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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

O que retive da formação

Pura e simplesmente.. isto!

 

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Estávamos na fase final da formação, prontos a gravar todos os trabalhos em sistema, quando existiu um problema na transferência da informação. Utilizámos uma extensão que não era compatível, nem facilmente convertível para a base de dados em questão. 

 

O formador ficou com os trabalhos tal e qual como estavam, mas parece-me que a única solução será refazer tudo, mas agora no formato adequado.

 

Estou mesmo a precisar é de ir de férias! 

Reclamar ou não reclamar?

Há pessoas que contam as horas que passam a comer gelados, por exemplo, eu vou começar a contar as horas que passo trancada em elevadores.

 

Na semana passada decidi apanhar o elevador do metro. Já estava bastante cansada, o elevador estava no piso pretendido e voilá, a combinação não podia ser melhor. Entrei eu e mais duas senhoras. Carregámos para o último piso e toca de relaxar.

A meio do percurso o elevador pára entre portas. Carreguei para baixo, para cima, nada, o elevador não se mexia.

Começamos a ouvir sons cada vez mais assustadores de martelos, de ferros, dava claramente a sensação de que estavam a fazer a manutenção aos elevadores (faz um eco impressionante).

Carreguei na campainha, que tem ligação direta à casinha do segurança.

 

Chic’ Ana: Olhe por favor, fiquei eu e duas senhoras presas no elevador, e pelos barulhos que estamos a ouvir, penso que devem estar a fazer qualquer espécie de manutenção. Pode verificar?

Segurança: Está a dizer que estão trancadas no elevador? Mas os técnicos estão realmente a fazer a revisão.

Chic’ Ana: Então, mas não há qualquer sinalização da mesma? Diga-lhes que o elevador está ocupado.

Segurança: Vou já tratar do problema.

 

Segurança: Então não se aperceberam que há gente no elevador?

Técnico: Como assim?! Está a dizer que estão fechadas lá dentro?

Eu e as outras senhoras: Sim, o elevador tem pessoas no interior! (a conversa era audível)

Segurança: Sim.. 3 senhoras…

Técnico: Vamos já fazer descer o mesmo!

 

Nisto passam alguns minutos e finalmente o elevador chega ao piso 0 e abre portas. Saímos rapidamente, subimos as escadas num ápice e quando chegamos ao último piso, prontas para dar o belo do raspanete aos senhores.. Não havia NINGUÉM.. Ninguém!!!! Nem ferramentas, nem sinalética, nem carrinha de manutenção no exterior…NADA! Pura e simplesmente fugiram...

 

Penso que ainda ficámos mais chateadas por não conseguirmos expor a nossa frustração. Agora, isto merece ou não uma reclamação no metro? Até podíamos vir distraídas e não termos visto os sinais, mas não existiam.. (fizémos questão de quando descemos, inspecionar tudo)

 

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Os signos

Quando temos um almoço comemorativo no trabalho e se dá o caso de irmos ao café, há sempre um conjunto de revistas que gostamos de folhear e colocar as cusquices em dia. Uma rubrica que gosto de ler é a do horóscopo.

Se acredito?! Nem por isso.. Afinal, se a todos os "carneiros" calhasse o euro-milhões, ou se todos os "capricórnios" se apaixonassem no mesmo dia, ou se todos os "touros" tivessem dor de estômago naquela semana, então sim, eu acho que passaria a acreditar.

 

Agora, o que eu gosto mesmo é do diálogo que se segue:

Chic' Ana: Colega, diz lá qual o teu signo para ver o que a sorte te reserva.

Colega: Ah, eu não acredito em nada disso. Não vale a pena perderes tempo, nem sei muito bem de que signo sou.

Chic' Ana: Então, qual o teu dia de anos? Diz lá para te prever o futuro..

Colega: Mas tu acreditas nisso?

Chic' Ana: Nem por isso, mas quando pego nestas revistas é das secções que para mim são mais interessantes (só para verem o interesse das notícias que por lá anda).

Colega: Pronto, já que insistes, então eu sou virgem, com ascendente em caranguejo, o sol e a lua estavam alinhados às x horas e por pouco não tinha ascendente em leão.

Chic' Ana

Colega: O que foi?

Chic' Ana: Não sei como interpretar aquilo que me disseste.. O signo é virgem, certo?!

Colega: Precisamente, se quiseres trago-te o meu mapa astral para veres.

 

E não me apresentou mais informação, porque não acredita nestas coisas. O que faria se realmente acreditasse...

 

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A culpa é do sistema!

Quem frequenta uma atividade desportiva tem de efetuar o seu pagamento até meados do mês. No meu caso, a piscina pode ser paga até dia 8. Portanto, a semana passada, lá fui eu e a minha irmã regularizar a situação (temos o luxo de conseguir fazer uma atividade em conjunto). Tudo pago e certinho, no momento de passar os torniquetes davam bloqueados.

 

Dirigimo-nos à receção e questionámos a origem do problema. O que resultou na seguinte conversa de tolos…

 

Senhora da receção: É fácil, então, ainda não estão no horário da vossa aula.

Chic’ Ana: Estamos sim, sempre fizemos natação a esta hora, e até ao mês passado estava tudo regular.

Senhora da receção: Então deixem-me investigar. As meninas são autarcas?

Chic’ Ana: Sim, nós temos natação à quarta!

K: Não Ana, ela questionou se somos autarcas.

Chic’ Ana: Autarcas?! Bem me parecia que não tinha soado bem.. mas autarcas, não, não somos.

Senhora da receção: Então das duas uma, ou realmente são autarcas e não sabem, ou têm mais de 65 anos!

Chic’ Ana:  Não existe outra hipótese?! É que autarcas não somos garantidamente e nem a soma das idades chega aos 65 anos.

Senhora da receção: Pois, mas o sistema só apresenta estas hipóteses.

Chic’ Ana: Então mas o sistema deve estar errado, provavelmente associou o nosso registo aos de outras pessoas com esse perfil.

Senhora da receção: Vou falar com o coordenador para investigarmos a questão. Mas têm a certeza que não correspondem a nenhuma das situações?

Chic’ Ana: Garanto-lhe que não.

 

A meio da aula, somos confrontadas com o coordenador, que estando a par da situação resolve vir meter-se connosco, a dizer que somos as atletas mais bem conservadas que já tiveram lugar naquela piscina, sendo que uma de nós até tinha uma surpresa no seu interior, provavelmente uma autarca em ascensão.

 

Uma pessoa ouve com cada uma, é o sistema! E só o sistema está correcto, enfim!

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Volto na sexta-feira, com uma peripécia que não vão querer perder! Só de me lembrar já estou a sorrir... Bom feriado!

 

Passatempo a decorrer aqui! 

Quando a inimiga és tu..

Toda a gente sabe que as pessoas grávidas ficam mais gordinhas, é mais que natural, afinal temos um ser vivo a crescer dentro de nós. Ouvimos de tudo um pouco: Ou estou muito gordinha para as semanas que tenho, ou então estou muito magrinha e não me estou a alimentar devidamente. Tenho uma barriga enorme para algumas, tenho uma barriga minúscula para outras… Um dia estou mais inchada, outro dia estou menos inchada…

 

Sim, posso dizer que eu já estava preparada mentalmente para este jogo psicológico. Agora, não estava definitivamente preparada para que eu fosse a minha maior inimiga.

 

No outro dia, ao servir-me de umas simples fatias de queijo do frigorífico, entalei a barriga na porta do mesmo. Então não é que quis fechar a porta com a barriga ainda o interior?! Por vezes não tenho a noção da dimensão que já ocupo, o que dá azo às maiores gargalhadas, após umas quantas pragas rogadas.

 

É que se fossem os outros, eu ainda os podia colocar de castigo, e barafustar, mas sou eu.. Será que faz sentido fazer o mesmo comigo? Refilar comigo?!

 

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E de repente percebes que é segunda-feira!

Há cerca de 3 anos, quando comprámos casa, decidimos que íamos esperar para juntar economias e comprar uns estores japoneses para a sala. Eram feitos à medida, mesmo justinhos às janelas, clarinhos, o que tornaria a sala ainda mais ampla.

 

Adoro aqueles estores e não me arrependo minimamente da decisão. São 3, duas janelas de tamanho normal e uma janela maior, quase como se fosse uma varanda. Rapidamente nos apercebemos que têm de ser manejados com cuidado para não formarem folgas.

 

Ora, o que acontece? Eu sou a primeira a acordar, e a primeira coisa que faço, mal saio a porta do quarto é ir ás escuras, pé ante pé, abrir os estores da sala, o que ilumina uma grande parte da casa. Como é óbvio, não vejo metade do percurso, nem metade do que estou a fazer.

 

Hoje de manhã, ao invés de subir o estore exterior pego no cordão do estore japonês e toca de puxar com força... 

O estore cujo tecido fixa com velcro em cima, não aguenta a pressão e cai-me na cabeça.

Uma coisa vos garanto: acordei no imediato! Roguei umas quantas pragas ao estore, lá me empoleirei em cima de uma cadeira (sim, ainda consigo subir a uma cadeira, iupi!!) e consegui colocá-lo no sítio sem provocar grandes estragos: pelo menos o M não acordou e poupou-me o gozo para quando ler o post...

 

Segundas-feiras... pois!

 

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Cuidado com a tampa

O ferro com caldeira é o meu novo melhor amigo. Posso mesmo dizer que a diferença é abismal: mais conforto a passar a roupa, mais peças em menos tempo.

 

Num belo dia, preparo o meu estaminé: coloco a tábua em frente da televisão (sim, se vou passar a ferro ao menos que esteja a ver um programa normalmente ridículo e que não exija muita atenção, senão nem uma coisa nem outra), preparo a mesa para colocar as roupas já passadas, trago o cesto da roupa e o ferro a caldeira já com a água no devido depósito e ligo-o à tomada.

Espero uns 2 ou 3 minutos, tempo de aquecer e voilá, estou pronta para passar a ferro!

 

Contudo, desta vez o ferro insistia em fazer um barulho muito estranho… Fazia um apito fora do normal. Quanto mais tempo passava, mais o ferro apitava, e mais eu corria ao redor do mesmo a tentar avaliar a situação. Estava dentro da garantia, não podia estar estragado. Os símbolos estavam normais, mas cada vez apitava mais.

 

Às tantas vejo um buraco no local onde transforma a água em vapor… Um buraco?!!? Como é que pode existir ali um buraco?!

 

Conclusão: sempre que termino a utilização do ferro, despejo a água que fica na base do mesmo, para não causar o risco de enferrujar. Coloquei as peças todas a secar e nunca mais me lembrei de encaixar a tampa.. Se por acaso tivesse carregado no botão do vapor, a água teria saído a ferver pela lateral do mesmo, correndo o risco de apanhar uma bela queimadura e estragar onde quer que a água tocasse.

 

Ferros com caldeira, sim, mas .. com os devidos cuidados!

 

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Neste dia da criança, saibamos conservar sempre a componente infantil que existe em cada um de nós e que ainda nos faz acreditar em magia e em impossíveis!

Casamento à força

A propósito da Peripécia contada pela Tiffany na sexta-feira passada, lembrei-me de um episódio muito caricato que me aconteceu em pleno autocarro.

 

Como é hábito, por vezes alterno o meu percurso entre o metro e o autocarro, sendo as pessoas mais ou menos familiares. Ora, num belo dia, apanhei o autocarro um pouco mais cedo, havia lugares disponíveis e toca de me sentar (sim, que o meu equilíbrio não é definitivamente um ponto forte). Olhando em redor, reparo numa família cigana que me tirava as medidas de cima abaixo. Todos eles eram muito bonitos, todos de olho claro, cabelo bem arranjado que variava entre o liso e os caracóis abundantes. A viagem prosseguiu e cada vez mais se aproximavam de mim, a olhar fixamente.

 

Já estava a sentir algum incómodo quando uma garotinha, que devia ter uns 7 ou 8 anos se vira para os outros:

Garota: Já viste esta menina, mãe? (a apontar na minha direção) Ela era a ideal para casar com o mano.

Mãe: Ela tem os olhos mesmo bonitos. Mas temos de ver se são mesmo dela!

Prima: São, são, eu estou a olhar fixamente para os olhos dela e não vejo que sejam lentes de contacto (já com a cara mais em cima de mim).

 

Chic’ Ana: (meio a sorrir, meio atrapalhada, meio com o dedo no botão da campainha para me pisgar dali) São meus são, e são muito simpáticas, mas eu já tenho namorado, aliás, já sou mesmo comprometida, não há volta a dar!

Mãe: Ah, isso não interessa nada, nós resolvemos a questão!

Chic’ Ana: Mas eu não estou interessada e tenho de sair não tarda. (E levantei-me a fugir para a porta). Até à próxima!

 

Uma coisa é certa, nunca mais apanhei o mesmo autocarro mais cedo, mais vale prevenir! Nunca uma viagem me pareceu tão longa, apesar de toda a simpatia em questão.

 

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Quando é que o baile termina?

Há quem diga que o baile de casamento termina quando a noiva dá por encerrada a noite. Há quem diga que é quando não existe ninguém na pista e só restam alguns mirones nas mesas, um aqui, outro ali, que quer ser o último a abandonar o salão, mesmo que seja a dormir ou arrastado.. Ou então, quando chega à hora limite do DJ ou dos artistas, mesmo que sejam 23h.

 

No meu caso não, a meu ver o baile termina, quando estás calçada com uns sapatos resistentes, espetas um vidro no dedo do pé, continuas a dançar a pensar que é um espinho e, quando percebes finalmente que tens de parar, já tens o dedo ensopado em sangue…

 

O mais insólito da situação: Era das poucas pessoas a dançar com os sapatos calçados, todos as outras estavam descalças e não havia nenhum mar de sangue na pista! Realmente o karma é tramado!

 

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