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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One smile a day... com o Triptofano

O meu convidado desta semana é o Triptofano, que nos apresenta o blog com o mesmo nome Triptofano. É um blog relativamente recente mas que me conquistou muito rapidamente. Lança-se a si próprio um desafio "Como ser 20% mais feliz?", e não é que me colocou a pensar na mesma questão e a agir em concordância?

Já teve um blog quando era mais novo e foi precisamente o feedback que obteve com esse blog que o fez regressar: "havia muita camaradagem entre os colegas blogueiros. Pessoas que nunca tínhamos visto mas que estavam lá para nos apoiar ou para nos contrariar ou simplesmente para marcar presença. E foi por causa dessa rede de apoio que tantos anos depois decidi voltar a esta espécie de diário virtual.

E é mesmo isso que nos apresenta: um diário virtual, carregado com muito humor, muitas peripécias que regra geral me despertam sempre um sorriso, mas também textos que nos fazem refletir. Espero que sintas esse acolhimento, essa presença ainda que virtual, do meu lado, estarei por aqui sempre que necessitares!

 

Antes de mais tenho que agradecer à Chic’Ana por me convidar a participar numa rubrica que sigo fielmente e tantos sorrisos me provoca. Quando recebi o convite fiquei extremamente feliz porque nunca pensei que os poucos meses da minha existência na blogosfera fossem suficientes para aparecer num blog de tamanha qualidade como é o da Chic’Ana! Como me foi pedida uma das minhas histórias mais hilariantes aqui vai disto.

 

Há alguns anos atrás tive a oportunidade de fazer voluntariado no Uganda. Uma das coisas que mais me fez confusão no início foi ter de usar uma latrina para fazer as minhas necessidades. Apesar de estar dentro dum edifício de cimento a latrina era simplesmente um buraco no chão onde tínhamos de nos colocar de cócoras e fazer pontaria para basicamente não sujar o pavimento, algo que não iria de todo agradar à pessoa que fosse a seguir usá-la. Como qualquer boa latrina que se preze ela era apenas limpa assim de dois em dois meses, ou seja, quando cheguei conseguia visualizar um buraco enorme e ao longo do tempo fui vendo ele ir-se enchendo daquilo que vocês estão a pensar. Porque raio eu olhava para lá? Acho que era uma espécie de medo mórbido em deixar cair um chinelo no buraco e ter de o ir lá buscar no meio daqueles dejectos todos. Na realidade o chinelo ainda seria o menos, agora imaginem que deixava cair lá o passaporte, é que não havia forma de o poder deixar lá, tinha mesmo de o ir buscar. Felizmente nunca fui destrambelhado o suficiente para o levar perto sequer da latrina.

 

O edifício estava virado directamente para uma zona do povoamento repleta de pequenas cabanas, o que fazia com que qualquer pessoa pudesse ver quem entrava e saía da casa-de-banho. A meu ver um grande erro de planeamento urbanístico! Também interessante era a sofisticação do sistema de fecho da porta da latrina – um prego atado a um cordel que encaixava num pequeno buraco na parede.

 

Ora numa fatídica manhã dirigi-me à latrina acompanhado pela minha fiel lanterna visto o sol ainda não ter nascido. A razão para tão matutina incursão devia-se ao facto de quando começava a haver luminosidade era impossível usar os lavabos devido à quantidade industrial de moscas que eram atraídas pelo inconfundível cheiro a cocó.

Entro, fecho a porta com o sistema do cordel e do prego, baixo as calças e agacho-me entregando-me à tarefa de reflexão sobre o que teria de enfrentar naquele dia de trabalho. Foi então que do buraco surgiu tresmalhada uma mosca solitária que, sem pedir licença, fez um voo directo ao buraco do meu rabiosque.

Ao sentir tão inesperada presença num local tão sensível dei um grito, levantei-me num rompante, desequilibrei-me nas calças que me estavam pelos tornozelos, caí, bati contra a porta da latrina que para meu desespero tinha ficado mal fechada e se abriu de rompante, e ali fiquei eu estatelado no chão, de porta aberta, calças em baixo e à vista de todas as cabanas do povoado.

Felizmente todos ainda dormiam, senão a minha vergonha teria sido bastante maior. Levantei-me, voltei a entrar na latrina e fechei a porta convenientemente. Da mosca nem sinal. Nem uma bebida sequer me pagou!

 

Em primeiro lugar, muito obrigada pelo carinho, pelas tuas palavras, acredita que tens aqui uma amiga e todos os comentários trocados e o apoio que me transmitiste, nunca serão esquecidos.

 

Agora.. e passando à tua peripécia... O que eu me ri!! Não acredito que alguém fique indiferente à imagem que nos proporcionas bem no final.. Felizmente que todos se encontravam ainda em descanso, senão, tinha sido algo que ficaria na memória de muita gente..

 

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Admitam lá, receios com sanitas, quem não os tem?! (Embora não tenhamos tanta razão para tal como o Triptofano)

 

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