Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Um almoço para esquecer

Não aconselhável a leitura a quem come muitas vezes fora de casa.. Ou secalhar até é bom que leiam…

 

A maior parte das vezes consigo conciliar as coisas por forma a almoçar em casa, contudo, podem surgir reuniões ou palestras com horários apertados que me impeçam de o fazer. A semana passada deparei-me com uma destas situações.

 

Estava eu a almoçar descansadamente, quando me apercebi que ficava mesmo de frente para a cozinha de um dos restaurantes de fast food. Até ali tudo bem, tirando o facto de o cheiro a fritos me começar a incomodar, o que fez com que eu estivesse atenta à cozinha. Eram vários os cozinheiros: sem chapéus, sem luvas, sem qualquer cuidado no manuseamento dos ingredientes. Ora mexiam em carne, ora em peixe, ora em batatas, sem nunca lavarem as mãos.

A parte mais gritante, foi quando um dos cozinheiros deixou cair um pedaço de carne ao chão, o apanhou e continuou a cozinhar como se nada fosse, sem sequer o passar por água. Eu não vi o estado em que o chão se encontrava, mas tendo em conta o restante cenário, não me parece que fosse minimamente higiénico.

 

Continuei a mastigar, cada vez mais lentamente a minha comida, sempre a olhar para o prato, desconfiada. A minha comida não era deste local, mas fiquei a imaginar o que se teria passado na sua confeção.

 

A restauração queixa-se cada vez mais que não vende, mas sinceramente, e depois do que eu vi, acho que vou apostar nas marmitas sempre que não conseguir ir a casa.

 

Têm alguma história insólita ou sempre correu tudo bem pelos vossos lados, ainda que aparentemente?

 

tirinha-bombom-fabrica.jpg

Como retirar a pele ao tomate

Confesso que adoro blogs de culinária. Aprendo imensa coisa e já serviram de fonte de inspiração para muitas refeições. Para além disso, há sempre imensos truques, coisas tão simples que facilitam, e muito, todo o processo.

 

Modéstia á parte, adoro fazer sopas e sobremesas, acho que ficam sempre bem. Agora quanto ao resto, é sempre complicado decidir o que vou fazer, especialmente quando envolve tomate maduro. Digam-me, sou só eu que tenho uma dificuldade enorme em retirar a pele ao mesmo?

Começo a retirar a pele, ele começa a escorregar para todo o lado. Agarro-o melhor, de tal forma, que faço dois buraquinhos e ele continua a querer fugir para todo o lado. Tenho de lhe tirar a pele logo sobre a panela que vou utilizar, pois a quantidade de molho que escorre é de tal forma que geralmente chego ao fim sem nada na mão.

 

Meninas e meninos que estão habituados a lidar com tomate, como é que lhe tiram a pele de uma forma célere e sem sujar tudo em redor? Digam-me que não sou a única com esta dificuldade…

coala_culinaria4.jpg

 

Aspiradores e homens!

Ontem já vos tinha dito que este fim de semana tinha sido rico em peripécias. Portanto, vamos lá..

 

Sexta-feira à noite telefonei à minha mãe para lhe perguntar se ia fazer alguma máquina de roupa branca. Ela disse que sim, e lá fui eu toda contente com duas camisas para aproveitar a lavagem.

 

Domingo, fui lá buscar as camisas já lavadinhas, branquinhas, branquinhas e aproveitei a tarde de engomar para as passar a ferro.

 

Coloquei o meu estaminé em ordem e mãos à obra.. Era uma pilha de roupa que me ia durar para a tarde toda. Para dividir esforços, o M ficou encarregue de aspirar o chão.

 

Já estava quase a terminar, com a roupa toda dobradinha na mesa da cozinha, camisas penduradas nas costas das cadeiras, quando chega o M de aspirador em riste. Aspira, aspira, até que vê uma migalha em cima da mesa da cozinha. O que é que ele decide fazer? Aspirar a migalha…

 

Entusiasma-se com o restante espaço e dá largas ao aspirador (já sem o acessório do chão, somente o tubo) que acaba por aspirar a minha camisa branquinha, branquinha. Ora, a manga da camisa entrou a direito para dentro do tubo do aspirador. Quando a conseguimos salvar do bicho devorador, a manga não estava branquinha, branquinha. A manga estava cinzenta escura…

 

2 horas de molho em Neoblanc gentil atenuou um pouco a sujidade, mas não a removeu. Coloquei-a em lixívia pura e não funcionou. Sugestões? Ideias? Alguém que salve a minha camisa branquinha, branquinha que agora está mais sujinha que na sexta-feira?

 

Como vêm não somos um casal com muita queda para os aspiradores! Ver aqui a história anterior.

03541c0bc9afe85a3a81117617719dab.jpg

Os bichos e eu!

Ontem cheguei a casa com o M e eis que vejo um lixinho no chão muito parecido com um borboto grande. Para não o pisar e, como vinha carregada de sacos, saltei por cima do mesmo e segui caminho para arrumar as compras.

 

Chic’ Ana: Podes apanhar esse borboto que está aí à entrada da cozinha?

M: Onde? Não vejo nada.

Chic’ Ana: Deves ter mudado o borboto de sitio com as deslocações, ora vê lá bem.

M: Não, vem cá dizer-me onde está.

 

Eu aproximo-me e realmente não estava no sitio inicial, encontro-o mais atrás e aponto com o chinelo pois ainda tinha coisas nas mãos.

Dei-lhe um pequeno pontapé, e eis que o inofensivo borboto se transforma num bicho cheio de patas, castanho e rastejante. Nunca tinha visto tal coisa.

Primeira reação: fugir como uma louca cozinha fora, de um bichinho que não me ligou nenhuma!

 

Chic’ Ana: Ahhh livra-te dele, mas não o mates, atira-o pela janela.

 

E aqui está a grande questão. Realmente eu não mato bichinhos, não gosto de os matar, apanho-os cuidadosamente, depois do pânico inicial e atiro-os pela janela.. Mas ao atirá-los, a maior parte deles não morre?

mhdm_118.jpg

E tal como prometido da parte da manhã, o anúncio do vencedor deste passatempo: A Sofia. Sofia, irei enviar-te um e-mail para me forneceres os dados para o envio.

Tristes por não terem ganho? Amanhã haverá mais um passatempo!!

 

vencedor.bmp

Nota: o número premiado seria o 912, como o sorteio contou com 402 participações, eliminei o número 9 e foi atribuido ao vencedor número 12.

 

Estás a precisar de férias quando...

Este fim de semana comprei uns crocantes de peixe para fazer no forno. Ora, quando abri a embalagem, aquilo pareceu-me uma coisa muito estranha: estava um pedaço de pedra mármore, de 2 cm de altura e depois uma mistura por cima com mais 2cm de altura.

Tiro aquilo da embalagem, farto-me de olhar para aquela coisa esquisita, bato na pedra, dou voltas com aquilo. Leio as instruções: “Deverá posicionar o peixe no centro do forno”. Ok, não diz para utilizar nenhum recipiente, devem ter inventado esta pedra para cozinhar de uma forma gourmet. (nisto arrumo o recipiente)

 

Ligo o forno e deixo-o a aquecer.

 

Chic’ Ana: Já viste isto? (ainda às voltas com o peixe) Parece mesmo pedra mármore.. Já não é preciso mais nada, é só colocar no forno. Que coisa inteligente.

M:  Eles devem ter prensado o peixe e por isso ficou dessa altura. (e sai da cozinha)

 

O forno ficou pronto, vou buscar o peixe para o colocar lá dentro. Ao pegar no peixe, vejo que este está a ficar colado à pedra do balcão e que não quer sair… Faço força e lá o consigo descolar, mas a pedra mármore estava a ficar mole.. O quê? A pedra está a ficar mole? Dou mais umas quantas voltas e vejo que a pedra, afinal não é pedra, mas sim o peixe.

 

Chic’ Ana: Somos mesmo tontos, então aquilo não é pedra nenhuma, é o peixe!

M: (A olhar para mim com incredulidade) Então mas eu disse-te que era o peixe prensado.

Chic’ Ana: E eu pensei que estavas a falar por cima da pedra, aquela mistura estranha, daí ter aquela altura!

M: Ana, tu já viste a despesa que era enviarem pedra mármore nessas embalagens de congelados..? E o peso que isso teria a mais?

Chic’ Ana: Tu sabias e não me disseste nada!!

M: Eu pensava que tinhas percebido!

 

fc_jantar.jpg

 

Alimentação saudável

Também eu me começo a render a esta moda da alimentação saudável! Contudo, acho que não me encontro à altura de determinados processos.

 

Ontem, pela hora de almoço, desloquei-me a um local com saladas. Perguntaram-me logo se queria a base de massa ou alface, e, se queria escolher os ingredientes. Ora, eu queria mesmo uma que estava apresentada na imagem, mas queria trocar um dos ingredientes por queijo. E é aqui que começa um dos diálogos mais estranhos com o qual já fui brindada.

 

Empregada: Qual é o queijo que quer para substituir o ingrediente?

Chic' Ana (a apontar): Quero aquele amarelo aos cubinhos.

Empregada: Mas eu preciso de saber o nome para registar no computador.

Chic' Ana: Não sei como se chama. Coloque um nome qualquer, desde que me dê o pretendido.

Empregada: Não pode ser, tenho de ir perguntar.

Chic' Ana: Ok!

Empregada (após uns instantes): Então a senhora não sabe que o amarelo é sempre queijo flamengo?

Chic' Ana: Então e se for o queijo da ilha cortada aos cubos? Também é amarelo e aos cubos!

Empregada: O nosso orçamento só permite flamengo.

 

 

Empregada: Qual o sumo que quer? Vitaminado, Detox, Rejuvenescedor ou Revitalizante?

Chic' Ana: Qual é a composição de cada um?

Empregada: Então é só olhar e ver as cores dos sumos.

Chic' Ana: Sim, mas, não tem uma descrição dos componentes de cada sumo?

Empregada: Ah, isso não. Quer que vá perguntar?

Chic' Ana (que entretanto tinha pegado num dos papeis disponíveis e que tinham a composição dos sumos): Não, deixe estar, quero o rejuvenescedor..

Empregada: Ah, bem me parecia.. Boa escolha!

Chic' Ana

 

Só tenho uma questão: será que é sempre assim tão complicado comer uma refeição dita saudável?!

Percebo porque emagrecem, para pedir a comida é uma canseira!

 

mentirinhas_307.jpg

Cérebro, por onde andas?

Ontem de manhã tive uma crise aguda de falta de cérebro, que penso que pode ser justificada por ter tido origem de madrugada. Pode, não pode!?

 

No fim de semana, como é habitual, fazemos sempre uma limpeza mais a fundo à casa, e, durante a semana, é manter as coisas mais ou menos arrumadas apesar do ritmo frenético.

Hoje de manhã, quando ia utilizar a torradeira, deparei-me com esta cheia de migalhas. Limpei o melhor que consegui à volta, mas sobraram umas migalhas incómodas que não conseguia alcançar. Do que me lembrei eu? De soprar!

 

Que escolha mais inteligente, as migalhas voaram diretamente para os meus olhos, que me arderam horrores, fecho-os instintivamente, e continuo a gesticular (para quê?), entorno o leite que já se encontrava quente por cima da mão, e fico com a cozinha de pantanas.

Dirigi-me rapidamente à casa de banho para colocar água e soro fisiológico nos olhos, mas nem por isso me livrei de estar com eles tipo zombie… Se virem alguém com os dois olhos muito vermelhos e com um ar mais ou menos decente, prazer, sou eu..

 

E já agora vejam lá se recuperam o meu cérebro e o devolvem à dona!

 

mentirinhas_274.jpg

 

Eletricidade: um bem essencial

Este fim de semana reparei que o router deixou de piscar. O que antigamente parecia uma árvore de Natal no seu auge, deixou de ter as luzes verdes a tremeluzir como se não houvesse amanhã.

Mas, eu continuava calmamente sentada, a ver televisão, a utilizar a internet no computador… Até que percebi que algo estava errado! “Espera lá, se isto não tem qualquer luz, como é que está tudo a funcionar?”

 

Consulto a lista de redes disponíveis e nada de existir a minha, estava ligada a uma que desconhecia, por isso é que funcionava. Pego no telefone e ligo ao meu pai.

 

Chic’ Ana: Olha, o meu router não está a funcionar!

Pai: Isso pode ser uma configuração ou qualquer coisa que falhou, desliga e liga.

Chic’ Ana: Já fiz isso e continua na mesma.

Pai: Então desliga o quadro elétrico e volta a ligar que ele configura novamente.

 

Deixei passar uns momentos pois a box estava a gravar um programa. Terminou e lá vou eu ao quadro. “Sou capaz de fazer isto, são apenas uns botões o que pode correr mal?” Coloco os botões no OFF e quando vou para os colocar no ON, houve um botão chato que se recusou a subir…

 

Chic’ Ana: Paaiiiiii, disseste para desligar o quadro e agora os botões não sobem!

Pai: Ana, só tinhas de colocar um para baixo, o geral, e depois para cima, que fizeste tu?

Chic’ Ana: Coloquei todos para baixo e quando os coloquei para cima, um deles recusou-se a subir e agora não tenho luz… Vem cá se faz favor emendar a confusão que arranjaste.

 

Chega o meu pai, e passadas 1h30 de insistentes tentativas de reanimação, declarámos oficialmente o óbito do botão do quadro.

Ana, de seu nome, conseguiu avariar um simples botão do quadro elétrico mandando a eletricidade abaixo, exceto na cozinha, felizmente é independente!

 

Conseguem imaginar toda a emoção de tomar banho à luz das velas, com o perigo iminente de incendiar a casa de banho? Ou tomar banho no lava-loiça? Pois, poderão ser emoções que irei conhecer brevemente! 

 

E fiquei sem saber o que se passava com o router...

router.bmp

 

 

A lição da panela de pressão

Para quem gosta das minhas aventuras, este fim de semana foi rico em peripécias.

De sábado para domingo, deixei um frango do campo a descongelar, e como o frango do campo é sempre mais rijo que os que se compram no supermercado, decidi cozer primeiro e só depois colocar no forno.

 

A minha mãe sugeriu que eu utilizasse a panela de pressão e assim foi, ela emprestou-me a panela e seguiram-se logo uma série de recomendações.

 

Mãe: Colocas um pouco de água, até ficar a meio do frango mais ou menos, fechas muito bem, e quando o pipo começar a rodar, contas 10min.

Pai: Já ouvi dizer que estas panelas de pressão por vezes rebentam quando são mal utilizadas.

Chic’ Ana: Então mas acham que eu não sei cozinhar? Não deve ser assim tão difícil fazer isso…

 

Chegada a casa, toda contente, lá vou eu cumprir as indicações.

Primeiro deu-se uma luta sem igual para fechar a panela, não conseguia fazer com que os encaixes descessem e prendessem a tampa, mas decidi que não ia dar parte de fraca e telefonar a pedir auxilio. Após muitas voltas, já com o frango dentro da panela, apercebi-me que aquilo tinha umas roscas para levantar e baixar o suporte, voilá, primeira dificuldade ultrapassada.

Coloquei o lume a meio e fui arrumar umas coisas na sala. O tempo foi passando e eu nunca mais ouvia o pipo da panela! Decidi regressar à cozinha. Inspecionei a situação, a panela parecia-me de boa saúde, mas o pipo já deveria estar a rodar há imenso tempo. Decidi aumentar o lume, a panela começou a espumar por todo o lado… Corro, apago o lume e esta começa a assobiar…

Só se vê a Ana a fugir da cozinha a pensar que a panela ia rebentar. Já viram um miúdo ou um animal de estimação que fez asneira à espreita? Pois assim parecia eu à porta da cozinha! Não sabia se havia de entrar ou de fugir a 7 pés!

 

Passados uns segundos que me pareceram uma eternidade, a panela lá se calou, entrei de mansinho, tentei rodar a tampa, e sai de lá uma baforada de vapor que me embaciou as janelas todas, encheu-me a cozinha cheia de vapor, mas… lá estava o franguinho, cozinhado e bem tenrinho!

 

Da parte da tarde:

Mãe: Então, correu tudo bem?

Chic’ Ana: Sim, sim, o frango ficou perfeito, muito tenrinho, mas o pipo não rodou.

Mãe: E não lhe deste um piparote?

Chic’ Ana Não me deste essa instrução! Se calhar por isso é que a casa ficou cheia de vapor...

Mãe: Pois claro, não o foi libertando..

 

Portanto já sabem, lição número 1: verificar se o pipo está apto a rodar ou então a casa podem mandar pelo ar!

 

primeira-tira-culinaria-copy.png

 

 

O peixe e eu

Pois é, após os últimos episódios com peixes, seguida da visita ao Oceanário que terminou com um belo banho de água fria, eis que... Os peixes continuam a perturbar-me: O meu apetite fica incontrolável quando como peixe! Há alguém que me saiba explicar este fenómeno?

 

Ontem, após o almoço, tive de comer umas bolachinhas, porque estava cheia de fome, o que geralmente acontece quando como peixe. Comi apenas duas, consegui controlar-me e mentalizar-me que dali a uma hora estava em casa, o tempo ia passando e eu a pensar em comida: O que fazer para o jantar? O que será que a minha mãe tem na despensa para o lanche? O que será o almoço amanhã? E o pequeno-almoço? Comida para aqui, comida para ali.

 

Cheguei finalmente a casa da minha mãe e fui lanchar umas torradinhas, não ficando completamente saciada, passei para os cereais que a minha irmã lá tinha... e .. foi basicamente o que se vê na imagem.

 

Cathy a comer.bmp

 (Controla-te Ana, só mais um e já arrumo, ora, não pode ficar ali aquele tão fofinho a olhar para mim, oh, agora está quase a acabar, não vale a pena guardarmos restinhos)

 

Moral da história: levei um grande raspanete por ter terminado os cereais, mas pelo menos fiquei com a minha barriguinha bem composta!

 

Acontece-me isto sempre que como peixe. Há mais alguém por esse lado que sofra do mesmo mal que eu?