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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Quando é que o baile termina?

Há quem diga que o baile de casamento termina quando a noiva dá por encerrada a noite. Há quem diga que é quando não existe ninguém na pista e só restam alguns mirones nas mesas, um aqui, outro ali, que quer ser o último a abandonar o salão, mesmo que seja a dormir ou arrastado.. Ou então, quando chega à hora limite do DJ ou dos artistas, mesmo que sejam 23h.

 

No meu caso não, a meu ver o baile termina, quando estás calçada com uns sapatos resistentes, espetas um vidro no dedo do pé, continuas a dançar a pensar que é um espinho e, quando percebes finalmente que tens de parar, já tens o dedo ensopado em sangue…

 

O mais insólito da situação: Era das poucas pessoas a dançar com os sapatos calçados, todos as outras estavam descalças e não havia nenhum mar de sangue na pista! Realmente o karma é tramado!

 

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A pergunta essencial quando se come fora

Tenho um grupinho de amigos que volta e meia combina almoços e jantares aos fins de semana, mas em casa uns dos outros, para ser mais económico e estarmos mais à vontade. Um casal desses amigos tinha comprado casa há pouco tempo e era altura de a estrearmos.

 

Foi um dia muito bem passado, em excelente companhia, mas no dia seguinte estava com uma dor de barriga tão grande que mal me conseguia afastar da casa de banho.. Telefonei para alguns para saber se estavam iguais, e nada, só eu tinha ficado assim. Perguntei-lhe com que ingredientes tinha cozinhado, e eram mais que meus conhecidos, nada de anormal, nada de intolerâncias.. Bom, o caso passou.

 

Passados 3  ou 4 meses, calhou o almoço ser novamente em casa deles e lá vamos nós em romaria.. Dia bem passado, dia seguinte estava novamente mal da barriga, mas que coisa mais esquisita.. Refeições diferentes, ingredientes mais do que normais.. a água que os abastece é do mesmo local que a minha, mas alguma coisa tinha que se passar!

 

À terceira, e já cheia de receio, vou mais cedo para a “ajudar” a  fazer o almoço, no fundo, era para controlar o que se passava, eu já estava por tudo, querem ver que ela envenena a minha comida e eu não sei!?

Começámos a preparar o almoço, quando ela tira a Bimby do armário…

 

Chic’ Ana: Que vais fazer com isso?

Amiga: Tudo!

Chic’ Ana: Tudo, como tudo?!

Amiga: Então, sopa, sumos e os pratos principais… A sobremesa não, essa eu faço à parte.. Mas isto é uma rapidez, vais ficar maravilhada!

 

Fiquei a matutar na utilização da bimby e sempre atenta ao processo de elaboração alimentar… Pois é, caros amigos, então não é que aqui a Ana tem uma intolerância alimentar à bimby?! Terceira vez, terceiro caso… E se fiquei por aqui?! Não! Houve outra amiga que comprou uma bimby, convidou-me para almoçar e no dia seguinte, bem dito, bem feito! Casa de banho novamente…

 

Mas que intolerância estranha é esta!? Afinal como são processados os alimentos?

 

Fora isso, agora é sempre assim:

Amigos: Ana, queres vir almoçar?

Chic' Ana: É com bimby ou sem bimby?!

 

Ridículo, completamente.. há mais alguém semelhante!?

 

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Uma pergunta indiscreta

E como de vírus não se faz um blog... Vamos falar de coisas bem mais engraçadas! 

 

Antes de vos contar o episódio que se segue, quero que imaginem o meu pai. É capaz de ser uma das pessoas mais sérias da família, sempre com uma postura direitinha e exemplar. Sempre muito educado e solícito. Sempre disponível para resolver qualquer problema porque pura e simplesmente conhece toda a gente.

 

Ao fim de semana, ao domingo, é dia de feira. É daquelas feiras onde se vende de tudo, especialmente produtos hortícolas para plantar ou semear, químicos para efetuar tratamentos às plantações, animais e tudo o que tenha a ver com móveis / decoração, cortinados, roupas de cama, etc.

 

Num belo domingo, os meus pais precisavam de comprar uns cortinados, mas uns cortinados daqueles branquinhos, bordados, com diversos motivos, que ficam bem nas casas mais rústicas. Não são fáceis de encontrar, portanto, vamos os 4 em peregrinação à feira. A minha mãe lá encontra a banquinha dos cortinados, formamos um círculo em volta da senhora de idade que nos mostra os vários modelos e às tantas há algo que me distrai a mim e ao meu pai e deixámos de prestar atenção ao discurso…

 

Mãe: Olhe, eu gosto bastante destes com motivos florais.
Senhora: Estes são dos mais bonitos, tem como motivo um vaso recortado ao meio, com flores. É muito tradicional e pitoresco.
Mãe (vira-se para o meu pai): Vê lá se gostas destes, são mesmo muito bonitos.
Pai (com o ar mais sério que existe a olhar para a senhora): Como disse? Com um rabo cortado ao meio?!

 

Depois do instante de choque inicial, foi uma risota completa.. Porque ele estava mesmo convicto do que estava a perguntar. Como é que alguém no seu perfeito juízo faz uma pergunta destas!?!? Um cortinado com um rabo cortado ao meio?! Ahahahah.

 

A vergonha foi tanta que ele não quis lá voltar!

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O M esteve fora...

...uns dias, conseguiu colocar dois dias de férias e foi a um casamento de um amigo. Eu não consegui a mesma proeza, portanto, fiquei a trabalhar.

 

Mas mesmo a trabalhar, não quer dizer que não estivesse entusiasmada com a viagem. Ficou combinado que ele iria tirar fotos e que me ia enviando. Para não gastar dinheiro sugerimos que se utilizasse o WhatsApp e quando tivesse Wi-Fi disponível faria uso do mesmo.

 

Assim foi, alguém adivinha a quantidade de fotos que ele me enviou? São tantas que até as consigo colocar aqui:

 

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Não, o botão de andar para o lado não está avariado! É mesmo só uma imagem! É que ao menos podia ter colocado o telemóvel de fora da janela para se ver mais qualquer coisinha, ahahah.

 

Queixas à parte, ele até tirou uma boa meia dúzia de fotos que já tive o prazer de ver!

 

 

Como é, último dia do passatempo. Já todos concorreram? Amanhã tenho um passatempo bem docinho, não percam!!

O disparate vem de família

A minha irmã a semana passada teve uma serenata na faculdade e combinou previamente com uma amiga regressarem de Uber ou Táxi. Chegadas as 2h da manhã, e com hospital no dia seguinte, acharam que era tempo de dar por terminada a festa e chamaram um Uber através da aplicação.

 

Constataram que esta aplicação tinha associado os dados de paypal de uma colega delas, que não tinha ido à festa. Ora, em cima da hora, lembraram-se de manter o registo e devolver o dinheiro logo de seguida.

O plano até estava a correr bem… só que o Uber não conseguia dar com o ponto em que elas se encontravam e toca de ligar para o contacto associado à conta: O da colega que estava a dormir..

 

Reação da colega: Pensar que tinha tido um ataque de sonambulismo e que andava a chamar Uber’s nos sonhos. Finalmente fez-se luz, depois da explicação do condutor, e enviou uma mensagem a ambas a dizer que o Uber estava à espera na rua X.

 

Como este nunca mais chegava, decidiram cancelar a requisição e chamar outro, que desta vez, funcionou às mil maravilhas, enviou o nome do condutor, os dados do carro e foi mostrando a distância a que se encontrava em minutos.

 

Minuto zero, vêm um carro a abrandar à porta da faculdade, a chover… nem pensam duas vezes, correm para dentro do mesmo.

 

Uber: Boa noite, então vamos para a rua Ferreira…

 

Olham muito aflitas uma para a outra, olham em redor, para o motorista e chegam à simpática conclusão que tinham entrado no Uber sim, mas no Uber errado! Pediram mil desculpas, saíram e lá conseguiram dar finalmente com o Uber para elas.

 

Distração? Sim, é o segundo nome da K.

 

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Coelhos fofinhos... como os afugentar?

Ontem cheguei ao trabalho e contei uma grande novidade aos meus colegas: Tinha coelhinhos no terreno. Coelhos branquinhos, simpáticos e saltitantes... Uma mãe (coelha grande) e 3 crias (mais pequeninos).

 

Colega: Oh, deve ser tão fofinho observar os coelhos!

Chic' Ana: Eles são terríveis.

Colega: Lá estás tu com o teu mau feitio, adoro ver os coelhinhos a saltitar nos terrenos, em liberdade, ao sabor do vento...

Chic' Ana: Eu também, concordo com tudo isso, desde que... Não seja no meu terreno.

Colega: Que mania a tua, que mal podem fazer essas criaturas fofinhas com um pompom no rabiosque?

Chic' Ana: Queres ver umas imagens?

 

Isto eram cebolas, acabadas de plantar... O que fazem suas excelências? Com as patinhas da frente, escavam, escavam, escavam, desenterram o coitado do cebolo, não o comem, e passam ao seguinte! Foi o entretenimento deles durante uma noite inteira.. 3 fileiras!

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Ao invés de ter uma plantação bonita e frondosa, tenho uma plantação de... garrafões! Para ver se protegem as culturas. (Foi tirada ao longe, daí a fraca qualidade, e sim, eles também andam a investigar que nova planta é aquela que os impede de chegar à parte docinha).

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Os morangos? Temos de lutar com os coelhos.. e eles chegam sempre primeiro!!! Couves e alfaces? Todas roídas.. eu tenho um hotel de luxo para coelhos, com tudo o que há de bom e do melhor. Nós temos o trabalho e eles colhem o mesmo!

 

Agora a sério, alguém sabe como os afugentar, mas sem os magoar?

A paciência de um empregado...

Sexta-feira à noite, já tarde, e para não perdermos ainda mais tempo a fazer o jantar, decidimos ir ao take away de sushi. Muito fácil: entrar, indicar os números das caixas pretendidas e esperar cerca de 10 minutos.

 

Pois bem, tenho a dizer-vos que foram os 10 minutos em que eu mais abri a boca, e não, não foi para comer...

 

De seguida entrou um casal, na casa dos 30 anos, com uma rapariga num estado de gravidez bem avançada. Ela praticamente não disse nada no diálogo que se passou:

Namorado: Queria encomendar sushi, mas... ela está gravida, não pode ter contacto com as coisas cruas.

Empregado: Tudo bem, serão então duas caixas? Uma de quentes e outra de frios?

Namorado: Não sei se está a perceber, é que ela está grávida!

Empregado: Sim, sim, vai tudo separado. Mas se ela comer sempre wasabi, não tem qualquer problema, e o nosso peixe é previamente congelado. Elimina tudo o que possa ser prejudicial.

Namorado: Já percebeu que está grávida não é? Podemos escolher de outro local, da carta?

Empregado: Faça então o seu pedido, indique-me o número das peças.

Após 2 ou 3 minutos..

Namorado: Já escolhi! Então, é UMA peça de cada conjunto.

Empregado: Não, o número 12, por exemplo, tem associadas 4 peças de cada tipo. Tem de fazer assim a conjugação.

Namorado: Ai amor (a olhar para a rapariga), que chatice, sabes perfeitamente que eu só como UMA peça de cada, não é melhor ficarmos cá e jantar cá?!

Namorada: Já sabes que não!

Namorado: (A olhar para o empregado) Bom, faça você as caixas mas já sabe que só quero UMA peça de cada!

O Empregado retira um papel e com toda a paciência do mundo, vai distribuindo a quantidade de peças por caixa.

Empregado: Distribuindo, dão então 4 caixas! É isso?

Namorado: Ai que horror, que exagero,não é nada disso... Olhe, já não quero saber de nada! Faça duas caixas no máximo, à sua escolha...

 

O empregado fica sem reação durante um tempinho, olha para mim, eu encolho os ombros em sinal de "estou consigo, compreendo o que está a sentir!".. 

 

Empregado: Vou então fazer o pedido, dentro de 15 minutos estará pronto.

Namorado: Eu vou andando para o carro, pode ser?

Empregado: Claro que sim... Daqui a 15 minutos estará pronto!

Namorado: Mas diga-me, como é que eu sei quando passaram os 15 minutos?

Empregado: Então mas se se atrasar um pouquinho não tem problema. A encomenda espera e basta controlar pelo relógio!

Namorado: Mas como é que eu sei?! Ai, não percebo nada disto... O melhor é cancelar tudo, não sei quando passam os 15 minutos, não achas amor?!

Empregado: Pode sempre sentar-se num dos sofás e depois quando estiver, irei pessoalmente entregar as coisas!

Namorado: Acha que ela está num estado em que possa estar sentada, aqui, neste local!?

 

E viraram costas e saíram!

Isto numa casa cheia, com uma fila de clientes impacientes à espera para fazerem os seus pedidos... Santa paciência a do empregado.

Se voltaram?! Não faço ideia, mas não me admirava nada que fossem hoje buscar o que encomendaram na sexta-feira! 

Eu já sabia que as hormonas da gravidez toldavam o raciocínio das grávidas, agora que tivesse efeito de osmose?! É a primeira vez que presencio tal coisa.

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Anúncio de última hora: Lynce procura esposa para casar a 31 de Julho! As condições encontram-se descritas no link em anexo, e resulta de uma "parceria" entre mim e a Blogadinha (ela é a chefe!). Meninas, estamos a contar convosco, não nos deixem ficar mal!

Precisamos que nos enviem uma foto + perfil para o e-mail chicana@sapo.pt, com o assunto "me gustas tu". Todas as candidaturas serão devidamente analisadas sob critérios rigorosos. Querem saber mais sobre o Lynce? Podem tentar avaliar a pessoa em questão pelo blog, mas ficarão muito aquém da realidade. Uma coisa vos garanto - é uma pessoa simplesmente maravilhosa por quem eu tenho um carinho enorme! Ficamos a aguardar! (Despesas de casamento incluídas)

Prédio Simpático ou Manicómio?

Ontem já vos contei a peripécia associada a uma eventual multa. No dia seguinte ao clarão, o M ia tendo um acidente com uma camioneta. Portanto, quando me foi buscar nesse mesmo dia, concluiu que não havia duas sem três e já estava à espera do terceiro incidente… Eu nunca me passaria pelo pensamento que este terceiro fosse comigo.

 

O texto é um pouquinho longo, mas garanto que vale a pena pelo desenrolar de situações insólitas que vão acontecendo..

 

Ora, primeiro dia de férias, já atrasados para um jantar marcado com amigos, decidimos dividir-nos para recuperar tempo: eu ia a casa dos meus pais fazer um recado e ele ia carregando o carro. Tudo bem, eu de facto fui num ápice, voltei para o prédio e toquei no botão do elevador.

 

A Ana entra no elevador, carrega num piso superior e o elevador desce até ao -2, tudo normal, já tinha feito isso uma vez. Nisto, começa a oscilar entre o -1 e o -2, até ficar parado precisamente a meio do percurso.

Pensa Ana, pensa…

1º Pensamento: Tenho comida na mala e fui á casa de banho há pouco tempo, sobrevivência assegurada!

2º Pensamento: Tenho rede no telemóvel para pedir ajuda?! Não!

3º Pensamento: Procurar uma chave para sair do mesmo.. Nada.. Verificar os botões para pedir ajuda. Carregar no stop para cortar a energia do elevador e toca de colocar o dedo na campainha.

 

Toca, toca, toca.. após 20 minutos oiço movimento. Retiro o dedo da campainha, escuto, e o movimento silencia "Então mas ouviram e deixaram-me aqui?". Coloco novamente o dedo na campainha.. Toca, toca, toca… Até que passados 30 minutos, chega o M pelas escadas.

 

M (a espreitar para dentro do elevador): Eu logo vi que tinhas de ser tu.. (gargalhada enorme) Espera aí que vou ver se encontro alguém que possa ajudar.

Chic’ Ana: Vai ao vizinho X que eu vi-o a entrar no prédio e como já foi da administração sabe onde está a chave do elevador. Eu não vou a lado nenhum, descansa!

 

No caminho, encontrou dois vizinhos que lhe disseram que a chave do elevador estava com a vizinha do último andar. Subiram e deu-se o seguinte diálogo:

 

M: A Ana está fechada no elevador, se possível queria a chave para poder abrir a porta.

Vizinha: Então e ela tem-se portado bem?

M: O quê?!

Vizinha: Sim, tem-se portado bem ao longo do tempo? Tem sido uma boa esposa ou tem dado chatices? Quer mesmo retirá-la do elevador?

M: (A rir-se), sim, sim!

Vizinha: Então tome lá..

 

Ele já vinha a descer quando entra um casal de idosos no -2, acabado de estacionar o carro.

Vizinhos: Então a menina está aí dentro?

Chic’ Ana: Sim, estou fechada, penso que esteja avariado!

Vizinhos: Então temos de ir pela escada!

Chic’ Ana

Nisto fez-se luz, voltam os dois a correr para o elevador, completamente em pânico.

Vizinhos: Mas a menina está bem? Está mesmo tudo bem? Tem a certeza que se está a sentir bem?

Chic’ Ana: Sim, sim, não se preocupem, estou bem, está tudo bem…

Vizinhos: Ai, ai, e agora? E agora?! Como é que pode estar bem aí dentro?

Chic’ Ana: Estou mesmo, estou calma, tranquila… Não se preocupem, não fiquem nervosos.

Vizinhos: Já estamos cheios de calor, não saia daí, vamos pedir ajuda!

  

Vizinhos, completamente em pânico, brancos como a cal, esbarram com o M, gritam nas escadas que eu estou presa. Dá-se um enorme rebuliço e, passado algum tempo de conversa, conseguem finalmente colocar a chave e abrir a porta para me resgatar.

  

Numa só noite: percebi que ficar trancada num espaço pequeno diverte o M, percebi que a minha vizinha do último andar tem um sentido de humor muito particular, ou será peculiar!? Ainda servi de psicóloga a um casal em pânico por saberem que EU estava fechada no elevador.. E por fim, tive de explicar aos nossos amigos que estávamos atrasados porque EU decidi ficar fechada no elevador.. Acham que acreditaram?! Pfffff..

 

E assim começou uma bela semana de férias. Sim, porque mesmo num elevador, sem rede, eu estaria de férias: comida e teto à disposição. 

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Uma noite atribulada

No último dia de trabalho, o M teve um jantar com uns amigos. Eu não estava lá muito bem disposta, e portanto optei por ficar em casa. Adormeci no sofá e estava em processo de mudança para a cama, quando ele chegou.

 

Trocámos algumas palavras: se o jantar tinha corrido bem, novidades, etc, e eu, já em modo piloto automático caio na cama e continuo a dormir.

 

De madrugada.. começo a ver uma luz brilhante, abro um olho, abro o outro, olho para o lado, e vejo o M com a cara toda iluminada! 

Chic' Ana: Então, que se passa? Não estás a dormir bem? Foi o jantar?

M: Não... correu tudo bem, eu estou bem.. mas.. preciso de uma prendinha tua!

Chic' Ana: Uma prenda?! Ai, o que se passou?

M: Eu ontem no regresso vi a luz, vi um clarão, um flash por assim dizer... e... podias por ventura emprestar-me a tua carta!....

Chic' Ana: O quê?! Então!?

M: Pois....

Chic' Ana: Bom, amanhã falamos melhor! (e virei-me para o lado)

M: Já sei que amanhã vou ter de repetir a conversa porque não te vais lembrar, mas eu já te avisei, e tu concordaste...

Chic' Ana: Eu estou BEM acordada, amanhã vou lembrar-me de TUDO! E NÃO concordei...

 

E é este o perigo de ser multifacetada e conseguir manter conversas coerentes mesmo a dormir: Ele deve pedir-me coisas, eu não me lembro.. mas já fui informada! Não posso negar! Isto está bonito, tenho de rever umas quantas situações!

 

Agora resta esperar que chegue a casa algum aviso. Ele acelerou para evitar um perigo eminente, mas isso não aparece no radar, pois não?

 

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A orientação em pessoa...

... Sou eu!

 

Eu sou bastante orientada em novas cidades, países, parques de estacionamento, superfícies comerciais, ..., podem dar-me um mapa que eu leio bem, uma carta topográfica também. O meu calcanhar de aquiles são mesmo os supermercados.

 

Eu explico: Costumo entrar nos supermercados sempre por uma determinada entrada, que para mim é mesmo isso, a entrada. No outro extremo para mim, é a saída.

No outro dia, estávamos mais perto da "saída" e portanto o M aproveitou e entrou logo naquele local. Eu fui atrás dele e parecia que tinha descoberto todo um mundo novo... Entrei na zona das plantas e flores, fiquei ali perdida no meio do verde e não me conseguia organizar mentalmente quanto às compras que precisava de fazer. Fui vagueando pelos corredores, sempre sem saber muito bem por onde me guiar, e sempre a refilar entre dentes que podíamos perfeitamente ter entrado pelo outro lado.

 

Cheguei ao início, à minha entrada, com 1/3 das compras feitas. Conclusão: Tive de recomeçar as compras, desta vez no sentido correcto (no meu sentido pelo menos), demorei metade do tempo e comprei muitas mais coisas.

 

Digam-me que há mais alguém com este síndrome... please?!

 

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