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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Daltonismo

A propósito do texto de ontem, sobre o M não encontrar o frasco azul, houve muitas questões sobre o daltonismo. Ele não é daltónico, contudo, tenho dois grandes amigos que o são, e nunca me tinha apercebido da situação até um determinado momento.

 

Um dia no regresso da faculdade a altas horas, dá-se o seguinte diálogo no carro:

MT: Podes dizer-me rapidamente a cor do sinal?

Chic’ Ana: Está amarelo.

MT: Mas é daqueles que muda de cor?

Chic’ Ana: Não, acho que tem apenas uma cor intermitente. Podes passar, com cuidado.

 

MT: As cores daquele sinal mais à frente estão pela ordem correta?

Chic’ Ana: Sim, mas o que é que se passa? Não estás a ver bem?

MT: Estou cansado, mas essencialmente não distingo o verde do vermelho, oriento-me sempre pela ordem das luzes, sei que a primeira é sempre para parar, e a última para avançar.

Chic’ Ana: O quê? Já nos conhecemos há 4 anos e nunca me disseste nada?!

MT: E não tinha dito, mas estou realmente cansado e hoje a condução não está a ser automática…

Escusado será dizer que passei o resto da viagem a gritar verde ou vermelho!

 

 

Quando acabei a faculdade, juntei alguns amigos para me assinarem as fitas. A dada altura, dois deles trocam as fitas para lerem as dedicatórias e um deles sai-se com a seguinte questão:

Z: Olha, enganaste-te, colocaste aqui que a Ana tem os olhos azuis.

Chic’ Ana: Então, está certo.. eu tenho os olhos azuis.

Z: Hummm, então não são verdes claros?

Chic’ Ana: Não…. Mas….

Z: Pois, eu confundo um pouco as cores e como eu tinha a percepção que os teus são mais claros, sempre os atribuí a verde.

 

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E o que é isto do daltonismo? O daltonismo pode assumir também o nome de discromatopsia ou discromopsia. Consiste numa perturbação da percepção visual caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores, sendo que as mais frequentes de se baralhar são mesmo o verde e o vermelho. Esta perturbação tem normalmente origem genética, mas pode também resultar de lesão nos órgãos responsáveis pela visão, ou de lesão de origem neurológica.

Esta perturbação é mais comum de ser encontrada no sexo masculino, uma vez que o problema está geneticamente ligado ao cromossoma X. Como as mulheres têm dois cromossomas X, existe semrpe a possibilidade de um compensar o outro, o que explica a baixa incidência desse distúrbio entre as mulheres, contudo, também pode acontecer.

 

Querem saber se são daltónicos? Se conseguirem identificar todos os números na imagem abaixo, não são, se tiverem dificuldade em identificar todos ou algums, podem ter uma espécie de daltonismo.

 

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Bem sei que o post é grandinho, mas têm o feriado também para o ler! Divirtam-se e até sexta =)

O drama das calças

Eu e as calças temos um relacionamento muito complexo e bipolar, são raras as alturas em que estamos de bem, ora vejamos: Compro-as e estão-me ligeiramente apertadas (propositadamente), passadas 2 utilizações estão ótimas, passadas 3 estão largas. Começo a utilizar cinto.

Quando vão para a máquina, ficam de tal forma apertadas que é difícil entrar dentro das mesmas, mas basta uma utilização para ficarem novamente larguíssimas. Ora, não as posso lavar a cada utilização, senão a ganga estraga-se num instante.

 

O que decidi eu? Ao invés de comprar calças mais baratinhas, decidi que ia apostar em qualidade em vez de quantidade. Andei a poupar dinheiro e comprei umas calças da Salsa. Desfilei durante 2 semanas a exibir as minhas calças novas que me ficavam perfeitas – é importante frisar que não andei com elas continuamente. Ao final de 3 semanas, o meu rabiosque desapareceu! Sim, não sei o que lhe aconteceu, não perdi peso, aparentemente está igual, mas as calças estão super largas atrás. Lá veio o cinto salvar a situação, até que alargaram todas por completo.

 

Ok, gastei mais dinheiro e tinha o mesmo problema. Não satisfeita e na procura das calças ideais, lembrei-me das “One Size Fits All”, afinal, pelo que anunciam, posso engordar, emagrecer, que me ficarão sempre boas. O que tenho a dizer sobre as mesmas? Nas primeiras duas utilizações senti uma certa claustrofobia nos joelhos, nem sabia que tal era possível, mas elas apertavam muito. Na terceira utilização, senti um conforto extremo, como se nem existissem e realmente pareciam ter a mesma forma inicial.

 

O que me esperará nas próximas utilizações? Alguém tem umas calças deste modelo?

 

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Numa de ajudar

Infelizmente o desemprego é uma realidade cada vez mais triste e avassaladora, ninguém está seguro a nível profissional e, desta vez, este infortúnio calhou ao nosso amigo Smurf.

Ontem recebi um e-mail com um pedido de ajuda para divulgar a sua experiência profissional e questionar se alguém está a par de alguma proposta, de alguma vaga nem que seja em part-time.

 

Relativamente a experiência profissional, sempre trabalhou na área da banca e seguros. Os últimos empregadores foram o Barclays e o Santander Totta. Possui o Curso Geral Bancário no Instituto de Formação Bancária, tendo conhecimentos variados, nomeadamente em Cálculo Financeiro / Contabilidade Geral e Bancária /Economia / Operações Bancárias Gerais I e II / Operações Bancárias Estrangeiro I e II / Mercado Financeiro I e II / Direito Bancário / Marketing e Serviços Bancários.

 

Se alguém souber de alguma oportunidade ou tenha alguma sugestão de como atuar, agradeço que deixem aqui nos comentários.

 

 

 

E já que estamos numa de ajudar, a Magda lançou-nos dois desafios a semana passada, que eu deixo também aqui:

- Vamos alimentar uma biblioteca e provar que uma pequena aldeia na Madeira também pode ter uma boa coleção de livros?

  

- Quem puder ajudar a Movimento Animal, tal como tantas outras instituições animais que carecem desesperadamente de fundos, pode fazê-lo aqui e habilitar-se a ganhar um miminho.

 

Juntos somos mais fortes, e juntos conseguimos pequenos milagres! Se possível partilhem este post, para que chegue a mais pessoas.

 

Obrigada!

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Um ano de Chic' Ana

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Foi há precisamente um ano, um ano que fiz o meu primeiro post no blog. Confesso que foi com um misto de receio e de entusiasmo que o fiz pela primeira vez. O que será que me esperava?! O que eu queria, sabia-o bem: um escape do dia-a-dia.

 

 

Há uns meses atrás eu escrevia: “Este blog transformou-se pouco a pouco, num local onde me sinto bem, onde sei que posso ser eu própria sem qualquer restrição. É um blog intimista, quase como um diário da era moderna, na medida em que, escrevo sobre situações reais que me acontecem. Inspiro-me em situações que eu vivi, presenciei ou de alguma forma me marcaram.

 

Pouco a pouco esta partilha, através dos diversos comentários, através da interação, começou também a transformar o meu dia. Comecei a ter em conta determinadas opiniões, comecei a acompanhar vivências e a partilhar mesmo problemas do quotidiano. No fundo, estas pessoas que existem por trás do teclado, tanto do computador, como do telemóvel, transformaram-se em amigos. Sim, em alguns casos, muito mais presentes que os amigos ditos reais. São pessoas com quem me relaciono diariamente, são pessoas com as quais simpatizo e criei laços verdadeiros. São pessoas que por vezes me fazem pensar "o que andará a fazer x?", ou mesmo recordar episódios e sorrir...

 

Um ano depois há algumas caras que eu não posso, nem quero esquecer e que de alguma forma mais marcaram este percurso.

Já que o Sapo não linkou muita gente, desafio-vos a encontrarem-se:

 

A Duquesa e o seu gato, a minha blaranja, sempre presente e disponível. A minha Sofia, com as suas maluqueiras que tão bem compreendo. Uma Gata sem papas na língua e sempre certeira. A Nay, com sábios conselhos e sempre positiva. Uma Mula com os coices mais gentis da blogoesfera. A Kikas, sempre amorosa e com uma palavra amiga. A Débora, com as suas peripécias pela Suíça. A Ana, o caos sempre organizado e as inúmeras coincidências. A Tixa, que tive o prazer de acompanhar na gravidez à distância. A Cristina, que me coloca sempre um sorriso na cara. A Fashion, com os seus textos magníficos. A Green que tem o poder único de refilar comigo mas acabarmos sempre em bem. A Lou, com os seus belos trabalhos e histórias. A Marta, a minha super mulher, com uma postura que eu admiro. A Catarina, uma super mãe sempre divertida. O Moralez, a alegria em pessoa. A Sónia, com as suas belas imagens. As Ladys, o grupo mais animado por estas bandas. A M-m com quem adoro conversar. A Ana Rita, mais uma doida de serviço. A Sofia, com as suas aventuras. A Joana, sempre a espalhar charme no meu caminho. A Sara com os seus visuais e traquinices. A Isabel, que não deixa a minha moda por mãos alheias. A Kat, sempre a tentar-me com os seus looks e programas. A minha Princesa, bem humorada e com aventuras a dois. Um Pingo de mel para adoçar o meu dia. Um senhor que nada tem de solitário. Os bastidores sempre com ideias magníficas. A Maria, com a sua experiência e simpatia. A Inês, com produtos tentadores. A Sofia, sempre atenta à seleção. O Malik, com uma poesia de encantar.  A Fia, sempre inspiradora. A Ana que me arranca sorrisos e me ensina mais sobre a vida. A Miss DC, com um humor muito próprio e divertido. A Anita e as aventuras do seu mini. A Magui cujo blog é sempre uma surpresa. O Paciente, companheiro de longas conversas. O Manual da Moda, para estar sempre a par das tendências. O Torcato que me ensina sempre algo. O Lápis Roído que me faz dar gargalhadas em pleno open space. A bailarina cujos posts bailam pelo meu olhar. O João com os seus vídeos encantadores. A Liz, sempre em busca de equilíbrio. O Aflores que me inspira a querer sempre ir mais além. A Caracol e a Bruxinha, as cunhadas que são uma autêntica fonte de sorrisos. A Célia, a nossa figura da autoridade que nos coloca em sentido. A Cátia, uma rapariga normal, que me encanta pela simplicidade. A M&M, a nossa emigrante que nos surpreende com os encantos de África. E quem diz que não a uma melhor amiga? A Pink, sempre com uma palavra amiga, sempre disposta a ajudar. A xxx que nos faz meditar. A Jessica Rabbit sempre pertinente. A Maribel, sempre pronta a educar! A Maria uma vozinha da razão. A Paula, a mestre no ponto cruz. A Mãe Maria sempre com relatos pertinentes. A Ana, a nossa quarentona super divertida. O Hetero Doméstico, que me desperta sempre um sorriso gigante. A Inês, com os seus pratos tentadores. O Pedro, somente a um continente de distância. A Joana e as suas aventuras por Marrocos, atualmente. A Isa, que faz da moda um brilharete. O Francisco, com os seus diários e notícias fresquinhas. A Cláudia, com um blog diário que me faz querer saber o que anda a tramar. A Isy, com os seus resumos diários. A Inês e o seu jeito para o desenho. O Carlos que nos convida sempre para um amável café. A NES sempre assertiva. A F, com tantas verdades que nos fazem pensar. Os Bloggers, sempre com locais encantadores. O Lynce, que seja muito bem vindo ao sapo, fazia aqui falta. A Lis e os seus toques de magia. A Aninha, sempre sorridente. A Maggie, com um estilo único. O Samokal, sempre com algo para nos ensinar. A Maria sem qualquer limite. A Andreia, sempre disposta a abrir uma gaveta de sua casa. Os segredos de uma quinta ás nove? Podem ser vistos aqui. A Cris que tão bem nos faz sonhar. A Maria, alguém recente, mas que está aqui para durar. A Sara, sempre com o seu sarcasmo e agora apaixonada! A Margarida com as suas peripécias hilariantes. Little, que é feito de ti? Também aqui tens o teu lugar. A Inês e os seus visuais. A Nina com as suas aventuras. A Rute e o seu maravilhoso sorriso. A Miúda e a Miúda que tanto me ensinam a cada dia. A Joana com a moda sempre em dia. A Sntnela, com textos que me fazem meditar. A Avelã com receitas de encantar. A Joana sem papas na língua. A Kelly que me faz sonhar com o casamento. A Filipa muito sorridente. A Francisca, sempre inspiradora. E que me dizem a um bom livro do pensamento? A Manu, com lindas palavras e imagens. A Ana que tanto me inspira a cozinhar! Peripécias num supermercado? Ninguém melhor que a nossa Lupa! A Ana Freire com as suas belas imagens. A Carolina com o blog que me faz sonhar. A Golimix, uma fonte de inspiração, uma lutadora. A Rute com posts sempre divertidos com a sua Kikas. Sempre em sentido com a Captain. A Maria com truques e dicas sempre boas. A Sofia, a nossa principessa. A Marta com os seus gatinhos e entrevistas. A Filipa, sem qualquer dúvida, mas que tantas interrogações me coloca. A Tea, sempre com a sua chávena quentinha. A Maria, a quem nunca faltam as palavras. A Magda, a nossa devoradora de livros. E porque o Drama também faz parte da nossa vida, nada melhor que a sua rainha. E quem se atreve a abrir a Caixa de Pandora? A JP que anda desaparecida por terras de sua majestade. A Just, sempre com um sorriso a acompanhar, e por falar em sorriso, mais um para verificar!. Nada de ficar com Nervoso Miudinho, que há aqui muito blog pela frente ainda. O Andy que por vezes parece que anda por outras galáxias. Uma Fatia recheada de surpresas. Duas Mulheres e Meia, com tudo o que nos rodeia. A Sara, com bonitas palavras. A B sempre com novidades. A Lua, que nada é sem o sol. A Teresa com aplicações relevantes. A Mãe dos PP's, sempre divertida. Tralhas à solta e a saltitar. A Tatiana sempre em busca de algo. Não percam qualquer informação pelo caminho, com o nosso Informador. A Gata que precisa de amigas, mas que está rodeada delas. A Vanessa, sempre sorridente e simpática. O Kok que nos desperta sempre um sorriso. A Us4all que me ensina hábitos alimentares saudáveis. Um suricata conquistador. Especial e única só há uma. A Mónica, mais desaparecida, mas com o seu lugar garantido! Sou mais eu, contigo. A Carina com o seu fiel companheiro. O espaço do bolinha de pêlo. A Sofia e o seu dia a dia. O nosso grande Escritor. A menina e o seu Jonas. A Simone, de mochila às costas. O meu companheiro do Armandinho. Aqui que ninguém nos ouve podemos sempre contar um belo segredo. A Erika que me serve sempre um copo de vinho. A Ellie e as suas tropelias. Outro local onde podemos rir estupidamente. A Lêh, sempre com textos cativantes. Uma esplanada muito agradável para tomar um chá a quatro mãos. E quando é o amor que tem palavras? Nada como um belo presente para a boca adoçar! A Isa com o sua forma de escrever que me cativa. A Ana, sonhadora. A Miss Pepper, com todos os riscos bem calculados. E com um pó de perlimpimpim estamos quase a chegar ao fim.

Dos blogs que tenho conhecido recentemente, mas que já se tornaram assíduos: My kind of Joy, Simples Assim, Casal Irrequieto, A Cláudia Ralha e o prazer na cozinha, Mami, acho que já estavas mais acima também! A Tânia, A Annah & the blog, A Marya Ana, A Matilde, A charmosa e a Daniela Silva.

 

E como o Último fecha a porta, que seja ele a fechar esta lista interminável de pessoas maravilhosas que contribuíram para o crescimento deste blog, alojado no Sapo e com a preciosa ajuda de uma equipa ao dispor.

 

 

O meu muito obrigada a todos, os que aqui estão, aos que me subscreveram, e a todos os que aqui não estão, pois certamente esqueci-me de muitas pessoas chave, mas que estão presentes no meu coração e que serão acrescentadas assim que me aperceber do lapso!

 

Obrigada!!!

 

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E preparem-se para as novidades que estão a chegar... 

A Era da Tecnologia

Apesar das inúmeras tecnologias e meios de comunicação existentes, cada vez é mais difícil comunicar.

 

As pessoas ditas reais, estão cada vez mais distantes, privilegiando-se a utilização de recursos tecnológicos: as pessoas preferem trocar mensagens e interagirem através de dispositivos do que se sentarem calmamente num café, de conversarem cara a cara, de trocarem sorrisos e momentos divertidos.

Hoje em dia, é o número de fotos que colocam no facebook que é verdadeiramente importante, é o número de amigos que têm nas redes sociais. Os amigos não se adicionam, conquistam-se!

São julgadas pela interação que têm no mundo virtual, enquanto que o real é cada vez mais descurado. Não se esqueçam que no facebook e em outros locais, só se divulgam as boas noticias – são fotos de passeios, viagens, férias, grandes carros e comezainas.. Será que representam mesmo a realidade?

 

Antigamente, a sala, que servia como ponto de encontro para toda a família, hoje é uma divisão vazia – cada um vai para o seu quarto, fecha a porta e perde-se o contacto. Como ficam então a criação e o estabelecimento de laços que tão importantes são?

 

Segundo Einstein, "o dia em que a tecnologia ultrapassar a interatividade humana o mundo terá uma geração de idiotas". Será que não alcançámos já este dia?

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E o porquê desta reflexão? Porque ontem telefonaram para um colega meu a informar que se tinha esquecido dos filhos na bomba de combustível. Segundo ele, estava entretido com o telemóvel, meteu-se no carro e arrancou, enquanto que os filhos tinham saído do carro e andavam por ali.. E por lá ficaram, até alguém lhe telefonar e contar o sucedido.

 

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Bom feriado! Aproveitem bem esta pausa a meio da semana.

Violência na Universidade

Este fim de semana li um artigo numa revista, na Happy de Abril 2016 (revistas de café é no que dá), que me deixou claramente de queixo caído. Não tinha a mínima noção dos números que vos vou apresentar de seguida.

 

De um estudo que envolveu 1823 estudantes, concluiu-se que:

  • 42% das alunas admitiu sentir medo constante de sofrer violência física ou abuso sexual;
  • 67% das estudantes sofreu um episódio de violência na universidade ou festas académicas, desde assédio sexual, coerção, violência sexual ou física, desqualificação intelectual ou agressão imoral ou psicológica;
  • 38% dos alunos praticou uma das formas de violência acima definidas;
  • Apenas 10% das alunas considerou ser uma vítima e somente 2% dos alunos admitiu a prática de violência;
  • 27% dos estudantes não considera violência o abuso sexual de uma colega alcoolizada;
  • 11% das alunas sofreu alguma tentativa de abuso sob o efeito de álcool.

 

Como é que uma pessoa consegue sentir medo constante de sofrer um acto de violência? Como é que alguém consegue viver nestas circunstâncias?

 

Pior, como é que 67% das estudantes sofreu um episódio de violência!? E que medidas foram implementadas para contrariar esta percentagem elevadíssima? Como é que alguém consegue aprender minimamente tendo estes números como referência?

 

O estudo foca claramente a componente feminina enquanto “agredida” mas acredito que a componente masculina também seja abrangida.

 

É urgente mudar mentalidades! Todo o artigo foca essencialmente a violência sexual, se tiverem oportunidade de o ler, procurem, pois é verdadeiramente assustador… Os jovens aqui presentes serão os adultos de amanhã. Quando saírem da universidade farão um clique e deixarão de ser violentos? Não me parece!

Temos de estar atentos, principalmente quem tem contacto direto com jovens. Há que fazer algo pela mudança, que parte de cada um de nós.

 

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 E amanhã para descomprimir, voltamos à boa disposição e humor!

 

Da ficção para a realidade

Tudo começou com uma abstração aqui e ali, com um “agora não me dá jeito, não me apetece ou tenho outros compromissos”, a sua ausência adensou-se a cada dia que passava..

 

De um momento para o outro deixou de responder a mensagens, deixou de atender o telemóvel, de um momento para o outro, havia nada, havia um vazio, nada se sabia…

 

Um namoro terminou, amizades ficaram pelo caminho, objetivos foram esquecidos ou modificados..

 

Procurámos no Facebook e vimos que tinha emagrecido, outrora forte e cheio de energia, tinha agora um corpo magro, uma sombra do que era. Antigamente o sorriso no rosto era a sua imagem de marca, um ombro amigo sempre à disposição, um parecer, um elogio ou uma graça, sabíamos sempre o que esperar, sabíamos sempre que com ele podíamos contar.

Mas nada nos tinha preparado para aquilo em que se tornou.. Uma mera silhueta de si próprio, com novas companhias, novas amizades, amizades que ocuparam o nosso espaço, um novo namoro.. Uma falsa felicidade.

Tomou a droga por sua nova confidente, trocou as conversas por um banco isolado de jardim, trocou o som da alegria por discussões e gritos, trocou a vida por laivos de sobriedade.

 

Como é que tudo aconteceu sob o nosso olhar?

Como é que ajudamos uma pessoa que escolheu outro caminho?

Como é que fazemos para que este aperto que temos no peito passe?

Como…?

 

Estejam atentos, porque a ficção rapidamente se transforma em realidade! Aquilo que pensamos que apenas acontece aos outros, está mesmo à nossa volta, no nosso meio, ao nosso alcance.

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 Hoje é um post de instrospeção, de reflexão, amanhã voltamos aos sorrisos com uma convidada especial!

Arrendar um apartamento não é fácil

Ontem estava eu muito sossegadinha na minha vida, quando me telefona um amigo meu a dizer que tinha encontrado a casa dos seus sonhos, mas necessitava de um fiador para alugar a casa. A conversa desenrolou-se e fiquei a perceber que, segundo ele, agora é necessário:

  • Identificação - o que eu considero normal.
  • Último recibo de  IRS e nota de liquidação - com o objectivo de perceber se o futuro inquilino tem mesmo capacidade para pagar a renda. Para mim já é uma informação demasiado pessoal, compreendo em caso de crédito, que têm de investigar quase a totalidade dos nossos rendimentos versus despesas, mas em aluguer já torço um pouco o nariz.

 

E a partir daqui é que começam as minhas dúvidas e o meu queixo a descair um pouco:

  • 3 últimos recibos de vencimento;
  • Declaração da entidade patronal;
  • 3 últimos extractos bancários (para verificar o saldo médio);
  • Fiador;
  • Mês ou Meses de caução.

Mas agora alugar casa é mais difícil do que contrair um empréstimo bancário?

Estamos a falar de uma autêntica invasão de privacidade. Então tendo 1 ou mais meses de caução, o proprietário não se encontra salvaguardado quanto aos possíveis incumprimentos?

E quem não conseguir um fiador? Não é assim tão fácil nos dias de hoje e nem toda a gente tem o perfil necessário para o ser..

 

Há aqui alguma coisa que me está a escapar, certo? Quem faz a gentileza de me tentar explicar?

 

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Um sonho, quem não o tem?

A semana passada tive um convite da Vitória (podem ler uma das suas peripécias aqui para a ficarem a conhecer um pouquinho melhor) que muito me alegrou - o convite era bastante simples, mas revelou-se muito complexo, pois tinha de partilhar uma história. Uma história real ou não, um pensamento ou um conto, a palavra de ordem era a partilha!

 

E lá fui eu para casa quando saí do trabalho a pensar no convite, e no tema sobre o qual deveria escrever, ia tão absorta nos meus pensamentos, que saí na estação errada. Confesso que por mais voltas que desse não me vinha nada à mente: Histórias cómicas, já eu tenho bastante e partilho-as a um ritmo quase diário. Histórias tristes, infelizmente é suficiente abrirmos um jornal, ligar a televisão para sermos logo bombardeados com estas questões. Então o que haveria de ser? Páscoa. Não sei, não tenho nada de relevante a acrescentar!

 

Até que se fez luz, porque não falar sobre um sonho? Um sonho real, um sonho que espero que se concretize um dia.. Um sonho meu…

 

Convido-vos a ler o inicio deste sonho aqui, neste cantinho maravilhoso de histórias, que espero que se torne real!

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Obrigada Vitória por esta bela oportunidade, é um privilégio para mim abrir esta tua nova rubrica!

Este post foi agendado.

112 - Número de Emergência

No passado dia 11 de Fevereiro, comemorou-se o Dia Europeu do 112. E vocês perguntam: ok, e onde está o facto relevante?

 

O facto relevante reside precisamente em que apenas 49% dos cidadãos portugueses o conhece!

 

Este número pode ser utilizado para questões relacionadas com saúde, mas também em outras situações tais como: incêndios, assaltos ou roubos. As chamadas efectuadas para o 112 são atendidas, em primeira linha, por uma Central de Emergência da PSP que apenas canaliza para os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM as chamadas que à saúde digam respeito.

A chamada é gratuita e está acessível de qualquer ponto do país a qualquer hora do dia, mas por favor, apenas a utilizem em caso de necessidade. Não percebo como é que 75% das chamadas recebidas não se adequam a este canal, é uma percentagem muito elevada!


Informe, de forma simples e clara:

  • O tipo de situação (doença, acidente, parto, etc.);
  • O número de telefone do qual está a ligar;
  • A localização exata e, sempre que possível, com indicação de pontos de referência;
  • O número, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de socorro;
  • As queixas principais e as alterações que observa;
  • A existência de qualquer situação que exija outros meios para o local, por exemplo, libertação de gases, perigo de incêndio, etc.

Desligue o telefone apenas quando o operador indicar.

Da próxima vez que ligar 112 lembre-se: As chamadas desnecessárias sobrecarregam o sistema, pondo em perigo de vida aqueles que realmente precisam de ajuda imediata. Os falsos alarmes afetam a capacidade de resposta às verdadeiras emergências.

 

Insólito: Este fim de semana presenciei um caso inédito, que me fez escrever este post. Estávamos a almoçar num restaurante, quando a dada altura um amigo meu se levanta muito aflito a dizer que tem de ir chamar um táxi. Ora, nós pensámos logo que era para alguém vir ter connosco, ou que alguém necessitava de transporte e até nos oferecemos para dar boleia caso fosse necessário. Não, ele afinal tinha recebido uma mensagem, em que a pessoa dizia que se estava a sentir mal, e que precisava de um táxi para ir para as urgências 

Chic' Ana: Então, mas ele está assim tão mal?

Amigo: Está mesmo mal, não se está a sentir bem.

Chic' Ana: Então porque não ligou para o 112, não consegue falar? Não consegue dar os dados necessários?

Amigo: Consegue sim, mas ele quer um táxi.

Chic' Ana: Faz mal, no 112 dão-lhe as instruções necessárias e só enviam o INEM caso seja fundamental. E a saúde 24?

Amigo: Acho que não é caso para tanto! Ele nem deve saber que isso existe.

 

Sou apenas eu que fico incrédula com esta falta de informação, havendo tantos canais para o efeito? Estamos na era da informação.. Mas será que sabemos aquilo que realmente importa?

 

Fonte de informação aqui.

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 Valorizem a vida real!