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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Coisas da Gravidez

Toda a gente conhece de trás para a frente que as hormonas são terríveis, então em casos de gravidez podem deixar-nos completamente descontroladas. Já tinha ouvido falar de ataques de pânico, choro, ansiedades, mas nunca em ataques de riso. Ontem à noite, deu-me um ataque de riso, de tal forma, que não sei explicar sequer o porquê de me estar a rir.. Durou uns bons 20 minutos e acabou comigo a chorar e agarrada ao estômago, bom, pelo menos a tentar alcançá-lo por trás de uma barriguinha que já parece um balão.

 

Mas não era nada disto que eu queria dizer. O que me fez vir aqui foi abordar dois temas pertinentes.

 

A decoração do quarto

 

Se há um momento adequado para o fazer? Há quem queira esperar para saber qual o sexo do bebé, no nosso caso a criança decidiu não colaborar. Como tínhamos decidido dividir as maiores despesas mês a mês até ao nascimento, estava na altura de nos sentarmos e definir cores base para o quarto. Queríamos optar por tons que dessem para ambos os sexos. E a resposta veio em formato de presente. Ainda há quem diga que não há coincidências?! Pois é…

 

Nesse mesmo dia, recebemos 4 presentes: 2 da minha mãe e 2 da tia Ana Gomes. Não, não combinaram pois nem sequer se conhecem, mas escolheram precisamente os mesmos tons, bege clarinho e branco, que resultam numa combinação completamente angelical. 

Claro que foi um misto de emoções enorme! Foram as primeiras prendinhas que recebemos e de facto, tornaram-se especiais, ainda por cima prendas que são tão úteis e que nunca me passaram pela cabeça que fossem das primeiras coisas. Da mãe: uma almofada de amamentação feita por ela, super fofinha e versátil e um cueiro, a primeira roupinha para usar na maternidade, é unissexo apesar de parecer um vestido. Da tia: uma toalhinha para o banho com duas orelhinhas e um muda fraldas, que mais parece uma carteirinha, e que até dá pena utilizar!

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Obrigada, por nos ajudarem, não só a definir o que é realmente importante para um bebé (mãe de primeira viagem escolheria outras prendas), mas também por terem um papel decisivo na escolha das cores do quartinho. (Na imagem não parece, mas são efetivamente os mesmos tons)

 

Cenas dos próximos capítulos?!

 

A escolha do nome

 

Só vos digo uma coisa: Não está fácil!

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Cabeleireiro ou Inferno?

Este fim de semana passei perto de um cabeleireiro onde passei a maior vergonha desde que me lembro... e eu tinha cerca de 9 anos.

 

Os meus pais deixaram-me no mesmo, e aproveitaram o tempo livre para fazerem umas comprinhas. Eu disse à senhora que pretendia cortar apenas as pontinhas, e como me estava a sentir muito adulta, referi que também o poderia secar.

 

Ora, pontinhas cortadas... e lá começa a secar o cabelo... quanto mais secava, mais o cabelo ganhava volume. Não colocou espuma, nem qualquer outro produto para o domar, mais secava, mais ele aumentava, aumentava, aumentava... até que ela o conseguiu compor ao máximo e lá disse que eu estava despachadinha...

 

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Eu nem queria acreditar naquilo que estava a ver. Só me apetecia chorar com a imagem que estava no espelho! Engoli o pouco orgulho que me restava, sorri e fiquei sentadinha à espera da minha mãe.. (Para que não fiquem a imaginar, a minha imagem era exatamente igual à que aparece ao lado do texto..)

 

Quando me viu perguntou-me se tinha sido eu a pedir aquele penteado e só repetia entre dentes: "como é que alguém no seu perfeito juízo, faz uma armação destas a uma criança com 9 anos?". Eu só me lembro de lhe dizer que não queria mais nada, que a única coisa que eu queria mesmo era ir para o carro. Cheguei ao carro e só chorava, pensava que o meu cabelo tinha ficado estragado para sempre... o sempre que durou até eu entrar na banheira e tudo voltar ao normal!

 

 

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Também têm histórias estranhas com cabeleireiros? 

 

E esta, hein?! Parece que também cozinho qualquer coisa. Espreitem aqui! Obrigada Inês pelo convite =)

Perigo no campo

No sábado, estive de volta de alhos e cebolas, era tanta a erva em redor dos mesmos que o difícil era identificar o que era bom e o que era mau. Arranca erva de um lado, arranca erva do outro, ora à mão, ora com a enxada, bem.. aquilo parecia um matagal. Finalizada a tarefa, após umas belas horas, era tempo de arrumar e limpar o material.

Temos um anexo onde colocamos todas as ferramentas agrícolas, sendo que muitas delas estão penduradas na parede e eu tenho um jeito especial para as arrumar.

 

Com especial quero mesmo dizer que volta e meia lá vem parar qualquer coisa ao chão.

 

No dia seguinte…

 

Mãe: Ai Ana, nem sabes o que me aconteceu. Então não é que estava a arrumar umas coisas no anexo quando me cai uma enxada da parede?

Chic’ Ana: A sério? Tens de ter cuidado!

Mãe: Olha, acertou-me e rebentou-me logo o lábio, era tanto sangue que eu só pensava que me tinha saltado um dente.

(após uma pausa em que olho para os lábios dela para avaliar a situação..)

 

Chic’ Ana: Mas porque é que tu só fazes coisas dessas quando eu não estou cá para ver?

Mãe 

Chic’ Ana: Já te tinha dito várias vezes para deixares essas gracinhas para quando eu puder assistir, além do mais, não percebo.. Como é que a enxada te acertou logo na boca? Então tu tens o nariz que devia amparar a queda..

 

Não acham que eu tenho razão? A asneira vai acontecer à mesma, o mínimo é que consiga assistir, pelo menos para compreender como é que a enxada consegue acertar na boca em primeiro lugar.. então o nariz não está mais saliente? Coisa estranha..

 

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Acho que não andas a colaborar a 100% com a natureza, mãe!  

No tempo em que eu era... homem?

Hoje em dia refilamos que os homens nunca sabem onde colocam as coisas. Por vezes parece mesmo que não vivem na mesma casa que nós. Mas será que sempre foi assim?

 

No meu caso não, lembro-me perfeitamente da altura em que também eu fui “homem”. Por mais que procurasse as coisas, nunca as encontrava.

 

Mãe: Ana, vais-me buscar uma linha de cor azul à caixa de costura?

Chic’ Ana: Onde está a caixa?

Mãe: Onde sempre esteve, na cozinha.

Chic’ Ana: Mas onde, em que armário?

Mãe: No segundo armário, em baixo.

Chic’ Ana: Não vejo nada… (passados 10min a procurar uma caixa de 40 cm que devia estar mesmo à minha frente) Já encontrei!! Queres o quê mesmo?

Mãe: Linha azul.

Chic’ Ana: Não há!

Mãe: Tem de haver… ainda ontem comprei.

(reviro, reviro)

Chic’ Ana: Não encontro nada…

Passados 15min, lá vem a minha mãe, retira-me a caixa da mão, abre e voilá a linha azul.. Mas ela não estava lá, era capaz de jurar!

 

Chic’ Ana: Mãeeeeeee, onde estão as minhas calças de ganga?

Mãe: Devem estar no teu roupeiro. Já viste?

Chic’ Ana: Claro, mas não as encontro.

Mãe: Será que estão para passar?

Chic’ Ana: Também não as encontro no cesto!

Mãe: Não me digas que fugiram? 

(Passados 30segundos, aparece a mãe com as calças na mão! - com as minhas calças, atenção!)

 

E por incrível que pareça e me custe a admitir, as coisas ainda são assim em casa dos meus pais. Nunca encontra nada.. Há mais alguém a quem isto aconteça?

 

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E só agora me dei conta, que neste dia internacional da mulher, faço um post sobre homens.. Realmente, homens, estão em todo o lado! Um feliz dia para todas as mulheres, com um sol radiante e quentinho! 

Quando a mãe arruma o quarto..

Ontem ao final da tarde, cheguei a casa dos meus pais e a minha mãe disse-me logo que andava a fazer umas remodelações e arrumações no meu quarto.

 

Fiquei radiante, afinal mãe + arrumações = quarto de sonho! O meu pensamento rapidamente voou para a imagem abaixo (não interessa nada que já não more lá, o quarto continua a ser meu):

 

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Corri para o meu antigo quarto, ansiosa para ver as modificações, quando me deparo com este cenário:

 

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Nem no meu pior pesadelo eu pensei em tal coisa.

Mais alguém tem uma mãe furacão?! Aparentemente isto irá tudo ao sítio, vai ficar bonitinho e direitinho, mas enquanto não fica, ia tendo um ataque cardíaco!

 

Nunca tive o quarto nestas condições, nem nas crises de adolescência. Se ela não me tivesse dito que andava em arrumações e eu não soubesse que ela estava em casa, diria que tinha sido vítima de assalto.

 

Entretanto, e para me ajudarem a recuperar do choque, participem no passatempo de artesanato! Obrigada.

Livrar-se de duas pessoas de uma só vez

Como a boa disposição é uma excelente forma de contornar situações difíceis, hoje venho contar-vos mais um episódio fresquinho de quinta-feira passada.

 

O título deste post bem que podia ser, como aniquilar duas pessoas ao mesmo tempo, mas achei que assim era menos agressivo.

 

A minha mãe sempre teve um medo pavoroso de cães, também não é para menos, uma vez que foi atacada por 3 cães quando estava grávida e transportava sacos de compras. Os cães deviam estar famintos, sentiram o cheiro da comida e toca de atacar. Valeu ser perto de um local que estava em obras e os trabalhadores rapidamente se aperceberam da situação e agiram de imediato, evitando um cenário bem pior.

 

Mas, retomando, quinta-feira ao final da tarde, estávamos muito bem na nossa sessão de jogging, ia eu no meio, um amigo à esquerda e a minha mãe à direita. Aproximamos-nos de um local com cães, do mais pequeno ao maior. Ela sempre a olhar pelo canto do olho, até que vê uma sombra a mexer-se e um caniche a ladrar.

Só me sinto a ser empurrada para o meio dos cães e ela a dar um grande salto e a arranhar e emaranhar pelo nosso amigo.

 

Portanto, aqui está a forma de ela se defender: atira a filha para o meio dos cães, dando-lhes alimento, e inviabiliza que o amigo ajude, uma vez que está quase ao colo dele. Assustou-se ela, assustou-se o amigo, assustei-me eu e assustaram-se os cães com aquele comportamento!

 

Fazer jogging com a minha mãe é sinónimo de somar sempre episódios divertidos!

 

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Já todos participaram no passatempo de artesanato? Agradeço a vossa ajuda para o divulgar. Obrigada!

Um dia Especial

Ontem foi um dia muito especial. O dia de aniversário da pessoa que de mão dada com o meu pai, me ensinou a sorrir, me ensinou a cair mas a levantar-me sempre de cabeça erguida, me ensinou a falar e a fazer os primeiros disparates, mas acima de tudo, que me ensinou a ser feliz, e esse é o melhor ensinamento que uma mãe pode transmitir ao seu filho.

 

Mãe, podia dizer-te que és a melhor mãe que existe à face da terra, mas não o vou fazer, vou antes dizer-te que és a melhor mãe presente no MEU mundo, e a mãe que eu quero e que desejo. Se eu pudesse voltar atrás e escolher, serias a minha opção infinitamente.

 

Já aqui to disse uma vez, mas volto a repetir, consegues perceber-me como ninguém, consegues ouvir o meu silêncio ensurdecedor, tens sempre uma palavra de apoio e carinho, tens sempre a palavra certa no momento certo. És o meu porto de abrigo quando tudo ameaça ruir, e por mais longe que eu possa estar, sei que contigo posso sempre contar. Os filhos crescem, os filhos evoluem e saem do ninho, mas jamais dispensam o colo da mãe, portanto, nada de inventares artrites, reumatismo, dores ciáticas, falta de força porque ainda tens muitos anos para levar comigo em cima, literalmente!

Todo este palavreado para dizer que gosto muito de ti e que tens um lugar bem marcado no meu coração!

 

Fica uma foto de um dos momentos que marcou o dia: A minha irmã a tentar finalizar o bolo e o passarinho que também queria entrar na festa. Parece que ontem percebeu que era um dia especial. Passou a noite a voar de cabeça em cabeça, e, sempre que o colocávamos na caixinha e lhe dizíamos para dormir, piava e refilava. Só acalmou quando a azáfama também sossegou.

 

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One smile a Day.. com a MÃE

Penso que vão reconhecer facilmente a convidada desta semana. É uma convidada muito especial: capaz de ouvir o silêncio, de ter sempre a palavra certa em cada momento, é o nosso porto de abrigo quando tudo em redor ameaça ruir, é o amor, no sentido mais puro da palavra. É o desdobrar da vida em três, capaz de mover mundos e fundos pelas suas filhas, é a nossa melhor professora, o nosso ideal a seguir. É ela que nos ensina a viver, mas sem nunca viver a vida por nós. Ela é, nada mais nada menos que… a MÃE!

 

A Ana convidou-me para contar uma das histórias mais hilariantes que já me aconteceram. Bom, hilariante para quem assistiu, pois eu fiquei com uma grande dor no rabiosque e com o ego muito magoado.

 

Passou-se em 2013, quando fomos a um parque aquático. Tanto a Ana como a K adoram, e, não perdem a oportunidade de estar um dia inteiro a escorregar e dentro de água, parecem dois peixes. Desta vez eu alinhei com elas e fomos andar num dos escorregas de bóia dupla. Dividimo-nos, e, sendo elas as mais leves, ficariam no primeiro lugar da bóia. A assistente técnica colocou a bóia à entrada do escorrega, sentou-se a Ana e depois tentei sentar-me eu. Ora, não sei realmente que volta é que eu dei: coloquei um pé, coloquei o outro, e ao sentar-me o meu rabiosque fugiu da bóia, dei uma cambalhota para trás e fiquei de pernas no ar imenso tempo e sem ninguém para me acudir. Isto, porque as pessoas, incluindo os vigilantes, estavam todos de boca aberta de espanto ou a rir a bandeiras despregadas, a tentarem perceber como consegui fazer tal acrobacia.

 

A K e o pai riam-se, sem também me deitarem a mão, e eu ali toda desajeitada a dar espetáculo para toda a gente.

A Ana foi a única que não viu e atormentou-me o resto dos dias para não fazer estas coisas sem ela estar a assistir…

 

Obrigada MÃE, por esta bela partilha, de facto, só tenho pena de não ter assistido.. Só me apercebi que algo estava mal, quando a bóia deu um esticão de tal forma, que eu ia indo sozinha pelo escorrega abaixo, o que me valeu foi estar agarrada à barra de apoio. Quando olhei para trás, já só vi dois pés no ar, nada de mãe, e as pessoas todas a rir. Já sabes, nada de acrobacias sem antes me avisares! 

 

Contudo já tratei da tua indumentária para estas férias, nada temas:

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Ou será que te querias era ver livre de mim, empurrar-me sozinha e arranjaste toda esta envolvente para eu não desconfiar?

 

Já participaram no passatempo duplo?