Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One Smile a Day com.. as Deemak Twins

As minhas convidadas desta semana são as Deemak Twins, pois é, vêm aí sarilhos a dobrar. E quem são estas meninas? Duas irmãs, gémeas, Lucília e Isabel, que para além do gosto pela escrita, têm também a paixão das artes manuais em comum. Podem encontrar o trabalho delas no blog Handmade with care by Lucybel, que tem peças lindíssimas e que podem ser personalizadas ao gosto de cada um. Para além deste gosto por peças de artesanato, são também apaixonadas pela vida, pela natureza, pelos animais e por isso, não poderia deixar de referir o blog de nome Manguliaucatafau, que tem fotos muito bonitas e sempre engraçadas dos seus animais de estimação. E sim, como não há duas sem três, a Isabel brinda-nos com a sua poesia no blog A poesia da Isamar. Dúvidas sobre qual visitar? Fácil! Os três, muito diferentes entre si, mas que valem bem a viagem!

 

Devíamos ter uns 8 anos e nas férias grandes da escola costumávamos brincar com a nossa amiga Sara, ou na nossa casa ou na casa dela.

Foi numa das idas a casa dela que, depois de muita brincadeira, ela nos mostrou um enorme livro de receitas da mãe. Ficámos deliciadas a ver as receitas e decidimos "levar" uma para casa e experimentar.

Ora, a escolhida foi "biscoitos de manteiga".

 

Nesse mesmo dia resolvemos fazer os biscoitos para dar ao Pai e à Mãe. Seguimos a receita à risca e depois do Pai chegar do trabalho demos a  saborear os biscoitos.

Depois de provarem, os pais olharam um para o outro e a Mãe perguntou: "em que taça bateram a massa?" e nós dissemos em conjunto: "naquela azul".

A Mãe desatou a rir e disse que era o alguidar que ela usava para descascar as batatas. Ou seja, os biscoitos sabiam a batata!!!!  Fomos provar e realmente estavam horríveis. Tiveram de ir para o lixo.

A partir daquela dia nunca mais usamos o "alguidar azul". Mas os pais adoraram o nosso gesto.

 

Ahahaha, está aqui uma bela história, e claro que os pais adoraram, mesmo com gosto a batata, tinham sido as meninas a fazer a surpresa e que bela surpresa! 

Muito obrigada pela partilha.

 

E claro que não foi tão bombástica como a tirinha abaixo:

fc_jantar (1).jpg

One Smile a Day com.. a Alexandra

A minha convidada desta semana é a Alexandra, autora do blog Blog de Algo. E o que poderemos encontrar neste blog, será que é necessário responder? Pois está claro, de tudo um pouco. O que mais se destaca a meu ver é a simplicidade! As opiniões são simples, diretas, incisivas. É um blog que se pode considerar real, sem grandes malabarismos: conta com mau humor, sarcasmo, mas também bom humor e positivismo. Concluindo, o blog dá tantas voltas quanto as nossas emoções. Quem é a Alexandra? Podia ser qualquer uma de nós. Espreitem e digam de vossa justiça.

 

Tenho que fazer algum tipo de "depoimento"? ou é só contar a história? 
Para já, vai a história
 
Por certo há muitas outras situações para rir, mas assim que me  lançaste o desafio, parece que sofri de uma branca e não me conseguia lembrar de nada digno de registo. Depois lembrei disto.
Acho que é a situação mais embaraçosa por que passei, mas agora rio-me cada vez que me lembro e lembro-me cada vez que vou à farmácia.
 
Um dia fizeram uma limpeza num terreno aqui perto de casa e ao revolverem as terras "soltaram" uma praga de pulgas. A rua ficou infestada, as casas ficaram infestadas e eu fiquei infestada. 
Sou alérgica à picada da bicha, faço borbulhas gigantes e tenho uma comichão desesperante. Fui à farmácia e pedi um remédio para me passar a comichão da picada de pulga. O senhor não sabia porque raio eu tinha pulgas em casa, n'é? Estão a ver a vergonha?
 
Não, não estão.
 
Eu vou sempre à mesma farmácia. O senhor já me conhece. Foi mesmo uma vergonha.
 
Alguns meses depois um primito meu "participou num concurso" do colégio dele, cujo tema era: Quem consegue colecionar mais piolhos. Ou seja, houve uma praga de piolhos na escola. Veio passar o dia a minha casa. 
Estão a ver quem é a pessoa da família que quer para si toda a bicharada comichosa que existe? Sou eu. 
Pois que também adquiri uma coleção de bichinhos para a minha cabeça... 
Onde tive que ir? à farmácia, pedir um remédio para os piolhos. 
 
Quem me atendeu? 
O mesmo senhor, que obviamente, atende muita gente e já não se lembrava das minhas pulgas. Certo? 
 
Errado!
 
Senhor da farmácia:
- É muito atraente para a bicharada!!
Eu morri, mais ainda consegui dizer:
- Por favor, não brinque com coisas sérias.
 
Estou à espera da próxima vez que vou à farmácia pedir um remédio ainda mais constrangedor. 

Desta vez não posso dizer que me identifico com a história, porque nunca tive uma infestação de pulgas, e ainda bem, pois faço alergia ás mesmas. Quanto a piolhos, já tive sim senhora, e aquelas comichões, ai, as comichões, são terríveis!!!!

 

Contudo, acho que ainda não atingiste a pior bicharada! Aguardo pela continuação da história.. (estou a brincar, espero que esta não apareça)

 

Obrigada por esta bela partilha =)

Nova imagem.JPG

 

E hoje podem encontrar-me também na "casa" da Daniela

Um bom fim de semana e bom feriado para todos. Até terça =)

One Smile a Day com.. a Beatriz

Este One Smile a Day tem um gostinho especial, e porquê?! Porque a autora da peripécia de hoje não foi convidada. Eu explico: estava a participar no projeto "A uma Carta de Distância", que consiste precisamente em enviar uma carta física a uma pessoa que nos calhe em sorteio, e, no mês de Fevereiro fui contemplada com uma carta da Beatriz. Uma menina que eu não conhecia, mas que é a autora do blog Trovoada dos Sonhos. Em primeiro lugar, a carta comoveu-me, falou-me dos seus sonhos e inspirações, o curso que desejava e o que se encontra a frequentar. Sempre com um espírito muito leve, aberto e sincero foi discorrendo palavras em cerca de duas páginas. Adorei conhecê-la e tenho a certeza que também vão gostar bastante de ir ao seu espaço... Sem mais demoras, aqui segue uma peripécia relatada na carta..

 

Quando eu tinha uns 7/8 anos (ou até menos), numa tarde de verão, estava sozinha em casa da minha avó e deu-me uma enorme sede! Procurei alguma garrafa ou garrafão de água, até que encontrei uma garrafa de água em cima de um armário e quase por estrear.

Maravilha, era tudo o que eu mais queria naquele momento. Então o que é que eu fiz? Pus-me a beber a água!

 

Mal engoli o primeiro gole fiquei com a garganta a arder imenso, parecia que tinha uma fogueira dentro de mim. Tossi, fui para a rua, esperneei e lá passou. 

Ufa, apanhei o susto da minha vida!

 

Quando a minha avó chegou, fiquei a saber que aquilo não era simplesmente água, aquilo era aguardente!

Ainda hoje não consigo beber tal coisa, tal foi o trauma.

 

Eu confesso que não me posso rir muito da situação, pois a meio da noite já me aconteceu fazer confusão idêntica, mas já não tinha nem 7, nem 8 anos, era bem mais velhinha. São as partidas que os sonos nos pregam.

Beatriz, mais uma vez, gostei imenso de te conhecer! 

mentirinhas_916 (1).jpg

(Nota: A banda desenhada nada tem a ver com a situação acima descrita, mas adorei a resposta do garoto e tinha mesmo de a colocar). 

One Smile a Day com.. a Joana

E, tal como prometido, para terminar a semana em beleza, mais um One Smile a Day, desta vez com a Joana. A Joana é a autora do blog As receitas da mãe galinha.

Confesso que a primeira coisa que me encantou no blog foi o nome, adorei. Descontraído, intemporal e cativante, à semelhança da sua autora que nos recebe sempre de braços abertos e com iguarias de deixar qualquer um a desejar ser seu vizinho. Desde sobremesas, a pratos mais tradicionais, passando por receitas leves e rápidas, aqui podem encontrar um pouquinho de tudo no que à culinária diz respeito, inclusivamente a sugestão de vários restaurantes por onde a Joana vai passando. Aconselho a leitura, tanto do blog, como da peripécia que se segue e que me deixou longos minutos a imaginar a situação e a rir a bandeiras despregadas.

 

Bom, para começo de conversa preciso de contextualizar o episódio que vou contar.

Sou bem humorada, sempre fui. Acho graça a coisas parvas, gosto de pregar partidas e não tenho qualquer problema em rir de mim própria. Tenho 13 anos de diferença da minha irmã mais nova e ela sempre foi o alvo das minhas partidas. Desde ser trancada na casa de banho às escuras até fazer-lhe vídeos embaraçosos a desgraçada passou por tudo...

 

Quando conheci o meu marido, o G., já lá vão 16 anos (e sim só tenho 33!) foi o descalabro total. Adora contar piadas secas e eu acho sempre piada... como se costuma dizer “só se estraga uma casa!”.

Bom, isto tudo para vos levar a umas férias de verão há uns quantos anos atrás. Os meus pais iam sempre de férias para o Algarve e, com o evoluir do namoro, o G., (na altura ainda namorado) começou a ir connosco também.

Os meus pais dormiam num quarto e eu, a minha irmã e o G. dormíamos na sala. Num determinado dia, tínhamos acabado de almoçar e ficámos pelo apartamento “a fazer a digestão”.  Os meus pais foram com a minha irmã para o quarto para que ela dormisse a sesta e eu e o G. ficámos na sala a fazer palavras cruzadas deitaditos de papo pra cima num colchão.

 

Ele lia as descrições e escrevia as palavras, eu limitava-me a responder. Como eu tenho um adormecer muito rápido o que que aqui a parva decidiu fazer: “Vou finjir que estou a dormir!”.

Ora muito bem. Ele lê a descrição, eu digo o meu palpite, ele escreve. Quando lê a próxima descrição eu não respondo e ele olha para mim fixamente. O que é que eu decido fazer: o som como se estivesse a ressonar! E ele continua a olhar para mim sem desviar o olhar. Eu continuo no meu belo teatro até que ele me diz: “Estás bem?”.

Até que eu penso “Estás bem? Então mas ele não vê que eu estou a dormir’” e foi aí que eu me apercebi e disse: ESQUECI-ME DE FECHAR OS OLHOS!!

 

Ora imagem lá... uma pessoa de papo para o ar, a olhar fixamente para a outra e a ressonar de olhos abertos... não será preciso dizer que a gargalhada foi tanta que nos fartámos de chorar a rir... E sim ainda hoje ele me goza por isso! 

Obrigada Ana pelo convite e por me fazeres voltar atrás no tempo :)

 

Aqui está a prova, não consigo ler este episódio sem me rir, e por muito que o leia, e por muito que saiba o seu final, dou por mim sempre a morder o lábio e a conter as lágrimas.

 

Joana, muito obrigada por esta participação tão divertida! São realmente momentos destes que dão á vida outro colorido. 

 

insonia.jpg

 

Para a semana estarei ausente, de férias, mas desejo a todos uma Páscoa muito, muito feliz, recheada de alegria, felicidade, paz, amizade e muita saúde! Chocolatinhos também, para quem gostar!

One Smile a Day com.. a Nadine

Para a semana estarei de férias, e, para vos compensar, esta semana não têm um One Smile a Day, mas sim dois, hoje e amanhã.

 

A minha convidada de hoje é a Nadine, a autora do blog Sweetener. E é mesmo assim que eu a encaro: uma pessoa extremamente doce e simpática, sempre disponível, sempre com um sorriso no rosto. Identifico-me muito com a personalidade dela, e, convido-vos a espreitar o blog. Um blog onde desabafa sobre as suas aventuras (acabou uma na Alemanha há pouco tempo), sobre a vida, partilha de novas experiências e lugares, mas também sobre coisas mais triviais e nas quais qualquer um se revê. É apaixonada por livros e fotografia, por viajar e fazer patinagem artística. Uma caixinha de surpresas.

 

Bem, acho que desde que conheço o blog da querida Chic que penso como seria se um dia fosse convidada e qual a peripécia a contar. Agora que se tornou real, por mais que tente rever toda a minha vida parece que nada é suficientemente hilariante para vos contar.

Mas depois de pensar um pouco, parece-me mais que lógico que o episódio a contar seja aquele que a maioria das pessoas que me conhece sabe e que é sempre associado a algum riso e à minha precoce 'inteligência'. É bem pequenino mas pronto, cá vai...

 

Não sei aquilo que vos conto por me lembrar da ocasião, foi me contado pelos meus pais anos mais tarde. O episódio deu-se tinha eu sensivelmente três anos, quando a minha irmã nasceu. 

A curiosidade sempre fez parte da minha pessoa e tendo presenciado algumas fases da gravidez, as perguntas eram muitas. Num dia, sentei-me junto à minha mãe e muito séria, numa tentativa de ter uma conversa importante, disse:

 

- Mamã, posso fazer uma pergunta?

- Claro que sim filha.

- Eu já sei por onde a mana saiu, mas por onde é que ela entrou...?

 

Escusado será dizer que a pobre mulher ficou em choque e só me conseguiu dizer que um dia, quando eu fosse mais crescida me explicava. 

 

Aposto que ela nunca teve de dar essa explicação, certo? Realmente é um pouquinho constrangedor para os pais responderem a certas perguntas feitas pelas crianças.

Acredita que esta história caiu que nem uma luva nesta semana em que revelei a gravidez, e foi num misto de riso e choro, sim, porque estou mais sensível, que a li!

 

Obrigada por esta partilha tão bonita e que tão bem retrata a inocência das crianças.

 

tirinhas_01.jpg

 

 

 

One Smile a Day com.. o Papagaio

O convidado desta semana fala / grasna pelos cotovelos, ou melhor dizendo, pelo bico. Já sabem a quem me estou a referir? Precisamente.. o Papagaio Giló, autor do blog Giló - O Papagaio Indiscreto. Se apreciam humor entrelaçado com temas da atualidade, então encontraram o sítio certo. Sempre muito direto e incisivo, aborda as questões por uma perspectiva humorística, mas sem nunca deixar de expressar a sua opinião. Para mim tem uma personalidade apelativa, sempre divertido. Espreitem não uma, mas um pequeno conjunto de 10 histórias que ele nos conta..  

   Filha, porque é que queres destruir a reputação que levaste tantos anos a erguer? Anda um pai de família a tentar educar uma criança a vida inteira para deitar os créditos a perder de um post pró outro!  Os sonhos de uma boa profissão, as esperanças em atingir os píncaros, casá-la com um moço que a faça feliz… e rica, se puder ser! Uma carreira brilhante, uma vida alegre, amigos fiéis, fins de semana galantes, uma imagem irrepreensível e bem sucedida… uffff!... um blogue pimpolho e bem frequentado… tudo pelo cano por causa de um Papagaio!

   Até há pouco tempo, eu era uma ave que tinha uma consideração apreciável pela Chic… provavelmente até mesmo estima!  A partir do momento em que passo a ser convidado para participar no seu blogue envernizado  para dizer umas merdinhas, eu começo a achar que a Chic deve ter perdido o tino de vez. Também se pode dar a situação de alguém ter encostado uma arma ao corpo da moça! Aí já faz sentido! LOL!

  Mais uma vez: Filha, ó Filhinha, contactar o Papagaio não é uma atitude muito saudável, também não é muito sã e mais: até pode prejudicar a saúde.  Bem, tu é que sabes… de certeza que tens a certeza de estares certa quanto à certidão que isto é certo? Certamente que não!

 

Na semana passada vendi uma máquina de depenar papagaios por quinhentos euros, quando nova custa mil e setecentos! E vendi-a em estado de “quase a sair do stand”! Não dá vontade de rir? Deve dar, menos a mim! Riam-se! Eu pago!

Quando era adolescente, certa vez, tive tantas dores de crescimento nas pernas, que não consegui dormir a noite toda. Peguei na “Criação do mundo”, de Miguel Torga e li aquilo tudo numa noite, para passar o tempo  – um calhamaço com algumas setecentas páginas!!!!!!!!!!!. Nunca um autor contribuiu tanto para o meu crescimento pessoal!

Quando era puto, certo dia, vesti as cuecas ao contrário, de tão ensonado que estava, quando me levantei da cama. No balneário tirei a roupa toda, antes da aula de educação física, e todos acharam imensa piada à nova tendência estética do papagaio. Cuecas amarelas viradas do avesso!

Uma coisa que já fiz foi vestir meias brancas com sapatinhos envernizados e calças de flanela! Eu até gostava, mas há umas almas perto de mim que me excomungam se me veem a fazer essa “merdinha”! Hoje não faço… embora tenha vontade… talvez no próximo natal!

Puto, mas mesmo muito puto, devorava as coleções completas do “Patinhas, Donald e companhia”. Uma vez, passei tantas horas a ler daquilo que os olhos começaram a secar e a cabeça a doer, de tão tonto que fiquei! Foi preciso a minha mãe vir-me socorrer. Tive de ficar deitado de barriga para cima, até me passar a apoplexia. Verdadinha!

Quando era bebé – contaram em casa! – emborquei um frasco de um remédio qualquer que estava em cima do aparador. Engoli-o todo de uma vez… devia ser docinho…( não sei qual era o conteúdo!). Podia ter morrido na hora, mas só me deu para dormir. A minha mãe correu, aflita, comigo, para o médico “Dr. Pastilhas”. O pastilhas disse que eu aterraria a dormir durante uns dois dias. Foi o que aconteceu! Quase morria de desnutrição!

O filho do alfaiate ia comigo de bicicleta para a escola (9º ano!).  À vinda, um dia, juntamo-nos com mais três ou quatro parvalhões lá da terra. Para nos armarmos todos em valentes perante as moças que estavam a sair da fábrica de tubagens e canalizações, decidimos largar as mãos dos volantes e começámo-nos a empurrar feitos bêbados. Acabámos todos no chão, enrolados uns nos outros, estilo pilha do lixo, esmurrados e com a roupa rota. Não foi preciso o INEM, mas as moças adoraram aquela “hora de ponta”!

Num verão, nas férias da escola, fui ganhar uns “trocados” numa estação de serviço. Atendi um cliente com cartão de crédito dourado e BMW à porta! Gritei para o meu colega do lado: “Isto é que é!!!!! Vida boa!!! Carrinho à porta e cartão douradinho!!! A mim é que não me calha!” Um outro cliente que lá estava a assistir ao meu desfile verbal pega na carteira e… CARTÃO DOURADO! Não reparei no carro, de tão “avestruz” que fiquei

9º Numa partida de futebol juvenil,  em que eu era protagonista, ainda adolescente, fiz-me de mau e pontapeei com todas as ganas uma bola que aterrou com estrondo nos países baixos (tomates, pronto!) do fiscal de linha. Deixei o homem perto do estado de coma! Veio socorro e tudo, e ele estendido no chão a ser “assistido”. No final da guerra, viro-me para o homem, ainda vermelho, sem respirar bem e zonzo das ideias e digo, em missão católica: “ Desculpe  lá!”

10º O episódio mais hilariante: Em 2016 decidi abrir um blogue! Riam…!

 

Chic, pediste um episódio, eu dei-te uma novela… pela rama… uma vez que eu sou uma anedota pegada e com pernas! Fico-me por aqui!

Papagaio 

Bom, para quem estava sem ideias, tens aqui 10 tópicos que poderiam bem ser 10 posts. E ainda bem que concretizaste o último ponto, é sempre com um sorriso que leio as tuas publicações, para além de meditar e reflectir, de forma mais leve em temas que por si só são tão pesados.

 

Muito, muito obrigada pela participação.. e já sabes... nada de desistir!

 

a25914f444b628fe7c8bfeb55b0fced5_650210298 (1).jpg

One Smile a Day com.. a Matilde

A minha convidada de hoje é a Matilde, autora do blog Cantinho da Tily. A Matilde encontra-se neste momento em terras de Sua Majestade e eu considero o blog quase como um diário pessoal. É uma pessoa cativante, simpática, sempre com um sorriso pronto e uma palavra amiga. É mãe do pequeno Lu e adora morar em Londres. Tenho aprendido tanto com ela, com a forma como encara a vida, com as dificuldades ultrapassadas sem nunca baixar os braços, curiosidades sobre a cultura londrina, etc.. É curioso ver como somos parecidas em tantos aspectos. Convido-vos a passarem pelo cantinho dela, de certeza que vão gostar.

 

Ola a todos,

antes de mais quero agradecer à Ana por se ter lembrado de mim, é uma honra participar no cantinho dela do qual já não dispenso as visitas diárias :)

 

A história que vos vou contar é um dois em um e tem a ver com traumas de nadar…

 

Corria o ano de 2008, mais precisamente nas férias de Verão, e estávamos em Valhelhas, um pequeno paraíso escondido na Serra da Estrela (se não conhecerem, pesquisem, pois vale bem a pena), acreditem que foram das melhores férias de sempre :)

Estava eu muito sossegadinha a desfrutar das águas calmas do Rio Zêzere (acreditem, aquilo é mesmo uma piscina autentica) quando o meu querido Rui me chama para ir para o pé dele, e lá fui eu toda contente… comecei a ver tudo escuro, não conseguia mesmo ver onde tinha pé (o nível de profundidade dava pela barriga…) e tive um ataque de pânico!

Pois aqui a je começou a a espernear feita tolinha… tudo porque voltou atrás no tempo até ao ano de 1996 quando fui de férias com uma colega da escola e a sua família para o Algarve e essa dita colega armada em esperta me tentou ensinar a nadar na piscina, enfiando-me a cabeça dentro de água deixando-me lá ficar nos piores segundos da minha vida… se aquilo foi uma tentativa de aula de natação, a mim mais pareceu uma tentativa de homicídio, com colegas destas quem e quer saber de inimigos, hein? :P

 

Voltando a Valhelhas, tudo acabou bem após muitas gargalhadas, afinal de contas rir de nos próprios é meio caminho andado para sermos felizes, certo? ;) E eu acredito que vou vencer este trauma com umas boas aulas de natação, profissionais, digo eu ;)

 

A banda desenhada que encontrei é um despertar de consciência, é muito importante saber nadar, não só para a nossa própria segurança, mas também pela dos outros. Tenho a certeza que vais conseguir e que esses ataques de pânico não irão fazer mais sentido. Quando olhares para trás vais sorrir muito com estes medos.

 

Muito obrigada por esta bela partilha que encerra também uma lição de moral.

horo_07.jpg

 

One Smile a Day com.. a Miúda Opinativa

E o One Smile a Day de hoje pertence à Miúda Opinativa, autora do blog Opiniões e Postas de Pescada.  Uma adepta nata de opinar, com ela nada fica por desvendar! E é isto mesmo que ela nos apresenta diariamente: opiniões bem estruturadas e fundamentadas, nem que seja em simples sorrisos, que nos fazem refletir, concordar ou discordar. Não existe um tema único, podemos encontrar de tudo um pouco, desde os assuntos mais banais aos assuntos que exigem seriedade. Dona de uma personalidade que desperta empatia e sempre disposta a receber-nos simpaticamente, constitui para mim uma visita diária, leve, simples e descontraída. Venham daí conhecer esta miúda e boas quedas! (ups, leituras, boas leituras)

 

"OH MEU DEUS, a ChicAna convidou-me para participar nesta rubrica. AWESOME!!” – foi este o meu pensamento quando recebi o e-mail. Então ando nisto há tão pouco tempo e já estou a participar nestas coisas giras e que me têm dado tanto gozo ler? Fixe!! :D

Muito obrigada, mesmo, pelo convite!! :D

 

Por mais que me custe admitir, não me foi difícil lembrar de um episódio hilariante que tenha ocorrido na minha vida. Feliz ou infelizmente, eu sou algo propícia a situações inusitadas… Confesso que o difícil foi escolher. Enquanto pensava nisto, percebi uma coisa – a maioria das minhas situações hilariantes envolveram quedas. Consequência da minha débil motricidade… Vai daí que decidi que o episódio que ia contar tinha que ser sobre quedas. Mas qual?

Seria aquela vez em que me desequilibrei nas escadas do metro da Baixa-Chiado e fui a trote por ali abaixo, sempre a pensar que ainda ia mas é de rabo, e me agarrei a uma rapariga de casaco amarelo-mostarda (vergonha!!)?

Ou quando caí nas escadas da faculdade que estão mesmo de frente para o bar que, só por acaso, estava cheio e, portanto, tive uma assistência petrificada demasiado grande (vergonha!!) a ver-me a cair por ali abaixo?

 

Não. Tinha que ser a mais aparatosa e humilhante. E, por acaso, das mais recentes.

 

Foi há quase um ano. Estávamos no início de Abril, ainda chovia e eu tinha começado há cerca de um mês no meu trabalho. A empresa está localizada num complexo de escritórios agradável e à hora de almoço, eu dou sempre um passeio pelo complexo para esticar as pernas.

Mesmo quando está a chuviscar, como era o caso naquele dia. Acontece que o piso à entrada do edifício não é o melhor. É daqueles que escorregam assim que ficam ligeiramente molhados. Ora, sendo eu nova por ali, não tinha ainda percebido que era TÃO escorregadio, do género manteiga. Então, como é óbvio (pelo menos tratando-se de mim – tratando-se de uma pessoa normal, não seria assim tão óbvio), eu escorreguei e caí ali.

Mas não foi uma queda qualquer. Foi uma queda com tudo o que tenho direito. Escorreguei, perna esquerda levantou-se e caí de rabo/cóccix no chão e, qual Cinderela, perdi um sapato (inteligente, andava de sabrinas) que, sabe-se lá como, ficou atrás de mim.

Isto já teria sido suficientemente mau se eu estivesse sozinha. Mas não, óbvio que não. Tal como havia acontecido na escada da faculdade, tinha assistência. Mas em vez de um bando de estudantes universitários com fome, tinha o Diretor Geral, o Diretor Financeiro e o Diretor Comercial da empresa a verem isto tudo e sem saberem muito bem o que fazer.

Ajudam? Não ajudam? Ai, ai, o que fazemos… Ainda me perguntaram se estava bem, mas ficaram de tal forma petrificados com aquilo que, à exceção do Diretor Geral, ninguém teve grande reação. Nem uma mãozinha para ajudar a levantar? Nada! (E se calhar, ainda bem que não!).

Então e o que é que o Diretor Geral fez? Pegou na sabrina perdida e com um ar muito atrapalhado veio dar-ma. “Olhe… não se esqueça do sapato”. Sim, foi mesmo isso que ele me disse - “Não se esqueça do sapato.” Porque eu ia mesmo sair dali e entrar no edifício descalça.

 

Estão a imaginar? Novos numa empresa, a quererem causar uma boa impressão mas, em vez disso, a esbardalharem-se à grande e, como se isto não bastasse, o Diretor da dita empresa vir-vos entregar o sapatinho em mãos… Não sabia se ria (a minha reação natural às quedas é rir-me), se chorava (a VERDADEIRA HUMILHAÇÃO!!). Eu só queria que a minha queda tivesse aberto um buraco muito fundo para me enfiar. Escusado será dizer que esta história depois correu mundo e eu fiquei conhecida como a “nova que caiu”.

 

De repente, a humilhação sentida no Metro e na Faculdade não foram nada… Mas, felizmente, foi só humilhação. No meio disto tudo, nunca parti nada :D

 

Eu confesso que ao longo deste texto dei 3 gargalhadas enormes, por cada situação, mas a última, ai, a última! Acho que nunca tive uma queda assim tão aparatosa e principalmente com membros tão ilustres na plateia!

Muito, muito obrigada por esta partilha, acredita que eu é que tenho de agradecer por me contarem situações tão divertidas, e, que no fundo, podem acontecer a qualquer um.

 

mhdm_159.jpg

 

One Smile a Day com.. a Mãe dos PP's

A minha convidada de hoje na certa vai trazer sarilhos a dobrar. Duvidam? Não o façam! Não fosse ela a Mãe dos PP's, a autora do blog com o mesmo nome A Mãe dos PP's. Este blog surgiu em Agosto do ano passado, com o intuito de nos falar sobre a sua experiência da maternidade em todas as dimensões em que esta existe: componente pessoal, componente comportamental, muito humor... Tem dois meninos com uma diferença aproximada de dois aninhos, estão numa das idades mais engraçadas, em pleno crescimento e o blog é quase um diário, condimentado por uma personalidade fantástica e sempre de sorriso pronto. Não a conhecem? De que estão à espera?

 

Ora bem, não conhecem o pai dos PP´s, mas adianto-vos que temos personalidades e pontos de vista muito diferentes. A bem dizer nós fazemos parte de "os opostos atraem-se".


Eu sou muito brincalhona e ele é todo certinho e dependente das suas rotinas.Eu adoro uma boa palhaçada e como tal, uma boa picardia.
Quando estávamos a preparar o casamento, já eu tinha o vestido escolhido, os sapatinhos, o véu e todas essas coisas que fazem parte de uma noiva.
No entanto, havia um pormenor que eu ainda não tinha escolhido: A liga.


A liga (que a bem dizer acho que não serve para nada) que eu escolhi tinha nada mais, nada menos que um pom pom azul que quando se apertava ou carregava nele tocava a marcha nupcial. Sou uma pessoa que gosta de vestir discretamente, mas pensei que seria bom tirar o noivo do sério um pouquinho. No fundo, eu sabia que se fosse ele a escolher, escolheria algo mais "decente".


Chegado o grande dia, toda eu muito nervosa e levada ao altar pelo meu pai, dei a mão ao noivo e a celebração começou. Sendo católicos praticantes, optámos por celebrar o matrimónio com Missa o que dava para estar sentadinhos a escutar a homilia e as sábias palavras do sacerdote. A meio da celebração ele mete a mão na minha perna e aquilo começa a tocar a marcha nupcial. Na primeira vez ele não disse nada, da segunda vez que aconteceu segreda-me ao ouvido:" mas será um convidado meu ou teu que meteu esta música no telemóvel?" Esforcei-me para não me rir e respondi: "aposto que é convidado teu e que horror toda a gente ouve isto na Missa"


Bem, terminada a cerimónia e seguindo para as fotografias, os comes e bebes lá se passou um dia muito feliz e bonito das nossas vidas.


Há noite (não vou contar os pormenores,descansem) ele ajudou-me a tirar os ganchinhos do cabelo e nisto levo a mão á perna e carrego na liga. Diz-me ele: " Eu devia ter calculado logo que isto era coisa tua, tens que fazer sempre uma malandrice onde for e em que momento for!" Rimos os dois a bom rir e ainda hoje ele diz que eu tenho uns" timings" do caraças para as minhas palhaçadas!


A liga,coitada, já está sem pilhas, mas muito bem guardada.
Espero que tenham gostado.

 

Tenho a certeza que, tal como eu, esboçaram um sorriso e já sabemos a quem é que os PP's saem com forte personalidade e um pouquinho terríveis vá! A culpa é toda da mãe.... e do pai também que também contribuiu!

Muito obrigada por esta bela partilha!

 

mentirinhas_284.jpg

 

One Smile a Day com.. a Diana

A minha convidada de hoje é a Diana, autora do blog A vida de Diana. Até há bem pouco tempo não escrevia com o seu verdadeiro nome, mas decidiu revelar-nos este pequeno segredo. Descreve-se a si própria como: “Quase Trintona, Mau Feitio Colossal. Curiosa, Perfeccionista, Observadora. Humilde e  Feliz.”  Pelo que eu conheço deste blog recente, e do outro que acompanhava, é sempre simpática, tem o dom das palavras, de escrever pequenos textos, mas intensos e repletos de significado. É quase como um diário. Visitem, vão gostar! (O mau feitio colossal nunca se faz notar)

  

Quando disse que, se me convidasses para participar na tua rubrica, já sabia que história contar, nunca imaginei que isso acontecesse no mesmo dia.

Obrigada, desde já, pela tua simpatia diária e pelo teu bilhete de entrada para o teu trabalho no blogue.

Sempre que lia as histórias que publicavas, lembrava-me sempre daquilo que me aconteceu e fartava-me de rir sozinha. Então, passemos ao que interessa.

 

Apesar de ser um relato curto, na altura, deu-me muitas dores de cabeça, literalmente, hahaha.

 

Devia ter uns 12 anos, talvez, andar no sétimo ano, e a minha escola decidiu levar a criançada à piscina pública da terra. Eu não sei nadar mas ia animada na mesma. Provavelmente, seria a primeira vez que lá punha os pés.

Tivemos de ir de autocarro porque, embora o trajecto fosse curto, éramos muitos. Bem, lá fomos nós e passamos a tarde toda dentro de água, a brincar.

Chegou a hora de tomar banho e trocar de roupa. Fomos todos, tudo ao molho e fé em Deus.

No início, tínhamos sido avisados da hora de partida e, como seria de esperar, pequenita que era e sem noção, atrasei-me. Quando me apercebo que já toda a gente estava no autocarro, à espera, fico super aflita, pego nas minhas tralhas e desato a correr.garfieldvidro.jpg

Não sei quem foi a alminha que, quando construiu o edifício das piscinas, decidiu fazer tudo em vidro. Pois, aquilo estava tão limpinho, que não me apercebi. Então imaginem a minha corrida a "100 kms/hora" e um choque massivo contra a porta. Hahahaha.

Só não me esborrachei no chão por sorte e fiquei com uma dor de cabeça que durou horas.

 

Por vezes sou impulsiva, e fiquei tão curiosa com a tua história, que o convite foi logo feito e aceite na hora.  E não podia ter vindo em melhor altura, pois sempre que me lembrava do teu texto, sorria. Acredita que passei a semana em pulgas para o publicar!

 

Muito, muito obrigada. Consigo perceber perfeitamente o teu drama, pois a “minha” piscina também é toda vidrada e por vezes acontecem acidentes.

ga810323.jpg

 

Bom fim de semana! Aproveitem para concorrer ao passatempo aqui. Sem requisitos obrigatórios!