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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

A arte de dormir

Felizmente tenho a capacidade de adormecer facilmente e ter noites tranquilas. Ontem não foi exceção. Adormeci ainda mal o M se tinha deitado, dormi profundamente até de manhã.

Sou sempre a primeira a levantar-me e passado 30 minutos levanta-se ele. Para não o acordar, não acendo nenhuma luz, saio lentamente do quarto, sem barulho e fecho a porta para a claridade não incomodar.

 

Ontem, passo várias vezes pela porta do quarto e ela continua bem fechada. Dou ali umas quantas voltas, mas preciso mesmo de ir buscar os acessórios que me faltam.

 

Abro a porta lentamente , olho para a cama e estava vazia! Vazia! Começo a resmungar para mim própria que ele saiu do quarto e deixou a porta fechada, estando já a atrasar-me.

 

Passado uns minutos aparece ao pé de mim:

 

Chic’ Ana: Então, mas tu fechaste a porta novamente? Pensava que estavas a dormir, estou farta de dar aqui voltinhas!

M: Mas.. tu não reparaste que eu não dormi aí?

Chic’ Ana: Não dormiste aqui? Então dormiste onde?

M: No escritório.

Chic’ Ana: Porquê?

M: Os vizinhos do prédio do lado estavam com mais uma festa de arromba. Música aos altos berros até às 2h30 da manhã.

Chic’ Ana: Não ouvi nada!

M: Pois, eu reparei. Não conseguia dormir e estava a ficar mal disposto, levantei-me e adormeci no sofá. A sério que não viste que eu não estava na cama? Nem quanto te levantaste?

 

Pois, não vi mesmo. Acordei, vesti-me, ajeitei a roupa da cama, pensando que o estava a tapar, não acendi qualquer luz, saí em pezinhos de lã e não ouvi nem vi qualquer barullho no escritório. Conclusão: Eu estou a dormir até colocar um pé na rua.

 

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Um namoro original

Continuando a saga do amor, hoje tenho um pedido de namoro para vos contar muito original.

 

Enquadramento: 8º ano, em que os pedidos eram feitos por papelinhos, através de um beijinho repenicado ou por “amigos correio”.  

 

A minha melhor amiga estava apaixonada pelo Manuel, queria declarar-se, mas faltava-lhe a coragem necessária. Recorreu então aos serviços do “amigo correio”, eu. O meu papel era muito fácil, tinha de chegar perto do Manuel, dizer-lhe que a Sara gostava muito dele e que queria namorar com ele. Só que, havia um pequeno grande senão. O Manuel tinha um gémeo idêntico, o Martim. Eu não os conhecia  o suficiente e, como tal, não os conseguia distinguir.

 

Sara: Chegas ao pé do Manuel e verificas se ele tem um sinal pequenino junto ao queixo.

Chic’ Ana: Considera-o feito!

 

No intervalo seguinte, lá vai a Ana toda contente á procura do Manuel. Encontro a dupla juntinha e após passar para a frente e para trás no corredor (diversas vezes) a tentar avistar o dito sinal, desisto. Neste momento já estavam todos a olhar para mim. Aproximo-me do grupo..

 

Chic’ Ana: Desculpem, posso incomodar um pouco?

(silêncio)

Chic’ Ana: Qual dos dois quer namorar com a Sara?

(Olham um para o outro, conversam através de sinais e olhares)

 

Gémeo: Eu, posso ser eu.

Chic’ Ana: Boa! Vou já contar-lhe e fica já o encontro marcado para daqui a 3min no pavilhão.

 

Lá vou eu toda contente dar a novidade á Sara que ficou radiante. Foi encontrar-se com o Gémeo em questão e só nos voltámos a cruzar na sala de aula.

 

Sara: Bolas, Ana, erraste o gémeo…

Chic’ Ana: Então não era o Manuel?

Sara: Não, era o Martim!

Chic’ Ana: E não é a mesma coisa? Eles são iguais… Da próxima vez resolves tu o problema!

Sara: Podes então acabar com ele no próximo intervalo?

Chic’ Ana: E digo o quê?

Sara: Que não era o certo!

 

(O namoro durou 45 minutos, o tempo da aula)

 

Tirando este pequeno engano, ainda hoje continuamos as melhores amigas, apesar da distância. Fui madrinha de casamento dela e não confundi o noivo com qualquer outra pessoa, felizmente que este não tem nenhum gémeo.

 

Têm algum episódio caricato semelhante?

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 Não se esqueçam do passatempo!

O pedido

Ontem foi dia dos namorados, o dia de excelência do amor, e nada melhor do que recordar o meu pedido de casamento.

 

Tínhamos comprado casa há relativamente pouco tempo e antes de nos mudarmos, queríamos dar-lhe um novo look, palavra chique para obras.

 

O M numa bela tarde vai ter comigo a casa dos meus pais, e muito apressadamente queria ir espreitar a casa e ver as novidades, etc. Eu estava num daqueles dias em que é necessário uma grua para me tirar do quentinho da casa, depois de muito esforço lá me convenceu a sair.

Chegámos à nossa nova casa e eu dei uma vista de olhos, parecia-me tudo igual ao que estava. A casa nem tinha um único móvel, portanto era fácil encontrar as diferenças. Entrei em todas as divisões menos no quarto. E ele bufava, espreitava e perguntava se eu tinha visto tudo.

 

Já farta daquela situação e sem ver nada de diferente, saio porta fora a resmungar por entre dentes que tinha saído de casa e os senhores das obras nem tinham lá colocado os pés. Nisto, sinto uma mão na minha a puxar-me para dentro de casa, ficámos um pouco no jogo do puxa e empurra, até que ele ganhou e me conseguiu encaminhar para o quarto.

Quando abri a porta, havia um coração de velas acesas, a rodear um ramo de rosas e uma caixinha com um anel.

 

Eu fiquei de todas as cores, só gaguejava... Sinceramente nem me lembro de dizer o Sim, mas este deve ter acontecido, porque o casamento deu-se!

 

Agora expliquem-me, como é que uma pessoa que entrava em casa e via tudo ao milímetro, não acha estranho haver uma porta fechada e uma luz alaranjada a sair por baixo da mesma, não acha estranho ter o M sempre a olhar fixamente para o quarto, não acha estranho toda a insistência dele? Devia estar mesmo distraída naquele dia.

 

Quando saímos de casa, ele suspira profundamente e diz: Se tivéssemos demorado mais uns segundos quando cá chegássemos tinha de te pedir em casamento com espectadores, os bombeiros, porque a casa devia estar a arder!

 

E por aí, como foi o vosso pedido de casamento ou de namoro?

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Relativamente ao passatempo das Deemak Twins, a grande vencedora foi a Cristiana Teixeira. Parabéns, vou enviar-te um e-mail para me dares os teus dados.

 

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O tapete irresistível

Quando comprámos casa, queríamos ter uma sala que fosse confortável para receber os amigos e a família. Neste contexto havia duas peças fundamentais: uma mesa grande e um sofá que fosse espaçoso e confortável. 

 

Adquiridos estes dois itens, estava aberta a época de convívio. O tempo foi passando e tudo corria como o pretendido, até que entrou outro elemento na sala: o tapete, que foi estrategicamente colocado em frente ao sofá. O tapete faz as minhas delicias, adoro estar sentada no chão a ver televisão, adoro chegar a casa, fazer o lanche e comer no tapete da sala.

Chego ao ridículo do M estar sentado no sofá, aconchegado, e de eu estar esparramada no tapete, seja de verão ou de inverno.

 

Num dia belo dia…

 

M: Não sei para que temos um sofá se estás sempre pelo chão. Comprámos um sofá grande, que nem era o meu favorito e agora não lhe dás uso.

Chic’ Ana: Então não dou? Onde é que eu me encostava se não existisse o sofá? Ainda manchava a parede e ficava com uma dor de costas tremenda.

 

Acham que contribuí para a diminuição da irritação dele? Há mais alguém que prefira o tapete ao sofá? Devo ter sido um rastejante noutra vida…

 

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Lembram-se do passatempo da semana passada? Ainda se encontra ativo, portanto de que estão á espera para concorrer?

 

Sexta-feira cheguei a casa e tinha um miminho espetacular das Deemak Twins. Elas conseguiram reproduzir-me numa bonequinha fantástica, que serve para marcar as páginas dos livros! Para além deste marcador, enviaram ainda um colar muito guloso e que vou usar e abusar, principalmente na primavera e no verão. Reparem em todo o carinho e cuidado com que enviam as peças:

 

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Eu fiquei completamente apaixonada e já ando aqui a magicar uma encomenda para oferecer a uma pessoa muito especial! Muito obrigada por esta surpresa!

Um padre velocista

O episódio que tenho para contar hoje é algo que acontece com alguma frequência na Igreja que frequento. Tanta, que algumas crianças e até mesmo adultos, a encaram com diversão e outras com muito receio / aversão.

 

Durante a missa, a parte mais importante da mesma ocorre até à Comunhão, instante em que as hóstias se transformam em Corpo de Cristo. Quem tenha celebrado a primeira comunhão e faça confissões com alguma assiduidade pode comungar.

As regras que me ensinaram são bastante simples: O Padre ou o Diácono têm as hóstias, nós aproximamos-nos, eles dizem “O Corpo de Cristo” e respondemos  “Amém”, aceitamos a hóstia diretamente na boca ou através das mãos, sendo que a esquerda tem de estar por cima da direita.

 

Ora, é um processo que decorre em silêncio e calmamente sempre com respeito, só que de vez em quando ouve-se um grito…

 

Padre (a gritar para o microfone): Espere!!

Criança ou adulto (Ainda com a hóstia na mão): Sim?

Padre: Não se esqueceu de nada?!

(E fixa o olhar assustador, não importa se tenha uma fila enorme, ele espera até que a criança / adulto diga Amém e coloque a hóstia na boca, muitas vezes alguém tem de ir dizer ao ouvido o que falta fazer, porque é um grito e um olhar reprovador de tal forma que qualquer um fica sem reação).

 

Quando um de nós coloca logo a hóstia na boca, segue caminho e se esquece de dizer Amém, parecem os Jogos sem Fronteiras! Acham que espera tranquilamente até ao final da missa para chamar a atenção? Não! Corre atrás das pessoas, persegue-as até ao lugar se for preciso e não sai de lá enquanto não levar um raspanete. As outras pessoas que estão na fila? Que esperem!

 

Portanto, tantas vezes é o receio de falhar que ainda ele não disse “Corpo de Cristo” e eu já estou “Amém, Amém”.

 

Depois há outras pessoas como a T, que recebem a hóstia, dizem Obrigada e apenas levam com um estranho olhar!

 

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 Não se esqueçam do passatempo que está a decorrer aqui! Boa sorte!

 

A natação e a maquilhagem

Há alguns anos que pratico natação e na natação não há grande volta a dar: o penteado é o mesmo para toda a gente – a touca. Depois há toda uma moda de fatos de banho e chinelos. É cada desfile naquele cais da piscina que mais parecem as audições para um concurso de modelos. A par desta realidade, existem três modalidades de rostos:

 

    a) os naturais, sem qualquer maquilhagem, e onde se inclui a maior parte da vertente masculina – sim, porque já encontrei homens maquilhados;

 

     b) os de maquilhagem à prova de água, que estão sempre impecáveis com as suas longas pestanas e sombras brilhantes que se refletem na água;

 

    c) e finalmente…. os de maquilhagem normal! Minhas senhoras e meus senhores, se querem evitar ataques cardíacos na piscina, já para não falar do rasto preto ou colorido que deixam na água, por favor, desmaquilhem-se antes…

 

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Quantos de vocês já se depararam com tal imagem? 

Agora imaginem que a pessoa quer conversar convosco e sorrir para vocês com aqueles olhos... Assustador!

O dentista

Quando era criança adorava ir ao dentista. Geralmente cada vez que lá ia, vinha sem um dente de leite. E qual é a componente positiva? Os gelados! Para estancar a pequena hemorragia, os médicos aconselhavam a comer um gelado mal saísse do consultório. Conclusão: se existem crianças que choram para ir ao dentista, já eu, perguntava constantemente se não havia mais dentes para arrancar.

 

Bom, chegada a uma determinada altura, efetivamente os dentes de leite terminam e a parte positiva do dentista, termina também. A partir dali foi o aparelho, que doía sempre que tinha de ser apertado, as horas e horas sem poder comer depois de colocar alguma massa.. Acabaram-se os gelados, acabou a alegria! Até há bem pouco tempo, quando me disseram que tinha de arrancar os dentes do siso. Oh maravilha, todo um desfile de gelados na minha mente!

Mas a dor, a dor não compensa o gelado…

 

Unido a todo este processo, existe ainda o mistério das longas conversas na cadeira do dentista. Portanto, temos uma série de objetos na boca: é o tubinho de aspiração, o outro aspirador que o auxiliar coloca, são as mãos do dentista e todos os apetrechos com que ele está a trabalhar… (por vezes a nossa boca parece um poço sem fundo)

 

Mas mesmo assim insiste:

Dentista: Então como vai o trabalho?

Chic’ Ana: Mfmmmmm;

Dentista: Pois isto não está fácil. E a família tudo bem?

Chic’ Ana: Mfmmmmm;

Dentista: Ah, que interessante. Veja lá como as coisas são!

Chic’ Ana: Mfmmmmm;

Dentista: Ora então, está despachada. Gostei muito de falar consigo. Já sabe, daqui a 6 meses cá nos encontramos…

 

Isto foi um monólogo certo?! Ou por eu ter emitido uns ruídos estranhos já é considerado diálogo?

 

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Aos criadores de vestuário

Pois muito bem, como a minha camisa branca decidiu ficar cinzenta (de livre e espontânea vontade, ou não) lembrei-me de ir aos saldos ver se encontrava alguma baratinha.

 

Peguei em alguns modelos e fui rumo ao provador: 

   - A primeira, tinha um decote muito grande;

   - A segunda não tinha ombros;

   - A terceira tinha aberturas nas mangas de cima abaixo;

   - A quarta não me ficava bem por nada;

  - A quinta estava perfeita á frente, mas tinha um decote tão grande atrás que se via o soutien todo.

 

Finalmente encontrei uma branquinha muito gira, na nova coleção, só que o preço era absurdo.

 

Contudo, fica aqui uma questão: Os criadores de moda não sabem que precisamos de camisas compostas? Ou são demasiado transparentes, ou com tecido a menos, ou são justas demais, ou são largas demais. Já sei, já sei, até posso estar a ser muito esquisita, mas não consegui encontrar uma camisa branca de que gostasse verdadeiramente, e não me parece que seja assim uma tarefa muito complicada.

 

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Ouvir música no trabalho

Eu adoro ouvir música, e, num ambiente de trabalho amplo, quando uma tarefa exige concentração máxima, pode ser um bom escape e funcionar como isolador de todo o burburinho que existe em redor.

 

Assim foi, ontem à tarde precisava de terminar urgentemente uma tarefa para a reunião que iria ter. Coloco os phones nos ouvidos e trabalho afincadamente.

Chegada a hora da reunião, retiro os mesmos dos ouvidos, um dos phones cai e prende-se nos caracóis. Como é habitual, tudo o que cai no meu cabelo é dele. O phone não foi exceção. Tento retirar e quanto mais o faço, mais ele se embrenha nos caracóis.

 

Olho para a hora e vejo que estou demasiado atrasada. Pensa Ana, pensa….

 

Retiro os phones do computador, passo-os por dentro da roupa, e tento fingir que é algo natural, podem estar associados ao telemóvel.

 

A reunião começa e de vez em quando vejo uns quantos olhares com uma pergunta silenciosa. Pergunta essa que finalmente tomou forma pelo meu colega do lado.

 

Colega: Ana, porque é que tens um fio pendurado no cabelo?

Chic’ Ana: Nota-se muito? Não o consigo tirar, está todo enrolado!

Colega: Acho que toda a gente reparou, mas age como se nada fosse.

 

Assim foi, terminou a reunião e eu estive 20 minutos na casa de banho a socorrer o phone do meu cabelo!

 

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O meu Diablo

Este fim de semana estive a jogar Diablo, desengane-se quem pensa que estou a falar da febre do jogo de computador ou consolas que para aí anda, estive mesmo a jogar com aquele objeto em forma de ampulheta, que tinha dois pauzinhos com uma corda para equilibrar o objeto, atirar ao ar e voltar a apanhar.. Sabem do que estou a falar, certo? Ou estou a desenterrar um típico tesourinho deprimente?

 

Eu era mesmo boa com aquilo: fazia uma série de truques e normalmente atirava o Diablo a uma grande altura e conseguia apanhar sem qualquer problema.

 

Ontem foi o dia, o dia em que percebi que tenho de praticar mais se quero regressar à infância.

 

Estava eu muito bem ao lado da casa a atirar o Diablo ao ar, ele subia cada vez mais, cada vez mais alto, e eu com cada vez mais confiança. Sempre me disseram que quanto mais se sobe, maior é a queda, pois assim foi. A minha confiança está neste momento em cima do telhado, juntamente com o Diablo. 

Podia alegar que esteve um vento demoníaco, mas não corria uma aragem. Podia dizer que foi uma gaivota que colidiu com ele e que o empurrou para cima do telhado, mas por aqui só há mesmo aves de rapina e não se via nenhuma nas redondezas...

 

Dream on, dream on!

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Eu voltarei para te buscar, quando ninguém estiver a ver... Espera por mim!

 

Já participaram no passatempo? Restam 2 dias!