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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Recensão Literária e Passatempo "Uma Passagem para Sempre" - Inês Ramos Rocha

E quando queremos voltar atrás no tempo e mudar o passado, mas ele não volta e nada podemos fazer? Será que é mesmo assim?  É a reflexão a que vos convido com a apresentação de ...

 

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Autor: Inês Ramos Rocha

 

Título: Uma Passagem para Sempre

Editora: Chiado Editora

Data de Publicação: Maio de 2017

Páginas: 280

 

ISBN: 978-989-774-505-8

 

Idioma: Português

PVP: 17€

 

 

Sinopse

E quando um acontecimento inesperado muda toda uma vida?

Quando achamos ter o mundo aos nossos pés, quando nos sentimos seguros e somos atingidos por algo que não conseguimos controlar?

Quando damos tudo de nós e arriscamos entrar num mundo desconhecido com uma completa desconhecida.

Érica achava estar a viver um conto de fadas, não sabendo que estava a entrar num labirinto em que lhe seria difícil sair.

A teia feita de mentiras, era a cama onde passara a dormir.

Conseguiria ela sair desse mundo? Ou seria esse o mundo que escolheria ficar?

 

Crítica / Recensão Literária

 

Este é um romance que nos apaixona e envolve. Um romance que nos faz questionar se a vida e sentimentos que a preenchem são realmente aquilo que queremos ou necessitamos. Um livro que aborda em profundidade o amor próprio, e que nos faz libertar de um “bichinho” chamado comodismo. Um livro que nos leva a procurar e querer sempre mais. Que nos leva a arriscar e por vezes dar o salto para uma nova dimensão, porque todos nós merecemos ser felizes.

 

A capa do livro transporta-nos para o campo, um lugar calmo e sereno, contrastando com o turbilhão de emoções que se fazem sentir nas páginas que desfolhamos.

 

É um livro que aconselho a quem aprecia romances:  Uma leitura leve e envolvente, ideal para as noites quentes de verão, muito simples de ler, convida a uma leitura ávida, querendo terminar apenas quando viramos a última página. Os sentimentos e as emoções têm um papel crucial na história que se vai desenvolvendo, numa escrita fluída e sempre com uma mensagem de mudança implícita.

 

Aproveito para deixar o apontamento de que a autora estará na Feira do Livro em Lisboa, no Parque Eduardo VII, dia 17 de Junho às 13h00.

 

       

Acede aqui ao formulário!

 

Quanto ao sorteio, só existem dois campos obrigatórios: o nome e o e-mail, para vos poder contactar caso sejam os grandes vencedores, portanto, qualquer um pode participar. Quanto aos restantes campos: Se forem subscritores do blog no sapo, ou por e-mail, ganham mais uma entrada na tabela, se forem seguidores no facebook da Chic' Ana, ganham outra entrada, o que aumenta a probabilidade de ganharem!

 

Passatempo ativo até dia 19 de Junho, os resultados sairão no dia seguinte.

 

Boa sorte a todos!

A força da palavra "Não"!

Eu acho que tenho um problema com a palavra “Não”.

É importante saber dizer que não, mas mais importante ainda é fundamentar o não. Explicar as razões que estão associadas ao negar de uma ação.

 

Ontem estava a observar um casal a educar uma criança. A criança mexia-se e queria ir brincar para o parque infantil.

Criança: Mamã, posso ir brincar?

Mãe: Não!

Criança: Porquê? Há meninos a brincar…

Mãe: Não!

Pai: A mãe já disse que não.

 

E que tal explicarem que já estava tarde, ou que existiam coisas mais importantes para fazer naquele momento, ou que pura e simplesmente eram horas de ir lanchar? Acho que havia tantas abordagens possíveis para além de um simples não.

 

Com este comportamento coloquei-me a pensar em várias atitudes, e se realmente há uma coisa que me chateia é dizerem-me que não automaticamente e por vezes sem qualquer justificação associada.

 

Colega: Ana, sabes por acaso como se acede à aplicação?

Chic’ Ana: Sim, basta utilizar o login x.

Colega: Não..

Chic’ Ana: Não?! Então mas é assim que eu faço e estou neste momento ligada.

Colega: Mas não está correcto!

Chic’ Ana: Então qual é a forma correcta?

Colega: Não sei.

 

Colega: Preciso de ir à loja tratar do processo.

Chic’ Ana: Agora existe uma forma mais simples, ainda a semana passada utilizei e faz-se como está aqui.

Colega: Não me parece!

Chic’ Ana: Então porquê?

Colega: Não te sei explicar porquê, mas não me parece!

 

Chic’ Ana: Já viste as promoções que estão no supermercado esta semana? É de aproveitar!

Amigo: Oh, não estão nada! Onde é que viste isso?

Chic’ Ana: No folheto!! 

 

É de uma pessoa dar em doida, contudo também admito que há "Não's" que são auto-explicativos… 

Um não é um não, mas não deve ser aplicado de forma leviana. Depois assistimos a notícias em que "ah, eu disse que não, mas queria dizer que sim..!", isto para mim não é correcto, e pelo comportamento de uma pessoa normalmente são julgadas centenas.

 

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Quando a inimiga és tu..

Toda a gente sabe que as pessoas grávidas ficam mais gordinhas, é mais que natural, afinal temos um ser vivo a crescer dentro de nós. Ouvimos de tudo um pouco: Ou estou muito gordinha para as semanas que tenho, ou então estou muito magrinha e não me estou a alimentar devidamente. Tenho uma barriga enorme para algumas, tenho uma barriga minúscula para outras… Um dia estou mais inchada, outro dia estou menos inchada…

 

Sim, posso dizer que eu já estava preparada mentalmente para este jogo psicológico. Agora, não estava definitivamente preparada para que eu fosse a minha maior inimiga.

 

No outro dia, ao servir-me de umas simples fatias de queijo do frigorífico, entalei a barriga na porta do mesmo. Então não é que quis fechar a porta com a barriga ainda o interior?! Por vezes não tenho a noção da dimensão que já ocupo, o que dá azo às maiores gargalhadas, após umas quantas pragas rogadas.

 

É que se fossem os outros, eu ainda os podia colocar de castigo, e barafustar, mas sou eu.. Será que faz sentido fazer o mesmo comigo? Refilar comigo?!

 

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E de repente percebes que é segunda-feira!

Há cerca de 3 anos, quando comprámos casa, decidimos que íamos esperar para juntar economias e comprar uns estores japoneses para a sala. Eram feitos à medida, mesmo justinhos às janelas, clarinhos, o que tornaria a sala ainda mais ampla.

 

Adoro aqueles estores e não me arrependo minimamente da decisão. São 3, duas janelas de tamanho normal e uma janela maior, quase como se fosse uma varanda. Rapidamente nos apercebemos que têm de ser manejados com cuidado para não formarem folgas.

 

Ora, o que acontece? Eu sou a primeira a acordar, e a primeira coisa que faço, mal saio a porta do quarto é ir ás escuras, pé ante pé, abrir os estores da sala, o que ilumina uma grande parte da casa. Como é óbvio, não vejo metade do percurso, nem metade do que estou a fazer.

 

Hoje de manhã, ao invés de subir o estore exterior pego no cordão do estore japonês e toca de puxar com força... 

O estore cujo tecido fixa com velcro em cima, não aguenta a pressão e cai-me na cabeça.

Uma coisa vos garanto: acordei no imediato! Roguei umas quantas pragas ao estore, lá me empoleirei em cima de uma cadeira (sim, ainda consigo subir a uma cadeira, iupi!!) e consegui colocá-lo no sítio sem provocar grandes estragos: pelo menos o M não acordou e poupou-me o gozo para quando ler o post...

 

Segundas-feiras... pois!

 

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One smile a day... com a Happy

A minha convidada desta semana é a Happy, autora do blog Happyness is Everywhere. Só o próprio nome inspira a formar um sorriso e convida a visitar este espaço. Tem como principal mote "O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP" E é precisamente este "Tudo" que encontramos no blog. Um blog que nasceu no primeiro dia de 2017 e que é fruto do gosto e da própria necessidade da escrita. Repleto de temas da atualidade, reflexões e também uma forte componente pessoal, é um bom local de passagem para um café e uma troca de palavras com a autora, sempre disponível e simpática. Que me dizem? Já conhecem? 

Quando há uns dias abri o email e vi uma mensagem da Chic’Ana, não queria acreditar. A sério? Eu tinha sido convidada a participar na rubrica que tanto prazer me dá ler todas as semanas? E aí começou a saga, o frisson: que vou contar? Ainda para mais, com uma viagem pelo meio, como vou fazer? Fui pensando em situações passadas mas acabou por ser o meu filhote a relembrar-me deste episódio e aqui vai. Espero que esteja à altura da fasquia que a rubrica da Chic’Ana já detém.

 

Correndo o risco da rubrica da Chic’Ana deixar de se chamar “One smile a day”, para se passar a chamar “O cantinho da bicharada” ou algo do género, vou perpetuar o tema e falar de bicharia indesejável… Esta história tem pouco do real da realidade, mas quando é que podemos afirmar que o psicológico não é real?

Então recuemos uns anos, a uma das minhas viagens. Dois dias antes, uma insónia daquelas, que me fez agarrar a um livro. Li-o de enfiada, mas o sono não vinha e então liguei a televisão. Zapping à procura de alguma coisa minimamente interessante e eis que… Aracnofobia! Lembram-se do filme? Tem muitos anos mas eu nunca tinha visto, até porque esses rastejantes (aliás quaisquer rastejantes) me enervam e portanto esse seria um filme a nunca ver. Penso que estar em défice de sono e com apenas um terço dos neurónios a funcionar terá tido toda a importância na escolha que fiz nessa noite. Pois, vi o filme. Horrível, só vos posso dizer que era horrível. Já não me lembro da história – aliás acho até que deve ser como os filmes pornográficos – a história não é o importante, o que conta são as cenas. E Oh meu Deus, se havia cenas… Ele eram aranhas a sair do lavatório, das paredes, dos colchões, das… bem, já perceberam a coisa, não é? O filme terminou, a noite terminou e não voltei mais a pensar nisso.

 

Mas depois fui para a República Checa e nessas viagens que costumo fazer, o hotel é normalmente por conta da entidade organizadora. A maior parte das vezes, ficamos em bons hotéis, mas por vezes somos surpreendidos com inovações que nos sabem bem por marcarem a diferença, por serem uma alternativa a hotéis e qualquer alternativa é bem- vinda. E seria o caso desta viagem, caso eu não tivesse visto o Aracnofobia!

Então, depois do jantar, levam-nos a uma entrada de uma floresta, dão-nos um mapa dos alojamentos e dizem-nos que só temos de passar a cancela, seguir o trilho e depois o mapa. Ligámos os telemóveis para ter mais um pouco de luz e lá fomos todos andando pelos trilhos até chegar às cabanas de cada um. Sim, cabanas! Sim, no meio da floresta.

Cheguei à minha. Cabana de madeira. Paredes de madeira. Soalho de madeira. Podia ser pior?
Claro que podia! Mas a imaginação tem um poder estrondoso!!

 E foi assim que passei a pior noite da minha vida, querendo adormecer mas com medo de adormecer, e sem ter visto claro, uma única aranha ao vivo!!

 

Penso que todos nós temos uma situação que nos faz rir às gargalhadas quando a recordamos, e este é um belo exemplo disso mesmo. Por compreender bem este sentimento, estava a imaginar-me a fazer exatamente o mesmo! 

Quando vejo um filme mais intenso a dificuldade em adormecer é grande, então num local desconhecido, cabanas de madeira, onde as aranhas podiam ser uma constante!! Ui!!!

 

Muito obrigada por mais uma fantástica participação.

 

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Cuidado com a tampa

O ferro com caldeira é o meu novo melhor amigo. Posso mesmo dizer que a diferença é abismal: mais conforto a passar a roupa, mais peças em menos tempo.

 

Num belo dia, preparo o meu estaminé: coloco a tábua em frente da televisão (sim, se vou passar a ferro ao menos que esteja a ver um programa normalmente ridículo e que não exija muita atenção, senão nem uma coisa nem outra), preparo a mesa para colocar as roupas já passadas, trago o cesto da roupa e o ferro a caldeira já com a água no devido depósito e ligo-o à tomada.

Espero uns 2 ou 3 minutos, tempo de aquecer e voilá, estou pronta para passar a ferro!

 

Contudo, desta vez o ferro insistia em fazer um barulho muito estranho… Fazia um apito fora do normal. Quanto mais tempo passava, mais o ferro apitava, e mais eu corria ao redor do mesmo a tentar avaliar a situação. Estava dentro da garantia, não podia estar estragado. Os símbolos estavam normais, mas cada vez apitava mais.

 

Às tantas vejo um buraco no local onde transforma a água em vapor… Um buraco?!!? Como é que pode existir ali um buraco?!

 

Conclusão: sempre que termino a utilização do ferro, despejo a água que fica na base do mesmo, para não causar o risco de enferrujar. Coloquei as peças todas a secar e nunca mais me lembrei de encaixar a tampa.. Se por acaso tivesse carregado no botão do vapor, a água teria saído a ferver pela lateral do mesmo, correndo o risco de apanhar uma bela queimadura e estragar onde quer que a água tocasse.

 

Ferros com caldeira, sim, mas .. com os devidos cuidados!

 

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Neste dia da criança, saibamos conservar sempre a componente infantil que existe em cada um de nós e que ainda nos faz acreditar em magia e em impossíveis!

Esperança

O tema deste mês do desafio palavras (quase) perfeitas é um tema que me deixa sempre com um sorriso no rosto: Esperança!

 

Antes de mais o que é a Esperança? Podemos dizer que é a expectativa otimista baseada na possibilidade de que alguma coisa que se quer muito ocorra; confiança ou fé na hipótese de que algo bom poderá vir a acontecer (definição retirada do dicionário).

 

Para mim, ter esperança é fundamental, e faz parte do meu dia a dia:

 

  • Somos mais alegres – na medida em que não existem tantos receios, temos um pensamento muito mais positivo e otimista;
  • Temos muito mais paciência – mesmo quando as coisas que tanto almejamos tardam em chegar, sabemos que o irão fazer e que temos de lutar para o conseguir.. Ter esperança não significa baixar os braços, antes pelo contrário. É mais uma arma para sairmos vitoriosos;
  • Os problemas são ultrapassados de forma mais simples – Temos sempre mais força para ultrapassar as adversidades.

 

Sabemos que as boas energias atraem boas energias, portanto, vamos lá a ter esperança na humanidade, num mundo melhor, em nós mesmos! E sim, é algo que se aprende, portanto, não temos desculpa para deixar esta palavra de fora do nosso pensamento.

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Até no Sporting, vá, verde é a cor de excelência da esperança, não desistimos de lutar pelo verdinho, mas já está na hora de termos algumas alegrias! E quando as tivermos, aproveitaremos em grande, pois nunca se sabe quando será a próxima, ahahah.7

 

Este desafio foi criado pela Cris e podem ver o resultado de Abril aqui. Qualquer um é livre de participar e é muito engraçado ver as várias formas como cada blogger interpreta a mesma questão.

Casamento à força

A propósito da Peripécia contada pela Tiffany na sexta-feira passada, lembrei-me de um episódio muito caricato que me aconteceu em pleno autocarro.

 

Como é hábito, por vezes alterno o meu percurso entre o metro e o autocarro, sendo as pessoas mais ou menos familiares. Ora, num belo dia, apanhei o autocarro um pouco mais cedo, havia lugares disponíveis e toca de me sentar (sim, que o meu equilíbrio não é definitivamente um ponto forte). Olhando em redor, reparo numa família cigana que me tirava as medidas de cima abaixo. Todos eles eram muito bonitos, todos de olho claro, cabelo bem arranjado que variava entre o liso e os caracóis abundantes. A viagem prosseguiu e cada vez mais se aproximavam de mim, a olhar fixamente.

 

Já estava a sentir algum incómodo quando uma garotinha, que devia ter uns 7 ou 8 anos se vira para os outros:

Garota: Já viste esta menina, mãe? (a apontar na minha direção) Ela era a ideal para casar com o mano.

Mãe: Ela tem os olhos mesmo bonitos. Mas temos de ver se são mesmo dela!

Prima: São, são, eu estou a olhar fixamente para os olhos dela e não vejo que sejam lentes de contacto (já com a cara mais em cima de mim).

 

Chic’ Ana: (meio a sorrir, meio atrapalhada, meio com o dedo no botão da campainha para me pisgar dali) São meus são, e são muito simpáticas, mas eu já tenho namorado, aliás, já sou mesmo comprometida, não há volta a dar!

Mãe: Ah, isso não interessa nada, nós resolvemos a questão!

Chic’ Ana: Mas eu não estou interessada e tenho de sair não tarda. (E levantei-me a fugir para a porta). Até à próxima!

 

Uma coisa é certa, nunca mais apanhei o mesmo autocarro mais cedo, mais vale prevenir! Nunca uma viagem me pareceu tão longa, apesar de toda a simpatia em questão.

 

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E o sexo é....

Rufem os tambores... já sabemos o sexo da criança!

 

Pois é, quem se lembra do post "A sabedoria popular na determinação do sexo"?  De todos os testes que nos fizeram, não havia nada que enganar: menino, exceto o referente aos batimentos cardíacos que revelava que seria uma menina. Pois bem, tenho a dizer que a sabedoria popular já teve melhores dias, pois....

 

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Comprida e gordinha!!

 

Teimosa que nem a mãe - estava com uma mãozinha a agarrar a cabeça e não queria mudar de posição nem por nada. No meio de alguns pontapés da madame (sim, porque ela não parava quieta, apenas não queria mostrar a mão), lá tive de dar uns saltinhos, mudar de posição e chocalhar a criança para que a médica conseguisse contar os 5 dedinhos!

 

Fora isso, já tenho um presuntinho com meio quilo e está tudo ótimo, que é o fundamental!

 

One smile a day... com a Tiffany

A minha convidada desta semana é a Tiffany, autora do blog Ukuhamba. A Tiffany surgiu há relativamente pouco tempo na minha vida, mas de facto conquistou o seu lugar. Tem uma personalidade cativante, que nos conquista com poucas palavras, sempre disponível, simpática e amiga. No blog fala-nos sobretudo do seu dia a dia e de episódios marcantes pelos quais passou (inclusivamente enquanto hospedeira de bordo), mas podem também encontrar fotografia, moda, maquilhagem e entrevistas a outros bloguers. Sem mais demoras, aqui segue a sua peripécia.

 

Quando a Ana me convidou para participar na rúbrica “One Smile a Day” admito que me colocou um sorriso nos lábios! Admito também que 2 segundos depois já eu estava a pensar qual seria a história hilariante (foi assim que ela colocou a fasquia! Ai ai)! E pronto, foi fatal, tive uma branca de quase 1 semana!

 

Para ser franca neste preciso momento estou a escrever e ainda estou a rever a minha vida toda á procura de alguma situação engraçada! Não é que não haja várias, mas ás páginas tantas já as contei tantas vezes que já toda a gente sabe que eu caio em qualquer lugar, sim nos menos convenientes: desde “atirar-me” para debaixo de um autocarro que ia a passar; até cair da escadas da igreja em pleno casamento de um amigo (e não, ainda não tinha bebido!). Bem quem me conhece sabe que situações caricatas são comigo!

 

Mas decidi partilhar hoje convosco uma que ainda me faz rir ás gargalhadas!

 

Para quem não me conhece eu era hospedeira de bordo; então certo dia num voo de Doha para Lagos (Nigéria) eu tive direito a um pedido de casamento por parte de um estranho! Não, não foi nada romântico! E sim, foi motivo de gozo por parte da crew toda!! Até o piloto fez questão de vir espreitar quem era o meu pretendente!!! Nada mais nada menos do que um Nigeriano de quase 2 metros de altura por 1m de largura... Sim!

 

Bem, vamos lá á história:

 

Tal como em todos os voos nós temos de ser cordiais e simpáticas; penso que eu ás vezes fingia bem de mais... ah ah

 

Lembro-me de ter servido todos os passageiros da minha zona; e como era comum neste voo este cavalheiro em especifico repetiu a refeição e a bebida. Sim nós servíamos bebidas alcoólicas (quase) á discrição.

Conclusão, depois do serviço, estava eu na galley (cozinha do avião) e este senhor vem ter comigo por repetidas vezes pedir-me mais Whiskey. Ok, foi sempre cordial e simpático; não apresentava sinais de embriaguez, eu fui servindo.

Até que á terceira ou quarta vez, este senhor decidi alapar (literalmente) na galley e começou na conversa com as hospedeiras; com especial foco para mim. Mas até aqui tudo bem; e nada fazia prever o que se avizinhava!

Do nada este senhor ajoelha-se e diz-me “If you Wish I will make you my woman”!

Primeiro rimos todos e ficamos a olhar para ele, talvez á espera que ele risse também!!!

Mas quando percebemos que o sr não estava a brincar, e que o seu joelhito não saia do chão... eu respondi meia atónita  “ I don’t wish, but thank you” 

 

Ele levantou-se muito sério e descreveu todos os motivos pelos quais eu deveria ser a sua esposa! E na cabeça dele era nada mais nada menos, porque eu estava muito magrinha e com certeza ganhava mal, portanto ele ia cuidar bem de mim e dar-me de comer! Para além disso, nunca mais teria de trabalhar na vida; e ele era um homem sério e bom, as outras esposas deles podiam atestar isto!!!!

Claro que ele era muçulmano, e temos de ter em consideração todas as diferenças culturais! Mas... “If you wish” passou a ser motivo de gozo para sempre!!!

O sr não se cansou de me repetir o pedido! E nós apelidamos-o como “If you wish!”

Passou o resto do voo a sassaricar atrás de mim e a dizer “If you wish....”

Claro está que eu fui gozada eternamente, e nesses dias a crew já só me chamava de “If you wish”, fora o gozo que levei durante semanas no whatsapp!

Deixo uma imagem exemplo... 

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 Muito obrigada a todos pelo tempo de antena, espero que se tenham divertido com a minha “sorte” :P

 

Ahahaha, o que eu me fartei de rir, foi sem dúvida uma situação muito constrangedora que deve ter ido da parte cómica à aterrorizadora. Não gostava de ter passado por algo semelhante!

Obrigada pela partilha, um grande beijinho Tiff!

Deverias ter tido como colega o retratado abaixo, aposto que ele arranjava uma solução imediata para o teu problema:

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