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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

O estranho caso do casaco

O M tem um casaco de andar por casa que é super quentinho. Fica-me grande, mas é extremamente confortável, quente e aconchegante. Eu tenho casacos, tenho robes, tenho pijamas fofinhos, mas nenhum desempenha tão bem a função como aquele casaco! Para além de que as mangas fazem também de luva quando quero pegar numa panela quente, portanto, acaba por ser o 2 em 1 perfeito.

 

Só tenho autorização para o utilizar quando o dono tem calor e não o tem vestido, portanto, cada vez que ele tem o casaco no roupeiro ou sobre alguma peça de mobília, lá vou eu toda contente vestir o mesmo. (até porque a divisão atual não me parece justa: então ele fica com o casaco no inverno e eu no verão? No verão preciso é de uma ventoinha).

 

Agora vem então o verdadeiro problema: Cada vez que visto o casaco tenho de desaparecer! Se ele não me vir, nem se lembra do mesmo, portanto não tem frio, pode estar confortavelmente de t-shirt como se estivesse em pleno Verão. Se por acaso entro no campo de visão dele com o casaco vestido, dá-lhe um frio instantâneo que me faz despir o mesmo para o vestir!

 

Acham que se o tingir de cor de rosa, ele me deixa ficar com ele?! E não me apresentem a sugestão de comprar um igual, pois quando vamos ás compras, não conseguimos comprar roupa para nós dois tamanhos acima, nem com mangas daquele comprimento. Só mesmo na secção masculina e tendo a feminina ao nosso dispor, o casaco torna-se secundário.

 

Sou só eu que passo por isto, ou há mais gente com o mesmo dilema?

Vocês, homens, também podem responder: qual a razão para este comportamento?

 

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Preços Passagem de Ano

Este fim de semana andei a pesquisar locais onde pudesse eventualmente passar a noite da passagem do ano. Uma coisa vos garanto, acho que estou a ver números com uma casa a mais do que é normal!

 

Encontrei um local que ficava mais ou menos em conta: quarto para dois, ceia, animação e mais uns extras desde 129€. E a palavra mágica aqui é mesmo desde.

Esta simples palavra, aparentemente inofensiva, fez com que eu fosse de um pensamento de requinte e glamour, para um pensamento semelhante ao de um enforcado. Ora vejam: os 129€ para já seriam por pessoa, portanto, só aqui estaria a multiplicar por dois, 258€.

A ceia é considerada um suplemento especial e, portanto, é cobrada à parte, a módica quantia de 60€ por pessoa, mais 120€, e já estamos com 378€.

Por curiosidade continuei a pesquisar, e este quarto deve ser numa cave escura e com ar rarefeito, pois se eu quiser um com varanda e vista mar, tem um custo extra de 100€. Se eu quiser estacionar a minha viatura tenho mais uma taxa de 20€, e, finalmente, se quiser aceder à animação – DJ, tem um custo de 45€ por pessoa.

 

Somando, preciso de 588€ para dormir, comer e ouvir música! Acho que vou alugar uma tenda, ligar o rádio e assistir ao fogo de artificio num qualquer areal deste país.

 

Como, como é que os hotéis estão cheios? Não percebo. Conhecem alguma oportunidade na zona centro do país?

 

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Uma história assustadora - A banheira

Na noite seguinte ao mistério do gatinho, os nossos pais mostraram-se reticentes em nos deixar na vivenda (mais que compreensível), portanto, ficámos no nosso apartamento de férias alugado, no 3º andar, onde os gatos não chegavam. Desta vez ficámos as 3.

Como eu não tinha muitos jogos, ligámos a televisão e estava a dar uma série do género dos “Arrepios”. Estávamos as 3 aconchegadas no sofá, nenhuma quis dar parte de fraca e continuámos a assistir, embora o medo fosse crescendo..

 

Às tantas começaram a vir uns barulhos estranhos da casa de banho, uma espécie de assobio. Nós encolhemo-nos e apelámos ao nosso lado racional. Ficámos em silêncio mais uns tempos, até que há uma embalagem que cai na banheira e faz um estrondo enorme.

Ok, já não era imaginação nenhuma, levantámos-nos, fomos espreitar para dentro da casa de banho e a cortina da banheira encontrava-se a abanar, suavemente, tal e qual uma respiração. Corremos para a cozinha, começámos a pensar que estávamos tramadas, que desta vez é que era, e pegámos em armas de defesa. Havia um rolo da massa, várias facas e, armadas como podíamos, voltámos à casa de banho.

 

A cortina continuava a abanar e uma delas não foi de meias medidas, toca de esquartejar a cortina. Não acertou em nada! Começámos a atacar a cortina desenfreadamente, até que esta ficou em farripas. Desistimos desta tarefa e pensámos que se lá estivesse alguém, devia estar encolhido no fundo da banheira, ou que já estava morto. Já estávamos a ver a vida a preto e branco, por detrás de umas grades, portanto o medo de sermos assaltadas, passou a medo de ter magoado alguém.

 

Abrimos a cortina a tremelicar, e a banheira estava vazia.. completamente vazia. Mas como é que a cortina abanava? Simples, estava uma janelinha aberta a fazer corrente de ar.. Como nenhuma de nós tinha janelas na casa de banho, nem nos passou pela cabeça tal cenário.

 

Rapidamente o medo do assalto, o medo de ter magoado alguém, foi substituído pelo medo de ver os nossos pais e de lhes explicarmos como é que tínhamos deixado a cortina da casa de banho em farripas. Ainda por cima de um apartamento alugado (Este último medo ainda foi mais agressivo que os outros).

 

Escusado será dizer que não ficámos mais sozinhas em casa o resto das férias, que tivemos de ir comprar uma nova cortina, e só não ficámos de castigo, porque depois da nossa explicação e da incredulidade, se desmancharam a rir…

 

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Uma história assustadora - Um vulto no escuro

Ontem, feriado, foi dia também de recordar algumas histórias, e, como estávamos numa de conversar sobre fantasmas e coisas horripilantes, veio à baila um dos episódios mais divertidos e assustador de que tenho memória. Sendo assim, hoje e amanhã poderão contar com dois textos recheados de mistério.

 

Ora, o título deste post também poderia ser - "Porque não deve deixar as crianças sozinhas" - Já não éramos bem crianças, mas isso agora não interessa nada!

 

Quando tinha cerca de 11 anos, passávamos férias em Vilamoura, e nesse ano tive a companhia de 2 amigas: uma um ano mais nova, com 10 anos e a outra com 13 anos. Numa bela noite, os nossos pais foram beber café e dar um passeio, como não nos apetecia ir, fiquei na vivenda deles com a mais velha.

O tempo passava e nós muito entretidas com um jogo, quando de repente avistámos um vulto que se deslocava calmamente pelo terraço da vivenda. Ficámos logo em estado de alerta e vimos que as grades, tanto da varanda como da janela, se encontravam abertas.

Duas miúdas em casa, sozinhas, sem telemóveis, nem telefone fixo - era casa de férias portanto, não tínhamos como chamar ajuda. Estávamos cada vez mais assustadas e o vulto cada vez se aproximava mais das janelas, até que se sentou, de costas, e ali ficou durante instantes que nos pareceram uma eternidade.

Nós, já em pânico, decidimos que a melhor opção era mesmo sair de casa, a porta ficava no extremo oposto ao vulto, ele nem se apercebia do movimento. Fechámos tudo a 7 chaves (onde conseguíamos, e não tocando nas luzes), e fugimos rapidamente para o bar da piscina. Ok, havia imenso movimento, só tínhamos de esperar que os pais chegassem.

 

Sentámos-nos calmamente numa das mesas, até que a minha amiga se lembra que tínhamos deixado o cágado para trás. Ela adorava o animal e estava em tal estado de preocupação que decidimos regressar a casa para ir buscar o cágado, não fosse o ladrão levá-lo.

Regressámos, meias a tremelicar, abrimos a porta devagar, espreitámos pelas janelas e lá continuava o vulto sentado. Rastejámos pelo chão à procura do cágado, encontrámo-lo e toca de fugir novamente.

No instante em que colocámos os pés fora de casa, estavam os nossos pais a chegar. Corremos para eles, explicámos a situação e dirigimos-nos em passo acelerado de volta à casa.

Chegados lá, fizemos imenso barulho, eles verificaram o vulto, confirmaram que se encontrava ali alguém sentado e combinaram dar a volta à casa para o surpreenderem. As mulheres ficaram todas de plantão à janela a observar o que ia suceder e prontas a intervir se fosse caso disso.

Assim que ele se apercebeu que vinha alguém, levantou-se num ápice, e foi nesse instante que ficámos incrédulos a olhar para o suposto ladrão. É que este ladrão não tinha duas pernas, mas sim 4 patas.

Tratava-se de um gato que encontrou ali o sítio perfeito para descansar. O candeeiro da rua, projetava a sombra de tal forma, que de costas, parecia claramente uma pessoa!

 

Este episódio ficou para a memória, mas o de amanhã ainda consegue ser pior, ou melhor, e reunir umas quantas facadas!

  

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Quanto aos vencedores do passatempo, foram escolhidos através de Random, e aqui estão eles:

1 - Caixa de Verniz: Moralez;

2 - Caixa de Chá: José Augusto;

3 - Capa para livros: Ana Afonso.

Muito obrigada a todos pela vossa participação, espero que gostem dos artigos. Eu já os vi presencialmente e estão um mimo!

Assaltante voador

Aqui há uns dias contei-vos que os ladrões estavam a ficar pouco eficientes. Pois bem, hoje tenho mais um episódio que vem comprovar esta teoria.

 

Ora, quando existem vésperas de feriados ou de fins-de-semana, é normal que as pessoas marquem jantares, convivam, estejam juntas até mais tarde, pois no dia seguinte podem descansar. O meu vizinho do primeiro andar, estava a dar uma festa, e, como o tempo estava quente, tinha as janelas abertas. Um amigo do alheio estava a passar e decidiu que era uma excelente oportunidade para entrar dentro de casa. Contudo não analisou bem a situação:

 

  • Era uma festa, com bastantes risos e movimento, o que daria a sensação que estavam bastantes pessoas juntas;
  • O dono da casa pertence, nada mais, nada menos, que aos comandos.

 

Só vos digo uma coisa, o amigo tão depressa entrou como saiu. Assim que colocou o pé no interior da casa, saiu a voar pela janela, valeu-lhe o primeiro andar ser relativamente baixo, porque senão as consequências poderiam ser graves. Nem sei se para o ladrão, se para o dono da casa que apenas se estava a defender, mas que com certeza seria processado por atentado à integridade física.

 

Uma sábia dica: Nem tudo o que está aberto, é um convite a entrar!

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Um assalto de improviso

A semana passada fiz um post sobre um assalto a uma garagem e este fim de semana tive de provocar um assalto à minha própria casa. Passo a explicar:

 

Sábado, tínhamos um grupo de amigos com quem íamos almoçar fora. Já estavam todos na rua, e eu com a minha mala no interior da casa. Ora, nem pensei em mais nada, entrei a correr dentro de casa, peguei na mala e fechei a porta, com as chaves colocadas no interior da mesma.

 

Mãe: Ana, as chaves?

Chic' Ana: Então tu não as tens?

Mãe: Ficaram lá dentro!

Chic' Ana: Então como é que vocês gritam por mim e não têm as chaves aqui na rua? Pensei que estivesse realmente tudo pronto!

 

Fartei-me de barafustar e refilar devido à clara incompetência deles.

A sorte?! O fecho da janela da cozinha tinha-se partido nessa manhã e portanto conseguimos entrar pela mesma e abrir a porta! Realmente há coincidências muito estranhas e esta foi mais uma delas, senão, só mesmo partindo os vidros para entrar em casa e ainda chegávamos mais atrasados ao restaurante.

 

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O vencedor do passatempo sai já, já de seguida! =)

 

 

Um assalto sem esperteza

O post de hoje reúne um misto de ingredientes: seriedade, comicidade, incredulidade. Já vão perceber o porquê.
 
Esta noite a garagem vizinha foi assaltada. Infelizmente é um episódio cada vez mais recorrente e já não podemos dizer que estamos seguros em lado algum.
Durante a noite tiveram mais que tempo para dar a volta à garagem, escolher a seu belo-prazer o que queriam levar e eis que a escolha recaiu sobre uma mota. 
Até aqui tudo bem, seria relativamente fácil de transportar, um item valioso que modificavam de forma célere e vendiam num piscar de olhos.
 
Ora, só que as criaturas ao invés de saírem pelo portão, ou mesmo pelas escadas comuns, com elevadores / escadas mais largas, não, quiseram sair pela saída mais estreita, cheia de esquinas. Qualquer pessoa normal teria visto que a mota não conseguia dar a volta nem sair por um espaço tão apertado, mas mesmo assim eles quiseram tentar!
 
Acabaram por riscar a mota e depois de tanto insistirem para a frente e para trás, ora dobra de um lado, ora dobra de outro, desistiram.
 
Poderiam ter levado outras motas, mais estreitas, outros objetos, como bicicletas, o que quer que houvesse na garagem, mas não, não levaram nada e deixaram para trás uma despesa avultada: a mota riscada e a porta danificada.
 
E na minha mente só está a figura de dois homens enfiados numa abertura estreita, quando tinham o portão mesmo ao lado. O que é que lhes passou pela cabeça?
 

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E hoje é o último dia do passatempo, já participaram?

Ladrão pouco convencional

Ontem contei-vos a história de como utilizar um macaquinho para encobrir uma viagem à Eurodisney. Uma das sugestões que me apresentaram, foi a de efetuar uma visita ao Jardim Zoológico para compensar este défice de atenção a que fui sujeita por parte do animal, o que me fez lembrar de um episódio antigo (obrigada pela recordação Little).

 

Quem já foi à Eurodisney sabe que um dos principais avisos é o de ter cuidado com os assaltos. Muitas vezes os ladrões são crianças, pequenas, que não levantam qualquer suspeita, e por isso mesmo, aconselham a ausência das típicas malas de senhora, e a utilização de mochilas voltadas para a frente. Pois bem, no Jardim Zoológico, apesar de em dimensões mais reduzidas, o cuidado a ter era similar.

Num belo dia, lá fomos nós ao jardim zoológico, devidamente equipados e eu quis estrear a minha mala cor-de-rosa novinha. Como era tão pequena, os meus pais achavam que ninguém me ia querer roubar a mala, pois os itens valiosos estavam na mochila.

 

Na minha malinha eu levava o que era precioso para mim: pão para alguns animais, amendoins para outros e bolachas para adoçar a boca. O passeio estava a correr ás mil maravilhas. Alimentei os patinhos e cheguei finalmente à zona dos macacos, retirei os amendoins e toca de atirar. Eles apanhavam-nos no ar e descascavam com uma rapidez impressionante. E eu cada vez me ia aproximando mais, às tantas, sinto um puxão no ombro… Quem é que me estaria a puxar? Pensei que eram os meus pais para me afastar mais das grades e nem sequer liguei. Mais um puxão e lá vai a minha mala.

Tinha-me roubado a mala!!!! A minha mala estava a fugir.. pelo ar!!!

 

Uma mala a fugir pelo ar? Às tantas as pessoas começam a gritar e a rir, pois o meu ladrão era pouco convencional. Tinha sido assaltada por um macaquinho, e ainda por cima dos mais pequeninos que corria grades fora com uma malinha cor-de-rosa.

 

Os meus pais ainda foram ter com os tratadores para tentar recuperar a mala, mas nada feito, não podiam entrar a qualquer altura nas jaulas, e só mais tarde a podiam reaver! Fui para casa tristonha, sem a minha mala favorita e sem as minhas bolachas. Vítima de um macaquinho guloso que levou uma mala repleta de guloseimas!

 

Portanto, meus senhores, quando se aproximarem da jaula dos macacos, pertences bem agarrados, pois todo o cuidado é pouco!

 

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Cada macaco no seu galho, e cada macaco com a sua mala! Não com a minha mala!! 

Ladrão de Chocolates da Árvore: Apanhado!

Ontem à tarde, estava a ler o post da M.J. relativamente ao seu ladrão de chocolates da árvore e lembrei-me precisamente que estava a ser atacada pelo mesmo problema! Coloquei uma série de sininhos de chocolate na árvore de Natal e eles estavam a desaparecer misteriosamente - e ainda não tinha sido eu, consegui controlar-me para tal.

 

 

Não fui de meias medidas, cheguei a casa, fui ao frasco do piri piri, abri cuidadosamente a prata de três chocolates (também não queria estragar todos os sininhos) e pincelei com um pouco desta picante iguaria. Esperei que secassem e depois voltei a embrulhar de tal forma que pareciam intactos. O mais difícil estava feito, agora era esperar para ver as reações.

 

Saí novamente de casa, para ir comprar a minha segunda prenda de Natal, e quando regressei já era noite cerrada. Jantei, fui para o sofá ver a minha série, e não sei o que me deu, apetecia-me um bocadinho de chocolate! Estendi a mão para a árvore, senti um olhar carregado de reprovação em cima, mas como era o meu primeiro chocolate, fiz-me de despercebida. Comecei a saborear e era mesmo bom, até que de repente, as lágrimas começam a brotar dos meus olhos, fico vermelha, vermelha, picava por todo o lado e fez-se luz: Oh não, tinha acertado logo num dos três sininhos com picante!!!

Corri para a cozinha, bebi litros de água e depois disfarcei que me tinha engasgado com o sininho de chocolate, pois ainda tenho duas hipóteses de ser bem sucedida.. Existem ainda dois sinos picantes na árvore! Só tenho de me manter afastada desta! O feitiço virou-se contra o feiticeiro!!

 

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Distrações mesmo a calhar..

Infelizmente quase todos nós já fomos vitimas de assalto, ou pelo menos de tentativa de assalto. Comigo não foi diferente.

 

Devido às paralisações constantes do metro, estava já mesmo em cima da hora para um exame na faculdade. Atravessei todo o jardim e a estrada em passo de corrida, e já via a faculdade ao longe quando fui interpelada por um rapaz na casa dos vinte e poucos anos, que eu pensei ser um colega meu (as turmas são enormes, ainda estávamos no inicio do ano e eu não decorei a cara de todos os meus colegas).

 

Suposto Ladrão: Bolas, que pressa! Vamos ver o que tens na mala, para começar preciso de todo o dinheiro que tiveres.

Chic’ Ana: Olá, tenho dinheiro, mas neste momento não tenho tempo. Posso emprestar-te dinheiro, mas só depois do exame.

 

E continuei a correr…

 

Suposto Ladrão: Espera aí. Não te safas assim tão facilmente.

Chic’ Ana: Olha, se queres mesmo, tens de correr porque eu não vou parar!

 

O rapaz ficou estático no meio da rua, a olhar para mim, e eu ainda refilei com ele porque também se estava a atrasar.

Fiz o exame descansada, até que no fim, parecia uma barata tonta à procura do dito rapaz para lhe emprestar o dinheiro. Tinha até comentado com vários colegas que ele parecia meio desesperado, quando eles começam a somar 2+2 e dizem-me que eu tinha dito a um dos ladrões que andavam a rondar a faculdade, que tinha dinheiro, mas que não tinha tempo, e que ainda andava á procura dele para lhe dar o dinheiro.. Foi uma risota total!

 

Conclusão: Ainda bem que só soube disto no final do exame, porque senão dificilmente o conseguiria fazer, tal foi o nervosismo em que fiquei. Na altura a faculdade estava sob uma onda de assaltos terrível: carros, portáteis, dinheiro, telemóveis, tudo e mais alguma coisa que pudessem apanhar.. Para mim este episódio terminou bem, há muitos que não terminam assim!

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