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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

E de repente percebes que é segunda-feira!

Há cerca de 3 anos, quando comprámos casa, decidimos que íamos esperar para juntar economias e comprar uns estores japoneses para a sala. Eram feitos à medida, mesmo justinhos às janelas, clarinhos, o que tornaria a sala ainda mais ampla.

 

Adoro aqueles estores e não me arrependo minimamente da decisão. São 3, duas janelas de tamanho normal e uma janela maior, quase como se fosse uma varanda. Rapidamente nos apercebemos que têm de ser manejados com cuidado para não formarem folgas.

 

Ora, o que acontece? Eu sou a primeira a acordar, e a primeira coisa que faço, mal saio a porta do quarto é ir ás escuras, pé ante pé, abrir os estores da sala, o que ilumina uma grande parte da casa. Como é óbvio, não vejo metade do percurso, nem metade do que estou a fazer.

 

Hoje de manhã, ao invés de subir o estore exterior pego no cordão do estore japonês e toca de puxar com força... 

O estore cujo tecido fixa com velcro em cima, não aguenta a pressão e cai-me na cabeça.

Uma coisa vos garanto: acordei no imediato! Roguei umas quantas pragas ao estore, lá me empoleirei em cima de uma cadeira (sim, ainda consigo subir a uma cadeira, iupi!!) e consegui colocá-lo no sítio sem provocar grandes estragos: pelo menos o M não acordou e poupou-me o gozo para quando ler o post...

 

Segundas-feiras... pois!

 

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A pergunta essencial quando se come fora

Tenho um grupinho de amigos que volta e meia combina almoços e jantares aos fins de semana, mas em casa uns dos outros, para ser mais económico e estarmos mais à vontade. Um casal desses amigos tinha comprado casa há pouco tempo e era altura de a estrearmos.

 

Foi um dia muito bem passado, em excelente companhia, mas no dia seguinte estava com uma dor de barriga tão grande que mal me conseguia afastar da casa de banho.. Telefonei para alguns para saber se estavam iguais, e nada, só eu tinha ficado assim. Perguntei-lhe com que ingredientes tinha cozinhado, e eram mais que meus conhecidos, nada de anormal, nada de intolerâncias.. Bom, o caso passou.

 

Passados 3  ou 4 meses, calhou o almoço ser novamente em casa deles e lá vamos nós em romaria.. Dia bem passado, dia seguinte estava novamente mal da barriga, mas que coisa mais esquisita.. Refeições diferentes, ingredientes mais do que normais.. a água que os abastece é do mesmo local que a minha, mas alguma coisa tinha que se passar!

 

À terceira, e já cheia de receio, vou mais cedo para a “ajudar” a  fazer o almoço, no fundo, era para controlar o que se passava, eu já estava por tudo, querem ver que ela envenena a minha comida e eu não sei!?

Começámos a preparar o almoço, quando ela tira a Bimby do armário…

 

Chic’ Ana: Que vais fazer com isso?

Amiga: Tudo!

Chic’ Ana: Tudo, como tudo?!

Amiga: Então, sopa, sumos e os pratos principais… A sobremesa não, essa eu faço à parte.. Mas isto é uma rapidez, vais ficar maravilhada!

 

Fiquei a matutar na utilização da bimby e sempre atenta ao processo de elaboração alimentar… Pois é, caros amigos, então não é que aqui a Ana tem uma intolerância alimentar à bimby?! Terceira vez, terceiro caso… E se fiquei por aqui?! Não! Houve outra amiga que comprou uma bimby, convidou-me para almoçar e no dia seguinte, bem dito, bem feito! Casa de banho novamente…

 

Mas que intolerância estranha é esta!? Afinal como são processados os alimentos?

 

Fora isso, agora é sempre assim:

Amigos: Ana, queres vir almoçar?

Chic' Ana: É com bimby ou sem bimby?!

 

Ridículo, completamente.. há mais alguém semelhante!?

 

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O dia do Pai

O dia do pai está a chegar.. e só a quantidade de partidas que eu aprontei com ele, dava uma rubrica com pano para mangas.

 

O meu pai sempre alinhou em todas as brincadeiras possíveis e imaginárias. Era eu pequenita, ficava acordada para ele me dar banho, ficava acordada para o ver entrar em casa e brincarmos aos touros… Ele dizia “Olé” e lá ia a Ana com corninhos em riste tentar acertar na capa imaginária ou na toalha da cozinha. Ele colocava-me sentada no topo dos armários da cozinha, ia comigo á serra aos fins de semana, explorar e descobrir casas abandonadas e alinhava na minha maluqueira com os bichinhos da seda. Quando eu tinha dificuldade em adormecer ia comigo dar uma volta de carro, para eu dormir durante a voltinha e acordar mal ele desligava o motor.

 

Eu fui uma felizarda, fui uma criança autêntica e feliz, não precisei de crescer cedo demais. Aprontei mil e quinhentas partidas, e todas elas eram encaradas com um sorriso.

 

Nunca fui de pedir nada de forma insistente, nunca fiz uma birra de me mandar para o chão em supermercados, nunca gritei com os meus pais, nunca lhes faltei ao respeito. Nunca exigi brinquedos ou guloseimas, o que tinha era mais que suficiente e era assim que era feliz. Bastava os meus pais dizerem que naquele momento não tinham dinheiro, que eu compreendia e ficava sossegada. Contudo, havia momentos em que também tinha pedidos: passear, deixarem-me ir ao parque, etc. E desde pequena que mantenho o mesmo truque, sim, até hoje…

 

Ora, quando queria e quero mesmo muito uma coisa, que normalmente nem é material, agarro-me afincadamente à perna do meu pai e só a largo depois de ele aceder. É uma autêntica tortura. Se ele disser logo que sim, largo imediatamente a perna, se ele disser que não, sou capaz de dar a volta à casa toda agarrada à perna dele, até que ele acaba por ceder – normalmente tem coisas para fazer e não aguenta muito tempo arrastar 55kg pelo chão neste momento (quando era miúda aguentava mais e eu parecia um coala, agora já não é fisicamente possível).

 

E vocês, têm algum truque que tenha vindo da infância? Partilhem lá as figurinhas que faziam vá, que o dia do pai está a chegar e é sempre bom recordar!

 

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É segunda-feira!

Aquele dia da semana em que acordas, desligas o despertador, pensas que ainda estás a sonhar que é domingo, a cama está a saber-te tão bem, parece que os lençóis estão mais suaves que nunca..

 

Apercebes-te que afinal tudo não passa de um sonho, corres para a casa de banho, tentas despachar-te ao máximo, tropeças nas calças do pijama e só não dás um trambolhão porque te enfias completamente dentro do lavatório. Felizmente a torneira continuou fechada..

 

Sim.. podia ter sido bem pior! Boa segunda.feira para todos.

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A arte de dormir

Felizmente tenho a capacidade de adormecer facilmente e ter noites tranquilas. Ontem não foi exceção. Adormeci ainda mal o M se tinha deitado, dormi profundamente até de manhã.

Sou sempre a primeira a levantar-me e passado 30 minutos levanta-se ele. Para não o acordar, não acendo nenhuma luz, saio lentamente do quarto, sem barulho e fecho a porta para a claridade não incomodar.

 

Ontem, passo várias vezes pela porta do quarto e ela continua bem fechada. Dou ali umas quantas voltas, mas preciso mesmo de ir buscar os acessórios que me faltam.

 

Abro a porta lentamente , olho para a cama e estava vazia! Vazia! Começo a resmungar para mim própria que ele saiu do quarto e deixou a porta fechada, estando já a atrasar-me.

 

Passado uns minutos aparece ao pé de mim:

 

Chic’ Ana: Então, mas tu fechaste a porta novamente? Pensava que estavas a dormir, estou farta de dar aqui voltinhas!

M: Mas.. tu não reparaste que eu não dormi aí?

Chic’ Ana: Não dormiste aqui? Então dormiste onde?

M: No escritório.

Chic’ Ana: Porquê?

M: Os vizinhos do prédio do lado estavam com mais uma festa de arromba. Música aos altos berros até às 2h30 da manhã.

Chic’ Ana: Não ouvi nada!

M: Pois, eu reparei. Não conseguia dormir e estava a ficar mal disposto, levantei-me e adormeci no sofá. A sério que não viste que eu não estava na cama? Nem quanto te levantaste?

 

Pois, não vi mesmo. Acordei, vesti-me, ajeitei a roupa da cama, pensando que o estava a tapar, não acendi qualquer luz, saí em pezinhos de lã e não ouvi nem vi qualquer barullho no escritório. Conclusão: Eu estou a dormir até colocar um pé na rua.

 

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O pedido

Ontem foi dia dos namorados, o dia de excelência do amor, e nada melhor do que recordar o meu pedido de casamento.

 

Tínhamos comprado casa há relativamente pouco tempo e antes de nos mudarmos, queríamos dar-lhe um novo look, palavra chique para obras.

 

O M numa bela tarde vai ter comigo a casa dos meus pais, e muito apressadamente queria ir espreitar a casa e ver as novidades, etc. Eu estava num daqueles dias em que é necessário uma grua para me tirar do quentinho da casa, depois de muito esforço lá me convenceu a sair.

Chegámos à nossa nova casa e eu dei uma vista de olhos, parecia-me tudo igual ao que estava. A casa nem tinha um único móvel, portanto era fácil encontrar as diferenças. Entrei em todas as divisões menos no quarto. E ele bufava, espreitava e perguntava se eu tinha visto tudo.

 

Já farta daquela situação e sem ver nada de diferente, saio porta fora a resmungar por entre dentes que tinha saído de casa e os senhores das obras nem tinham lá colocado os pés. Nisto, sinto uma mão na minha a puxar-me para dentro de casa, ficámos um pouco no jogo do puxa e empurra, até que ele ganhou e me conseguiu encaminhar para o quarto.

Quando abri a porta, havia um coração de velas acesas, a rodear um ramo de rosas e uma caixinha com um anel.

 

Eu fiquei de todas as cores, só gaguejava... Sinceramente nem me lembro de dizer o Sim, mas este deve ter acontecido, porque o casamento deu-se!

 

Agora expliquem-me, como é que uma pessoa que entrava em casa e via tudo ao milímetro, não acha estranho haver uma porta fechada e uma luz alaranjada a sair por baixo da mesma, não acha estranho ter o M sempre a olhar fixamente para o quarto, não acha estranho toda a insistência dele? Devia estar mesmo distraída naquele dia.

 

Quando saímos de casa, ele suspira profundamente e diz: Se tivéssemos demorado mais uns segundos quando cá chegássemos tinha de te pedir em casamento com espectadores, os bombeiros, porque a casa devia estar a arder!

 

E por aí, como foi o vosso pedido de casamento ou de namoro?

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Relativamente ao passatempo das Deemak Twins, a grande vencedora foi a Cristiana Teixeira. Parabéns, vou enviar-te um e-mail para me dares os teus dados.

 

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O tapete irresistível

Quando comprámos casa, queríamos ter uma sala que fosse confortável para receber os amigos e a família. Neste contexto havia duas peças fundamentais: uma mesa grande e um sofá que fosse espaçoso e confortável. 

 

Adquiridos estes dois itens, estava aberta a época de convívio. O tempo foi passando e tudo corria como o pretendido, até que entrou outro elemento na sala: o tapete, que foi estrategicamente colocado em frente ao sofá. O tapete faz as minhas delicias, adoro estar sentada no chão a ver televisão, adoro chegar a casa, fazer o lanche e comer no tapete da sala.

Chego ao ridículo do M estar sentado no sofá, aconchegado, e de eu estar esparramada no tapete, seja de verão ou de inverno.

 

Num dia belo dia…

 

M: Não sei para que temos um sofá se estás sempre pelo chão. Comprámos um sofá grande, que nem era o meu favorito e agora não lhe dás uso.

Chic’ Ana: Então não dou? Onde é que eu me encostava se não existisse o sofá? Ainda manchava a parede e ficava com uma dor de costas tremenda.

 

Acham que contribuí para a diminuição da irritação dele? Há mais alguém que prefira o tapete ao sofá? Devo ter sido um rastejante noutra vida…

 

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Lembram-se do passatempo da semana passada? Ainda se encontra ativo, portanto de que estão á espera para concorrer?

 

Sexta-feira cheguei a casa e tinha um miminho espetacular das Deemak Twins. Elas conseguiram reproduzir-me numa bonequinha fantástica, que serve para marcar as páginas dos livros! Para além deste marcador, enviaram ainda um colar muito guloso e que vou usar e abusar, principalmente na primavera e no verão. Reparem em todo o carinho e cuidado com que enviam as peças:

 

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Eu fiquei completamente apaixonada e já ando aqui a magicar uma encomenda para oferecer a uma pessoa muito especial! Muito obrigada por esta surpresa!

O estranho caso do casaco

O M tem um casaco de andar por casa que é super quentinho. Fica-me grande, mas é extremamente confortável, quente e aconchegante. Eu tenho casacos, tenho robes, tenho pijamas fofinhos, mas nenhum desempenha tão bem a função como aquele casaco! Para além de que as mangas fazem também de luva quando quero pegar numa panela quente, portanto, acaba por ser o 2 em 1 perfeito.

 

Só tenho autorização para o utilizar quando o dono tem calor e não o tem vestido, portanto, cada vez que ele tem o casaco no roupeiro ou sobre alguma peça de mobília, lá vou eu toda contente vestir o mesmo. (até porque a divisão atual não me parece justa: então ele fica com o casaco no inverno e eu no verão? No verão preciso é de uma ventoinha).

 

Agora vem então o verdadeiro problema: Cada vez que visto o casaco tenho de desaparecer! Se ele não me vir, nem se lembra do mesmo, portanto não tem frio, pode estar confortavelmente de t-shirt como se estivesse em pleno Verão. Se por acaso entro no campo de visão dele com o casaco vestido, dá-lhe um frio instantâneo que me faz despir o mesmo para o vestir!

 

Acham que se o tingir de cor de rosa, ele me deixa ficar com ele?! E não me apresentem a sugestão de comprar um igual, pois quando vamos ás compras, não conseguimos comprar roupa para nós dois tamanhos acima, nem com mangas daquele comprimento. Só mesmo na secção masculina e tendo a feminina ao nosso dispor, o casaco torna-se secundário.

 

Sou só eu que passo por isto, ou há mais gente com o mesmo dilema?

Vocês, homens, também podem responder: qual a razão para este comportamento?

 

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Como retirar a pele ao tomate

Confesso que adoro blogs de culinária. Aprendo imensa coisa e já serviram de fonte de inspiração para muitas refeições. Para além disso, há sempre imensos truques, coisas tão simples que facilitam, e muito, todo o processo.

 

Modéstia á parte, adoro fazer sopas e sobremesas, acho que ficam sempre bem. Agora quanto ao resto, é sempre complicado decidir o que vou fazer, especialmente quando envolve tomate maduro. Digam-me, sou só eu que tenho uma dificuldade enorme em retirar a pele ao mesmo?

Começo a retirar a pele, ele começa a escorregar para todo o lado. Agarro-o melhor, de tal forma, que faço dois buraquinhos e ele continua a querer fugir para todo o lado. Tenho de lhe tirar a pele logo sobre a panela que vou utilizar, pois a quantidade de molho que escorre é de tal forma que geralmente chego ao fim sem nada na mão.

 

Meninas e meninos que estão habituados a lidar com tomate, como é que lhe tiram a pele de uma forma célere e sem sujar tudo em redor? Digam-me que não sou a única com esta dificuldade…

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Parasita da Sociedade

Se nas grandes cidades e com as devidas condições de isolamento nas casas, eu já sentia algum frio, este fim de semana no campo pensei que fosse congelar. O vento da serra estava gelado, as casas não conservam a temperatura convenientemente e à noite.. Ui, a noite!… As noites são geladas, fazendo com que de manhã se esteja melhor fora de casa do que no seu interior.

 

A única solução é mesmo acender a lareira, adotar uma postura de hibernação e permanecer muito quieta em frente à mesma! Qualquer movimento, por ínfimo que seja, pode ser sinal de uma grande corrente de ar gelada.

 

Contudo, sábado esteve um bonito dia de sol e tínhamos de aproveitar para dar um jeito ao terreno. Cada vez que colocava o nariz de fora, voltava a correr para cima da lareira.

 

Os meus pais espreitavam à janela, eu via as sombras deles e colava-me à parede, eles não me viam, davam meia volta e iam embora. A dada altura aparecem em duas janelas. Eu não vou de modas e atiro-me em voo picado para cima do tapete. Consegui escapar a mais uma investida. Fiquei estendida no chão, escondida das janelas, coberta pelos sofás e longe da vista de olhares alheios durante uma boa meia hora.

 

Eu queria, eu queria mesmo sair de casa, mas a preguiça estava a ser mais forte do que eu, aquele frio invadia o meu corpo e fazia com que ficasse mumificada.

 

Este sábado fui realmente uma parasita da sociedade! (Por meia hora, depois disso, toca a trabalhar).

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