a tua peripécia está à altura da seguinte:

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 Com emoções fortes, sem dúvida! Ahahah

One smile a day... com a Miss Queer

A minha convidada desta semana é a Miss Queer, autora do blog Dez Segundos. A autora tem uma personalidade que me cativou, primeiro pela originalidade, sim, no primeiro post do blog, aquele que deveria ser o da apresentação, pediu precisamente o inverso: para que os leitores lhe indicassem características próprias que os diferenciavam das outras pessoas e só no segundo procedeu à sua descrição, depois, pelo coração enorme que apresenta. Trabalha com crianças e deixa um bocadinho de si em cada encontro que tem com elas. No blog podem encontrar esta realidade do dia a dia, mas tantos outros pensamentos que fazem dela "uma mulher, sempre à procura de se melhorar, com algumas coisas para dar e muito para receber." Não deixem de a conhecer.

Bom dia, alegria!

Em primeiro lugar, tenho de agradecer o convite à Ana, por me receber na sua casa. Obrigada, Ana!

Em segundo lugar, devo dizer-vos que a tarefa de escolher uma peripécia para vos contar foi difícil… Pensei em contar-vos algo da minha infância. Mas a Miss Unicorn também me convidou para partilhar uma história da minha infância com ela, então optei por algo da minha adolescência. Ponto comum: são ambas sobre rapazes!

Poder-vos-ia contar a história do meu vizinho, que perguntou à minha irmã como se dizia qualquer coisa em inglês e eu, na minha inocência, olho para ele e digo «ó gatão, estás bom?». E a câmara do meu tio estava a gravar… Na realidade, acho que há muitas das minhas peripécias que estão gravadas. Felizmente, já não há leitores de cassetes aí em todas as esquinas! :D

Mas não, vou falar-vos do Tiago. O Tiago é um rapaz muito giro e simpático, que um dia, há 15 anos (acho eu!), decidiu vir ter comigo e apresentar-se, dizer que gostava de sair comigo, de me conhecer… No meio da minha surpresa, não percebi o nome dele.

No entanto, sabia que o Tiago era filho da senhora que tinha um salão de estética na minha rua. O salão de estética tinha o nome da senhora. Então, comecei a tratar o rapaz pelo apelido.

Andámos dois anos nisto. E víamo-nos sete dias por semana. Era na escola, era ao sábado quando íamos à catequese, ao domingo na missa… Eu sem saber o primeiro nome dele, mas a dar-lhe conversa. Entretanto já conhecia a família toda, os amigos… mas não, não aconteceu nada, para desgosto do Tiago, da família do Tiago e da minha família. Até a minha avó que nunca o viu, queria que eu desse uma oportunidade ao moço!

Entretanto, foi o encontro da comunidade Taizé em Portugal. Enquanto esperavam pelas duas meninas que íamos acolher, a mãe e a mana ouviram alguém chamá-lo. Mal chegaram a casa, a primeira coisa que me disseram foi «já sabemos o nome do teu amigo!»… Tiago. Cá em casa, era e sempre será o Smile. Fui simpática na alcunha, não fui? O Tiago tem um sorriso dos mais bonitos que já conheci. E como passava a missa toda a sorrir para mim (era acólito), pegou!

Mas passando à frente. Depois de saber o nome, quando o vi, a primeira coisa que fiz foi trata-lo por Tiago. Não ficou surpreendido (ou pelo menos não demonstrou).

E estão vocês a pensar… então, mas que mal tem andares a tratar o rapaz pelo apelido? Além de seres parva por nunca lhe teres perguntado o nome nesses anos. Bem… é que o apelido da mãe é o do atual marido. Que não é o pai do Tiago. Informação que eu desconhecia na altura. Sim, andei dois anos a trata-lo por um apelido que não é o dele, além de não saber o nome dele. E ele nunca me disse. Portanto, fomos os dois parvos. Ele mais do que eu! Mas podia ter sido pior…

 

p.s.: Continuo uma desgraça com nomes! Mas agora já pergunto.»

(é só para confirmarem quão tola sou. )

 

Não podemos ser realmente bons em tudo.. o teu calcanhar de aquiles são os nomes! Ahahah. E a culpa não é tua, repara: tudo teria corrido bem se os pais ainda fossem casados.

 

Obrigada por esta bela partilha!

 

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One smile a day... com a Happy

A minha convidada desta semana é a Happy, autora do blog Happyness is Everywhere. Só o próprio nome inspira a formar um sorriso e convida a visitar este espaço. Tem como principal mote "O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP" E é precisamente este "Tudo" que encontramos no blog. Um blog que nasceu no primeiro dia de 2017 e que é fruto do gosto e da própria necessidade da escrita. Repleto de temas da atualidade, reflexões e também uma forte componente pessoal, é um bom local de passagem para um café e uma troca de palavras com a autora, sempre disponível e simpática. Que me dizem? Já conhecem? 

Quando há uns dias abri o email e vi uma mensagem da Chic’Ana, não queria acreditar. A sério? Eu tinha sido convidada a participar na rubrica que tanto prazer me dá ler todas as semanas? E aí começou a saga, o frisson: que vou contar? Ainda para mais, com uma viagem pelo meio, como vou fazer? Fui pensando em situações passadas mas acabou por ser o meu filhote a relembrar-me deste episódio e aqui vai. Espero que esteja à altura da fasquia que a rubrica da Chic’Ana já detém.

 

Correndo o risco da rubrica da Chic’Ana deixar de se chamar “One smile a day”, para se passar a chamar “O cantinho da bicharada” ou algo do género, vou perpetuar o tema e falar de bicharia indesejável… Esta história tem pouco do real da realidade, mas quando é que podemos afirmar que o psicológico não é real?

Então recuemos uns anos, a uma das minhas viagens. Dois dias antes, uma insónia daquelas, que me fez agarrar a um livro. Li-o de enfiada, mas o sono não vinha e então liguei a televisão. Zapping à procura de alguma coisa minimamente interessante e eis que… Aracnofobia! Lembram-se do filme? Tem muitos anos mas eu nunca tinha visto, até porque esses rastejantes (aliás quaisquer rastejantes) me enervam e portanto esse seria um filme a nunca ver. Penso que estar em défice de sono e com apenas um terço dos neurónios a funcionar terá tido toda a importância na escolha que fiz nessa noite. Pois, vi o filme. Horrível, só vos posso dizer que era horrível. Já não me lembro da história – aliás acho até que deve ser como os filmes pornográficos – a história não é o importante, o que conta são as cenas. E Oh meu Deus, se havia cenas… Ele eram aranhas a sair do lavatório, das paredes, dos colchões, das… bem, já perceberam a coisa, não é? O filme terminou, a noite terminou e não voltei mais a pensar nisso.

 

Mas depois fui para a República Checa e nessas viagens que costumo fazer, o hotel é normalmente por conta da entidade organizadora. A maior parte das vezes, ficamos em bons hotéis, mas por vezes somos surpreendidos com inovações que nos sabem bem por marcarem a diferença, por serem uma alternativa a hotéis e qualquer alternativa é bem- vinda. E seria o caso desta viagem, caso eu não tivesse visto o Aracnofobia!

Então, depois do jantar, levam-nos a uma entrada de uma floresta, dão-nos um mapa dos alojamentos e dizem-nos que só temos de passar a cancela, seguir o trilho e depois o mapa. Ligámos os telemóveis para ter mais um pouco de luz e lá fomos todos andando pelos trilhos até chegar às cabanas de cada um. Sim, cabanas! Sim, no meio da floresta.

Cheguei à minha. Cabana de madeira. Paredes de madeira. Soalho de madeira. Podia ser pior?
Claro que podia! Mas a imaginação tem um poder estrondoso!!

 E foi assim que passei a pior noite da minha vida, querendo adormecer mas com medo de adormecer, e sem ter visto claro, uma única aranha ao vivo!!

 

Penso que todos nós temos uma situação que nos faz rir às gargalhadas quando a recordamos, e este é um belo exemplo disso mesmo. Por compreender bem este sentimento, estava a imaginar-me a fazer exatamente o mesmo! 

Quando vejo um filme mais intenso a dificuldade em adormecer é grande, então num local desconhecido, cabanas de madeira, onde as aranhas podiam ser uma constante!! Ui!!!

 

Muito obrigada por mais uma fantástica participação.

 

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One smile a day... com a Tiffany

A minha convidada desta semana é a Tiffany, autora do blog Ukuhamba. A Tiffany surgiu há relativamente pouco tempo na minha vida, mas de facto conquistou o seu lugar. Tem uma personalidade cativante, que nos conquista com poucas palavras, sempre disponível, simpática e amiga. No blog fala-nos sobretudo do seu dia a dia e de episódios marcantes pelos quais passou (inclusivamente enquanto hospedeira de bordo), mas podem também encontrar fotografia, moda, maquilhagem e entrevistas a outros bloguers. Sem mais demoras, aqui segue a sua peripécia.

 

Quando a Ana me convidou para participar na rúbrica “One Smile a Day” admito que me colocou um sorriso nos lábios! Admito também que 2 segundos depois já eu estava a pensar qual seria a história hilariante (foi assim que ela colocou a fasquia! Ai ai)! E pronto, foi fatal, tive uma branca de quase 1 semana!

 

Para ser franca neste preciso momento estou a escrever e ainda estou a rever a minha vida toda á procura de alguma situação engraçada! Não é que não haja várias, mas ás páginas tantas já as contei tantas vezes que já toda a gente sabe que eu caio em qualquer lugar, sim nos menos convenientes: desde “atirar-me” para debaixo de um autocarro que ia a passar; até cair da escadas da igreja em pleno casamento de um amigo (e não, ainda não tinha bebido!). Bem quem me conhece sabe que situações caricatas são comigo!

 

Mas decidi partilhar hoje convosco uma que ainda me faz rir ás gargalhadas!

 

Para quem não me conhece eu era hospedeira de bordo; então certo dia num voo de Doha para Lagos (Nigéria) eu tive direito a um pedido de casamento por parte de um estranho! Não, não foi nada romântico! E sim, foi motivo de gozo por parte da crew toda!! Até o piloto fez questão de vir espreitar quem era o meu pretendente!!! Nada mais nada menos do que um Nigeriano de quase 2 metros de altura por 1m de largura... Sim!

 

Bem, vamos lá á história:

 

Tal como em todos os voos nós temos de ser cordiais e simpáticas; penso que eu ás vezes fingia bem de mais... ah ah

 

Lembro-me de ter servido todos os passageiros da minha zona; e como era comum neste voo este cavalheiro em especifico repetiu a refeição e a bebida. Sim nós servíamos bebidas alcoólicas (quase) á discrição.

Conclusão, depois do serviço, estava eu na galley (cozinha do avião) e este senhor vem ter comigo por repetidas vezes pedir-me mais Whiskey. Ok, foi sempre cordial e simpático; não apresentava sinais de embriaguez, eu fui servindo.

Até que á terceira ou quarta vez, este senhor decidi alapar (literalmente) na galley e começou na conversa com as hospedeiras; com especial foco para mim. Mas até aqui tudo bem; e nada fazia prever o que se avizinhava!

Do nada este senhor ajoelha-se e diz-me “If you Wish I will make you my woman”!

Primeiro rimos todos e ficamos a olhar para ele, talvez á espera que ele risse também!!!

Mas quando percebemos que o sr não estava a brincar, e que o seu joelhito não saia do chão... eu respondi meia atónita  “ I don’t wish, but thank you” 

 

Ele levantou-se muito sério e descreveu todos os motivos pelos quais eu deveria ser a sua esposa! E na cabeça dele era nada mais nada menos, porque eu estava muito magrinha e com certeza ganhava mal, portanto ele ia cuidar bem de mim e dar-me de comer! Para além disso, nunca mais teria de trabalhar na vida; e ele era um homem sério e bom, as outras esposas deles podiam atestar isto!!!!

Claro que ele era muçulmano, e temos de ter em consideração todas as diferenças culturais! Mas... “If you wish” passou a ser motivo de gozo para sempre!!!

O sr não se cansou de me repetir o pedido! E nós apelidamos-o como “If you wish!”

Passou o resto do voo a sassaricar atrás de mim e a dizer “If you wish....”

Claro está que eu fui gozada eternamente, e nesses dias a crew já só me chamava de “If you wish”, fora o gozo que levei durante semanas no whatsapp!

Deixo uma imagem exemplo... 

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 Muito obrigada a todos pelo tempo de antena, espero que se tenham divertido com a minha “sorte” :P

 

Ahahaha, o que eu me fartei de rir, foi sem dúvida uma situação muito constrangedora que deve ter ido da parte cómica à aterrorizadora. Não gostava de ter passado por algo semelhante!

Obrigada pela partilha, um grande beijinho Tiff!

Deverias ter tido como colega o retratado abaixo, aposto que ele arranjava uma solução imediata para o teu problema:

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One smile a day... com a T

A minha convidada desta semana é a T, autora do blog Depois dos 30. O blog dela é tal e qual um diário, tem como frase motivacional, tornar os 30 os melhores anos da vida dela, e eu penso que o está a conseguir.. Pelo menos as maiores mudanças estão a acontecer sem qualquer dúvida! Tem sido um prazer para mim partilhar a gravidez com ela, mas não, não pensem que somos uma chatinhas sempre a queixar-nos e a querer ser cada uma "pior" que a outra. Não, a nossa dinâmica é muito diferente. São mais as vezes em que partilhamos conhecimento (palermices) que outra coisa, e a maior parte das conversas são terminadas com um amplo sorriso! A boa disposição e a simpatia são características muito vincadas na sua personalidade, é de muito fácil trato, e é um instante até lhe chegarem ao coração! Se ainda não a conhecem, está na hora de o fazerem, garanto que não se arrependem! 

Olá!

Antes de começar quero agradecer muito à Chicana não só pelo convite, mas também pela amizade! Nunca pensei engravidar e ter uma amiga sempre do meu lado a passar pelo mesmo!  Acreditem ela tem uma paciência que merece um prémio!!! Merece apenas o melhor!!!

Vamos lá então!!!

De peripécias, quem me segue sabe que a minha vida está repleta delas, escolher uma fica difícil, então ficou mais fácil lembrar-me de algo muito antigo, uma histórias das primeiras que me lembro, que realmente me fez rir e que me faz rir muito agora só de me lembrar da cara da minha mãe!

 

Devia eu ter uns 4 anos, o pátio lá de casa ainda tinha relva e uma árvore que serviu para um belo baloiço feito pelo pai que era diversão do verão! Os vizinhos vinham andar de baloiço, era uma festa!

 

Certo dia ao pé do baloiço, apareceu uma cabrinha!!!! Era tão linda, toda branquinha um mimo! Mesmo dando marradinhas, fazia as delicias de quem ia para lá e ainda “aparava” a relva!

 

Um dia ao sair para a rua com o olho no baloiço, olho para a cabrinha que andava toda animada a comer a árvore, e vejo na parte de cimento um monte de bolinhas pretas!

Tanta bolinha para brincar! Eram tão giras!!!!!

Enchi toda contente e orgulhosa uma mão de bolinhas, desatei a correr ter com minha mãe: oh mãe olha, olha que lindas!!!”

Ao que a minha mãe assustada gritou: “Isso é cocó de cabraaaaa!!!! Mete isso para o chão!!!!” E do nada vem outro grito: ”Não é aqui no chão da cozinha!!!!!!! O cocó é para a rua!!!!! (fui então apanhar o cocó!!!) não é com as mãos T. é com uma vassoura!!!!! (pego na vassoura e…) Não é a vassoura de casa é a da rua!!!”

 

Escusado seria dizer que o meu pai só se ria…e que foi ele que acabou por apanhar o cocó!!!

Eu…fiquei triste, pensei que tinha ganho mais um brinquedo e era apenas…cocó!! (que criança…contentava-me com pouco lol)

 

Agora só espero que o meu bebé venha um pouco mais inteligente que a mãe!!! Hehehe

 

Espero que tenham gostado de mais uma “maravilhas” da historia da minha vida!

Beijinho grande a todos!

 

Ahahah, pronto, na apresentação esqueci-me de referir os seus gostos estranhos, mas também não posso revelar tudo, não é? O que eu me fartei de rir ao imaginar a cara da mãe dela... Sim, ela deve ter sido fresca, deve!

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 (Mas a mãe arriscou)

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E o vencedor do passatempo Presentinhos da Susy:

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Muitos parabéns!

One Smile a Day com.. a Marta

A minha convidada desta semana é a Marta. A Marta tem dois blogs muito marcantes nesta comunidade do Sapo: O clube de gatos do Sapo, um blog que pertence a todos os gatos do Sapo, que aqui têm um cantinho para reunir, para contar as suas aventuras do dia a dia, dar conselhos, partilhar conhecimentos e experiências, nunca esquecendo o humor tão característico que os caracteriza. E o seu blog pessoal, Marta - O meu canto, um local onde deposita as suas reflexões, o seu dia-a-dia, os acontecimentos que mais a marcaram, partilhando sempre o seu pensamento, ideias, opiniões e mesmo estados de espírito. Opiniões sempre sem filtro e que sabem tão bem ler! A autora? Uma simpatia, sempre disponível para colaborar com tudo e todos. Uma lufada de ar fresco.

 

"Quem quiser assistir a uma cena de terror, suspense, ação e comédia, não precisa de ir ao cinema!

Basta estar ao pé de mim, no momento em que eu descobrir um bichinho indesejado no meu território!

Eu até nem gosto de fazer mal aos pobres coitados, mas eles insistem em me visitar sem serem convidados, e habitar na minha casa sem pagar renda!

Tendo em conta os inúmeros crimes que já cometi, pode-se considerar que sou uma “serial killer” extremamente perigosa!

E não digo isto só em relação às vítimas, mas também para quem esteja por perto, que se assusta mais com a minha histeria do que com o resto!

  

Matadora de aranhas

Uma vez, por causa de uma aranha que estava no meu quarto, mandei um grito tão grande que, quem lá estava em casa, pensava que me tinha acontecido alguma coisa grave!

E quando fui buscar um saco à dispensa, e me deparei com uma aranha lá dentro? Peguei no saco pela ponta oposta, e sacudi a aranha. Ela, esperta, em vez de cair, começou a subir o saco. Dou uns gritos, uns saltos, mais uma sacudidela e ela cai no chão.

Ponho-lhe o pé em cima, mas ainda corre que nem louca a tentar safar-se. Sem sorte, porque volto a atacar, e esborracho-a no chão.

 Em outra ocasião, outra vez com uma aranha como protagonista, chegámos ao estacionamento e tentámos eliminá-la. Pensávamos que ela já teria caído ao chão, mas ela apenas se escondeu. Quando a bicha, que eu julgava já desaparecida, voltou a surgir no espelho retrovisor do carro, do lado do pendura (ou seja, o meu), dei um tal salto e um grito que quase provocava um acidente, em plena estrada!

  

Matadora de osgas

Tive também algumas cenas hilariantes com osgas.

Uma delas, descobri que se enroscou no corredor, por baixo da cadeira auto da minha filha. Depois do pânico inicial, resolvi-me a dar-lhe umas quantas “cadeiradas”, até que lhe separei o rabo do resto do corpo!

Nessa altura, já suava e tinha o coração a mil à hora. Mas como sou amiguinha, depois de morta, ainda a coloquei à sombra de uma planta do vizinho!

Outra vez, estava eu a tentar fazer uma boa ação, e encontro outra. Peguei no regador e fui enchê-lo com a mangueira, no quintal. A mangueira desencaixa, e salta água por todo o lado! Nisto, uma osga que por ali andava escondida sentiu-se incomodada, saiu do esconderijo, e apareceu à minha frente. 

Já devem estar a imaginar a cena! Mandei-lhe com a pouca água que tinha no regador, mas nada. Tentei pôr a mangueira a funcionar mas, com a pressão, saltava de novo. Peguei num balde que tinha lá cheio de água e despejei em cima dela. Lá consegui que saísse pelo buraco para o lado de fora.

No entanto, o raio da bicha é mais esperta que eu e, quando espreitei, já estava a subir o muro para voltar cá para dentro do quintal.

Tanto tempo demorei a tentar encaixar a mangueira (sem sucesso), que acabei por não regar as ervas e, quando fui ver, já a osga tinha desaparecido.

No dia seguinte, estou no quarto com o meu marido e vou abrir a janela. Assim que a abro apanho um susto, dou um salto, um grito, passo pelo meu marido e só paro no corredor! Estava uma outra osga, mais pequena, no parapeito da janela!

Diz o meu marido: "então e deixas a janela aberta, para ela entrar?!". Lá foi ele fechar a janela e eu, armada em valente (depois de ele me ter dito que ela parecia morta), pelo lado de fora, munida com um mata moscas, para tirar de lá o bicho e comprovar o óbito!

Mandei-a para o chão, não se mexeu. Parecia mesmo morta. Menos mal. Fui empurrando até que a mandei para o terreno do vizinho.

  

E as carochas ou escaravelhos?!

Houve uma ocasião em que um deles me visitou durante a noite. Dei-lhe umas quantas pantufadas até o matar. Não consegui dormir descansada. E de manhã, ainda me certifiquei que não tinha fugido!

Mais recentemente, deparei-me com um deles no quarto. Entrei logo em modo "pânico - bicho a bordo". Achando que uma pantufa não seria suficiente para dar cabo daquela coisa, corri em segundos ao outro lado para buscar uma bota, com sola de madeira, determinada a deixar o bicho bem "morto morrido". Enquanto isso, as gatas observavam-me e, provavelmente, pensavam o que raio estaria eu a fazer, ou se teria enlouquecido! 

Uns dias depois, desta vez na cozinha, novo bicho igual. Com os nervos, desatei a berrar que nem uma louca, e a bater com o pé em cima daquilo, qual guerreira em pleno combate!

  

Por último, não poderiam faltar as centopeias!

Sempre que me deparo com estes bichos nojentos, mutilo-os, esborracho-os, dou-lhes com a primeira coisa que tiver à mão, que seja eficaz.

Como já perceberam, as minhas armas passam muito pelo mata moscas, pantufa ou bota.

Porque não uso a vassoura? Porque acho que, no meio daquela rama, os bichos ainda me fogem, ou ficam lá escondidos, em vez de morrerem, e já não consigo estar descansada em casa.

E, quando me assusto, assusto também o resto da família, com os meus guinchos histéricos e reações hilariantes!

 

Marta, até fiquei com pena dos bichinhos que se poderão vir a cruzar contigo. Tu és uma autêntica exterminadora, qual caça fantasmas de arma sempre em punho! Obrigada por esta bela partilha.

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 Aproveitem o fim de semana para participar no passatempo bem docinho!