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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

As vespas!

Este fim de semana foi rico em peripécias com vespas…

 

Sábado da parte da tarde, estava a ajudar o M a cortar umas sebes (ajudar = fazer de contrapeso no escadote, dizem que agora estou mesmo no ponto para não deixar que o escadote vire), quando a dada altura vem uma vespa na minha direção, plana um pouco em frente à minha cara e decide pousar mesmo na minha mão. Controlo-me para não começar aos pinotes (porque o escadote podia virar) e calmamente chamo a atenção para o que estava a acontecer. A vespa passeava para cima e para baixo e nada de sair… às tantas decide voar, suspirei de alívio e só oiço um “Au, bolas!!”. A vespa foi contra o meu pai, e não foi de modas, uma ferradela no braço dele.

 

Domingo, já prontos para arrancar, carrinha carregada, abro os vidros, com a deslocação do ar, outra vespa para dentro do carro. Para onde? Mesmo no centro da minha testa! Grito para o M que não teria tanta sorte como no dia anterior e que ainda por cima era em cheio na testa.. Ele acelerou e com o vento que se formou, a vespa desapareceu.. Procurámos por todo o lado, nada de vespa, toca de seguir viagem descansada.. Descansada até ter comichão na perna e reparar que a vespa se andava a passear pelas minhas calças, para cima, para baixo. O M pára o carro de emergência (felizmente estávamos num local onde podíamos parar), abro a porta devagar.. coloco a perna de fora e lá vai a mesma, a voar toda contente!

 

Questão: Será que por estar grávida, atraio as vespas!? Dois episódios num fim de semana é obra!

Se fossem abelhas ainda podia ser um elogio, podia ter o aroma das mais belas flores, mas vespas!?!?

 

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Coelhos fofinhos... como os afugentar?

Ontem cheguei ao trabalho e contei uma grande novidade aos meus colegas: Tinha coelhinhos no terreno. Coelhos branquinhos, simpáticos e saltitantes... Uma mãe (coelha grande) e 3 crias (mais pequeninos).

 

Colega: Oh, deve ser tão fofinho observar os coelhos!

Chic' Ana: Eles são terríveis.

Colega: Lá estás tu com o teu mau feitio, adoro ver os coelhinhos a saltitar nos terrenos, em liberdade, ao sabor do vento...

Chic' Ana: Eu também, concordo com tudo isso, desde que... Não seja no meu terreno.

Colega: Que mania a tua, que mal podem fazer essas criaturas fofinhas com um pompom no rabiosque?

Chic' Ana: Queres ver umas imagens?

 

Isto eram cebolas, acabadas de plantar... O que fazem suas excelências? Com as patinhas da frente, escavam, escavam, escavam, desenterram o coitado do cebolo, não o comem, e passam ao seguinte! Foi o entretenimento deles durante uma noite inteira.. 3 fileiras!

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Ao invés de ter uma plantação bonita e frondosa, tenho uma plantação de... garrafões! Para ver se protegem as culturas. (Foi tirada ao longe, daí a fraca qualidade, e sim, eles também andam a investigar que nova planta é aquela que os impede de chegar à parte docinha).

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Os morangos? Temos de lutar com os coelhos.. e eles chegam sempre primeiro!!! Couves e alfaces? Todas roídas.. eu tenho um hotel de luxo para coelhos, com tudo o que há de bom e do melhor. Nós temos o trabalho e eles colhem o mesmo!

 

Agora a sério, alguém sabe como os afugentar, mas sem os magoar?

Perigo no campo

No sábado, estive de volta de alhos e cebolas, era tanta a erva em redor dos mesmos que o difícil era identificar o que era bom e o que era mau. Arranca erva de um lado, arranca erva do outro, ora à mão, ora com a enxada, bem.. aquilo parecia um matagal. Finalizada a tarefa, após umas belas horas, era tempo de arrumar e limpar o material.

Temos um anexo onde colocamos todas as ferramentas agrícolas, sendo que muitas delas estão penduradas na parede e eu tenho um jeito especial para as arrumar.

 

Com especial quero mesmo dizer que volta e meia lá vem parar qualquer coisa ao chão.

 

No dia seguinte…

 

Mãe: Ai Ana, nem sabes o que me aconteceu. Então não é que estava a arrumar umas coisas no anexo quando me cai uma enxada da parede?

Chic’ Ana: A sério? Tens de ter cuidado!

Mãe: Olha, acertou-me e rebentou-me logo o lábio, era tanto sangue que eu só pensava que me tinha saltado um dente.

(após uma pausa em que olho para os lábios dela para avaliar a situação..)

 

Chic’ Ana: Mas porque é que tu só fazes coisas dessas quando eu não estou cá para ver?

Mãe 

Chic’ Ana: Já te tinha dito várias vezes para deixares essas gracinhas para quando eu puder assistir, além do mais, não percebo.. Como é que a enxada te acertou logo na boca? Então tu tens o nariz que devia amparar a queda..

 

Não acham que eu tenho razão? A asneira vai acontecer à mesma, o mínimo é que consiga assistir, pelo menos para compreender como é que a enxada consegue acertar na boca em primeiro lugar.. então o nariz não está mais saliente? Coisa estranha..

 

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Acho que não andas a colaborar a 100% com a natureza, mãe!  

Do Fim de Semana

Esteve um tempo extraordinário, eu então parecia uma criança no meio das flores, no meios dos novos bichinhos que estão a nascer. E as árvores? Já viram a sua beleza? Todas floridas...

 

Pois é, a Primavera só chega a 21 de Março, mas este fim de semana andou lá bem pertinho! E com ele o que chegaram também? As minhas alergias ao pólen, às plantas e a tudo o que mexe (basicamente).

Olá dias inteiros a espirrar, olá dias inteiros a chorar, olá vermelhidão, mas por outro lado... Olá passeios ao ar livre, olá dias maiores e solarengos, olá gelados, olá gelados, olá gelados (ok, tenho de passar à frente), olá convívios nas esplanadas e noites dentro, olá férias da Páscoa, olá roupa mais leve e descontraída.

 

Estou definitivamente pronta para receber a Primavera! (já compraram anti-hístaminicos? Eu já!)

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E a vencedora do Passatempo Novex foi a Marta Santos, mesmo ao cair do pano. Muitos parabéns!

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Esta semana quem dá coisas é a Ana, ora espreitem lá este belo passatempo!

Parasita da Sociedade

Se nas grandes cidades e com as devidas condições de isolamento nas casas, eu já sentia algum frio, este fim de semana no campo pensei que fosse congelar. O vento da serra estava gelado, as casas não conservam a temperatura convenientemente e à noite.. Ui, a noite!… As noites são geladas, fazendo com que de manhã se esteja melhor fora de casa do que no seu interior.

 

A única solução é mesmo acender a lareira, adotar uma postura de hibernação e permanecer muito quieta em frente à mesma! Qualquer movimento, por ínfimo que seja, pode ser sinal de uma grande corrente de ar gelada.

 

Contudo, sábado esteve um bonito dia de sol e tínhamos de aproveitar para dar um jeito ao terreno. Cada vez que colocava o nariz de fora, voltava a correr para cima da lareira.

 

Os meus pais espreitavam à janela, eu via as sombras deles e colava-me à parede, eles não me viam, davam meia volta e iam embora. A dada altura aparecem em duas janelas. Eu não vou de modas e atiro-me em voo picado para cima do tapete. Consegui escapar a mais uma investida. Fiquei estendida no chão, escondida das janelas, coberta pelos sofás e longe da vista de olhares alheios durante uma boa meia hora.

 

Eu queria, eu queria mesmo sair de casa, mas a preguiça estava a ser mais forte do que eu, aquele frio invadia o meu corpo e fazia com que ficasse mumificada.

 

Este sábado fui realmente uma parasita da sociedade! (Por meia hora, depois disso, toca a trabalhar).

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Um porquinho bem limpinho

Eu sempre adorei animais e sou como os espanhóis nesta matéria, eu vejo com as mãos. Desde um bode, a um cavalo, a uma vaca, eu tenho de tocar e de lhes fazer umas festinhas.

 

Em visita à quinta pedagógica, com inúmeros animais, entre todas as possibilidades, eu tinha de me apaixonar por um porquinho. Era um porquinho  pequeno, todo pretinho, com um pelo ralo, limpinho e reluzente. Ele aproximou-se da vedação, e como esta era baixinha, inclinei-me e toca de fazer festas, de abraçar o porquinho, de lhe dar a comida que eles lá tinham.. de facto só me faltou saltar lá para dentro e rebolar com o mesmo na palha.

Às tantas, já toda a gente tinha dado a volta à quinta e era hora de ir embora. Com muita pena lá me afastei do porquinho, e reparei que a minha mãe olhava meio de lado para mim.

 

Chic’ Ana: Vocês viram o porquinho? Era mesmo bonito, não era? Tão fofinho.. e estava tão limpinho… 

Mãe: Ana, tu tens noção que o porquinho era cor de rosa, certo?

Chic’ Ana: Não era nada, era todo pretinho…

 

Nisto, olho para trás e vejo o porquinho, tão limpinho e asseado, a rebolar em cima dos excrementos. Pois, a cor estava explicada!

 

Chic’ Ana: Desinfetar a mão, desinfetar a mão...

 

Escusado será dizer que ainda hoje gozam comigo por causa deste episódio!

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Já viram a minha entrevista no cantinho da Marta? Venham daí

Os segredos do Campo

Eu sou uma menina da cidade, sempre vivi em grandes cidades e a primeira noite fora de apartamentos e no meio rural foi há precisamente 6 anos.

 

O dia decorreu às mil maravilhas: tudo era novidade. O campo com as suas cores, com os seus cheiros, a natureza em estado puro, os diversos animais que só tinha visto no jardim zoológico, em revistas, na televisão e outros, que ainda hoje estou para saber que espécie são. O entusiasmo era vibrante, mas nada me tinha preparado para a primeira noite no campo.

 

Quem tem casas de campo, mais antigas, sem grandes isolamentos vai ler o resto do texto e identificar-se de imediato.  Quem nunca esteve numa casa assim, mas um dia vai estar, fica o alerta.

 

Com o cair da noite, em Dezembro, chegaram os ventos frios das serras. A chuva fazia-se sentir e sabia bem o conforto de estar no interior da habitação.

Por volta das 23h, deitei-me (quando a instabilidade meteorológica é grande, a eletricidade falha quase sempre), e o silêncio conhecido era sepulcral: não havia carros, aviões, comboios, pessoas a gritar na rua, nenhum movimento.

O som do vento era amplificado de tal forma que só me apetecia agarrar a cama com medo que esta voasse. O som da chuva a bater na janela do sótão era tão audível que parecia que estavam a atirar pedras à mesma. Os ramos batiam no telhado e parecia que estava alguém à porta a forçar a fechadura. Com os sentidos em alerta máximo, comecei a ouvir passos cada vez mais próximos. Sentei-me na cama e apurei a audição, o som chegava do telhado, eram os passarinhos que por entre telhas se tentavam abrigar. De seguida outro som, um raf-raf constante, dos bichinhos da madeira que insistiam em banquetear-se, os cães ladravam e ouviam-se outros animais. Todos os sons somados faziam uma orquestra tal, que fizeram com que eu começasse a dormir com o raiar do sol.

O meu comportamento nessa noite, foi igual à imagem que se encontra abaixo.

 

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Sim, a primeira noite foi assustadora, mas é um som ao qual nos habituamos num ápice, e nos dias de hoje, é uma sinfonia que eu anseio ouvir cada vez, que me embala e me faz dormir muito melhor. Trocava todos os sons da cidade por estes sons da natureza.

 

Quem é que já passou por uma experiência semelhante?

 

 

Ai... a Lareira

Este fim de semana foi altura de utilizarmos o recuperador de calor da sala. O frio já se fazia sentir e adoramos ficar todos a ver o lume e a conversar ao redor das labaredas.

Eu e a minha irmã temos a mania de quase nos enfiarmos dentro do mesmo, adoramos ficar deitadas no tapete em frente a ver televisão, a ler, a jogar jogos de tabuleiro, enfim. Qualquer desculpa é boa para invadirmos aquele espacinho.

 

Ora bem, estávamos as duas deitadas e o recuperador estava aceso à relativamente pouco tempo, portanto, para aquecer os pés de que me lembrei? Fui colocando os pés na pedra, subindo, até que acertei no vidro.

O vidro estava a ferver, de tal forma, que as pantufas começaram a deitar fumo. Tirei-as de imediato e, de facto reparei que elas colaram um pouquinho quando as tirei, mas nem liguei. Passado uns segundos o vidro estava a arder da parte de fora. Olho para a minha irmã..

Chic' Ana: Olha, olha, o vidro está a arder!

K: O vidro?! Ahhhh.. Ana, são as tuas pantufas que estão coladas ao vidro..

 

Olho para a parte de baixo das pantufas e estas haviam desaparecido. Só via um enorme buraco e os meus pés.. Mas como é que era possível? Estiveram somente uns segundos encostadas ao vidro!

 

Chic' Ana: E agora?!

K: Bom, só há uma solução.. MMMÃÃÃÃEEEEEEE!!! A Ana pegou fogo ao vidro do recuperador.

 

Lá vem a minha mãe a correr remediar a situação, olha para a minha irmã, olha para mim, abana a cabeça com incredulidade. Não consegue articular um discurso muito audível, mas lá pelo meio só repetia "não é possível, não é possível".

No final, e após estar tudo a salvo, sem queimaduras, foi uma risota... Mas até lá, transpirámos um pouquinho!

 

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Termina hoje o passatempo, já todos concorreram? Boa sorte!

O Sapo

Após a descoberta de que tínhamos um sapo no terreno, qual foi a primeira coisa que fizemos? Investigar as suas origens: Não fazemos a mínima ideia de onde veio, uma vez que não existem pontos de água em redor. Demos uma volta para procurar alguma abertura nos muros e nada, só podia ter entrado por uma parte de rede, que ainda fica muito longe de casa. (Até nos colocámos a olhar para o céu para ver se tinha vindo com alguma ave que o deixou cair por ali.)

 

Bom, não resolvemos o mistério e chegámos à conclusão de que se veio da rede e saltitou até à casa, que ainda é uma grande distância, devia estar à procura de água. Qual foi então a segunda coisa que fizemos? Pois claro, preparar um local que ficasse sempre húmido para se sentir em “casa”. Comprámos um programador para instalar na torneira, e de 2 em 2 dias, corre água por 10 minutos, para alimentar o charco particular do sapo e ir renovando o local (agora com as chuvas vai ficar desligado). Tem também uma telha onde se pode esconder, e um canteiro particular que ele adora, porque instalámos rega automática, fica atrás de uma árvore, sempre à sombra e fresquinho, tudo o que um sapo podia querer.

 

O que sabemos agora? Sabemos que se sentiu bem na casinha arcaica que lhe arranjámos, e, de vez em quando somos brindados com a sua presença - daí ter-me lembrado de como nos tínhamos conhecido.

 

Agora estou preocupada com outra coisa: será que o sapo tem de fazer dieta? Parece-me que está a ser muito bem alimentado, e não, não pensem que ando a apanhar moscas para ele ou comida própria. Desde cedo demonstrou que se safa muito bem sozinho. Será que tenho de lhe comprar uma rodinha de hamster para fazer exercício?

 

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Precisa de um ligeiro empurrão para andar um pouquinho, apreciem: sapo.mp4

 

 

Os animais que aparecem lá por casa têm tendência a ficar. Felizmente não são muito dispendiosos e fazem as nossas delicias!

Um acordar diferente

Por vezes vejo em alguns blogs, em revistas e até mesmo no Sapo, artigos sobre como acordar de forma calma, tranquila, sem pressas.. Pois, tudo o que sabemos em teoria, esqueçam para este meu post.

 

Este episódio ocorreu há aproximadamente 4 anos, em que eu e a minha irmã dividíamos o quarto no sótão da casa. As duas queríamos ficar com a melhor vista e para não termos discussões, duas camas e voilá, um quarto partilhado. Aos fins de semana gostávamos de dormir sempre até mais tarde, mas quem diz mais tarde, diz umas 9h30, no máximo 10h. Os meus pais sempre acordaram com as galinhas, por volta das 7h30, 8h, lá estavam eles a fazer barulho.

Acabámos por nos habituar ao barulho e conseguíamos dormir tranquilamente.

 

Certo dia, o meu pai começa a chamar-nos para ir ver um animal que ele tinha encontrado. Nada de diferente, ele quando encontra animais, anda sempre com eles ao colo, independentemente do que sejam. E nós, olhámos uma para a outra e toca a virar-nos para o outro lado e continuar na cama.

Mas ele continuava a insistir, e que ia lá acima se não nos levantássemos.. E assim foi.

 

Ele começa a subir as escadas e dirige-se para as camas, a minha irmã ao avistar o que ele trazia na mão, salta num ápice e vai encostar-se a uma das paredes, acho que nunca se levantou tão rápido.

Ok, já tinha tirado uma da cama, faltava eu. Ora, eu armada em esperta pensei Seja o que for ele não me vai colocar na cama!

 

Nunca estive tão enganada, ele coloca um animal que se começa a mexer e a dar saltos mesmo ao pé da minha cabeça. Eu abro um olho, sinto algo viscoso na cara, abro o outro e vejo um sapo a olhar para mim.. Um sapo!

Foi amor à primeira vista.. Adorei o sapinho que fiou quietinho na cama ao pé de mim, depois saltitou para os pés da cama e o meu pai toca de pegar nele e levá-lo para baixo, frustrado por não me ter levantado da cama.

 

Passados 5 minutos, não me contive mais e desato numa correria para ver onde andava o sapinho e lá estava ele no terreno, todo contente a saltitar. Espetacular!

 

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Amanhã irão perceber o porquê de me ter recordado deste episódio hoje!

Entretanto, não se esqueçam que o passatempo continua ativo e é já uma excelente prenda para o Natal!