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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One smile a day... com a Mami

A minha convidada de hoje é a Mami, autora do blog com o mesmo nome Mami. No seu blog podemos encontrar de tudo um pouco, contando com um avatar que convida sempre ao sorriso e à partilha de um copo de vinho.

Um blog verdadeiro, genuíno, escrito por uma pessoa que transparece convição e criatividade, que aborda o dia a dia no geral, sempre com uma visão cativante e ao mesmo tempo assertiva. Um blog que vale a pena ler e reler! A imagem que tenho dela não podia ser melhor: uma mulher resolvida, segura, líder por natureza, mas onde impera o bom senso, e o seu grande trunfo reside mesmo nesta característica. Convido-vos a passarem pelo seu cantinho.

 

Sinto-me honrada pelo convite desta miúda, embora, não tenha (nem de perto) o mesmo talento para contar peripécias. aliás, já me andava a questionar porque não recebia o convite! ;)

obrigada chic’ana … mando-te isto sem saber se já temos ou não uma nova princesa entre nós!

 

Anos atrás ganhei um fim-de-semana no hilton vilamoura. fiquei mega entusiasmada pois o prémio incluía a viatura que nos levaria ao nosso destino.

sem pensar duas vezes liguei à mana e convidei-a. ela, em pulgas, aceitou.

chegado o dia, lá fomos nós, numa manhã de primavera, rumo ao algarve. a viagem foi super animada: boa música e muitas gargalhadas. começou a verdadeira aventura quando parámos para por combustível: - como se abre a tampa do depósito?

demos voltas e voltas, puxamos daqui e dali, e, passado um bom bocado, assumimos a nossa incapacidade e fomos pedir ajuda ao “senhor das bombas” – que obviamente olhou para nós como se não fossemos deste planeta ou tivéssemos roubado o carro!

chegámos ao al(l)garve e decidimos tomar um café na marina; esta recebeu-nos com uma chuva descomunal, vinda de não sei de onde, e que nos deixou num estado lastimável!

perante tal cenário decidimos ir fazer o chek in no hotel. chegámos, encharcadas e com um aspeto miserável, e estava a decorrer um desfile de moda no lobby do hotel – garanto que por segundos as atenções viraram-se para o nosso (des)encanto!

já no balcão de check in, o funcionário pediu-nos um cartão de crédito para caução. ora, imaginem a cara do senhor quando o informamos que não possuíamos cartão de crédito (recordo que estávamos com aspeto de cães rafeiros e molhados num hotel de 5 estrelas). o senhor verificou a nossa identificação e a reserva, olhou duas ou três vezes para nós, e disse, finalmente, que aceitaria um depósito de 50€. passada esta vergonha, lá fomos nós, a chapinhar, até às nossas acomodações, seguidas pelo olhar curioso de empregados e hóspedes.

depois de umas boas gargalhadas, de um tempinho no spa, da tradicional sessão fotográfica e de um banho quente, fomos jantar à marina.

eu que de chique nada tenho, mas porra que estava na marina de vilamoura, decidi enfiar umas botas lindas de um salto agulha maravilhoso. ao chegar à marina, logo no primeiro lancil de escadas do passadiço, fico presa. a mana que seguiu distraída, ao não me sentir por perto, olha para traz e descreve que me viu como “um cão com pulgas a sacudir a perna”. pedi-lhe auxílio, entre o exasperada e o envergonhada. ela aproxima-se apercebe-se do que aconteceu, agacha-se e começa a tentar tirar o meu pé daquela armadilha, enquanto eu de pé tento disfarçar com ar desinteressado; até que ela afirma: tens de tirar a bota! e eu: como? nesse momento desci, literalmente, do salto e a gargalhada foi pegada. é o que dá, eu tão grossa, a tentar ser fina! :d

mas, para mim, a situação mais caricata desta nossa viagem aconteceu no dia seguinte (ainda hoje guardamos esse momento com muito carinho).

pela manhã, após o pequeno-almoço no hotel - onde a minha irmã questionou se a língua oficial do algarve teria mudado, visto todos que todos nos falavam em inglês -, fomos para a marina tirar fotos e ver “as vistas”.

tinha chovido na noite anterior e o piso estava ainda molhado. numa das pontas da marina, junto à estátua de um marinheiro e seu leme, decidimos tirar (mais) uma foto. para sairmos os “três” seria necessário posicionar a máquina fotografia com temporizador. eu, armada em pro, tratei de tudo: indiquei à mana como se devia colocar, posicionei a máquina, preparei o temporizador, carreguei no botão e saí disparada para me colocar no meu lugar. raios que o piso estava molhado e, eu que tive sempre uma forte ligação ao chão, sendo uma atleta distinguida em quedas, lá escorreguei com grande aparato! mas como o “show must go on”, no chão, completamente deitada aos pés da minha irmã, coloco-me em posição de foto! durante este processo um casal de espanhóis passa pelo local e a senhora diz “mira, se a caído” ao que o companheiro responde: “no, no, es para la foto!”. ao ouvir isto desatamos a rir e o flash dispara. é das fotos mais maravilhosas que tenho com a minha irmã! 

 

Mami, eu não diria que esta fosse uma peripécia, mas sim quatro peripécias numa só. Um texto completamente delicioso que nos transporta para a tua viagem! Uma verdadeira aventura de irmãs e, acredito, que vá ficar na vossa memória e coração para sempre (e agora também na nossa).

Muito obrigada por esta hilariante participação!

 

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E o blog hoje completa dois anos de vida, o meu muito obrigada a todos, os que por aqui são visita assídua, aos que me subscreveram e aos que vão surgindo e ficando para uma troca de palavras.

São o motor que dá vida a este blog e é tão curioso como vos encaro como amigos. Sem dúvida que são uma parte fundamental do meu dia a dia.

OBRIGADA!

 

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One smile a day... com a Sofia

A minha convidada de hoje é a Sofia, autora do blog Sweet Haven By Me. Tive o prazer de a conhecer ainda noutra plataforma, mas desde Julho que a sua casa é o Sapo Blogs. No seu blog somos constantemente brindados com frases e mesmo músicas inspiradoras, mas também com pequenos detalhes da sua vida pessoal: sabemos que se encontra separada e que é uma super mãe do Baby G com dois aninhos.

Criou o blog também como escape, para falar e desabafar sobre a sua recente separação, mas por vezes as palavras são difíceis.. É uma pessoa super simpática e sempre com um sorriso pronto, com um ombro amigo, muitos comentários trocámos e que belos sorrisos partilhámos.. "A vida tal como ela é, um livro com tantas páginas escritas mas com tantas ainda em branco. Todos os dias escrevemos um parágrafo e apartir de agora os meus vão ser escritos aqui :-)" Convido-vos a conhecerem o seu blog!

 

OMG!!! :-D Nem queria acreditar quando vi o email para participar no One Smile a Day :-) E pior, naquele momento não me lembrei de nada engraçado para contar mas caramba, tenho 32 anos tinha de haver alguma coisa e há, claro que há.

Vou voltar atrás no tempo até à Viagem de Finalista do 12º ano, tinha já 18 anos e devia ter juízo mas não...

Uma bela tarde, a A. teve a brilhante ideia de querer jogar ao Jogo do Copo. Nunca tinha jogado tal coisa, não queria jogar mas elas diziam que só dava se fossemos 4 e lá está, não tinha juízo e fui na onda.

Pegamos em pedacinhos de papel para as letras e num copo da cozinha, era pequeno mas daqueles de vidro grosso, super pesado. A R. começa a dizer não sei o quê e era suposto o copo mexer-se e aquilo nada, quieto. Eu céptica como sou começo a rir e a dizer "isso não vai funcionar!". Tentam outra vez e nada. Elas as 3 super chateadas e eu a rir...


Às tantas a R. passa-se e diz "Espírito se estás aqui dá-me um sinal?" Assim que ela diz "...nal?" A campainha da porta toca e não pára porque fica presa.

Eu parto-me a rir como se não houvesse amanhã, elas as 3 começam aos gritos completamente histéricas e eu ainda me ria mais. A R. fica petrificada, a A. vai até à porta e a N. tenta partir o copo na varanda, sem sucesso pois é mesmo daquele vidro grosso.
Nisto a A. abre a porta e o nosso colega estava a tentar que o botão da campainha volta-se ao sitio para parar de tocar, diz com um sorriso de orelha a orelha "Nunca ninguém ficou tão histérico com a minha chegada!" Depois olha para mim, que estava de costas para ele e diz em alto e bom som ainda no corredor do prédio: "Tens o cú à mostra!!" 

De tanto rir ao baixar-me as minhas calças rasgaram e eu nem dei conta ahahah!

Com isto posso dizer que se houve algum espírito que tenha aparecido naquela sala, tinha muito sentido de humor Lol.

Espero que tenham gostado e bem não joguem a estas coisas!

 

Que bela viagem que eu fiz à juventude! Também eu joguei a esse jogo, mas admito, com um receio enorme e nem me lembro do resultado final, eu só queria pisgar-me a 7 pés daquele episódio onde eu não queria estar inserida...

 

Muito obrigada por esta bela partilha, é tão engraçado verificar como cada um tem histórias sempre tão diferentes para contar!

 

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One smile a day... com o Triptofano

O meu convidado desta semana é o Triptofano, que nos apresenta o blog com o mesmo nome Triptofano. É um blog relativamente recente mas que me conquistou muito rapidamente. Lança-se a si próprio um desafio "Como ser 20% mais feliz?", e não é que me colocou a pensar na mesma questão e a agir em concordância?

Já teve um blog quando era mais novo e foi precisamente o feedback que obteve com esse blog que o fez regressar: "havia muita camaradagem entre os colegas blogueiros. Pessoas que nunca tínhamos visto mas que estavam lá para nos apoiar ou para nos contrariar ou simplesmente para marcar presença. E foi por causa dessa rede de apoio que tantos anos depois decidi voltar a esta espécie de diário virtual.

E é mesmo isso que nos apresenta: um diário virtual, carregado com muito humor, muitas peripécias que regra geral me despertam sempre um sorriso, mas também textos que nos fazem refletir. Espero que sintas esse acolhimento, essa presença ainda que virtual, do meu lado, estarei por aqui sempre que necessitares!

 

Antes de mais tenho que agradecer à Chic’Ana por me convidar a participar numa rubrica que sigo fielmente e tantos sorrisos me provoca. Quando recebi o convite fiquei extremamente feliz porque nunca pensei que os poucos meses da minha existência na blogosfera fossem suficientes para aparecer num blog de tamanha qualidade como é o da Chic’Ana! Como me foi pedida uma das minhas histórias mais hilariantes aqui vai disto.

 

Há alguns anos atrás tive a oportunidade de fazer voluntariado no Uganda. Uma das coisas que mais me fez confusão no início foi ter de usar uma latrina para fazer as minhas necessidades. Apesar de estar dentro dum edifício de cimento a latrina era simplesmente um buraco no chão onde tínhamos de nos colocar de cócoras e fazer pontaria para basicamente não sujar o pavimento, algo que não iria de todo agradar à pessoa que fosse a seguir usá-la. Como qualquer boa latrina que se preze ela era apenas limpa assim de dois em dois meses, ou seja, quando cheguei conseguia visualizar um buraco enorme e ao longo do tempo fui vendo ele ir-se enchendo daquilo que vocês estão a pensar. Porque raio eu olhava para lá? Acho que era uma espécie de medo mórbido em deixar cair um chinelo no buraco e ter de o ir lá buscar no meio daqueles dejectos todos. Na realidade o chinelo ainda seria o menos, agora imaginem que deixava cair lá o passaporte, é que não havia forma de o poder deixar lá, tinha mesmo de o ir buscar. Felizmente nunca fui destrambelhado o suficiente para o levar perto sequer da latrina.

 

O edifício estava virado directamente para uma zona do povoamento repleta de pequenas cabanas, o que fazia com que qualquer pessoa pudesse ver quem entrava e saía da casa-de-banho. A meu ver um grande erro de planeamento urbanístico! Também interessante era a sofisticação do sistema de fecho da porta da latrina – um prego atado a um cordel que encaixava num pequeno buraco na parede.

 

Ora numa fatídica manhã dirigi-me à latrina acompanhado pela minha fiel lanterna visto o sol ainda não ter nascido. A razão para tão matutina incursão devia-se ao facto de quando começava a haver luminosidade era impossível usar os lavabos devido à quantidade industrial de moscas que eram atraídas pelo inconfundível cheiro a cocó.

Entro, fecho a porta com o sistema do cordel e do prego, baixo as calças e agacho-me entregando-me à tarefa de reflexão sobre o que teria de enfrentar naquele dia de trabalho. Foi então que do buraco surgiu tresmalhada uma mosca solitária que, sem pedir licença, fez um voo directo ao buraco do meu rabiosque.

Ao sentir tão inesperada presença num local tão sensível dei um grito, levantei-me num rompante, desequilibrei-me nas calças que me estavam pelos tornozelos, caí, bati contra a porta da latrina que para meu desespero tinha ficado mal fechada e se abriu de rompante, e ali fiquei eu estatelado no chão, de porta aberta, calças em baixo e à vista de todas as cabanas do povoado.

Felizmente todos ainda dormiam, senão a minha vergonha teria sido bastante maior. Levantei-me, voltei a entrar na latrina e fechei a porta convenientemente. Da mosca nem sinal. Nem uma bebida sequer me pagou!

 

Em primeiro lugar, muito obrigada pelo carinho, pelas tuas palavras, acredita que tens aqui uma amiga e todos os comentários trocados e o apoio que me transmitiste, nunca serão esquecidos.

 

Agora.. e passando à tua peripécia... O que eu me ri!! Não acredito que alguém fique indiferente à imagem que nos proporcionas bem no final.. Felizmente que todos se encontravam ainda em descanso, senão, tinha sido algo que ficaria na memória de muita gente..

 

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Admitam lá, receios com sanitas, quem não os tem?! (Embora não tenhamos tanta razão para tal como o Triptofano)

 

One smile a day... com a C.S

A minha convidada desta semana é a C.S, autora do blog Há mar em mim. E o blog é mesmo isto: uma imensidão de temas e conceitos, tal e qual como o mar, onde nos sentimos embalados por fotografias, textos, ideias, mas também, por ondas revoltas como opiniões e temas mais "quentes" e que tão bem demonstram a personalidade da autora. Gosta de passar despercebida, mas eu arrisco dizer que neste mundo dos blogs é bem notada e apreciada. Uma companheira de sorrisos, de vida, que se lançou nesta aventura no início de Janeiro e que eu espero que continue por muito tempo. Sempre com uma palavra amiga e simpática, não deixem de a visitar!

 

Bom dia, pessoas sorridentes (desta forma estão todos contemplados, certo? Ou não viriam a este espaço que é um dos mais bem dispostos da comunidade Sapo e arredores.)!

 

Correndo o risco de ser 0% original, tenho de começar por agradecer o convite à Chic’Ana, pois ela é uma das pessoas mais queridas deste espaço virtual que todos nós partilhamos e tem sempre as palavras certas para cada um de nós. Para além disso, é a autora de um dos blogs que mais me fazem sorrir, já que tem sempre histórias maravilhosas para partilhar connosco.

Querida Chic, obrigada pelo convite, deixaste-me com os nervos à flor da pele, mas é um prazer estar aqui contigo.

 

Vamos lá a isto…

 

(Só vos peço que não “gozem” demasiado comigo, porque isto é humilhante. Sejam meigos.)

 

Estaríamos em finais do mês de julho, do belíssimo ano de 2015, a C.S., euzinha, tinha acabado de casar com o A. e andávamos à procura de casa para comprar. Depois de vermos muita coisa na internet, selecionámos  aquelas que mais nos encheram o olho e marcámos as visitas. (Devo confessar-vos que eu adoro ver casas.)

 

Na grande maioria das visitas fui sempre com o A., mas houve uma ou outra em que tive de ir sozinha, pois ele trabalha por turnos e, às vezes, torna-se uma missão impossível ele ter horários compatíveis com a maioria dos mortais. 

Após as nossas buscas, descobrimos que havia uma casa que nos agradava e que era bem pertinho daquela que tínhamos arrendada e onde vivíamos na altura, uma zona de que gostávamos muito. Fizemos os contactos necessários e é claro que na hora que dava jeito aos vendedores da casa e ao agente imobiliário o A. estava a trabalhar, por isso decidimos que eu ia sozinha e, caso achasse que valeria a pena, agendaríamos uma nova data para ele também poder opinar. Assim foi...

 

Chegado o dia, um dia de muito calor (importa referir), eu cheguei a casa por volta das 16h e o encontro estava marcado para as 18h. Decidi que tinha tempo de tomar um refrescante duche e descansar um pouco. Só que o pouco durou até às 17:50h, porque passei pelas brasas, claro está. Nisto, acordo sobressaltada, olho para as horas e toca de vestir a correr, porque dava tempo, afinal a casa era já ali. 

 

Saio de casa, chego 5 minutos atrasada (odeio atrasar-me...), peço desculpa ao agente imobiliário, que me explica que o dono da casa estava mais atrasado que eu. Ufa...pensei, ainda bem. Ficamos ali, em conversa de circunstância, e lá aparece o senhor. Apresentações feitas, subimos ao terceiro andar, começo a ver a casa, vou fazendo as perguntas da praxe e...eis que passo por um espelho que, se não me engano, estava no hall de entrada... Eu não queria acreditar! Como é que alguém poderia levar-me a sério, acreditar que eu poderia estar interessada em adquirir alguma coisa encontrando-me eu naquele estado?!

 

Começo a pensar... Penso... E chego à conclusão que não há nada a fazer, que teria de me aguentar, pois não tinha como resolver o problema. Achei que era muitíssimo incorreto pedir para ir à casa de banho, ainda considerei fazê-lo mas não o fiz. O que fiz eu? Começo a acelerar a conversa, de repente o interesse na casa já não me pareceu assim tanto, até porque eu só queria fugir dali.

 

Feitas as despedidas, ainda tive de fazer o percurso a pé até casa e só lá pude virar a blusa para o lado direito. Sim! Com a pressa vesti a blusa ao contrário! Como era possível que eu não tivesse reparado que tinha vestido a blusa do lado contrário?! Como?! Pois aquela era das poucas blusas que ainda conservava a etiqueta (lateral, com direito a botãozinho e tudo), porque eu tenho o hábito de cortá-las na primeira vez que as uso. Com esta maldita não fiz o mesmo.

 

Logicamente que em casa ri à gargalhada, primeiro sozinha e depois com o A., a pensar na minha figura, mas ainda mais a pensar no esforço que os senhores teriam feito por manter um ar sério e não rir na minha cara. 

 

Eu atraio este tipo de situações. 

 

Beijinhos a todos, tenham um ótimo dia! 

 

O que eu me fartei de rir a imaginar a situação. Também adoro ver casas, e é engraçado, que a casa que eu e o M comprámos foi vista primeiro por mim, sozinha, e só depois com ele. Mas.. eu acho que ia bem vestidinha!! 

 

Obrigada minha querida, acredita que foi, e é, para mim um prazer receber-te no meu cantinho! 

 

E tal como a Mafalda, podias estar mal vestida, mas com muita postura! :)

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One smile a day... com a Miss Queer

A minha convidada desta semana é a Miss Queer, autora do blog Dez Segundos. A autora tem uma personalidade que me cativou, primeiro pela originalidade, sim, no primeiro post do blog, aquele que deveria ser o da apresentação, pediu precisamente o inverso: para que os leitores lhe indicassem características próprias que os diferenciavam das outras pessoas e só no segundo procedeu à sua descrição, depois, pelo coração enorme que apresenta. Trabalha com crianças e deixa um bocadinho de si em cada encontro que tem com elas. No blog podem encontrar esta realidade do dia a dia, mas tantos outros pensamentos que fazem dela "uma mulher, sempre à procura de se melhorar, com algumas coisas para dar e muito para receber." Não deixem de a conhecer.

Bom dia, alegria!

Em primeiro lugar, tenho de agradecer o convite à Ana, por me receber na sua casa. Obrigada, Ana!

Em segundo lugar, devo dizer-vos que a tarefa de escolher uma peripécia para vos contar foi difícil… Pensei em contar-vos algo da minha infância. Mas a Miss Unicorn também me convidou para partilhar uma história da minha infância com ela, então optei por algo da minha adolescência. Ponto comum: são ambas sobre rapazes!

Poder-vos-ia contar a história do meu vizinho, que perguntou à minha irmã como se dizia qualquer coisa em inglês e eu, na minha inocência, olho para ele e digo «ó gatão, estás bom?». E a câmara do meu tio estava a gravar… Na realidade, acho que há muitas das minhas peripécias que estão gravadas. Felizmente, já não há leitores de cassetes aí em todas as esquinas! :D

Mas não, vou falar-vos do Tiago. O Tiago é um rapaz muito giro e simpático, que um dia, há 15 anos (acho eu!), decidiu vir ter comigo e apresentar-se, dizer que gostava de sair comigo, de me conhecer… No meio da minha surpresa, não percebi o nome dele.

No entanto, sabia que o Tiago era filho da senhora que tinha um salão de estética na minha rua. O salão de estética tinha o nome da senhora. Então, comecei a tratar o rapaz pelo apelido.

Andámos dois anos nisto. E víamo-nos sete dias por semana. Era na escola, era ao sábado quando íamos à catequese, ao domingo na missa… Eu sem saber o primeiro nome dele, mas a dar-lhe conversa. Entretanto já conhecia a família toda, os amigos… mas não, não aconteceu nada, para desgosto do Tiago, da família do Tiago e da minha família. Até a minha avó que nunca o viu, queria que eu desse uma oportunidade ao moço!

Entretanto, foi o encontro da comunidade Taizé em Portugal. Enquanto esperavam pelas duas meninas que íamos acolher, a mãe e a mana ouviram alguém chamá-lo. Mal chegaram a casa, a primeira coisa que me disseram foi «já sabemos o nome do teu amigo!»… Tiago. Cá em casa, era e sempre será o Smile. Fui simpática na alcunha, não fui? O Tiago tem um sorriso dos mais bonitos que já conheci. E como passava a missa toda a sorrir para mim (era acólito), pegou!

Mas passando à frente. Depois de saber o nome, quando o vi, a primeira coisa que fiz foi trata-lo por Tiago. Não ficou surpreendido (ou pelo menos não demonstrou).

E estão vocês a pensar… então, mas que mal tem andares a tratar o rapaz pelo apelido? Além de seres parva por nunca lhe teres perguntado o nome nesses anos. Bem… é que o apelido da mãe é o do atual marido. Que não é o pai do Tiago. Informação que eu desconhecia na altura. Sim, andei dois anos a trata-lo por um apelido que não é o dele, além de não saber o nome dele. E ele nunca me disse. Portanto, fomos os dois parvos. Ele mais do que eu! Mas podia ter sido pior…

 

p.s.: Continuo uma desgraça com nomes! Mas agora já pergunto.»

(é só para confirmarem quão tola sou. )

 

Não podemos ser realmente bons em tudo.. o teu calcanhar de aquiles são os nomes! Ahahah. E a culpa não é tua, repara: tudo teria corrido bem se os pais ainda fossem casados.

 

Obrigada por esta bela partilha!

 

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One smile a day... com a T

A minha convidada desta semana é a T, autora do blog Depois dos 30. O blog dela é tal e qual um diário, tem como frase motivacional, tornar os 30 os melhores anos da vida dela, e eu penso que o está a conseguir.. Pelo menos as maiores mudanças estão a acontecer sem qualquer dúvida! Tem sido um prazer para mim partilhar a gravidez com ela, mas não, não pensem que somos uma chatinhas sempre a queixar-nos e a querer ser cada uma "pior" que a outra. Não, a nossa dinâmica é muito diferente. São mais as vezes em que partilhamos conhecimento (palermices) que outra coisa, e a maior parte das conversas são terminadas com um amplo sorriso! A boa disposição e a simpatia são características muito vincadas na sua personalidade, é de muito fácil trato, e é um instante até lhe chegarem ao coração! Se ainda não a conhecem, está na hora de o fazerem, garanto que não se arrependem! 

Olá!

Antes de começar quero agradecer muito à Chicana não só pelo convite, mas também pela amizade! Nunca pensei engravidar e ter uma amiga sempre do meu lado a passar pelo mesmo!  Acreditem ela tem uma paciência que merece um prémio!!! Merece apenas o melhor!!!

Vamos lá então!!!

De peripécias, quem me segue sabe que a minha vida está repleta delas, escolher uma fica difícil, então ficou mais fácil lembrar-me de algo muito antigo, uma histórias das primeiras que me lembro, que realmente me fez rir e que me faz rir muito agora só de me lembrar da cara da minha mãe!

 

Devia eu ter uns 4 anos, o pátio lá de casa ainda tinha relva e uma árvore que serviu para um belo baloiço feito pelo pai que era diversão do verão! Os vizinhos vinham andar de baloiço, era uma festa!

 

Certo dia ao pé do baloiço, apareceu uma cabrinha!!!! Era tão linda, toda branquinha um mimo! Mesmo dando marradinhas, fazia as delicias de quem ia para lá e ainda “aparava” a relva!

 

Um dia ao sair para a rua com o olho no baloiço, olho para a cabrinha que andava toda animada a comer a árvore, e vejo na parte de cimento um monte de bolinhas pretas!

Tanta bolinha para brincar! Eram tão giras!!!!!

Enchi toda contente e orgulhosa uma mão de bolinhas, desatei a correr ter com minha mãe: oh mãe olha, olha que lindas!!!”

Ao que a minha mãe assustada gritou: “Isso é cocó de cabraaaaa!!!! Mete isso para o chão!!!!” E do nada vem outro grito: ”Não é aqui no chão da cozinha!!!!!!! O cocó é para a rua!!!!! (fui então apanhar o cocó!!!) não é com as mãos T. é com uma vassoura!!!!! (pego na vassoura e…) Não é a vassoura de casa é a da rua!!!”

 

Escusado seria dizer que o meu pai só se ria…e que foi ele que acabou por apanhar o cocó!!!

Eu…fiquei triste, pensei que tinha ganho mais um brinquedo e era apenas…cocó!! (que criança…contentava-me com pouco lol)

 

Agora só espero que o meu bebé venha um pouco mais inteligente que a mãe!!! Hehehe

 

Espero que tenham gostado de mais uma “maravilhas” da historia da minha vida!

Beijinho grande a todos!

 

Ahahah, pronto, na apresentação esqueci-me de referir os seus gostos estranhos, mas também não posso revelar tudo, não é? O que eu me fartei de rir ao imaginar a cara da mãe dela... Sim, ela deve ter sido fresca, deve!

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 (Mas a mãe arriscou)

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E o vencedor do passatempo Presentinhos da Susy:

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Muitos parabéns!

One smile a Day.. com a Fashion

A minha convidada desta semana é a Fashion, autora do blog Fashion in the Bag. Não posso dizer que o blog surgiu tendo por base acontecimentos positivos, antes pelo contrário. Surgiu como uma necessidade de preencher um espaço, um vazio que existia na vida da autora. Constituiu uma janela de oportunidade e também algum apoio e conforto numa fase menos boa, e que, felizmente tem vindo a progredir, por vezes mais lentamente do que se gostaria.

Convido-vos a espreitarem o blog vão gostar de certeza. Há uma partilha de pensamentos, de ideias e emoções de uma forma muito intensa, que dá gosto e prazer ler.

Ela cativou-me tanto pelo conteúdo como pela personalidade. Vamos então à história?

Na faculdade em que andei existiam três bares. Embora não gostasse muito de ir lá, havia sempre um dia, ou outro, que lá calhava acompanhar algum amigo mais próximo.

 

O bar onde fomos tinha uma porta de vidro e essa porta estava mesmo em frente às mesas onde todos se sentavam.

Era Inverno e escusado será dizer que as pessoas não tendo  mais sítios para ir, porque estava frio,enfiavam-se  no bar( naquele dia o espaço estava “a rebentar pelas costuras”).

 

Eu tinha calçado uma botas até ao joelho, com fecho e de saltos, que não sendo de agulha andavam lá muito próximo. 

Ia eu “toda na pose” para entrar no bar (devia pensar que era uma vedeta) e sinto o pé a ficar preso, o meu amigo que ia ao lado não se apercebeu e continuou a falar e a andar. Eu tentei andar mas não conseguia mesmo: a bota tinha ficado presa no tapete (o tapete era daqueles de ferro que têm ranhuras).  Comecei a  sentir o calor a subir-me às faces e disfarçadamente comecei a puxar a perna mas a bota não saía de forma nenhuma. Ainda assim tive um” rasgo de cabeça” e de ilusão para pensar o seguinte: - ninguém se apercebeu e vou fazer de conta que estou a procurar alguma coisa no chão, até ver como hei-de sair daqui. O plano  estava a correr bem até o meu amigo, que era “fino”, olhar para trás e perceber, imediatamente, o que se estava a passar. Não faz mais nada:  começa a contorcer-se, com riso, e vai desde o meio do bar até à porta a rir cada vez mais alto. Claro está que não houve ninguém que não olhasse (incluindo professores).

 

Com uma cara entre o riso e o sério pedi-lhe que me ajudasse, uma vez que não conseguia libertar o pé( eu tinha mesmo bloqueado e estava em pânico). O bom do rapaz lá conteve o riso: abriu o fecho da bota, puxou-me a perna para fora(ainda bem que não tinha a meia rota), levantou o tapete, de ferro, e  conseguiu soltar a dita cuja. Mal a retirou abanou-a, no ar, e ouviu-se uma gargalhada geral.  Passados uns segundos entregou-ma  e eu lá a calcei. Assim que me levantei pensei:- quem me dera ter uma tinta que me tornasse invisível.

 

Para disfarçar ” a coisa” comecei a rir-me, nervosamente, fui sentar-me e fiquei quietinha e vermelha que nem um pimento(dos picantes) durante muiiiiiiiiiiiiitooooooo tempo. 

 

Que me lembre andei uns bons meses até me recompor e entrar naquele bar, além disso, passei a olhar com  atenção  onde ponho os pés.

 

Imagino bem aquilo que passaste, mas, tal como diz a figura, mais vale repararem em ti do que te ignorarem por completo. Aposto que foi um episódio recordado imensas vezes.

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Muito obrigada por esta bela partilha. Qualquer coisa que precises, sabes que podes contar comigo.