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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

É segunda-feira!

Aquele dia da semana em que acordas, desligas o despertador, pensas que ainda estás a sonhar que é domingo, a cama está a saber-te tão bem, parece que os lençóis estão mais suaves que nunca..

 

Apercebes-te que afinal tudo não passa de um sonho, corres para a casa de banho, tentas despachar-te ao máximo, tropeças nas calças do pijama e só não dás um trambolhão porque te enfias completamente dentro do lavatório. Felizmente a torneira continuou fechada..

 

Sim.. podia ter sido bem pior! Boa segunda.feira para todos.

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A arte de dormir

Felizmente tenho a capacidade de adormecer facilmente e ter noites tranquilas. Ontem não foi exceção. Adormeci ainda mal o M se tinha deitado, dormi profundamente até de manhã.

Sou sempre a primeira a levantar-me e passado 30 minutos levanta-se ele. Para não o acordar, não acendo nenhuma luz, saio lentamente do quarto, sem barulho e fecho a porta para a claridade não incomodar.

 

Ontem, passo várias vezes pela porta do quarto e ela continua bem fechada. Dou ali umas quantas voltas, mas preciso mesmo de ir buscar os acessórios que me faltam.

 

Abro a porta lentamente , olho para a cama e estava vazia! Vazia! Começo a resmungar para mim própria que ele saiu do quarto e deixou a porta fechada, estando já a atrasar-me.

 

Passado uns minutos aparece ao pé de mim:

 

Chic’ Ana: Então, mas tu fechaste a porta novamente? Pensava que estavas a dormir, estou farta de dar aqui voltinhas!

M: Mas.. tu não reparaste que eu não dormi aí?

Chic’ Ana: Não dormiste aqui? Então dormiste onde?

M: No escritório.

Chic’ Ana: Porquê?

M: Os vizinhos do prédio do lado estavam com mais uma festa de arromba. Música aos altos berros até às 2h30 da manhã.

Chic’ Ana: Não ouvi nada!

M: Pois, eu reparei. Não conseguia dormir e estava a ficar mal disposto, levantei-me e adormeci no sofá. A sério que não viste que eu não estava na cama? Nem quanto te levantaste?

 

Pois, não vi mesmo. Acordei, vesti-me, ajeitei a roupa da cama, pensando que o estava a tapar, não acendi qualquer luz, saí em pezinhos de lã e não ouvi nem vi qualquer barullho no escritório. Conclusão: Eu estou a dormir até colocar um pé na rua.

 

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Parasita da Sociedade

Se nas grandes cidades e com as devidas condições de isolamento nas casas, eu já sentia algum frio, este fim de semana no campo pensei que fosse congelar. O vento da serra estava gelado, as casas não conservam a temperatura convenientemente e à noite.. Ui, a noite!… As noites são geladas, fazendo com que de manhã se esteja melhor fora de casa do que no seu interior.

 

A única solução é mesmo acender a lareira, adotar uma postura de hibernação e permanecer muito quieta em frente à mesma! Qualquer movimento, por ínfimo que seja, pode ser sinal de uma grande corrente de ar gelada.

 

Contudo, sábado esteve um bonito dia de sol e tínhamos de aproveitar para dar um jeito ao terreno. Cada vez que colocava o nariz de fora, voltava a correr para cima da lareira.

 

Os meus pais espreitavam à janela, eu via as sombras deles e colava-me à parede, eles não me viam, davam meia volta e iam embora. A dada altura aparecem em duas janelas. Eu não vou de modas e atiro-me em voo picado para cima do tapete. Consegui escapar a mais uma investida. Fiquei estendida no chão, escondida das janelas, coberta pelos sofás e longe da vista de olhares alheios durante uma boa meia hora.

 

Eu queria, eu queria mesmo sair de casa, mas a preguiça estava a ser mais forte do que eu, aquele frio invadia o meu corpo e fazia com que ficasse mumificada.

 

Este sábado fui realmente uma parasita da sociedade! (Por meia hora, depois disso, toca a trabalhar).

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O meio da semana!

O meio da semana costuma ser um dos dias mais produtivos. Analisemos o meu começo da manhã e digam lá que o dia de hoje não promete:

 

Há uns dias que não consigo colocar o relógio preto no pulso – o sono geralmente é tanto que nunca consigo colocar a peça do fecho no sítio correcto.

Hoje, após um esforço magnânimo, cerca de 10 segundos, consegui.

 

Sentada já à frente do computador, percebo que o relógio não se encontra com a hora certa e trato de proceder à sua alteração (eu puxo o botão para não gastar a pilha quando não o utilizo), mas o botão estranhamente está no lado oposto.

Faço um esforço para o acertar, que isto do botão não estar no sítio devido é um bicho de sete cabeças.

Orgulhosa e já com o relógio impecável vou tirar uma dúvida com um colega meu que tem o desplante de me dizer que tenho o relógio ao contrário!

 

Se até à data tinha dificuldade em colocar o relógio, agora a minha dificuldade é mesmo retirar o relógio do pulso, o fecho está ao contrário. Acham que parece muito mal pedir ajuda para o trocar ou fico o dia todo com o relógio ao contrário e aguardo até chegar a casa?

 

Algo me diz que o meu anjinho da guarda hoje vai ser chamado ao serviço...

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Um treino complicado

No treino de ontem pediram-nos para trazer uma garrafa de água. Ora, pensei eu, que bela ideia, assim escuso de ir beber água ao edifício e tenho logo aqui tudo à mão. Era à nossa escolha: uma garrafa de 0.33, 0.5, 1 ou 1,5L. Eu toda contente trouxe logo a maior, afinal, com tanto esforço a hidratação é algo a ter em conta.

 

Todos satisfeitos com as garrafinhas na mão, de sorrisos no rosto, até que estes desaparecem num ápice – A água não é para consumo, mas sim para fazer de peso. Agora pergunto: Porquê?! Porque carga de água é que eu tinha de escolher a maior garrafa e de a encher até cima, até não caber nem mais uma gota?!

 

Bem que me tentei livrar de metade da água, mas sem qualquer sucesso, é que nem sequer um simples alfinete havia à mão. Toca de correr com 1,5Kg para trás e para a frente.

 

Quem é que vai para um treino e não leva algo tão fundamental como um alfinete?!

 

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Férias: o antes e o depois

Estamos em época de férias, as pessoas vão e vêm para destinos paradisíacos. E eu não sei se é melhor irem ou ficarem! (atenção que estou a falar da realidade que se vive nestes dias no meu local de trabalho)

 

Ao irem de férias:

  • O trabalho duplica, temos de fazer não só o nosso trabalho, como o trabalho dos outros;
  • Temos de os ouvir semanas antes a vangloriar-se que serão os primeiros a ir de férias;
  • Temos de ouvir a lista infindável de sítios maravilhosos pelos quais vão passar;
  • Temos de ouvir  que têm familiares que trabalham em companhias aéreas ou em hotéis de luxo e que lhes fazem um favor ao usufruir de tais mordomias…

 

Ao regressarem de férias:

  • Finalmente o tão esperado regresso – o trabalho vai diminuir – ou então não;
  • Regressam cansados das férias e têm obrigatoriamente de tomar café quando chegam, a meio da manhã, ao final da manhã, têm de ir ao ginásio à hora de almoço e depois recomeçam o ritual dos cafés e lanches;
  • Temos de ouvir justificações como o fuso horário e observações “estás tão branquinha!”;
  • Temos de ver as centenas de fotos que os acompanham para todo o lado;
  • Temos de os ver a passear com um bronzeado de fazer inveja..

 

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Estás a precisar de férias quando...

Este fim de semana comprei uns crocantes de peixe para fazer no forno. Ora, quando abri a embalagem, aquilo pareceu-me uma coisa muito estranha: estava um pedaço de pedra mármore, de 2 cm de altura e depois uma mistura por cima com mais 2cm de altura.

Tiro aquilo da embalagem, farto-me de olhar para aquela coisa esquisita, bato na pedra, dou voltas com aquilo. Leio as instruções: “Deverá posicionar o peixe no centro do forno”. Ok, não diz para utilizar nenhum recipiente, devem ter inventado esta pedra para cozinhar de uma forma gourmet. (nisto arrumo o recipiente)

 

Ligo o forno e deixo-o a aquecer.

 

Chic’ Ana: Já viste isto? (ainda às voltas com o peixe) Parece mesmo pedra mármore.. Já não é preciso mais nada, é só colocar no forno. Que coisa inteligente.

M:  Eles devem ter prensado o peixe e por isso ficou dessa altura. (e sai da cozinha)

 

O forno ficou pronto, vou buscar o peixe para o colocar lá dentro. Ao pegar no peixe, vejo que este está a ficar colado à pedra do balcão e que não quer sair… Faço força e lá o consigo descolar, mas a pedra mármore estava a ficar mole.. O quê? A pedra está a ficar mole? Dou mais umas quantas voltas e vejo que a pedra, afinal não é pedra, mas sim o peixe.

 

Chic’ Ana: Somos mesmo tontos, então aquilo não é pedra nenhuma, é o peixe!

M: (A olhar para mim com incredulidade) Então mas eu disse-te que era o peixe prensado.

Chic’ Ana: E eu pensei que estavas a falar por cima da pedra, aquela mistura estranha, daí ter aquela altura!

M: Ana, tu já viste a despesa que era enviarem pedra mármore nessas embalagens de congelados..? E o peso que isso teria a mais?

Chic’ Ana: Tu sabias e não me disseste nada!!

M: Eu pensava que tinhas percebido!

 

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Isto do ser Fit

Hoje não há corrida para ninguém.

Hoje estou de mau humor.

Hoje estou com dores.

Hoje não quero ser fit.

 

Porquê? Porque ontem tive a brilhante ideia de ir correr! Ontem, um dia de sol maravilhoso, temperatura amena (após as 19h), não havia muito vento, os passarinhos cantavam, as borboletas e os patos dividiam o espaço aéreo, um cenário fantástico ao redor de um lago. No meio deste cenário, aparece uma Ana a correr ou a saltitar ou a fazer qualquer coisa estranha com o corpo. De tal forma estranha, que conseguiu enfiar um dos pés numa sarjeta.

 

Quem??! Quem é que retirou a tampa da sarjeta? Nem sequer estava a chover para escoar a água… 

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É isto, hoje não me mexo nem que me persigam (também não consigo, mas consigo protestar!)

Ténis

Ah, bom tempo, passarinhos a cantar, e o que faço eu nestes maravilhosos dias de sol? Sempre que tenho tempo adoro jogar ténis. E jogo bastante bem, nos primeiros 5 minutos: corro de um lado para o outro, vou à frente, vou atrás, por vezes até acerto na bola, e não me canso.. até que.. é tal e qual a imagem...

 

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A raquete vai ficando mais pesada a cada segundo que passa, tanto, que chega a um ponto em que eu não a consigo levantar.

Quando já não aguento com um braço, troco para o outro, mas é igualmente mau.

Já sabia que a força de braços realmente não era o meu forte, mas estou assim tão mal?!

 

O que me aconselham vocês? Já faço natação, sendo que o meu motor são e sempre foram as pernas, mas os braços também deveriam funcionar..

Vizinhos barulhentos

Sábado à noite deitei-me na minha caminha fofinha, qual nuvem branquinha e acolhedora, suspirei de prazer e… “tum, tum, tum” música em altos berros do prédio contíguo.

Viro-me e reviro na almofada, coloco esta sobre a cabeça e nada, as vibrações eram de tal forma que já estava a começar a ficar com dor de cabeça! Um dia aguenta-se, dois suportam-se, todas as noites, não há paciência que resista..

 

Levantei-me da cama. Vesti roupa preta, qual ninja e toca de ir para o meio da rua espreitar para ver se conseguia identificar a fonte deste ruído gratuito. Subo e desço a rua, estores sempre fechados, nada de suspeito. Volto para casa, a música acalma, e consigo dormir.

 

Domingo de manhã, a sonhar com passarinhos, que de repente se transformam em pássaros que em vez do piu piu e do cantar tradicional, entoam sons de hip hop cada vez mais intensos. Desperto, e eis que lá está a música. Visto-me rapidamente e toca de ir direita ao prédio do lado. 

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Toco para uns quantos andares, solicito para falar com a administração do mesmo e sou informada que esta se efetua através de empresa, e portanto, fisicamente não se encontra em qualquer fração. Explico a situação e indico que gostava de entrar para identificar a fonte do ruído. Vou subindo e voilá, mesmo em cheio, é a casa colada à minha!! É preciso ter sorte…

 

Toco à campainha e nada, toco novamente, bato à porta de forma mais enérgica e a música diminui de volume, toco e nada.. estou 15 minutos ali plantada e ninguém se digna a abrir-me a porta. Bem sei que estava enfurecida, mas não sou assim tão assustadora!

 

Volto para casa e há descanso o resto do dia, a música pára.. de madrugada regressa novamente…

 

Digam-me, o que posso fazer? Queixar-me à polícia e esperar por represálias, pois o excelentíssimo já viu a minha cara de furibunda e ele não me parece ser flor que se cheire…?

 

Depositar-lhe umas quantas pulgas por baixo da porta para que tenha um ataque de comichão? O que faço? É que estou a ficar cada vez mais maluquinha, e eu acho que já tenho a minha dose!!