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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Pedrógão Grande – Uma homenagem aos heróis invisíveis

Um testemunho de quem viveu e vive o terror de muito perto, uma nova visão contada pela primeira pessoa, uma pessoa que me é querida: 

Mal se deu a tragédia, as equipas de intervenção formaram um centro de operações e controlo para repor tudo o que é considerado prioritário. Ainda se choram os mortos, ainda se questiona como é possível que tal tenha acontecido, mas a vida não pára e existem pessoas que não podem continuar sem infraestruturas básicas: eletricidade, comunicações, água, entre outras..

 

Olho em redor e parece que estou dentro de um espetáculo: pivots e jornalistas correm de um lado para o outro tentando obter os melhores ângulos de transmissão, voluntários correm a distribuir comida pelas pessoas que aqui se encontram. O fogo ainda deflagra no terreno, os bombeiros tentam a todo o custo suster as chamas, mas nós, nós temos de intervir e começar a instalar cabos num terreno que parece o inferno.

 

O ar é irrespirável, é incrível como se sente o calor, parece que a qualquer momento pode existir um reacendimento com um simples estalar de dedos. Passamos as fitas amarelas, os locais de isolamento por onde ainda poucos se aventuraram. Poderia ser uma descoberta, poderia ser uma bonita caminhada, mas olhando em redor, é um rasto de destruição que nos faz lacrimejar. Custa sentir a presença de vida nestes locais, custa avistar alguns pertences que por ali ficaram esquecidos ou acabaram consumidos pelo fogo.

Temos de fazer o nosso trabalho, embora o desejo seja estar bem longe dali. Numa valeta nas proximidades detetamos dois corpos, dois corpos caídos, que ainda não foram recolhidos ou sequer identificados. É uma imagem que nos arrepia e que nos revolve o estômago… Aprendemos que lidar com a morte não é simples, fácil, nunca será.

 

Há 4 dias, 4 dias que fazemos este trabalho, há 4 dias que a situação não melhora, há 4 dias que não é mais fácil, há 4 dias que o sofrimento não acalma, há 4 dias que não sabemos o que é dormir sem pesadelos. 

 

Um testemunho de um técnico no local, de uma pessoa que não tem qualquer preparação para lidar com este cenário. Um testemunho de alguém que não tem qualquer laço afetivo com a região, mas que mesmo assim luta diariamente para conseguir dar algum conforto aos sobreviventes, a quem ficou..

 

Estes são os nossos heróis invisíveis e que tantas vezes são esquecidos. As pessoas querem e exigem rapidamente a reposição das melhores condições, o que é mais que compreensível, mas esquecem-se que estas demoram horas e dias até o serem na totalidade, e não é por falta de empenho, é mesmo porque o cenário é demasiado terrível para tornar possível esta celeridade pretendida.

 

Mais um dia que passou, e mais um dia de trabalho que foi destruído pelas chamas que mudaram de direção…

Coragem! Coragem e força para todos os que continuam no terreno, que não baixam os braços, que continuam a lutar por todos nós!

 

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Que seja feito um balanço, que consigamos melhorar, que sejamos pró-ativos ao invés de reativos!

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Já é conhecida a vencedora do passatempo "Uma Passagem para Sempre". Parabéns Nicole, se vires a notificação primeiro, envia-me um e-mail com os teus dados. De qualquer das formas entrarei em contacto.

 

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O que aprendi em 6 meses de gravidez? (II)

Ora, vamos lá a continuar...

 

7 - O bebé é que manda sem qualquer dúvida: Há pessoas que sabem o sexo do bebé logo às 12 semanas, na ecografia do primeiro trimestre, há pessoas que têm de esperar até às 23 semanas para o saber, ou mais ainda. Tudo depende da disposição que sua excelência tem na altura da ecografia. Há bebés que "viram" às 36 semanas, há bebés que nunca chegam a "virar"... Cada caso é um caso!

 

8 - O Cansaço: Eu sempre fui uma pessoa muito ativa, sempre pratiquei desporto e ainda agora, com 6 meses de gravidez, continuo a fazer natação e a tirar tempos - embora estes tenham caído a pique! Mas o cansaço, é capaz de dar cabo de uma pessoa.. eu ainda aguento, relativamente bem, caminhadas de 5km, mais que isso, nem pensar, os pés começam a inchar, começamos a ter dores em todos os ligamentos e mais alguns... e subir as escadas?! Eu chego ao terceiro andar como se estivesse no quadragésimo...

 

9 - Lugares prioritários: Isto existe mesmo!? Ou será apenas um mito? A primeira vez que me cederam lugar no metro, ontem, nem me apercebi que a senhora se dirigia à minha pessoa, tal o espanto com que fiquei. Ela reparou na minha cara de incredulidade e eu lá tive de explicar que era a primeira vez em que alguém olhava para mim como grávida. Nem é tanto neste segundo trimestre que nos precisamos de sentar, acredito que seja no primeiro, que é mais propício a enjoos por qualquer movimento, que estamos mais sensíveis com todas as alterações, que temos mais quebras de tensão, mas lá está, neste momento a barriguinha ainda não é visível, e no último, por causa do peso e desconforto.

 

10 - Desejos: Eu acreditava piamente que se tratava de um mito. Atualmente não tenho qualquer desejo, mas no início, mesmo antes de saber que estava grávida... o queijo da ilha de São Miguel, era para mim uma tentação. Depois disso veio a época dos cachorros quentes e das sandes de requeijão. Claro que se não houver possibilidade, se aguenta bem sem consumir as coisas, mas estando mesmo à nossa frente, é muito difícil controlar!

 

11 - TPM constante: Eu penso que nem me posso queixar muito a este nível. As hormonas foram minhas amigas e não tive qualquer espécie de depressão gestacional até ao momento. Tive 3 situações de riso incontrolável, em que até chorei de tanto rir, mas apenas isso: nada de ser chorona, nada de ficar muito em baixo, mas conheço pessoas que simplesmente não têm como controlar as emoções e sofrem imenso com isso. Não é mariquice, o sistema nervoso está a 1000, e conversar ajuda e alivia imenso.. mesmo que seja a 11ª vez que falemos no assunto!

 

12- Os outros: É incrível a quantidade de coisas que os outros sabem sobre o nosso bebé: sabem o sexo primeiro que nós, sabem como nos sentimos, sabem exatamente quanto pesa e quanto mede, sabem se iremos aguentar até às 40 semanas ou se ficaremos apenas pelas 36 semanas. A nossa barriga é terreno de curiosidade pública, somos confrontados com várias "mãos" diariamente e conselhos que por vezes nem fazem lembrar uma criança de 5 anos. Por outro lado, há opiniões muito válidas e que valem milhões...

 

E.. estamos encerrados do assunto gravidez esta semana! Já podem suspirar de alívio =)

 

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O que aprendi em 6 meses de gravidez? (I)

Realmente a vida é uma aprendizagem contínua e até o mais pequeno ser nos ensina lições que nunca pensámos...

 

1 - A Saúde: Ao longo destes meses existe uma preocupação com TUDO! Se antes encarávamos os alimentos como mais ou menos saudáveis, hoje em dia temos de nos preocupar com a toxoplasmose, com as salmonelas, com todas as infeções e mais algumas, que em nós, adultos, podem constituir apenas um ligeiro incómodo, mas que se podem transformar em autênticos pesadelos para o bebé que se encontra em formação - abortos, surdez e mal formação, entre outros. Há certas doenças que passam a fazer parte do dia a dia: gengivites, diabetes gestacional, gripe, infeções urinárias, manchas na pele, hipertensão ou tensão demasiado baixa, borbulhas - voltámos a adolescência, varizes, estrias, tonturas, dores em sítios que nem sabíamos existir, etc..Conhecem a renite gestacional? Eu não conhecia até há uns dias..;

 

2 - A Ressaca: Chegamos a um ponto em que vivemos numa ressaca constante: Muita gente sofre de enjoos diários, e eu tenho no Nausefe o meu melhor amigo. Se custa suprimir as bebidas alcóolicas?! Nada! Só de pensar no quão prejudicial pode ser para o bebé, a paragem é automática!

 

3 - Fralda?! Não existem limites para uma corrida à casa de banho, então quando chega a altura dos "pontapés" e o bebé tem a pontaria afinada para a bexiga, não há nada que nos faça parar, mesmo quando lá chegamos e bom, nem 3 gotinhas saem..

 

4 - Dormir: Aqui temos uma tarefa que me deu, e dá, pano para mangas: há dias em que dormimos 4 horas e temos uma energia inesgotável, e outros, em que dormimos 12 horas e não há forma de manter os olhos abertos! Quando estamos sossegados, o bebé deixa de ser embalado, e consequentemente os movimentos que faz quando queremos dormir são do mais estranho que existe. Por um lado fico acordada, maravilhada com tanta agitação, por outro, quero dormir e não há volta a dar. Já sem falar nos sonhos, que parecem reais;

 

5 - Informações contrárias: É incrível o número de sites, panfletos, livros e todos os canais e mais alguns que têm informação errada. Portanto, em caso de dúvida, não há melhor pessoa para nos esclarecer que o médico. Confiem nele, e se por algum motivo, falhar ou sentirem insegurança, o melhor é trocar.

 

6 - O bebé é que manda: Não há uma data específica para sentir os movimentos do bebé, pode acontecer a partir das 16 / 17 semanas, teoricamente, na prática há pessoas que o sentem antes, outras depois. Eu senti apenas com 20 semanas. Nada de desesperar, ela vai dar sinal de vida =)

 

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Bom, amanhã continuamos que isto já vai longo...

 

Não podia terminar sem antes deixar os meus sentimentos para todos os familiares, amigos, conhecidos das vítimas de Pedrógão Grande e a quem viu os seus bens consumidos pelas chamas. Infelizmente já vi vários incêndios de perto, nunca sofri com os mesmos, mas custa... Toda esta situação custa muito!

One smile a day... com a Gorduchita

E para terminar esta semana de feriados em beleza, trago-vos a Gorduchita, autora do blog A Vida da Gorduchita. O blog já conta com 10 anos, teve o seu início em 2007, e começou como um espaço dedicado a quem queria perder uns quilitos. O blog foi evoluindo com o tempo e acompanhando a vida da autora. Hoje em dia podem encontrar de tudo um pouco: desde alimentação, a peripécias da sua filhota, simples desabafos e partilhas, exercício, enfim! Aqui podem encontrar de tudo um pouco, com a certeza que serão sempre bem recebidos, com um amplo sorriso. Têm dúvidas quanto à personalidade da autora? Então leiam a peripécia abaixo e deixem-se encantar!  

Não vou mentir: sonhava há muito ser convidada pela Chic'Ana para esta sua rubrica. E quando vi o seu comentário no meu blog pedindo o meu e-mail, o meu coração bateu forte e pensei: "Será?" E foi! Obrigada! :)

A história que vou contar talvez não seja exatamente hilariante de ler (nem a mais hilariante que me aconteceu), mas foi um acontecimento marcante (a ponto de uns anos depois, uma pessoa numa formação ter vindo ter comigo e dito"tu és aquela que...").
Passo a contar.

Quando andava na faculdade, andava com um carro já usado, que tinha uns 8 anos na altura que os meus pais mo compraram (estávamos em 1996). Era um carro com algumas particularidades.

Um dia, às tantas da noite (seriam 1h ou 2h da manhã), seguia eu a caminho da casa, por uma das tortuosas e ondulantes ruas do Porto, quando a chave do carro salta da ignição. Salta, simplesmente e carro continua a funcionar.
Breve ataque de pânico, e agora o que é que eu faço, como é que desligo o carro. Rápido ataque de lucidez, não é grave, quando estacionar ponho em ponto morto e tento apanhar a chave e desligo. Ok, assunto resolvido.

Uns dias depois, dia de aniversário de uma amiga, vamos a caminho de um restaurante para jantar. Comigo no carro, uma amiga minha, ao meu lado, e atrás dois amigos da aniversariante (que conhecia apenas de 2 ou 3 contactos anteriores). 
Mais uma rua sinuosa e às ondas, e a chave salta novamente. 
Eu, continuando a conduzir e com o ar mais calmo do mundo (afinal aquilo já me tinha acontecido uma vez): "Rita, chegas-me pf a chave do carro, que saltou?"

Se vissem as caras de pânico dos meus 3 tripulantes! A chave quê? Saltou? Como saltou? Tudo a abanar braços e histérico!
De rir! Ficou-lhes marcado!
E eu fiquei a ser a rapariga com o carro com chaves que saltam em andamento! :)

 

Obrigada, eu é que tenho de agradecer por esta história tão caricata que me fez sorrir e imaginar o pânico dos ocupantes do carro. Digamos que ver uma chave a saltar em pleno movimento é motivo para uns quantos ataques cardíacos! Ahahaha, assim que li esta história, lembrei-me de uma BD e de uma viagem de carro emocionante, acho que a tua peripécia está à altura da seguinte:

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 Com emoções fortes, sem dúvida! Ahahah

A culpa é do sistema!

Quem frequenta uma atividade desportiva tem de efetuar o seu pagamento até meados do mês. No meu caso, a piscina pode ser paga até dia 8. Portanto, a semana passada, lá fui eu e a minha irmã regularizar a situação (temos o luxo de conseguir fazer uma atividade em conjunto). Tudo pago e certinho, no momento de passar os torniquetes davam bloqueados.

 

Dirigimo-nos à receção e questionámos a origem do problema. O que resultou na seguinte conversa de tolos…

 

Senhora da receção: É fácil, então, ainda não estão no horário da vossa aula.

Chic’ Ana: Estamos sim, sempre fizemos natação a esta hora, e até ao mês passado estava tudo regular.

Senhora da receção: Então deixem-me investigar. As meninas são autarcas?

Chic’ Ana: Sim, nós temos natação à quarta!

K: Não Ana, ela questionou se somos autarcas.

Chic’ Ana: Autarcas?! Bem me parecia que não tinha soado bem.. mas autarcas, não, não somos.

Senhora da receção: Então das duas uma, ou realmente são autarcas e não sabem, ou têm mais de 65 anos!

Chic’ Ana:  Não existe outra hipótese?! É que autarcas não somos garantidamente e nem a soma das idades chega aos 65 anos.

Senhora da receção: Pois, mas o sistema só apresenta estas hipóteses.

Chic’ Ana: Então mas o sistema deve estar errado, provavelmente associou o nosso registo aos de outras pessoas com esse perfil.

Senhora da receção: Vou falar com o coordenador para investigarmos a questão. Mas têm a certeza que não correspondem a nenhuma das situações?

Chic’ Ana: Garanto-lhe que não.

 

A meio da aula, somos confrontadas com o coordenador, que estando a par da situação resolve vir meter-se connosco, a dizer que somos as atletas mais bem conservadas que já tiveram lugar naquela piscina, sendo que uma de nós até tinha uma surpresa no seu interior, provavelmente uma autarca em ascensão.

 

Uma pessoa ouve com cada uma, é o sistema! E só o sistema está correcto, enfim!

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Volto na sexta-feira, com uma peripécia que não vão querer perder! Só de me lembrar já estou a sorrir... Bom feriado!

 

Passatempo a decorrer aqui! 

Uma bebé teimosa

Mas ela já cá está fora?! Nada disso.. É teimosa já dentro da barriga! Eu explico.

 

A K foi a primeira pessoa a quem eu contei que estava grávida (O M já sabia, obviamente). Desde essa altura que a felicidade dela é enorme, e, sempre quis ser das primeiras pessoas a sentir a bebé a mexer..

 

Parece é que a bebé é do contra e quer que ela seja uma das últimas pessoas a ter esse prazer. Ora vejamos os seguintes episódios:

 

Cenário 1: Acabo de almoçar e é uma festa dentro da barriga - esperneia, saltinhos, ondulações, uma pancadinha aqui e outra ali. Grito para quem me quer ouvir que a bebé se está a mexer.

Chega a mãe, coloca rapidamente a mão na minha barriga e exclama: “Eu senti, eu senti! Anda K, corre”.

Chega a K, passados uns segundos e o movimento pára automaticamente. Eu mexo, remexo, dou uns saltinhos, estou ali mais de 15 minutos e nada. A K desiste, retira a mão, vira costas e a bebé recomeça a mexer..

Atira-se em desespero à minha barriga e mais uma vez o movimento pára e não volta a mexer até ela sair da divisão!

 

Cenário 2: Em plena ecografia - Temos direito a levar apenas um acompanhante, mas quando foi para ter a certeza do sexo do bebé, a K foi connosco, pedimos ao médico se ela podia entrar e ele acedeu, dizendo que quando estivéssemos a meio da ecografia, ela poderia entrar. Assim foi. A bebé mexia e remexia, comigo, com o M e com o médico. Quando a K entrou, quis filmar o momento...

Bom, tenho um vídeo no telemóvel dela que mais parece uma fotografia, tal a forma e posição estática que a bebé adoptou! (O médico agradeceu pois conseguiu retirar as medidas mais facilmente)

 

Sinceramente eu prefiro pensar que a K tem um jeito, uma aura especial para a acalmar, que é uma espécie de encantadora de bebés, em que basta a sua presença para eles sossegarem imediatamente. Mais alguém tem uma explicação lógica para que isto aconteça!? Por favor?!

 

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O mais caricato: A minha irmã está neste momento a fazer estágio em obstetrícia - já viu e sentiu imensos bebés a mexer dentro e fora da barriga, à exceção da própria sobrinha!

 

Amanhã, feriado de Santo António, o blog estará de férias!

 

One smile a day... com a Miss Queer

A minha convidada desta semana é a Miss Queer, autora do blog Dez Segundos. A autora tem uma personalidade que me cativou, primeiro pela originalidade, sim, no primeiro post do blog, aquele que deveria ser o da apresentação, pediu precisamente o inverso: para que os leitores lhe indicassem características próprias que os diferenciavam das outras pessoas e só no segundo procedeu à sua descrição, depois, pelo coração enorme que apresenta. Trabalha com crianças e deixa um bocadinho de si em cada encontro que tem com elas. No blog podem encontrar esta realidade do dia a dia, mas tantos outros pensamentos que fazem dela "uma mulher, sempre à procura de se melhorar, com algumas coisas para dar e muito para receber." Não deixem de a conhecer.

Bom dia, alegria!

Em primeiro lugar, tenho de agradecer o convite à Ana, por me receber na sua casa. Obrigada, Ana!

Em segundo lugar, devo dizer-vos que a tarefa de escolher uma peripécia para vos contar foi difícil… Pensei em contar-vos algo da minha infância. Mas a Miss Unicorn também me convidou para partilhar uma história da minha infância com ela, então optei por algo da minha adolescência. Ponto comum: são ambas sobre rapazes!

Poder-vos-ia contar a história do meu vizinho, que perguntou à minha irmã como se dizia qualquer coisa em inglês e eu, na minha inocência, olho para ele e digo «ó gatão, estás bom?». E a câmara do meu tio estava a gravar… Na realidade, acho que há muitas das minhas peripécias que estão gravadas. Felizmente, já não há leitores de cassetes aí em todas as esquinas! :D

Mas não, vou falar-vos do Tiago. O Tiago é um rapaz muito giro e simpático, que um dia, há 15 anos (acho eu!), decidiu vir ter comigo e apresentar-se, dizer que gostava de sair comigo, de me conhecer… No meio da minha surpresa, não percebi o nome dele.

No entanto, sabia que o Tiago era filho da senhora que tinha um salão de estética na minha rua. O salão de estética tinha o nome da senhora. Então, comecei a tratar o rapaz pelo apelido.

Andámos dois anos nisto. E víamo-nos sete dias por semana. Era na escola, era ao sábado quando íamos à catequese, ao domingo na missa… Eu sem saber o primeiro nome dele, mas a dar-lhe conversa. Entretanto já conhecia a família toda, os amigos… mas não, não aconteceu nada, para desgosto do Tiago, da família do Tiago e da minha família. Até a minha avó que nunca o viu, queria que eu desse uma oportunidade ao moço!

Entretanto, foi o encontro da comunidade Taizé em Portugal. Enquanto esperavam pelas duas meninas que íamos acolher, a mãe e a mana ouviram alguém chamá-lo. Mal chegaram a casa, a primeira coisa que me disseram foi «já sabemos o nome do teu amigo!»… Tiago. Cá em casa, era e sempre será o Smile. Fui simpática na alcunha, não fui? O Tiago tem um sorriso dos mais bonitos que já conheci. E como passava a missa toda a sorrir para mim (era acólito), pegou!

Mas passando à frente. Depois de saber o nome, quando o vi, a primeira coisa que fiz foi trata-lo por Tiago. Não ficou surpreendido (ou pelo menos não demonstrou).

E estão vocês a pensar… então, mas que mal tem andares a tratar o rapaz pelo apelido? Além de seres parva por nunca lhe teres perguntado o nome nesses anos. Bem… é que o apelido da mãe é o do atual marido. Que não é o pai do Tiago. Informação que eu desconhecia na altura. Sim, andei dois anos a trata-lo por um apelido que não é o dele, além de não saber o nome dele. E ele nunca me disse. Portanto, fomos os dois parvos. Ele mais do que eu! Mas podia ter sido pior…

 

p.s.: Continuo uma desgraça com nomes! Mas agora já pergunto.»

(é só para confirmarem quão tola sou. )

 

Não podemos ser realmente bons em tudo.. o teu calcanhar de aquiles são os nomes! Ahahah. E a culpa não é tua, repara: tudo teria corrido bem se os pais ainda fossem casados.

 

Obrigada por esta bela partilha!

 

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Recensão Literária e Passatempo "Uma Passagem para Sempre" - Inês Ramos Rocha

E quando queremos voltar atrás no tempo e mudar o passado, mas ele não volta e nada podemos fazer? Será que é mesmo assim?  É a reflexão a que vos convido com a apresentação de ...

 

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Autor: Inês Ramos Rocha

 

Título: Uma Passagem para Sempre

Editora: Chiado Editora

Data de Publicação: Maio de 2017

Páginas: 280

 

ISBN: 978-989-774-505-8

 

Idioma: Português

PVP: 17€

 

 

Sinopse

E quando um acontecimento inesperado muda toda uma vida?

Quando achamos ter o mundo aos nossos pés, quando nos sentimos seguros e somos atingidos por algo que não conseguimos controlar?

Quando damos tudo de nós e arriscamos entrar num mundo desconhecido com uma completa desconhecida.

Érica achava estar a viver um conto de fadas, não sabendo que estava a entrar num labirinto em que lhe seria difícil sair.

A teia feita de mentiras, era a cama onde passara a dormir.

Conseguiria ela sair desse mundo? Ou seria esse o mundo que escolheria ficar?

 

Crítica / Recensão Literária

 

Este é um romance que nos apaixona e envolve. Um romance que nos faz questionar se a vida e sentimentos que a preenchem são realmente aquilo que queremos ou necessitamos. Um livro que aborda em profundidade o amor próprio, e que nos faz libertar de um “bichinho” chamado comodismo. Um livro que nos leva a procurar e querer sempre mais. Que nos leva a arriscar e por vezes dar o salto para uma nova dimensão, porque todos nós merecemos ser felizes.

 

A capa do livro transporta-nos para o campo, um lugar calmo e sereno, contrastando com o turbilhão de emoções que se fazem sentir nas páginas que desfolhamos.

 

É um livro que aconselho a quem aprecia romances:  Uma leitura leve e envolvente, ideal para as noites quentes de verão, muito simples de ler, convida a uma leitura ávida, querendo terminar apenas quando viramos a última página. Os sentimentos e as emoções têm um papel crucial na história que se vai desenvolvendo, numa escrita fluída e sempre com uma mensagem de mudança implícita.

 

Aproveito para deixar o apontamento de que a autora estará na Feira do Livro em Lisboa, no Parque Eduardo VII, dia 17 de Junho às 13h00.

 

       

Acede aqui ao formulário!

 

Quanto ao sorteio, só existem dois campos obrigatórios: o nome e o e-mail, para vos poder contactar caso sejam os grandes vencedores, portanto, qualquer um pode participar. Quanto aos restantes campos: Se forem subscritores do blog no sapo, ou por e-mail, ganham mais uma entrada na tabela, se forem seguidores no facebook da Chic' Ana, ganham outra entrada, o que aumenta a probabilidade de ganharem!

 

Passatempo ativo até dia 19 de Junho, os resultados sairão no dia seguinte.

 

Boa sorte a todos!

A força da palavra "Não"!

Eu acho que tenho um problema com a palavra “Não”.

É importante saber dizer que não, mas mais importante ainda é fundamentar o não. Explicar as razões que estão associadas ao negar de uma ação.

 

Ontem estava a observar um casal a educar uma criança. A criança mexia-se e queria ir brincar para o parque infantil.

Criança: Mamã, posso ir brincar?

Mãe: Não!

Criança: Porquê? Há meninos a brincar…

Mãe: Não!

Pai: A mãe já disse que não.

 

E que tal explicarem que já estava tarde, ou que existiam coisas mais importantes para fazer naquele momento, ou que pura e simplesmente eram horas de ir lanchar? Acho que havia tantas abordagens possíveis para além de um simples não.

 

Com este comportamento coloquei-me a pensar em várias atitudes, e se realmente há uma coisa que me chateia é dizerem-me que não automaticamente e por vezes sem qualquer justificação associada.

 

Colega: Ana, sabes por acaso como se acede à aplicação?

Chic’ Ana: Sim, basta utilizar o login x.

Colega: Não..

Chic’ Ana: Não?! Então mas é assim que eu faço e estou neste momento ligada.

Colega: Mas não está correcto!

Chic’ Ana: Então qual é a forma correcta?

Colega: Não sei.

 

Colega: Preciso de ir à loja tratar do processo.

Chic’ Ana: Agora existe uma forma mais simples, ainda a semana passada utilizei e faz-se como está aqui.

Colega: Não me parece!

Chic’ Ana: Então porquê?

Colega: Não te sei explicar porquê, mas não me parece!

 

Chic’ Ana: Já viste as promoções que estão no supermercado esta semana? É de aproveitar!

Amigo: Oh, não estão nada! Onde é que viste isso?

Chic’ Ana: No folheto!! 

 

É de uma pessoa dar em doida, contudo também admito que há "Não's" que são auto-explicativos… 

Um não é um não, mas não deve ser aplicado de forma leviana. Depois assistimos a notícias em que "ah, eu disse que não, mas queria dizer que sim..!", isto para mim não é correcto, e pelo comportamento de uma pessoa normalmente são julgadas centenas.

 

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Quando a inimiga és tu..

Toda a gente sabe que as pessoas grávidas ficam mais gordinhas, é mais que natural, afinal temos um ser vivo a crescer dentro de nós. Ouvimos de tudo um pouco: Ou estou muito gordinha para as semanas que tenho, ou então estou muito magrinha e não me estou a alimentar devidamente. Tenho uma barriga enorme para algumas, tenho uma barriga minúscula para outras… Um dia estou mais inchada, outro dia estou menos inchada…

 

Sim, posso dizer que eu já estava preparada mentalmente para este jogo psicológico. Agora, não estava definitivamente preparada para que eu fosse a minha maior inimiga.

 

No outro dia, ao servir-me de umas simples fatias de queijo do frigorífico, entalei a barriga na porta do mesmo. Então não é que quis fechar a porta com a barriga ainda o interior?! Por vezes não tenho a noção da dimensão que já ocupo, o que dá azo às maiores gargalhadas, após umas quantas pragas rogadas.

 

É que se fossem os outros, eu ainda os podia colocar de castigo, e barafustar, mas sou eu.. Será que faz sentido fazer o mesmo comigo? Refilar comigo?!

 

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