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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Um estranho animal de estimação

Como sabem eu tenho imensas alergias, já vos contei aqui inúmeros episódios das mesmas, e que me impossibilitam de, infelizmente, ter animais de estimação com pelos ou penas.

 

Mas.. e quando vocês são o vosso próprio animal de estimação? O que fazer?

 

Nós aspiramos a casa no mínimo uma vez por semana, sendo num apartamento e num andar alto, aguenta perfeitamente uma semana inteira sem que o pó seja demasiado e que comece a fazer comichões no nariz. Contudo, nos últimos tempos tenho reparado em rolinhos que se começam a juntar nos cantinhos. Rolinhos esses que não são nada tímidos e que com a deslocação de ar, parece que nos perseguem.

 

Ora, achando aqueles rolinhos estranhos, fui analisar cuidadosamente o seu conteúdo, e após uma análise ao ADN dos fios, e uma vez que sou a única habitante da casa com cabelo comprido, cheguei à conclusão, que os rolinhos eram o meu pelo… ou cabelo vá, que os pelos são mais pequeninos.

 

Tenho rolinhos de cabelos meus pelo chão.. Como é possível alguém perder tanto cabelo e continuar com tanto na cabeça?! Isto acontece a mais alguém?! Eu pensava que era só em Outubro / Novembro, quando os cabelos estão mais danificados.. Agora em Fevereiro/ Março?!

 

Agora adotei a política de antes de me deitar e depois de me levantar, ir á casa de banho, puxar os cabelos, delicadamente, e livrar-me dos excedentes. Ele aparentemente está bem cuidado e hidratado… Será que vou ficar careca?!

 

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O mistério dos peixinhos de prata

Sabem o que são os peixinhos de prata? Aqueles bichinhos pequeninos e rastejantes que têm uma tendência quase natural para aparecerem nas casas de banho? (Zonas mais húmidas). Depois  das obras em casa e por causa do cheiro do verniz, silicones, etc. eles desapareceram de um momento para o outro.

 

Estiveram meses sem se verem, até que voltaram a aparecer. São como uma praga, parece que se reproduzem imenso e não é fácil acabar com a sua espécie. Contudo, de há umas semanas para cá, desapareceram! Assim, de um momento para o outro e aparentemente sem qualquer mudança. Para além deles, também não vi qualquer tipo de insectos, mesmo os mais comuns. Pensei que estivéssemos a sofrer um qualquer extermínio e que os humanos fossem os próximos.

 

E se calhar era o que estava nos planos de uma determinada criatura que nos invadiu a despensa! Num belo dia em que estava a arrumar as compras, olho para o chão, e ali à minha frente estava nada mais nada menos que uma osga! IMG_20161021_201354.jpgUma osga, gordinha e no sítio mais quentinho da casa! O mistério do desaparecimento estava explicado.. Mas agora permanece outro: afinal há quanto tempo tenho uma osga em casa? Como é que ela lá foi parar?! Ainda moro num andar alto.. e por baixo da porta não me parece.

 

Depois de muita deliberação, lá convidámos a mesma a sair de nossa casa. Eu por mim tinha adoptado a osga, afinal acabou com todos os outros bichinhos.. Era somente uma questão de lhe fazermos um lar adequado num ambiente controlado. 

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Os segredos do Campo

Eu sou uma menina da cidade, sempre vivi em grandes cidades e a primeira noite fora de apartamentos e no meio rural foi há precisamente 6 anos.

 

O dia decorreu às mil maravilhas: tudo era novidade. O campo com as suas cores, com os seus cheiros, a natureza em estado puro, os diversos animais que só tinha visto no jardim zoológico, em revistas, na televisão e outros, que ainda hoje estou para saber que espécie são. O entusiasmo era vibrante, mas nada me tinha preparado para a primeira noite no campo.

 

Quem tem casas de campo, mais antigas, sem grandes isolamentos vai ler o resto do texto e identificar-se de imediato.  Quem nunca esteve numa casa assim, mas um dia vai estar, fica o alerta.

 

Com o cair da noite, em Dezembro, chegaram os ventos frios das serras. A chuva fazia-se sentir e sabia bem o conforto de estar no interior da habitação.

Por volta das 23h, deitei-me (quando a instabilidade meteorológica é grande, a eletricidade falha quase sempre), e o silêncio conhecido era sepulcral: não havia carros, aviões, comboios, pessoas a gritar na rua, nenhum movimento.

O som do vento era amplificado de tal forma que só me apetecia agarrar a cama com medo que esta voasse. O som da chuva a bater na janela do sótão era tão audível que parecia que estavam a atirar pedras à mesma. Os ramos batiam no telhado e parecia que estava alguém à porta a forçar a fechadura. Com os sentidos em alerta máximo, comecei a ouvir passos cada vez mais próximos. Sentei-me na cama e apurei a audição, o som chegava do telhado, eram os passarinhos que por entre telhas se tentavam abrigar. De seguida outro som, um raf-raf constante, dos bichinhos da madeira que insistiam em banquetear-se, os cães ladravam e ouviam-se outros animais. Todos os sons somados faziam uma orquestra tal, que fizeram com que eu começasse a dormir com o raiar do sol.

O meu comportamento nessa noite, foi igual à imagem que se encontra abaixo.

 

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Sim, a primeira noite foi assustadora, mas é um som ao qual nos habituamos num ápice, e nos dias de hoje, é uma sinfonia que eu anseio ouvir cada vez, que me embala e me faz dormir muito melhor. Trocava todos os sons da cidade por estes sons da natureza.

 

Quem é que já passou por uma experiência semelhante?

 

 

Mulheres vs Homens: o Frio!

Há algo que eu não consigo compreender por mais que me esforce. Senhoras e senhores, meninos e meninas, cheguem-se aqui e digam-me de vossa justiça..

 

Nós, mulheres, variamos sempre a forma como dormimos: quando está frio colocamos mais cobertores na cama, trocamos os tecidos mais finos por tecidos mais aconchegantes e fofinhos, ditos polares. Mas os homens, esses podem dormir somente com um lençol e sempre com roupa fresca, quer seja verão ou inverno. Como é que tal é possível? Têm um metabolismo diferente?

 

A noite passada ia congelando. Toca de colecionar toda a roupa da cama e nem assim aqueci. O M dormia um sono profundo enquanto eu tremelicava e me enrolava tipo bicho de conta para tentar aquecer. Neste momento ainda estou enregelada porque me estou sempre a lembrar do frio que tive durante a noite. Acho que isto só me passa quando dormir quentinha novamente. 

 

O frio psicológico existe?

 

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Gostam de livros? O que dizem os meus livros? Uma entrevista a não perder! Obrigada Edite.

Uma história assustadora - A banheira

Na noite seguinte ao mistério do gatinho, os nossos pais mostraram-se reticentes em nos deixar na vivenda (mais que compreensível), portanto, ficámos no nosso apartamento de férias alugado, no 3º andar, onde os gatos não chegavam. Desta vez ficámos as 3.

Como eu não tinha muitos jogos, ligámos a televisão e estava a dar uma série do género dos “Arrepios”. Estávamos as 3 aconchegadas no sofá, nenhuma quis dar parte de fraca e continuámos a assistir, embora o medo fosse crescendo..

 

Às tantas começaram a vir uns barulhos estranhos da casa de banho, uma espécie de assobio. Nós encolhemo-nos e apelámos ao nosso lado racional. Ficámos em silêncio mais uns tempos, até que há uma embalagem que cai na banheira e faz um estrondo enorme.

Ok, já não era imaginação nenhuma, levantámos-nos, fomos espreitar para dentro da casa de banho e a cortina da banheira encontrava-se a abanar, suavemente, tal e qual uma respiração. Corremos para a cozinha, começámos a pensar que estávamos tramadas, que desta vez é que era, e pegámos em armas de defesa. Havia um rolo da massa, várias facas e, armadas como podíamos, voltámos à casa de banho.

 

A cortina continuava a abanar e uma delas não foi de meias medidas, toca de esquartejar a cortina. Não acertou em nada! Começámos a atacar a cortina desenfreadamente, até que esta ficou em farripas. Desistimos desta tarefa e pensámos que se lá estivesse alguém, devia estar encolhido no fundo da banheira, ou que já estava morto. Já estávamos a ver a vida a preto e branco, por detrás de umas grades, portanto o medo de sermos assaltadas, passou a medo de ter magoado alguém.

 

Abrimos a cortina a tremelicar, e a banheira estava vazia.. completamente vazia. Mas como é que a cortina abanava? Simples, estava uma janelinha aberta a fazer corrente de ar.. Como nenhuma de nós tinha janelas na casa de banho, nem nos passou pela cabeça tal cenário.

 

Rapidamente o medo do assalto, o medo de ter magoado alguém, foi substituído pelo medo de ver os nossos pais e de lhes explicarmos como é que tínhamos deixado a cortina da casa de banho em farripas. Ainda por cima de um apartamento alugado (Este último medo ainda foi mais agressivo que os outros).

 

Escusado será dizer que não ficámos mais sozinhas em casa o resto das férias, que tivemos de ir comprar uma nova cortina, e só não ficámos de castigo, porque depois da nossa explicação e da incredulidade, se desmancharam a rir…

 

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Uma história assustadora - Um vulto no escuro

Ontem, feriado, foi dia também de recordar algumas histórias, e, como estávamos numa de conversar sobre fantasmas e coisas horripilantes, veio à baila um dos episódios mais divertidos e assustador de que tenho memória. Sendo assim, hoje e amanhã poderão contar com dois textos recheados de mistério.

 

Ora, o título deste post também poderia ser - "Porque não deve deixar as crianças sozinhas" - Já não éramos bem crianças, mas isso agora não interessa nada!

 

Quando tinha cerca de 11 anos, passávamos férias em Vilamoura, e nesse ano tive a companhia de 2 amigas: uma um ano mais nova, com 10 anos e a outra com 13 anos. Numa bela noite, os nossos pais foram beber café e dar um passeio, como não nos apetecia ir, fiquei na vivenda deles com a mais velha.

O tempo passava e nós muito entretidas com um jogo, quando de repente avistámos um vulto que se deslocava calmamente pelo terraço da vivenda. Ficámos logo em estado de alerta e vimos que as grades, tanto da varanda como da janela, se encontravam abertas.

Duas miúdas em casa, sozinhas, sem telemóveis, nem telefone fixo - era casa de férias portanto, não tínhamos como chamar ajuda. Estávamos cada vez mais assustadas e o vulto cada vez se aproximava mais das janelas, até que se sentou, de costas, e ali ficou durante instantes que nos pareceram uma eternidade.

Nós, já em pânico, decidimos que a melhor opção era mesmo sair de casa, a porta ficava no extremo oposto ao vulto, ele nem se apercebia do movimento. Fechámos tudo a 7 chaves (onde conseguíamos, e não tocando nas luzes), e fugimos rapidamente para o bar da piscina. Ok, havia imenso movimento, só tínhamos de esperar que os pais chegassem.

 

Sentámos-nos calmamente numa das mesas, até que a minha amiga se lembra que tínhamos deixado o cágado para trás. Ela adorava o animal e estava em tal estado de preocupação que decidimos regressar a casa para ir buscar o cágado, não fosse o ladrão levá-lo.

Regressámos, meias a tremelicar, abrimos a porta devagar, espreitámos pelas janelas e lá continuava o vulto sentado. Rastejámos pelo chão à procura do cágado, encontrámo-lo e toca de fugir novamente.

No instante em que colocámos os pés fora de casa, estavam os nossos pais a chegar. Corremos para eles, explicámos a situação e dirigimos-nos em passo acelerado de volta à casa.

Chegados lá, fizemos imenso barulho, eles verificaram o vulto, confirmaram que se encontrava ali alguém sentado e combinaram dar a volta à casa para o surpreenderem. As mulheres ficaram todas de plantão à janela a observar o que ia suceder e prontas a intervir se fosse caso disso.

Assim que ele se apercebeu que vinha alguém, levantou-se num ápice, e foi nesse instante que ficámos incrédulos a olhar para o suposto ladrão. É que este ladrão não tinha duas pernas, mas sim 4 patas.

Tratava-se de um gato que encontrou ali o sítio perfeito para descansar. O candeeiro da rua, projetava a sombra de tal forma, que de costas, parecia claramente uma pessoa!

 

Este episódio ficou para a memória, mas o de amanhã ainda consegue ser pior, ou melhor, e reunir umas quantas facadas!

  

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Quanto aos vencedores do passatempo, foram escolhidos através de Random, e aqui estão eles:

1 - Caixa de Verniz: Moralez;

2 - Caixa de Chá: José Augusto;

3 - Capa para livros: Ana Afonso.

Muito obrigada a todos pela vossa participação, espero que gostem dos artigos. Eu já os vi presencialmente e estão um mimo!

Alguém sabe que animal é este?

Aqui há uns tempos, o M encontrou uma aranha perto dos tomateiros. Ele sabe que eu não desgosto nada deste animal e até penso que é uma mais valia, pois ajuda a proteger as culturas das picadas das moscas, por exemplo. Até aqui, tudo bem, uma aranha não é um animal estranho de se encontrar no campo.

Mas tal foi a insistência dele para eu não perder a oportunidade de contemplar a aranha que comecei a desconfiar da situação.

 

Cheguei lá, observei a aranha, que afinal não era apenas uma, e aqui instalou-se a dúvida.

Mas que animal era afinal? Nunca tinha visto tal espécie.. Uma aranha que na sua teia apanhou uma abelha e ficou com o aspeto da última? Uma aranha que afinal não é bem aranha, mas um cruzamento de espécies?! Uma aranha com uma crise de identidade que quer ser abelha?

 

Alguém sabe de que animal se trata? E se é prejudicial para as culturas?

 

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De uma coisa temos a certeza: no campo não existe monotonia, há uma surpresa diferente a cada dia! 

O teste da Agulha

Imbuída pelo espírito de sexta-feira em que a Melhor Amiga nos contou uma história muito engraçada sobre a infância, resolvi fazer o tão famoso teste da agulha para saber quantas crianças iria ter.

 

Estava eu em pleno batizado, num dos tempos mortos, quando me dirijo à minha pochete, muito chique e fina, e retiro uma agulha e uma linha.

Primeiro pensamento geral – Com certeza que ela descoseu o vestido e veio prevenida. Sim senhora.

 

Após uma pequena pausa, começa a Ana a bater 3x com a agulha na palma da mão à espera de alguma reação. Esperou, esperou e nada de mexer.

Nesta altura estavam todos a olhar para mim com cara de aparente espanto e surpresa.

Tentei mais uma vez e nada. À terceira tentativa começou a mexer.

Fiquei muito contente e tal como me tinham aconselhado a fazer, continuar até ela parar… E … quando não pára???!

 

A agulha não parou! A agulha mexeu-se umas 8 vezes até eu ficar com medo e decidir acabar com o jogo!

 

Bom, já não tenho idade para ter 8 ou mais crianças, posto isto, será que vou ser ama ou gerir uma creche no futuro!?

 

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 O passatempo termina já esta quinta-feira! Boa sorte a todos!

Uma agulha perdida

Toda a gente conhece a expressão "procurar uma agulha num palheiro" certo? Só nunca pensei que um dia o palheiro fosse o meu cabelo e que estivesse a falar realmente de uma agulha!

 

Aqui há uns tempos ofereceram-me uma sessão de acupunctura e eu não disse que não, gosto sempre de experimentar coisas novas!

Num belo dia, lá vai a Ana. O primeiro passo consistia numa visita ao terapeuta para fazer uma avaliação inicial. No decorrer desta avaliação, preencheu uma ficha com a definição de pontos de relaxamento. Gostei da consulta, foi um senhor muito terra a terra que me explicou o funcionamento destas terapias alternativas.

Após esta primeira etapa, fui conduzida a uma outra sala onde uma terapeuta diferente consulta a ficha, indica-me para deitar e relaxar, e começa a colocar-me agulhas nos pontos definidos. Estes pontos ficavam nos braços, pulsos, pés e cabeça.

A ideia seria relaxar por 20 minutos: Ali fiquei eu, sossegadinha, relaxada e a começar a ficar bastante sonolenta. Estava a gostar da experiência, nem que fosse por estar aquele tempo em silêncio, direitinha, de olhos fechados, a meditar.

Os 20 minutos passaram num ápice, até que finalmente chegou a hora de retirar as agulhas.

 

Terapeuta: Já estou a finalizar, mas faltam-me duas agulhas!

Chic' Ana: Olhe, pela indicação tinha três na zona da cabeça e só tirou uma.

Terapeuta: Que estranho, não encontro mais nenhuma

Chic' Ana: Bom, só se caíram...

 

Procuramos na zona da cabeceira, no chão e nada de agulhas. Como sei que o meu cabelo é muito maniento, decidi explorar e encontrei uma agulha. Mesmo assim faltava a outra...

Já lá estávamos as duas há imenso tempo a procurar quando damos a procura por terminada. A senhora lá se deve ter convencido que eu queria uma agulha para recordação e eu convenci-me que a senhora tinha contado mal! (não tinha, porque eu também as contei).

 

Esta agulha em falta é um mistério que nunca teve solução... Cá para mim, um dia mais tarde ainda vão encontrar uma agulha no meu cérebro! Se o meu cabelo nesse dia tivesse sido lambido por uma vaca, com certeza que a agulha teria aparecido!

 

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Último dia de passatempo!! Já todos concorreram?

O mistério do Hospital (resolução) - Segunda Parte

Tenho a dizer-vos que nunca esperei uma reação como a de ontem! Deixei-vos mesmo curiosos. Aqui está então a solução deste mistério!

 

Aqui há uns anos, estava eu em plena época de exames de secundário, (os exames faziam-se a todas as disciplinas e somente no 12º ano) quando os meus pais decidem fazer umas obras para colocar ar condicionado em casa.

 

Tinham arranjado a altura ideal e antes do verão: como estavam ambos a trabalhar, ficava lá a Ana a supervisionar as obras durante o dia, pois estava em época de estudos e não saía para lado nenhum. A obra ia decorrendo na sua normalidade - paredes e tectos partidos para esconder as tubagens, tintas para aqui, teto falso para ali. Era sempre um cheiro insuportável e eu mantinha-me na cozinha o dia todo a estudar na mesa. Afinal era a única divisão que não era alvo de intervenção. Bom, a cozinha e as casas de banho, mas não ia estudar para um espaço tão diminuto.

 

O corredor em casa era o caos, parecia uma pista de obstáculos para chegar ao quarto. Como o que estava menos mau era o da minha irmã dormi lá duas noites. Na segunda noite, estávamos numa brincadeira pegada (isto de estar quieta o dia todo é muito complicado, aliado ao stress de ter um exame no dia seguinte) – eram risos, era guerra de almofadas, havia de tudo um pouco… até que acalmámos e dedicámos-nos ao embelezamento para descontrair e relaxar.

 

A minha irmã tinha uma embalagem de creme de quilo novinha, e estava a transportar de um lado para o outro, quando a deixou cair.. e tinha de cair onde, perguntam vocês? Mesmo em cima do pé da Ana. Como eu tenho pés de princesa (pequenos e fininhos) que não estão habituados a este tipo de tratamento, lá começo eu aos saltos como um canguru pelo quarto – é que nem pela casa podia saltitar pois estava interdita – coloquei gelo e nem assim o inchaço diminuiu.

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Fui de imediato para o hospital.. e o resto da história vocês já conhecem!

 

O porquê de não me tratarem do pé? Detectaram que eu estava com uma baixa percentagem de oxigénio no sangue. O que é facilmente explicado, pois como tenho imensas alergias, aliado à asma, fiz uma reação de tal forma ao cheiro da tinta e das poeiras que a minha sorte no meio do azar, foi mesmo ter levado com a embalagem de quilo no pé! Quando os níveis já estavam regularizados, aí sim, trataram do meu pezinho! Muito obrigado a toda a equipa que tão bem me recebeu!

 

Conclusão: Não façam como eu que cheguei ao hospital e quando me perguntaram o que tinha acontecido, tive de dizer a verdade e saíram umas quantas gargalhadas! Afinal ninguém se lesiona com creme!!!