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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One smile a day... com a Mami

A minha convidada de hoje é a Mami, autora do blog com o mesmo nome Mami. No seu blog podemos encontrar de tudo um pouco, contando com um avatar que convida sempre ao sorriso e à partilha de um copo de vinho.

Um blog verdadeiro, genuíno, escrito por uma pessoa que transparece convição e criatividade, que aborda o dia a dia no geral, sempre com uma visão cativante e ao mesmo tempo assertiva. Um blog que vale a pena ler e reler! A imagem que tenho dela não podia ser melhor: uma mulher resolvida, segura, líder por natureza, mas onde impera o bom senso, e o seu grande trunfo reside mesmo nesta característica. Convido-vos a passarem pelo seu cantinho.

 

Sinto-me honrada pelo convite desta miúda, embora, não tenha (nem de perto) o mesmo talento para contar peripécias. aliás, já me andava a questionar porque não recebia o convite! ;)

obrigada chic’ana … mando-te isto sem saber se já temos ou não uma nova princesa entre nós!

 

Anos atrás ganhei um fim-de-semana no hilton vilamoura. fiquei mega entusiasmada pois o prémio incluía a viatura que nos levaria ao nosso destino.

sem pensar duas vezes liguei à mana e convidei-a. ela, em pulgas, aceitou.

chegado o dia, lá fomos nós, numa manhã de primavera, rumo ao algarve. a viagem foi super animada: boa música e muitas gargalhadas. começou a verdadeira aventura quando parámos para por combustível: - como se abre a tampa do depósito?

demos voltas e voltas, puxamos daqui e dali, e, passado um bom bocado, assumimos a nossa incapacidade e fomos pedir ajuda ao “senhor das bombas” – que obviamente olhou para nós como se não fossemos deste planeta ou tivéssemos roubado o carro!

chegámos ao al(l)garve e decidimos tomar um café na marina; esta recebeu-nos com uma chuva descomunal, vinda de não sei de onde, e que nos deixou num estado lastimável!

perante tal cenário decidimos ir fazer o chek in no hotel. chegámos, encharcadas e com um aspeto miserável, e estava a decorrer um desfile de moda no lobby do hotel – garanto que por segundos as atenções viraram-se para o nosso (des)encanto!

já no balcão de check in, o funcionário pediu-nos um cartão de crédito para caução. ora, imaginem a cara do senhor quando o informamos que não possuíamos cartão de crédito (recordo que estávamos com aspeto de cães rafeiros e molhados num hotel de 5 estrelas). o senhor verificou a nossa identificação e a reserva, olhou duas ou três vezes para nós, e disse, finalmente, que aceitaria um depósito de 50€. passada esta vergonha, lá fomos nós, a chapinhar, até às nossas acomodações, seguidas pelo olhar curioso de empregados e hóspedes.

depois de umas boas gargalhadas, de um tempinho no spa, da tradicional sessão fotográfica e de um banho quente, fomos jantar à marina.

eu que de chique nada tenho, mas porra que estava na marina de vilamoura, decidi enfiar umas botas lindas de um salto agulha maravilhoso. ao chegar à marina, logo no primeiro lancil de escadas do passadiço, fico presa. a mana que seguiu distraída, ao não me sentir por perto, olha para traz e descreve que me viu como “um cão com pulgas a sacudir a perna”. pedi-lhe auxílio, entre o exasperada e o envergonhada. ela aproxima-se apercebe-se do que aconteceu, agacha-se e começa a tentar tirar o meu pé daquela armadilha, enquanto eu de pé tento disfarçar com ar desinteressado; até que ela afirma: tens de tirar a bota! e eu: como? nesse momento desci, literalmente, do salto e a gargalhada foi pegada. é o que dá, eu tão grossa, a tentar ser fina! :d

mas, para mim, a situação mais caricata desta nossa viagem aconteceu no dia seguinte (ainda hoje guardamos esse momento com muito carinho).

pela manhã, após o pequeno-almoço no hotel - onde a minha irmã questionou se a língua oficial do algarve teria mudado, visto todos que todos nos falavam em inglês -, fomos para a marina tirar fotos e ver “as vistas”.

tinha chovido na noite anterior e o piso estava ainda molhado. numa das pontas da marina, junto à estátua de um marinheiro e seu leme, decidimos tirar (mais) uma foto. para sairmos os “três” seria necessário posicionar a máquina fotografia com temporizador. eu, armada em pro, tratei de tudo: indiquei à mana como se devia colocar, posicionei a máquina, preparei o temporizador, carreguei no botão e saí disparada para me colocar no meu lugar. raios que o piso estava molhado e, eu que tive sempre uma forte ligação ao chão, sendo uma atleta distinguida em quedas, lá escorreguei com grande aparato! mas como o “show must go on”, no chão, completamente deitada aos pés da minha irmã, coloco-me em posição de foto! durante este processo um casal de espanhóis passa pelo local e a senhora diz “mira, se a caído” ao que o companheiro responde: “no, no, es para la foto!”. ao ouvir isto desatamos a rir e o flash dispara. é das fotos mais maravilhosas que tenho com a minha irmã! 

 

Mami, eu não diria que esta fosse uma peripécia, mas sim quatro peripécias numa só. Um texto completamente delicioso que nos transporta para a tua viagem! Uma verdadeira aventura de irmãs e, acredito, que vá ficar na vossa memória e coração para sempre (e agora também na nossa).

Muito obrigada por esta hilariante participação!

 

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E o blog hoje completa dois anos de vida, o meu muito obrigada a todos, os que por aqui são visita assídua, aos que me subscreveram e aos que vão surgindo e ficando para uma troca de palavras.

São o motor que dá vida a este blog e é tão curioso como vos encaro como amigos. Sem dúvida que são uma parte fundamental do meu dia a dia.

OBRIGADA!

 

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One smile a day... com a Sofia

A minha convidada de hoje é a Sofia, autora do blog Sweet Haven By Me. Tive o prazer de a conhecer ainda noutra plataforma, mas desde Julho que a sua casa é o Sapo Blogs. No seu blog somos constantemente brindados com frases e mesmo músicas inspiradoras, mas também com pequenos detalhes da sua vida pessoal: sabemos que se encontra separada e que é uma super mãe do Baby G com dois aninhos.

Criou o blog também como escape, para falar e desabafar sobre a sua recente separação, mas por vezes as palavras são difíceis.. É uma pessoa super simpática e sempre com um sorriso pronto, com um ombro amigo, muitos comentários trocámos e que belos sorrisos partilhámos.. "A vida tal como ela é, um livro com tantas páginas escritas mas com tantas ainda em branco. Todos os dias escrevemos um parágrafo e apartir de agora os meus vão ser escritos aqui :-)" Convido-vos a conhecerem o seu blog!

 

OMG!!! :-D Nem queria acreditar quando vi o email para participar no One Smile a Day :-) E pior, naquele momento não me lembrei de nada engraçado para contar mas caramba, tenho 32 anos tinha de haver alguma coisa e há, claro que há.

Vou voltar atrás no tempo até à Viagem de Finalista do 12º ano, tinha já 18 anos e devia ter juízo mas não...

Uma bela tarde, a A. teve a brilhante ideia de querer jogar ao Jogo do Copo. Nunca tinha jogado tal coisa, não queria jogar mas elas diziam que só dava se fossemos 4 e lá está, não tinha juízo e fui na onda.

Pegamos em pedacinhos de papel para as letras e num copo da cozinha, era pequeno mas daqueles de vidro grosso, super pesado. A R. começa a dizer não sei o quê e era suposto o copo mexer-se e aquilo nada, quieto. Eu céptica como sou começo a rir e a dizer "isso não vai funcionar!". Tentam outra vez e nada. Elas as 3 super chateadas e eu a rir...


Às tantas a R. passa-se e diz "Espírito se estás aqui dá-me um sinal?" Assim que ela diz "...nal?" A campainha da porta toca e não pára porque fica presa.

Eu parto-me a rir como se não houvesse amanhã, elas as 3 começam aos gritos completamente histéricas e eu ainda me ria mais. A R. fica petrificada, a A. vai até à porta e a N. tenta partir o copo na varanda, sem sucesso pois é mesmo daquele vidro grosso.
Nisto a A. abre a porta e o nosso colega estava a tentar que o botão da campainha volta-se ao sitio para parar de tocar, diz com um sorriso de orelha a orelha "Nunca ninguém ficou tão histérico com a minha chegada!" Depois olha para mim, que estava de costas para ele e diz em alto e bom som ainda no corredor do prédio: "Tens o cú à mostra!!" 

De tanto rir ao baixar-me as minhas calças rasgaram e eu nem dei conta ahahah!

Com isto posso dizer que se houve algum espírito que tenha aparecido naquela sala, tinha muito sentido de humor Lol.

Espero que tenham gostado e bem não joguem a estas coisas!

 

Que bela viagem que eu fiz à juventude! Também eu joguei a esse jogo, mas admito, com um receio enorme e nem me lembro do resultado final, eu só queria pisgar-me a 7 pés daquele episódio onde eu não queria estar inserida...

 

Muito obrigada por esta bela partilha, é tão engraçado verificar como cada um tem histórias sempre tão diferentes para contar!

 

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One smile a day... com o Triptofano

O meu convidado desta semana é o Triptofano, que nos apresenta o blog com o mesmo nome Triptofano. É um blog relativamente recente mas que me conquistou muito rapidamente. Lança-se a si próprio um desafio "Como ser 20% mais feliz?", e não é que me colocou a pensar na mesma questão e a agir em concordância?

Já teve um blog quando era mais novo e foi precisamente o feedback que obteve com esse blog que o fez regressar: "havia muita camaradagem entre os colegas blogueiros. Pessoas que nunca tínhamos visto mas que estavam lá para nos apoiar ou para nos contrariar ou simplesmente para marcar presença. E foi por causa dessa rede de apoio que tantos anos depois decidi voltar a esta espécie de diário virtual.

E é mesmo isso que nos apresenta: um diário virtual, carregado com muito humor, muitas peripécias que regra geral me despertam sempre um sorriso, mas também textos que nos fazem refletir. Espero que sintas esse acolhimento, essa presença ainda que virtual, do meu lado, estarei por aqui sempre que necessitares!

 

Antes de mais tenho que agradecer à Chic’Ana por me convidar a participar numa rubrica que sigo fielmente e tantos sorrisos me provoca. Quando recebi o convite fiquei extremamente feliz porque nunca pensei que os poucos meses da minha existência na blogosfera fossem suficientes para aparecer num blog de tamanha qualidade como é o da Chic’Ana! Como me foi pedida uma das minhas histórias mais hilariantes aqui vai disto.

 

Há alguns anos atrás tive a oportunidade de fazer voluntariado no Uganda. Uma das coisas que mais me fez confusão no início foi ter de usar uma latrina para fazer as minhas necessidades. Apesar de estar dentro dum edifício de cimento a latrina era simplesmente um buraco no chão onde tínhamos de nos colocar de cócoras e fazer pontaria para basicamente não sujar o pavimento, algo que não iria de todo agradar à pessoa que fosse a seguir usá-la. Como qualquer boa latrina que se preze ela era apenas limpa assim de dois em dois meses, ou seja, quando cheguei conseguia visualizar um buraco enorme e ao longo do tempo fui vendo ele ir-se enchendo daquilo que vocês estão a pensar. Porque raio eu olhava para lá? Acho que era uma espécie de medo mórbido em deixar cair um chinelo no buraco e ter de o ir lá buscar no meio daqueles dejectos todos. Na realidade o chinelo ainda seria o menos, agora imaginem que deixava cair lá o passaporte, é que não havia forma de o poder deixar lá, tinha mesmo de o ir buscar. Felizmente nunca fui destrambelhado o suficiente para o levar perto sequer da latrina.

 

O edifício estava virado directamente para uma zona do povoamento repleta de pequenas cabanas, o que fazia com que qualquer pessoa pudesse ver quem entrava e saía da casa-de-banho. A meu ver um grande erro de planeamento urbanístico! Também interessante era a sofisticação do sistema de fecho da porta da latrina – um prego atado a um cordel que encaixava num pequeno buraco na parede.

 

Ora numa fatídica manhã dirigi-me à latrina acompanhado pela minha fiel lanterna visto o sol ainda não ter nascido. A razão para tão matutina incursão devia-se ao facto de quando começava a haver luminosidade era impossível usar os lavabos devido à quantidade industrial de moscas que eram atraídas pelo inconfundível cheiro a cocó.

Entro, fecho a porta com o sistema do cordel e do prego, baixo as calças e agacho-me entregando-me à tarefa de reflexão sobre o que teria de enfrentar naquele dia de trabalho. Foi então que do buraco surgiu tresmalhada uma mosca solitária que, sem pedir licença, fez um voo directo ao buraco do meu rabiosque.

Ao sentir tão inesperada presença num local tão sensível dei um grito, levantei-me num rompante, desequilibrei-me nas calças que me estavam pelos tornozelos, caí, bati contra a porta da latrina que para meu desespero tinha ficado mal fechada e se abriu de rompante, e ali fiquei eu estatelado no chão, de porta aberta, calças em baixo e à vista de todas as cabanas do povoado.

Felizmente todos ainda dormiam, senão a minha vergonha teria sido bastante maior. Levantei-me, voltei a entrar na latrina e fechei a porta convenientemente. Da mosca nem sinal. Nem uma bebida sequer me pagou!

 

Em primeiro lugar, muito obrigada pelo carinho, pelas tuas palavras, acredita que tens aqui uma amiga e todos os comentários trocados e o apoio que me transmitiste, nunca serão esquecidos.

 

Agora.. e passando à tua peripécia... O que eu me ri!! Não acredito que alguém fique indiferente à imagem que nos proporcionas bem no final.. Felizmente que todos se encontravam ainda em descanso, senão, tinha sido algo que ficaria na memória de muita gente..

 

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Admitam lá, receios com sanitas, quem não os tem?! (Embora não tenhamos tanta razão para tal como o Triptofano)

 

One smile a day... com a Catarina

O One Smile a Day de hoje apresenta-nos a Catarina, autora do blog Idem, aspas.

Há cerca de um ano a Catarina foi mordida pelo bichinho da escrita e presenteou-nos com a criação do seu blog, um blog pessoal, em que nos descreve os seus "dramas quotidianos, entre o cómico-sarcástico e o à beira de um ataque de nervos". É no fundo um diário da era moderna em que regista os principais momentos que atravessa. É uma comunicadora nata, sempre com um sorriso para nos receber e com descrições que nos fazem não querer perder o próximo post. Não conhecem? O que esperam para o fazer?

 

Antes de mais quero agradecer à Chicana pela oportunidade de participar nesta rubrica que é das mais divertidas do sapo!
Como abrir o email do blogue não é algo que faça todos os dias, e não é raro ter emails para responder com semanas de atraso, desta vez acabei por ter pontaria e abri-o no dia certo! Quando li o email fiquei na dúvida de que história contar mas acabei por me decidir por este episódio da minha infância que acredito vos arranque umas gargalhadas!
 
Para isto se perceber melhor tenho de vos contextualizar; Cresci desde os seis meses só com a minha mãe, uma vez que os meus pais se divorciaram nessa época, de forma que o dia a dia era vivido entre as duas. A minha mãe é professora e desde sempre que enfrentámos problemas com os horários dela e os da minha escola de forma que tive algumas baby-sitters desde filhas de amigas, antigas alunas e ate a minha avó sempre que era preciso! 
 
Eu devia ter uns quatro anos quando um dia, não me lembro bem da razão, mas tinha que acompanhar a minha mãe à escola dela de manhã; Ela tinha serviço logo cedo, e não tinha com quem me deixar; Connosco ia uma das minhas baby-sitters, provavelmente a minha preferida, que tinha sido aluna da minha mãe e penso eu ia ver algum resultado de exame afixado e depois ficava comigo à espera da minha mãe enquanto ela acabava o que tinha a fazer.
 
Lembro-me que essa manhã foi um pouco atribulada e de repente estávamos tão atrasadas que a minha mãe, sem ter mãos a medir, disse-me para me vestir sozinha.
Durante os dias de escola eu andava de farda, nos restantes normalmente a minha mãe escolhia a minha roupa. Lembro-me de que muito feliz fui buscar um vestido azul escuro, com um folhareco nas mangas e bordados às cores no peitilho e na saia. Calcei-me, penteei-me e vaidosa como era aposto que ainda pus um gancho ou um laço no cabelo!
 
Saímos as três de casa apressadas, a minha mãe ligeiramente impressionada com o meu aspecto, e fomos para a paragem do autocarro. A minha mãe não conduzia e portanto a carris era o nosso principal meio de transporte.
 
Chegamos à paragem e como estava cheia de gente e não havia lugar para sentar eu pus-me de cócoras a fingir que estava sentada confortavelmente, algo que fazia muitas vezes…. Eis quando espreito para debaixo da saia e percebo que me tinha esquecido de uma parte importante da vestimenta….as cuecas!
 
Levantei-me de um salto puxei o braço da minha mãe e disse-lhe ao ouvido “Mãe…. esqueci-me das cuecas!”
A minha mãe deu uma gargalhada, a minha baby-sitter Paula deu outra e eu fiquei furiosa com a minha falha! 
 
Como estávamos atrasadas apanhámos o autocarro à mesma pois não havia tempo para voltar a casa. Ao chegar à escola na rua de baixo havia aqueles armazéns de roupa que existiam antigamente com jogos de lençóis e camisolas interiores etc.. e a minha mãe foi tratar de arranjar umas cuecas para a criança; Gostava de me lembrar da cara da senhora da loja ao perceber que eu ia vestir as cuecas naquele momento mas não me lembro! Tenho a vaga ideia de andar a ser puxada por um braço de loja em loja à procura da cueca salvadora enquanto a minha mãe se arrependia até à espinha ter-me confiado a tarefa de me vestir sozinha!
 
E pronto, foi isto, da parte de uma criança com uns quatro anos mais ou menos que se esqueceu da primeira camada de roupa mas estava muito bem arranjadinha à superfície!

 

Imagino o quanto ficaste atrapalhada, tanto tu, como a tua mãe, que deve ter ficado super vermelha quando se deparou com este pequeno grande problema para resolver. Mas tudo terminou em bem e com umas belas gargalhadas para a posterioridade...

 

Obrigada por esta partilha tão doce!

 

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One smile a day... com a Anita

E para desanuviar do post de ontem, nada melhor que o regresso do One Smile a Day! A minha convidada de hoje é a Anita, autora do blog Não me canso disto. E eu, definitivamente, que não me canso de ler o seu blog, onde nos apresenta maioritariamente as aventuras dos seus 5 príncipes, é verdade, 5 pequenotes com idades tão variadas e com características tão próprias de cada idade e que nos fazem sorrir. É quase como um diário onde nos relata momentos do seu dia a dia. Tem uma personalidade que cativa qualquer um e que nos deixa sempre à vontade. Não conhecem? Não deixem de espreitar, com certeza que vão gostar! 
 
Obrigada pelo convite. Depois de muito pensar, a história que vou contar é sobre o meu marido. Isto faz com que a minha cabeça esteja a "prémio", mas depois de tantos anos com uma vida em comum, as histórias dele, também são as minhas. 
"À 20 anos atrás, ou mais, quando namorávamos, estávamos às compras numa superfície comercial, quando eu fiquei para trás a ver um produto.
O meu marido (namorado na altura) não reparou e seguiu. Como era suposto eu ir ao lado dele, ele "deu-me" a mão. Mas sentiu algo diferente: pelos, uma mão maior, mais forte,... depois da sensação estranha, olhou para o lado e estava de mão dada com um homem. 
 
Voltou para trás, à minha procura, e quando chegou ao pé de mim, muito vermelho, disse que eu só lhe fazia coisas assim..."
 
Esta é portanto uma homenagem, recordando uma situação engraçada, à minha cara-metade por estarmos juntos à 22 anos, com situações boas, engraçadas, e outras menos boas, mas sempre a apoiarmo-nos mutuamente.
  
E esta foi definitivamente uma história que me encantou, não só pelo insólito da situação em si (pode acontecer a qualquer um), mas pela bela homenagem que lhe prestas ao recordar o tempo em comum e o carinho com que o fizeste! Altos e baixos, todas as relações têm e são esses momentos menos bons que a fortificam e lhe dão fôlego para mais uns bons anos em comum.
 

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Muito obrigada por esta participação. Gostei muito!

 

Aproveitem o fim de semana para participar que termina já na próxima segunda feira! "Justiça Cega", é o livro que proponho!

One smile a day... com a Andreia

A minha convidada de hoje é a Andreia, autora do blog As gavetas da minha casa encantada. Só o nome do blog já me faz gostar dele, transporta-me para um mundo que idealizava em pequena: em que tudo era encantado e mágico. Todos os dias, antes de abrir o blog, penso para mim: O que será que vou encontrar hoje ao abrir esta gaveta? Sentimentos, emoções? Objetos que nos fazem sonhar, histórias cativantes? E é um pouquinho de tudo isto que podemos encontrar no blog, temas do dia a dia, sim, mas temas que nos levam a refletir, a pensar. Tem uma forma de escrita envolvente que penso que será do agrado de todos. Sempre simpática e disponível, tal como podem constatar pela peripécia abaixo...

 

Olá a todos 

 

O bloqueio de escolher uma história hilariante calhou-me, desta vez, a mim. Não vou mentir, fiquei extremamente contente quando li o e-mail da Chic’ Ana. Mas isto é realmente difícil! E, já agora, aproveito para afirmar que não fujo à regra das pessoas que leem esta rúbrica e dão por si a pensar «E se fosse eu, que momento escolheria?». Obrigada pela oportunidade.

Sendo assim, abro a gaveta da minha vida encantada (vamos acreditar que sim) para vos descrever uma situação ridícula, que ainda hoje vale umas boas gargalhadas. Só vos digo que envolve tinta azul.

 

Na minha faculdade, quem faz parte da praxe junta-se sempre na segunda-feira antes do cortejo para preparar o carro (tanto caloiros, como académicos). E isto é tarefa para começar de manhã e prolongar-se noite dentro (sem esquecer, claro, todos os outros dias a fazer flores). Ora bem, o espírito é incrível, mas uma pessoa tem que fazer uma pausa para jantar. Como eu e o meu grupo de amigos estivemos a pintar umas faixas, os baldes de tinta azul e rosa andavam connosco para todo o lado. Até aqui, nada de extraordinário, o pior veio depois. O pior para mim, entenda-se, porque para os meus amigos foi a cereja no topo do bolo da risota.

Só para contextualizar, a minha faculdade tem dois edifícios: o principal e o de música. Nós decidimos ir jantar sossegados no piso de baixo do pavilhão de música. Na hora de voltar ao trabalho, há um ser crente nas nossas qualidades de ninja que não fecha um dos baldes de tinta. Quem é que o leva? Eu, pois claro. O que vem depois é previsível, não é? Pois bem, na altura de subir as escadas, não sei se foi um guaxinim, uma toupeira, ou uma vontade louca (e inconsciente) de testar as minhas capacidades que decidiu aparecer. Só sei que pus um pé no primeiro degrau, o meu joelho direito teve os seus cinco minutos e toda eu comecei a ver o meu corpo a inclinar-se em direção ao chão. A queda podia ter sido evitada? Podia, perfeitamente. Isto se não tivesse um balde de tinta azul aberto na minha mão. Porque na tentativa de o salvar caí. E por cima de mim caiu toda a tinta do seu interior. «E os teus amigos?», perguntam vocês. Os meus amigos vieram logo em meu auxílio, para ver se eu estava bem… Claro que não! Desataram-se a rir e a tirar fotografias (sim, há registo vergonhoso desse momento). Fiquei um autêntico smurf, ao ponto de ter que lavar o cabelo na casa de banho e de terem que ligar aos meus pais a pedirem para eles me irem levar roupa. Escusado será dizer que só saí daquele edifício quando já estava minimamente apresentável, ou seja, quando já não existiam muitos vestígios azuis em mim.

Na altura ri-me, mas na verdade não achei assim tanta piada, porque não é, de todo, confortável levar com tanta tinta em cima. Hoje sou a primeira a gozar com a situação. E claro que sempre que chega uma nova geração ao grupo esta história tem que ser relembrada, quase como que se fosse uma mensagem de boas-vindas.

Este momento já deve ter uns 3/4 anos, não sei precisar. E longe de mim querer ser má-língua, mas como castigo de se terem rido de mim, há amigos meus que ficaram com tinta nas mochilas. Poucos tiveram conhecimento deste episódio. Ai se aquelas paredes brancas (que ainda hoje preservam restos de tinta azul) falassem…   

 

Em homenagem a esta bela história, estava a pensar colocar o texto em azul forte, numa onda de solidariedade Smurf, mas depois de procurar e escolher bem, acho que a tirinha abaixo se adapta na perfeição!

Obrigada por esta bela partilha! O que eu me ri a imaginar a situação.

 

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Nota: neste caso, o carro ficou maioritariamente rosa, pois o azul, bom, o azul acabou! Mas tinham sempre a hipótese de colocar a Andreia a dar um colorido especial à situação.

One smile a day... com o Robinson Kanes

O meu convidado de hoje é o Robinson Kanes, autor do blog Não é que não houvesse... Este é um blog que desperta logo no meu pensamento a palavra aprendizagem, mas uma aprendizagem de forma divertida. O autor expõe os seus pensamentos, o seu dia-a-dia, histórias e pontos de vista, mas sempre com uma perspetiva de abrir horizontes, de fomentar o debate, a quem os lê. Fundamenta tudo em que opina, o que lhe confere uma riqueza invejável.

É um blog que se tem construído pouquinho a pouquinho, um blog sem destino ou alinhamento, todos os dias é uma constante surpresa, mas uma boa surpresa. Uma lufada de ar fresco que tenho a certeza que será apreciada por todos. Informação e diversão juntos é possível? Sim, é.. e aqui está um belo exemplar disso mesmo!

 

Quando recebi o email da Chic’Ana pensei por momentos que poderia ser do New York Times, no entanto, ainda foi melhor que isso, até porque o New York Times às vezes consegue ser bastante aborrecido.  E é assim que aqui vim parar, pelo que, preparem-se para mais um momento de absoluta estupidez da minha parte.
Recordo-me de Istambul, uma cidade onde tive oportunidade de viver cerca de um mês, se é que se pode chamar “viver” a estar um mês num país ou cidade.
 
Posto isto, uma das imagens de marca de Istambul são os vendedores que não sossegam enquanto não nos impingem qualquer coisa. Eu, ao contrário de muitos estrangeiros que já estiveram no país, adoro aquela negociação e a educação com que encerram a mesma, sobretudo quando a venda nem se concretiza. Finalmente percebi porque é que todos os guias de viagem turcos têm sempre a tradução de "deixe-me em paz".
 
Uma noite, aproveitei para relaxar na companhia da minha miúda, uma celta fascinada por tudo o que é turco, (sobretudo a comida e as pessoas) árabe e muçulmano e demos um passeio por Sultanahmet, a zona histórica da cidade.  Istambul em Dezembro é uma cidade mais tranquila, pelo que apanhei com todos os vendedores de tapetes e carpetes e consegui, só num raio de 200 metros,  guardar quatro contactos de telemóvel para o caso de eventualmente mudar de ideias e optar por adquirir os famosos tapetes otomanos.
 
Quando cruzávamos uma rua lateral à Hagia Sophia (Basílica de Santa Sofia), uma daquelas com vários restaurantes para turistas e por sinal até bastante agradáveis, eis que sou confrontado com um angariador de restaurantes, aqueles que estão à porta do restaurante e convidam os clientes a entrar, ou como neste caso, saem disparados do restaurante acompanhados de duas senhoras.
 
Percebendo o que daí vinha, mesmo antes que o angariador pudesse dizer alguma palavra vociferei algo numa misturada de turco e inglês:
 
- Boa noite, o restaurante é muito agradável, mas nós almoçámos tarde e ainda não temos fome. O peixe por acaso até tem bom aspecto, eu também sou de terra de peixe, do mediterrâneo ocidental, de Portugal, sei apreciar o que é bom, a nossa costa e o mar dos Açores têm um peixe maravilhoso. Adoro comida turca e vou voltar aqui, quase com toda a certeza. Obrigado.
 
O que vou dizer a seguir só sei que aconteceu porque a minha miúda estava atenta e num misto de riso e gozo, apreciou o angariador,  enquanto eu falava, a olhar para mim com ar de espanto e com os olhos esbugalhados que terminaram com um semblante de quem estava a passar por uma tremenda “seca”.
 
Terminadas as minhas palavras, eis que o angariador se vira para mim e num inglês quase perfeito, mas com forte sotaque turco de Anatólia e com uma postura de Danny DeVito, até porque era baixo e forte, me diz:
 
- Hey! Então mas tu chegas aqui, ficas com esse sorriso na cara, escreves a música, tocas e danças (enquanto começa a dançar em estilo grego ou otomano, confesso que não me foquei nesse pormenor), fazes a festa enquanto eu fico a olhar para ti! Então mas afinal quem é que está a vender? Deixas-me fazer o meu trabalho ou não? Até parece que tu é que estás a tentar vender-me alguma coisa!
 
Perante a minha estupefacção, as senhoras que o acompanhavam começam numa gargalhada monumental! A minha miúda, aproveitando a oportunidade para “molhar a sopa”, desata também à gargalhada e claro, aquele turco com um sentido de humor “Devitiano” também.
 
Confesso que fiquei apanhado pelo momento e só o abraço do turco me fez soltar uma gargalhada também! Depois daquele abraço e de um aperto de mão lá combinei que iria voltar no dia seguinte e, como sempre, acabei por fazer mais um amigo naquela cidade que Pamuk tão bem descreve e que é, para mim, uma porta de entrada num mundo que me apaixona!
 
O que eu me fartei de rir ao imaginar esta situação. Não é fácil dar a volta a vendedores, mas mais difícil ainda é "roubar-lhes" o papel!
Muito obrigada por esta bela partilha.
 

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Já concorreram ao passatempo delicioso? Aproveitem o fim de semana para o fazer =) 

One smile a day... com a Kalila

A minha convidada de hoje é uma "sapinha" muito amorosa, a Kalila. A Kalila é autora do blog Amor às Kuartas e, para não sentirmos a sua falta nos restantes dias da semana, temos o seu Baú Musical. O primeiro blog é para mim uma surpresa constante: todas as quartas-feiras temos a apresentação de uma pequena história que nos demonstra a importância do amor. Lembram-se das fábulas e contos infantis em que temos sempre uma lição de moral? Pois bem, este blog é o equivalente às fábulas infantis, mas virado para um público mais velhinho e que nos deixa sempre a meditar sobre o que lemos. Paralelamente, temos o Baú Musical, que se entrelaça tantas vezes com o tema do Amor, um Baú onde podemos encontrar autênticos tesouros.

Quanto à Kalila, é uma pessoa de quem gosto muito, que tem o dom da sabedoria nas palavras, ou seja, sabe sempre o que dizer em cada momento. É uma simpatia e tenho a certeza que a vão adorar conhecer.

 

Pois isto é uma honra, ter sido convidada para este espaço! Fiquei tão fora de mim que só me vinham à lembrança histórias disparatadas de piada duvidosa. Até que me lembrei do prédio “demente”, assim batizado por mim própria devido às inúmeras situações caricatas que lá vivi.

Era um prédio normal de 20 fogos, com gente de todas as idades, normal na sua maioria, verdadeiras pérolas, alguns deles.

Havia um senhor de idade que vivia sozinho e combatia a solidão tocando às portas dos vizinhos por tudo e por nada: porque vinha a chover, porque supostamente precisava de sal, fósforos ou de outra coisa qualquer, porque não via o/a vizinho/a há muito tempo e preocupava-se se estava tudo bem, porque as netas ou as filhas lhe traziam bolos e os distribuía pelos andares mais próximos, enfim, aquele vizinho era uma ternura, ele próprio, e não deixava de a procurar nos outros.

Outro havia que adorava anedotas e não deixava de as contar a toda a gente. Na escada, de varanda a varanda, à espera do elevador, junto do contentor do lixo, qualquer sítio era bom. A mais estranha de que me lembro dizia respeito a um comprimido: “O que é que ele faz quando não tira a dor?... … … Descomprime-se!” Pois… algumas não tinham mesmo graça nenhuma mas o vizinho era tão chatinho que toda a gente se ria, de preferência bem alto, que era como ele ficava mais feliz.

Um era cantor, ou gostava de ter sido, era frequente ouvi-lo cantar assim que se entrava no prédio, porque não o fazia em casa mas sim no acesso ao terraço, onde a acústica era mais do seu agrado, ecoando por toda a escada já que ele se debruçava no corrimão.

O mais engraçado tinha um ar aristocrata, pera e bigode e cara de poucos amigos. No fundo era um doce e muito simpático mas não parecia. Era apaixonado por carros antigos e dono de um sentido de humor refinado. Uma vez ouvi-o dizer no café: “Atenção que eu não sou velho, sou um clássico!”

Já entre os mais jovens a piada não era tanta mas ouvi uma vez, precisamente entre a minha vizinha do lado e uma amiga ou familiar que vinha a subir com ela, o seguinte diálogo:

Amiga/familiar:

-Vais mudar de casa outra vez?

Vizinha:

-Vou. Eu gosto de me mudar quando a casa começa a precisar de limpezas grandes…

Quando foi altura disso também eu me mudei mas juro que limpei a casa, eheheh! O extraordinário é que vários vizinhos se vieram despedir, com prendinhas, votos de tudo o que houvesse de melhor e muito carinho. Os amigos que me ajudaram com a mudança ainda perguntaram se a vizinhança estava feliz por eu ir embora ou se eram mesmo muito gentis.

 

A honra de te ter no meu espacinho é toda minha! Ainda para mais com um prédio, no mínimo, caricato! O que eu me fartei de rir ao imaginar a animação sempre presente.

Obrigada por esta bela partilha, e sim, o facto de todos se terem despedido, apenas vem confirmar a tua simpatia para quem te rodeia. O Armandinho distribui música, tu distribuis sorrisos!

 

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Amanhã estarei em formação, por esse motivo o "One Smile a Day" foi antecipado para hoje. Desejo-vos a todos um ótimo fim de semana.

 

One smile a day... com a C.S

A minha convidada desta semana é a C.S, autora do blog Há mar em mim. E o blog é mesmo isto: uma imensidão de temas e conceitos, tal e qual como o mar, onde nos sentimos embalados por fotografias, textos, ideias, mas também, por ondas revoltas como opiniões e temas mais "quentes" e que tão bem demonstram a personalidade da autora. Gosta de passar despercebida, mas eu arrisco dizer que neste mundo dos blogs é bem notada e apreciada. Uma companheira de sorrisos, de vida, que se lançou nesta aventura no início de Janeiro e que eu espero que continue por muito tempo. Sempre com uma palavra amiga e simpática, não deixem de a visitar!

 

Bom dia, pessoas sorridentes (desta forma estão todos contemplados, certo? Ou não viriam a este espaço que é um dos mais bem dispostos da comunidade Sapo e arredores.)!

 

Correndo o risco de ser 0% original, tenho de começar por agradecer o convite à Chic’Ana, pois ela é uma das pessoas mais queridas deste espaço virtual que todos nós partilhamos e tem sempre as palavras certas para cada um de nós. Para além disso, é a autora de um dos blogs que mais me fazem sorrir, já que tem sempre histórias maravilhosas para partilhar connosco.

Querida Chic, obrigada pelo convite, deixaste-me com os nervos à flor da pele, mas é um prazer estar aqui contigo.

 

Vamos lá a isto…

 

(Só vos peço que não “gozem” demasiado comigo, porque isto é humilhante. Sejam meigos.)

 

Estaríamos em finais do mês de julho, do belíssimo ano de 2015, a C.S., euzinha, tinha acabado de casar com o A. e andávamos à procura de casa para comprar. Depois de vermos muita coisa na internet, selecionámos  aquelas que mais nos encheram o olho e marcámos as visitas. (Devo confessar-vos que eu adoro ver casas.)

 

Na grande maioria das visitas fui sempre com o A., mas houve uma ou outra em que tive de ir sozinha, pois ele trabalha por turnos e, às vezes, torna-se uma missão impossível ele ter horários compatíveis com a maioria dos mortais. 

Após as nossas buscas, descobrimos que havia uma casa que nos agradava e que era bem pertinho daquela que tínhamos arrendada e onde vivíamos na altura, uma zona de que gostávamos muito. Fizemos os contactos necessários e é claro que na hora que dava jeito aos vendedores da casa e ao agente imobiliário o A. estava a trabalhar, por isso decidimos que eu ia sozinha e, caso achasse que valeria a pena, agendaríamos uma nova data para ele também poder opinar. Assim foi...

 

Chegado o dia, um dia de muito calor (importa referir), eu cheguei a casa por volta das 16h e o encontro estava marcado para as 18h. Decidi que tinha tempo de tomar um refrescante duche e descansar um pouco. Só que o pouco durou até às 17:50h, porque passei pelas brasas, claro está. Nisto, acordo sobressaltada, olho para as horas e toca de vestir a correr, porque dava tempo, afinal a casa era já ali. 

 

Saio de casa, chego 5 minutos atrasada (odeio atrasar-me...), peço desculpa ao agente imobiliário, que me explica que o dono da casa estava mais atrasado que eu. Ufa...pensei, ainda bem. Ficamos ali, em conversa de circunstância, e lá aparece o senhor. Apresentações feitas, subimos ao terceiro andar, começo a ver a casa, vou fazendo as perguntas da praxe e...eis que passo por um espelho que, se não me engano, estava no hall de entrada... Eu não queria acreditar! Como é que alguém poderia levar-me a sério, acreditar que eu poderia estar interessada em adquirir alguma coisa encontrando-me eu naquele estado?!

 

Começo a pensar... Penso... E chego à conclusão que não há nada a fazer, que teria de me aguentar, pois não tinha como resolver o problema. Achei que era muitíssimo incorreto pedir para ir à casa de banho, ainda considerei fazê-lo mas não o fiz. O que fiz eu? Começo a acelerar a conversa, de repente o interesse na casa já não me pareceu assim tanto, até porque eu só queria fugir dali.

 

Feitas as despedidas, ainda tive de fazer o percurso a pé até casa e só lá pude virar a blusa para o lado direito. Sim! Com a pressa vesti a blusa ao contrário! Como era possível que eu não tivesse reparado que tinha vestido a blusa do lado contrário?! Como?! Pois aquela era das poucas blusas que ainda conservava a etiqueta (lateral, com direito a botãozinho e tudo), porque eu tenho o hábito de cortá-las na primeira vez que as uso. Com esta maldita não fiz o mesmo.

 

Logicamente que em casa ri à gargalhada, primeiro sozinha e depois com o A., a pensar na minha figura, mas ainda mais a pensar no esforço que os senhores teriam feito por manter um ar sério e não rir na minha cara. 

 

Eu atraio este tipo de situações. 

 

Beijinhos a todos, tenham um ótimo dia! 

 

O que eu me fartei de rir a imaginar a situação. Também adoro ver casas, e é engraçado, que a casa que eu e o M comprámos foi vista primeiro por mim, sozinha, e só depois com ele. Mas.. eu acho que ia bem vestidinha!! 

 

Obrigada minha querida, acredita que foi, e é, para mim um prazer receber-te no meu cantinho! 

 

E tal como a Mafalda, podias estar mal vestida, mas com muita postura! :)

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One smile a day... com a Gorduchita

E para terminar esta semana de feriados em beleza, trago-vos a Gorduchita, autora do blog A Vida da Gorduchita. O blog já conta com 10 anos, teve o seu início em 2007, e começou como um espaço dedicado a quem queria perder uns quilitos. O blog foi evoluindo com o tempo e acompanhando a vida da autora. Hoje em dia podem encontrar de tudo um pouco: desde alimentação, a peripécias da sua filhota, simples desabafos e partilhas, exercício, enfim! Aqui podem encontrar de tudo um pouco, com a certeza que serão sempre bem recebidos, com um amplo sorriso. Têm dúvidas quanto à personalidade da autora? Então leiam a peripécia abaixo e deixem-se encantar!  

Não vou mentir: sonhava há muito ser convidada pela Chic'Ana para esta sua rubrica. E quando vi o seu comentário no meu blog pedindo o meu e-mail, o meu coração bateu forte e pensei: "Será?" E foi! Obrigada! :)

A história que vou contar talvez não seja exatamente hilariante de ler (nem a mais hilariante que me aconteceu), mas foi um acontecimento marcante (a ponto de uns anos depois, uma pessoa numa formação ter vindo ter comigo e dito"tu és aquela que...").
Passo a contar.

Quando andava na faculdade, andava com um carro já usado, que tinha uns 8 anos na altura que os meus pais mo compraram (estávamos em 1996). Era um carro com algumas particularidades.

Um dia, às tantas da noite (seriam 1h ou 2h da manhã), seguia eu a caminho da casa, por uma das tortuosas e ondulantes ruas do Porto, quando a chave do carro salta da ignição. Salta, simplesmente e carro continua a funcionar.
Breve ataque de pânico, e agora o que é que eu faço, como é que desligo o carro. Rápido ataque de lucidez, não é grave, quando estacionar ponho em ponto morto e tento apanhar a chave e desligo. Ok, assunto resolvido.

Uns dias depois, dia de aniversário de uma amiga, vamos a caminho de um restaurante para jantar. Comigo no carro, uma amiga minha, ao meu lado, e atrás dois amigos da aniversariante (que conhecia apenas de 2 ou 3 contactos anteriores). 
Mais uma rua sinuosa e às ondas, e a chave salta novamente. 
Eu, continuando a conduzir e com o ar mais calmo do mundo (afinal aquilo já me tinha acontecido uma vez): "Rita, chegas-me pf a chave do carro, que saltou?"

Se vissem as caras de pânico dos meus 3 tripulantes! A chave quê? Saltou? Como saltou? Tudo a abanar braços e histérico!
De rir! Ficou-lhes marcado!
E eu fiquei a ser a rapariga com o carro com chaves que saltam em andamento! :)

 

Obrigada, eu é que tenho de agradecer por esta história tão caricata que me fez sorrir e imaginar o pânico dos ocupantes do carro. Digamos que ver uma chave a saltar em pleno movimento é motivo para uns quantos ataques cardíacos! Ahahaha, assim que li esta história, lembrei-me de uma BD e de uma viagem de carro emocionante, acho que a tua peripécia está à altura da seguinte:

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 Com emoções fortes, sem dúvida! Ahahah