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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Férias: criaturas marinhas

Aqui há uns 3 anos, estávamos em autêntica eu(ro)foria a jogar volley dentro de água, quando a certa altura sinto que pisei umas conchas ou pedras pontiagudas, levantei o pé, olhei para ele, nada de ter coisas espetadas ou sangue que se visse, portanto continuei a jogar. Passados uns 5 minutos comecei a ficar com frio e decidi sair de dentro de água. Estava já com a água pelo joelho quando começo a coxear. Penso para comigo “Era só o que faltava agora ter-me aleijado nas pedras”.

 

Sento-me na areia, à beirinha da água a olhar para o pé. Estava cheio de areia, daquela que cola e mesmo sacudindo, não sai. Portanto, ao observar o pé apenas vi que não tinha sangue, mas cada vez tinha mais dores.

Bom, não posso ser maricas e ficar aqui agarrada ao pé se não vejo nada”. Entretanto a minha irmã e os meus pais saem de dentro de água, tento ir atrás deles e vejo que tenho a perna toda dormente e cada vez com mais dores. Como vi que algo não estava bem, pedi ajuda para ir até ao nadador salvador e lá vai a Ana.

 

Chic’ Ana: Eu piquei-me dentro de água, numas conchas, e agora não consigo andar, para não falar que as dores são cada vez mais.

N. Salvador: Vamos lá ver o pé.

 

Nisto, chama o senhor do café e aparecem os dois com um balde de água. Sentei-me, coloquei o pé dentro de água e eis que sai o diagnóstico.

 

N. Salvador: Pois, não foram conchas coisa nenhuma. Foi picada por peixe-aranha, e logo em 3 sítios. O que estava a fazer dentro de água?

Chic’Ana: Estávamos aos saltos a jogar volley.

N. Salvador: Precisamente, deve ter acertado em cheio em dois peixes. Daí que tenha as dores e a dormência, é o veneno a espalhar-se pela perna. Vou tentar tirar os espinhos e depois fica aqui com o pé dentro de água quente mais uns minutos. Aconselho uma ida às urgências para verificarem que o veneno saiu todo.

 

E assim foi, o que vale é que isto aconteceu já no final das férias. As dores continuaram por mais uns dias, e andei a coxear mais uns 3 ou 4 dias depois das picadas.

 

Truque número 6: Para as picadas evitar, nada melhor que a água espadanar!

 

Segundo o Nadador Salvador, os peixes encontram-se com mais frequência quando a maré está a vazar. Nestes períodos é crucial entrar na água fazendo algum espalhafato, como obrigar a água a mexer com ligeiros pontapés, para os peixes se aperceberem do movimento e fugirem. Senão, podemos acertar em cheio num deles. 

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Parabéns Portugal, foi um fim de semana de ouro para o país a nível de competições europeias!

As conquistas de Portugal

Este ano tem sido um ano magnifico para Portugal:

 

  • Portugal conquista Taça Europeia de Futebol de praia 2016;
  • Na Canoagem, Fernando Pimenta campeão Europeu k1 1000m;
  • José Ramalho campeão europeu de maratona;
  • Dulce Félix conquista a medalha de prata nos 10 mil metros dos Europeus de atletismo, em Amesterdão;
  • Patrícia Mamona campeã europeia do triplo salto;
  • Sara Moreira campeã da Europa da meia-maratona e Jéssica Augusto alcança o terceiro lugar;
  • Rui Costa é segundo na nona etapa da volta a França;
  • Arnaudov ganha Bronze para Portugal no lançamento do peso.

 

E para terminar Portugal sagra-se campeão no Euro 2016 de Futebol, com a recuperação do título de 2004. Éder entrou. Éder marcou.

 

Portugal faz história. Não foi com Ronaldo, foi sem ele e por ele! E por todas as más línguas que condenaram a seleção!

Parabéns Portugal!!

 

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One smile a Day.. com a Caracol

E para terminar a semana em beleza, nada melhor que convidar a nossa Caracol. A Caracol é autora do blog com o mesmo nome "A Caracol", e trás-nos uma surpreendente história de Futebol. O blog dela é encantador, com muitos episódios e peripécias do dia a dia. Ficamos sempre com um sorriso na cara pois ela tem um jeito especial para relatar as coisas, como terão oportunidade de ler em seguida. É um texto grande, sim, mas prometo que nem darão pelo tempo passar!

 

Quando aceitei o convite da Chic, pensei de imediato numa outra peripécia, envolvendo também a Cunhada, numa superfície comercial. No entanto, e porque entraremos em fim de semana da final do Euro, acabei por escolher esta que, espero, vos divirta tanto como eu sempre a recordo.
 
Corria o ano de dois mil e qualquer coisa quando ingressei o ensino secundário. Uma turma nova, rapazes giros, nenhuma cara conhecida e uma mal encarada como colega de carteira.
 
Não podia ser melhor.
 
Era a oportunidade perfeita para me livrar, de vez, da alcunha horrível que me colocaram no 5ºano.
 
Turma nova, vida nova.
 
E foi.
 
Até chegar a aula de educação de física.
 
Nunca fui moça dada ao desporto, passem-me um livro para as mãos e era feliz, não precisa cá de corridas e de bolas e o diabo a sete.
 
Não tinha uma marcha certa, não sabia respirar, fugia das bolas como o diabo da cruz, não raras vezes fiquei encravada no cavalo estático (ou lá como raio se chama aquilo), tropeçava nos cordões das minhas próprias sapatilhas, enfim, tudo em bom para ser alvo de chacota.
 
Lembrei-me de respirar fundo no balneário, murmurando mentalmente que tudo iria correr bem, que era um ano novo, uma turma nova, que ninguém me conhecia e bastava eu ficar atrás, onde ninguém me visse.
 
Se calhar convém frisar que a escola era a mesma, só a turma diferia. E também que, apesar de não ser amiga de ninguém, muitos já me conheciam daqui ou dali.
 
Avancemos então.
 
Enquanto seguia com o restante grupo para o campo, ia pedindo a todos os santinhos e mais alguns para que o professor não se lembrasse de nos pôr a jogar futebol. Ou basquet. Ou andebol. Ou qualquer outra coisa que envolvesse bolas e corrida e braços e pernas.
 
Por mim até podíamos ter uma aula teórica. Era na boa. Tudo menos exercitar músculos.
 
Tá bem abelha.
 
Era a primeira aula, a maioria dos alunos eram rapazes (giros, não sei se já disse) que jogavam futebol ao fim de semana e tinham fama de maus rapazes nos corredores, o professor era novo, queria criar empatia com a juventude e pumbas!, futebol na rifa.
'
"Oh, valham-me os deuses! Estou feita!"
 
Ofereci-me de imediato para ficar como suplente, um lugar sempre seguro.
 
Não, não podia ser, a turma era pequena, todos tinham que jogar.
 
"Não te preocupes, ficas na baliza." - disse um tentando sossegar o meu coração dessassegado.
 
"Baliza?! Mas baliza?! Como assim baliza?!" - nesta altura já transpirava como se o jogo fosse a meio.
 
"Eu acho melhor ela ficar à frente."
 
Estiveram ali um bocado a deliberar as posições de cada um e qual seria a mais indicada para a rapariga franzina e medrosa que se lhes tinha calhado, falando uma língua estranha de táticas e coberturas a possíveis ameaças.
 
"Ficas ali e qualquer coisa passas a bola para um de nós."
 
Para cúmulo da minha sorte, era a única rapariga naquela equipa e havia picardias entre moços das duas partes.
 
Bonito.
 
Os primeiros minutos até correram bem, a bola rolava, os rapazes faziam-lhe o cerco, as raparigas estavam empenhadas em correr tanto como eles, faziam gestos e gritavam "aqui! aqui!" como se fossem o novo messias do campo, ao passo que eu, Caracolita, ia correndo devagarinho, sem me aproximar muito da bola e do amontoado de ganapada que a circundava.
 
Até que a bola me veio parar aos pés.
 
Não sei como, mas ela veio.
 
"Passa!" - dizia um.
 
"Aqui!" - dizia o outro.
 
E eu baralhada, com uma bola aos pés, a vê-los todos cobertos pelo adversário e a pensar rapidamente no que fazer.
 
O caminho para a baliza estava livre.
 
Muito livre.
 
Tão livre que nem achei estranho.
 
Não me queria livrar da alcunha? Aqui tinha a minha oportunidade.
 
Estava muito próxima da baliza, o pobre guarda redes nem teve tempo de se aperceber da minha intenção.
 
Enquanto chutava, com toda a minha força, decisão e orgulho, vejo um dos rapazes aflito, muito vermelho, gritando e esbracejando um "não faças isso!"
 
Mas eu fiz!
 
Eu fui mais forte que todas as minhas inseguranças.
 
Ultrapassei a barreira que me separava de ser a próxima líder de equipa feminina. Talvez agora até passasse a gostar de bola e desporto.
 
Eu consegui!
 
Marquei um golaço do caneco!
 
Na baliza da minha equipa.
 
Claro que a alcunha voltou na mesma hora com um "Não me viste ali? À tua frente? Além de Caracol também és cega?" e eu voltei ao lugar dos suplentes.
 
Não voltei a jogar em ocasiões importantes, mas fiquei com um bronze do caraças.

Pois é Caracol, parece-me que terias um futuro risonho nesta área, tal e qual Judas!!

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Muito obrigada por esta partilha tão divertida, mas fiquei curiosa relativamente à peripécia com a Sara! Tens de a contar!!

Férias: Cuidado com o Sol!

Ontem falei-vos do que o sol poderia fazer a algumas superfícies. Hoje, vou focar-me na incidência do sol na nossa pele e nos cuidados a ter para a proteger. Não se esqueçam que o sol pode ser muito benéfico quando moderado, mas em excesso, pode ter consequências desastrosas.

 

Truque número 3: Cuidado com o sol!

 

Alguns conselhos a seguir:

  • Reduzir ao máximo a exposição solar entre as dez e as dezasseis horas;
  • Usar óculos escuros com a devida proteção;
  • Usar protetor solar de forma adequada e repetir a sua aplicação de duas em duas horas, sempre que estiver exposto diretamente  ao Sol;
  • Vestir roupas leves, claras e amplas  que reduzam a exposição do corpo ao Sol;
  • Beber muitos líquidos, principalmente água: recomenda-se dois litros no total;
  • Fazer refeições leves: saladas e frutas, em especial se estiver na praia e quiser tomar banho;
  • Procurar sombra;
  • Aquando da exposição prolongada ao sol, entrar devagar na água.

 

Os danos que o sol provoca podem não ser visíveis no imediato, mas com o passar dos anos, vão aparecendo. 

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Lembro-me que aqui há uns tempos adormeci por 30 minutos perto da piscina. Não foi muito tempo, mas o sol estava fortíssimo, quando me levantei com o calor que estava, de que me lembrei eu? De me atirar no imediato para a piscina..

Só vos digo que nunca, mas nunca mais repeti a brincadeira. Fiquei de tal forma tonta e mal disposta, o choque térmico foi tão grande que tive muita sorte em que os efeitos tenham sido apenas estes.

O perigo pode acontecer a qualquer pessoa, não pensem que é apenas ao próximo. Portanto, vamos ter cuidado e cuidar de nós!

 

 

E para finalizar... Esperemos que Portugal ganhe a meia final de hoje, e que os Galeses consigam honrar todos os compromissos que tinham agendados. Ora vejam:

 - Joe Ledley, médio defensivo, está de casamento marcado para o próximo sábado, mas visto terem chegado às meias-finais viu-se obrigado a adiar o casamento;

- Chris Gunter, cujo irmão se casa nos próximos dias, não vai estar presente. Os pais também decidiram que não vão assistir ao casamento do filho, pois a oportunidade de verem um filho a jogar a final do Euro é menos provável que os verem a casar;

- A esposa do treinador está grávida e no fim do tempo, com previsão para o nascimento no inicio deste mês.

 

Que me dizem? Vamos ajudar os Galeses a estarem em todos estes locais super importantes?

 

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Isto do Futebol...

Parabéns Benfica, por mais um campeonato, parabéns Sporting por todo o trabalho efetuado, pela bela construção de equipa, e, só me apraz dizer: "Ye, ye, ye, para o ano é que é!"

 

Qualquer uma das equipas daria um excelente campeão, como é óbvio, eu só poderia torcer pelo leão. Contudo, ambas fizeram um campeonato ao mais alto nível, e o Benfica ficou à frente de uma equipa brilhante.

 

Não se esqueçam que o futebol é um espétaculo, é um desporto para nos divertir, é mágico, desde que haja sempre respeito e moderação. Deixem as picardias maliciosas de lado e comemorem mais uma final da liga. Daqui a pouco tempo estarão de volta!

 

Dizem que o futebol acelera os ânimos, o ritmo cardíaco, pois em mim, tem o efeito contrário, longos vão os anos em que era "maluquinha pela bola".

 

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Amanhã teremos um tema bem mais sensível e preocupante.

 

Fica esta questão: Porque é que os Benfiquistas comemoram o título perto da estátua de um leão?

As peripécias do Futebol

E continuando o tema do post de ontem, e no rescaldo de grandes jogos europeus, vamos passar para o outro lado da segunda circular! Desta vez, fui eu e a minha irmã ao Estádio de Alvalade, não tinha a companhia do meu pai, então recrutei a K.

 

O jogo estava animado, era daqueles jogos muito familiares, em que o ambiente era impressionante: cantávamos e batíamos palmas, fazíamos a onda, etc.

 

A dada altura e numa jogada de contra-ataque em que as pessoas estavam a ficar ao rubro..

K: Olha depressa, depressa.

Chic' Ana: (E eu olho atentamente para o campo, a pensar que realmente ela estava a ficar interessada, porque tinha sido uma grande jogada) Tens razão, excelente!

K: São, não são? Tão giros.. quero uns assim!

Chic' Ana: Uns quê?

K: Então, não viste? Eu chamei-te.. 

Chic' Ana: Eu estou a olhar, mas não vejo o que podes querer.

K: Ana, tu estás a olhar para o campo, eu indiquei-te os ténis daquela rapariga!

Chic' Ana

 

Passado uns bons minutos, em que ela parecia que tinha bichos carpinteiros, chama-me novamente:

K: Olha aquela confusão que se está a formar.

Chic' Ana: São só dois a discutir, é normal.

K: Mas assim? Eles estão quase a saltar um para cima do outro!

Chic' Ana: Que exagero, já estão separados, estas coisas acontecem!

K: Separados? Teve de lá ir a polícia e tudo!

Chic' Ana: Mas onde estás tu a ver isso?

K: Aqui mesmo, três filas acima de nós...

Chic' Ana

 

Cheguei rapidamente à conclusão que a minha irmã é uma espectadora atenta, não DE bancada, mas DA bancada!

Portanto, a última vez que ela me chamou, eu comecei logo a olhar em redor tipo cata-vento.

K: Está quase, quase....

Chic' Ana: O quê?

K: Golo, foi golo.. Estavas distraída com o quê?

Nisto levanta-se a multidão a comemorar e a Ana sentada que não viu o golo! 

 

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O Estádio da Luz e a Cobertura

Ontem à noite, estava a ver o jogo do Sporting, quando me lembrei de uma ida ao Estádio da Luz aqui há uns anos.

 

Tinham oferecido 4 bilhetes ao meu pai e eu convenci a minha mãe e irmã a irem connosco. Tivemos de nos dividir, pois os bilhetes eram dois a dois. Eu fiquei com a minha mãe e o meu pai estava mais acima com a minha irmã.

 

Tínhamos acabado de nos sentar na bancada, quando a minha mãe começa muito agitada, parecia que a cadeira tinha espinhos. Mexia-se para um lado, mexia-se para o outro. Olhava para trás, dizia-lhes adeus e continuava naquele mexe mexe. O jogo começa, e ela sem ligar nenhuma ao que se passava no relvado. Às tantas, começa a abanar-se com as mãos, a dizer que estava cheia de calor. O que era normal se estivéssemos no verão, mas não, estávamos em Março, à noite, e portanto, estava bastante fresquinho.

 

Chic' Ana: Mas o que é que tu tanto saltas na cadeira e te abanas que não me deixas ver o jogo há uns bons minutos? (pois, porque o espectáculo ao lado era tal que nem eu me conseguia concentrar)

Mãe: Vocês trouxeram-me para aqui, já sabiam que eu não suporto estes sítios! Eu avisei-vos!

Chic' Ana: Então era para aproveitarmos e estarmos todos juntos, mas tem a ver com a quantidade de pessoas, queres ir mais para cima? O jogo é calmo, há bastantes lugares livres.

Mãe: Não, eu não suporto é sítios fechados!!

Chic' Ana: Fechados?! Mas estás com afrontamentos?

Mãe: Não sei porque não tiraram aquela lona preta do estádio, porque é que têm aquilo fechado?! Nem sequer está a chover! Não precisavam da cobertura...

Chic' Ana: Mas onde é que está a lona? O estádio é aberto... Aquilo é a noite... ora vê lá bem.

Mãe: (a olhar intensamente) Ah, já estou muito melhor, pensei que fosse fechado. Já está tudo bem!

 

Depois deste esclarecimento ficou tudo bem mais calmo e conseguimos ver o jogo! Mas realmente o psicológico é tramado. O simples facto de pensar que o estádio era fechado estava a causar-lhe uma sensação de claustrofobia que toda ela transpirava!

 

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