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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One smile a day... com o Robinson Kanes

O meu convidado de hoje é o Robinson Kanes, autor do blog Não é que não houvesse... Este é um blog que desperta logo no meu pensamento a palavra aprendizagem, mas uma aprendizagem de forma divertida. O autor expõe os seus pensamentos, o seu dia-a-dia, histórias e pontos de vista, mas sempre com uma perspetiva de abrir horizontes, de fomentar o debate, a quem os lê. Fundamenta tudo em que opina, o que lhe confere uma riqueza invejável.

É um blog que se tem construído pouquinho a pouquinho, um blog sem destino ou alinhamento, todos os dias é uma constante surpresa, mas uma boa surpresa. Uma lufada de ar fresco que tenho a certeza que será apreciada por todos. Informação e diversão juntos é possível? Sim, é.. e aqui está um belo exemplar disso mesmo!

 

Quando recebi o email da Chic’Ana pensei por momentos que poderia ser do New York Times, no entanto, ainda foi melhor que isso, até porque o New York Times às vezes consegue ser bastante aborrecido.  E é assim que aqui vim parar, pelo que, preparem-se para mais um momento de absoluta estupidez da minha parte.
Recordo-me de Istambul, uma cidade onde tive oportunidade de viver cerca de um mês, se é que se pode chamar “viver” a estar um mês num país ou cidade.
 
Posto isto, uma das imagens de marca de Istambul são os vendedores que não sossegam enquanto não nos impingem qualquer coisa. Eu, ao contrário de muitos estrangeiros que já estiveram no país, adoro aquela negociação e a educação com que encerram a mesma, sobretudo quando a venda nem se concretiza. Finalmente percebi porque é que todos os guias de viagem turcos têm sempre a tradução de "deixe-me em paz".
 
Uma noite, aproveitei para relaxar na companhia da minha miúda, uma celta fascinada por tudo o que é turco, (sobretudo a comida e as pessoas) árabe e muçulmano e demos um passeio por Sultanahmet, a zona histórica da cidade.  Istambul em Dezembro é uma cidade mais tranquila, pelo que apanhei com todos os vendedores de tapetes e carpetes e consegui, só num raio de 200 metros,  guardar quatro contactos de telemóvel para o caso de eventualmente mudar de ideias e optar por adquirir os famosos tapetes otomanos.
 
Quando cruzávamos uma rua lateral à Hagia Sophia (Basílica de Santa Sofia), uma daquelas com vários restaurantes para turistas e por sinal até bastante agradáveis, eis que sou confrontado com um angariador de restaurantes, aqueles que estão à porta do restaurante e convidam os clientes a entrar, ou como neste caso, saem disparados do restaurante acompanhados de duas senhoras.
 
Percebendo o que daí vinha, mesmo antes que o angariador pudesse dizer alguma palavra vociferei algo numa misturada de turco e inglês:
 
- Boa noite, o restaurante é muito agradável, mas nós almoçámos tarde e ainda não temos fome. O peixe por acaso até tem bom aspecto, eu também sou de terra de peixe, do mediterrâneo ocidental, de Portugal, sei apreciar o que é bom, a nossa costa e o mar dos Açores têm um peixe maravilhoso. Adoro comida turca e vou voltar aqui, quase com toda a certeza. Obrigado.
 
O que vou dizer a seguir só sei que aconteceu porque a minha miúda estava atenta e num misto de riso e gozo, apreciou o angariador,  enquanto eu falava, a olhar para mim com ar de espanto e com os olhos esbugalhados que terminaram com um semblante de quem estava a passar por uma tremenda “seca”.
 
Terminadas as minhas palavras, eis que o angariador se vira para mim e num inglês quase perfeito, mas com forte sotaque turco de Anatólia e com uma postura de Danny DeVito, até porque era baixo e forte, me diz:
 
- Hey! Então mas tu chegas aqui, ficas com esse sorriso na cara, escreves a música, tocas e danças (enquanto começa a dançar em estilo grego ou otomano, confesso que não me foquei nesse pormenor), fazes a festa enquanto eu fico a olhar para ti! Então mas afinal quem é que está a vender? Deixas-me fazer o meu trabalho ou não? Até parece que tu é que estás a tentar vender-me alguma coisa!
 
Perante a minha estupefacção, as senhoras que o acompanhavam começam numa gargalhada monumental! A minha miúda, aproveitando a oportunidade para “molhar a sopa”, desata também à gargalhada e claro, aquele turco com um sentido de humor “Devitiano” também.
 
Confesso que fiquei apanhado pelo momento e só o abraço do turco me fez soltar uma gargalhada também! Depois daquele abraço e de um aperto de mão lá combinei que iria voltar no dia seguinte e, como sempre, acabei por fazer mais um amigo naquela cidade que Pamuk tão bem descreve e que é, para mim, uma porta de entrada num mundo que me apaixona!
 
O que eu me fartei de rir ao imaginar esta situação. Não é fácil dar a volta a vendedores, mas mais difícil ainda é "roubar-lhes" o papel!
Muito obrigada por esta bela partilha.
 

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Já concorreram ao passatempo delicioso? Aproveitem o fim de semana para o fazer =) 

Um presente inesperado - Passatempo Science4you

A semana passada estava muito bem descansadinha, quando recebi um e-mail delicioso. A Science4you dava-me a possibilidade de testar um dos seus produtos. Ora, confesso que sempre tive um fraquinho pela marca e pela gama de produtos. Afinal, sempre quis ter um pouco de cientista e fazer as experiências mais loucas, fiquei de olho na Fábrica dos Cristais!

Contactei a minha irmã, perguntei-lhe o que achava e eis que...

 

K: Ana, deixa de ser egoísta, estamos todos a torcer pela Ciência dos Chocolates

 

Pronto, seja a Ciência dos Chocolates que ninguém se chateia. Esta chegou na terça-feira e tal como duas crianças (esperem, estes brinquedos são mesmo para crianças, certo?) corremos para a caixa. Não conseguimos esperar que os minis chegassem e a curiosidade falou mais alto..

 

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Ao longo do livrinho vamos encontrando inúmeras curiosidades sobre o chocolate, experiências (como determinar o ponto de fusão do chocolate, dar forma de chupa-chupas a chocolate ou fazer uma mousse de chocolate com água), receitas (cake pops, iogurte de chocolate, bombons crocantes, bolo de lama de chocolate branco, entre outras). 

 

Eu já escolhi o que vou fazer, estão a ver aquelas formas de coração? Vou fazer deliciosos chocolates para oferecer no BabyShower da bebé. Aposto que vão ficar deliciosos, depois partilho convosco algumas imagens.

  

A parte mais fantástica para quem me lê?! É que tenho um exemplar da Ciência dos Chocolates para vos oferecer. Para isso só têm de seguir algumas regras muito básicas:

1 - Colocar like na página da Science4you e na página Chic' Ana;

2 - Partilhar este post de forma pública, identificando no mínimo 2 amigos.

 

Não têm facebook? Peçam a um amigo, irmão, conhecido ou desconhecido para concorrer por vocês! Asseguro-vos que vale a pena!

Conto com a vossa participação. O resultado sairá mesmo antes das minhas férias, dia 20 de Julho. Até lá, participem as vezes que quiserem (cada partilha + identificação, vale uma entrada)!

As vespas!

Este fim de semana foi rico em peripécias com vespas…

 

Sábado da parte da tarde, estava a ajudar o M a cortar umas sebes (ajudar = fazer de contrapeso no escadote, dizem que agora estou mesmo no ponto para não deixar que o escadote vire), quando a dada altura vem uma vespa na minha direção, plana um pouco em frente à minha cara e decide pousar mesmo na minha mão. Controlo-me para não começar aos pinotes (porque o escadote podia virar) e calmamente chamo a atenção para o que estava a acontecer. A vespa passeava para cima e para baixo e nada de sair… às tantas decide voar, suspirei de alívio e só oiço um “Au, bolas!!”. A vespa foi contra o meu pai, e não foi de modas, uma ferradela no braço dele.

 

Domingo, já prontos para arrancar, carrinha carregada, abro os vidros, com a deslocação do ar, outra vespa para dentro do carro. Para onde? Mesmo no centro da minha testa! Grito para o M que não teria tanta sorte como no dia anterior e que ainda por cima era em cheio na testa.. Ele acelerou e com o vento que se formou, a vespa desapareceu.. Procurámos por todo o lado, nada de vespa, toca de seguir viagem descansada.. Descansada até ter comichão na perna e reparar que a vespa se andava a passear pelas minhas calças, para cima, para baixo. O M pára o carro de emergência (felizmente estávamos num local onde podíamos parar), abro a porta devagar.. coloco a perna de fora e lá vai a mesma, a voar toda contente!

 

Questão: Será que por estar grávida, atraio as vespas!? Dois episódios num fim de semana é obra!

Se fossem abelhas ainda podia ser um elogio, podia ter o aroma das mais belas flores, mas vespas!?!?

 

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Sabes que a barriga já pesa quando...

Ontem à noite, estava a abrir os suplementos que tenho de tomar para a gravidez, quando me cortei num comprimido (ainda estou para saber como consegui tal proeza), ora, um golpe daqueles super fininhos, mas que incomodam e deitam sangue por todo o lado.

 

Dirigi-me à casa de banho e vi que os pensos se encontravam no armário, na última prateleira do mesmo, não os conseguindo alcançar sem me sentar no chão. Assim foi, com a minha grande barriguinha, sentei-me no chão, retirei os pensos, arrumei tudo e toca de me levantar.

 

O insólito da situação?! Demorei tanto tempo a levantar-me que o sangue estancou. Já em pé, olho para o penso na mão, novamente para a prateleira, e decidi que o melhor a fazer era procurar um lugar alternativo (Escondi-o debaixo de um prato que se encontra a enfeitar o móvel da entrada, pareceu-me o local indicado caso surja alguma urgência).

 

É oficial, já estou mesmo com uma forma bem redondinha!

 

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O que retive da formação

Pura e simplesmente.. isto!

 

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Estávamos na fase final da formação, prontos a gravar todos os trabalhos em sistema, quando existiu um problema na transferência da informação. Utilizámos uma extensão que não era compatível, nem facilmente convertível para a base de dados em questão. 

 

O formador ficou com os trabalhos tal e qual como estavam, mas parece-me que a única solução será refazer tudo, mas agora no formato adequado.

 

Estou mesmo a precisar é de ir de férias! 

One smile a day... com a Kalila

A minha convidada de hoje é uma "sapinha" muito amorosa, a Kalila. A Kalila é autora do blog Amor às Kuartas e, para não sentirmos a sua falta nos restantes dias da semana, temos o seu Baú Musical. O primeiro blog é para mim uma surpresa constante: todas as quartas-feiras temos a apresentação de uma pequena história que nos demonstra a importância do amor. Lembram-se das fábulas e contos infantis em que temos sempre uma lição de moral? Pois bem, este blog é o equivalente às fábulas infantis, mas virado para um público mais velhinho e que nos deixa sempre a meditar sobre o que lemos. Paralelamente, temos o Baú Musical, que se entrelaça tantas vezes com o tema do Amor, um Baú onde podemos encontrar autênticos tesouros.

Quanto à Kalila, é uma pessoa de quem gosto muito, que tem o dom da sabedoria nas palavras, ou seja, sabe sempre o que dizer em cada momento. É uma simpatia e tenho a certeza que a vão adorar conhecer.

 

Pois isto é uma honra, ter sido convidada para este espaço! Fiquei tão fora de mim que só me vinham à lembrança histórias disparatadas de piada duvidosa. Até que me lembrei do prédio “demente”, assim batizado por mim própria devido às inúmeras situações caricatas que lá vivi.

Era um prédio normal de 20 fogos, com gente de todas as idades, normal na sua maioria, verdadeiras pérolas, alguns deles.

Havia um senhor de idade que vivia sozinho e combatia a solidão tocando às portas dos vizinhos por tudo e por nada: porque vinha a chover, porque supostamente precisava de sal, fósforos ou de outra coisa qualquer, porque não via o/a vizinho/a há muito tempo e preocupava-se se estava tudo bem, porque as netas ou as filhas lhe traziam bolos e os distribuía pelos andares mais próximos, enfim, aquele vizinho era uma ternura, ele próprio, e não deixava de a procurar nos outros.

Outro havia que adorava anedotas e não deixava de as contar a toda a gente. Na escada, de varanda a varanda, à espera do elevador, junto do contentor do lixo, qualquer sítio era bom. A mais estranha de que me lembro dizia respeito a um comprimido: “O que é que ele faz quando não tira a dor?... … … Descomprime-se!” Pois… algumas não tinham mesmo graça nenhuma mas o vizinho era tão chatinho que toda a gente se ria, de preferência bem alto, que era como ele ficava mais feliz.

Um era cantor, ou gostava de ter sido, era frequente ouvi-lo cantar assim que se entrava no prédio, porque não o fazia em casa mas sim no acesso ao terraço, onde a acústica era mais do seu agrado, ecoando por toda a escada já que ele se debruçava no corrimão.

O mais engraçado tinha um ar aristocrata, pera e bigode e cara de poucos amigos. No fundo era um doce e muito simpático mas não parecia. Era apaixonado por carros antigos e dono de um sentido de humor refinado. Uma vez ouvi-o dizer no café: “Atenção que eu não sou velho, sou um clássico!”

Já entre os mais jovens a piada não era tanta mas ouvi uma vez, precisamente entre a minha vizinha do lado e uma amiga ou familiar que vinha a subir com ela, o seguinte diálogo:

Amiga/familiar:

-Vais mudar de casa outra vez?

Vizinha:

-Vou. Eu gosto de me mudar quando a casa começa a precisar de limpezas grandes…

Quando foi altura disso também eu me mudei mas juro que limpei a casa, eheheh! O extraordinário é que vários vizinhos se vieram despedir, com prendinhas, votos de tudo o que houvesse de melhor e muito carinho. Os amigos que me ajudaram com a mudança ainda perguntaram se a vizinhança estava feliz por eu ir embora ou se eram mesmo muito gentis.

 

A honra de te ter no meu espacinho é toda minha! Ainda para mais com um prédio, no mínimo, caricato! O que eu me fartei de rir ao imaginar a animação sempre presente.

Obrigada por esta bela partilha, e sim, o facto de todos se terem despedido, apenas vem confirmar a tua simpatia para quem te rodeia. O Armandinho distribui música, tu distribuis sorrisos!

 

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Amanhã estarei em formação, por esse motivo o "One Smile a Day" foi antecipado para hoje. Desejo-vos a todos um ótimo fim de semana.

 

Resiliência

E chegados à última quarta-feira do mês de Junho, temos o desafio palavras (quase) perfeitas com um tema deveras pertinente: resiliência!

 

Vou aproveitar este tema e este espaço para fazer uma homenagem a uma das pessoas mais resilientes que eu conheço: a K, a minha irmã.

 

Desde pequena que o sonho dela era seguir medicina. Tentei sempre apresentar-lhe 3 ou 4 alternativas, para constarem como plano B, pois todos sabemos o quão difícil é entrar num curso com médias sempre muito elevadas. Basta um deslize num exame para já não conseguir entrar no mesmo, e tantos, tantos alunos que ficam com este papel ingrato, um sonho negado por milésimas, mas as minhas tentativas foram sempre negadas.

Ela foi crescendo e o sonho foi cada vez mais ganhando forma. Passou a ser uma super-aluna, passou a trocar os fins de semana de diversão e convívio por fins de semana de trabalho e de estudo, afinal, as boas notas carecem disso mesmo. Sempre foi uma boa aluna, mas isso não chegava, nos últimos três anos tinha de ser uma aluna de excelência.

 

Para todos os obstáculos que lhe apareciam ela tinha uma solução, mas havia algo difícil de contornar: ela precisava também de ter boa nota a educação física (na altura ainda contava), e a professora embirrou com ela só porque sim. Excelente atleta de natação, boa aluna nos diversos desportos, sempre notas elevadas nos testes. Não podia fazer mais por causa da asma, e para isso tinha um atestado a comprovar precisamente essa limitação.

No final do 10º ano teve um 13, nota que lhe baixava a média e que podia ser a causadora de um fechar de portas para o seu sonho. A nota foi levada a concelho de turma e nem assim a professora acedeu à sua subida. 11º ano, a mesma história, inscreveu-se em TODOS os apoios de Educação Física que a escola tinha, participava em todas as atividades e mais algumas, corria fora da escola, chegada ao final do ano, o fatídico 13 novamente.

No 12º ano, a pressão foi mais que muita, ano decisivo para a entrada no ensino superior. Um ano de muitos nervos, porque com o 13 a Ed.Física, mesmo se tivesse 19 a todas as outras disciplinas, a média caía para 18. Por muitas reclamações, queixas, mesmo pelos restantes professores, a professora de Educação Física recusou-se a mexer na nota e terminou com mais um 13. O fantasma que a assombrava há já 3 anos, recusava-se a ir embora..

 

Fez os exames, melhorou tudo quanto era possível.

 

Chegada a hora da candidatura, desde Açores, a Madeira, a Beira Interior, foi tudo contemplado (teoricamente são as que têm as médias mais baixas).. mas como a esperança é a última a morrer, Lisboa foi colocada em primeiro lugar.

Por todos o esforços, por toda a dedicação ao longo dos anos, a média de medicina miraculosamente baixou naquele ano e ela entrou na primeira opção, Medicina em Lisboa, e com uma grande margem. 

 

A escola, pública, que ela frequentou ainda hoje, anos depois, dá o exemplo dela de entrada em medicina, orgulhosamente ostenta a bandeira de ter colocado alguém num curso tão exigente. É uma situação que me revolta por todo o empenho que ela sempre revelou e pela forma como sempre foi tratada pela escola.

 

 

Sei que é uma opinião muito tendenciosa, mal era se não fosse, mas é uma pessoa extremamente humana, sensível, que será (já o é) uma Médica sempre focada no paciente e bem estar em primeiro lugar. Uma pessoa que se preocupa com o outro, que tem sempre um sorriso e uma mão amiga a estender. Desdobra-se em quantas for possível para conseguir resolver todos os problemas que lhe apareçam. É o meu orgulho, a melhor irmã que eu poderia desejar. E sei que com ela as dificuldades existirão, mas serão sempre mais simples de ultrapassar! Obrigada K, pela lição de vida que nos dás e transmites diariamente, por este nunca baixar de braços..

 

Podes vergar, mas não quebras.. e se um dia quebrares, eu estarei aqui para colar todos os pedacinhos e te devolver todo o teu esplendor!

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Este desafio foi criado pela Cris e podem ver o resultado de Maio aqui. Qualquer um é livre de participar e é muito engraçado ver as várias formas como cada blogger interpreta a mesma questão.

Reclamar ou não reclamar?

Há pessoas que contam as horas que passam a comer gelados, por exemplo, eu vou começar a contar as horas que passo trancada em elevadores.

 

Na semana passada decidi apanhar o elevador do metro. Já estava bastante cansada, o elevador estava no piso pretendido e voilá, a combinação não podia ser melhor. Entrei eu e mais duas senhoras. Carregámos para o último piso e toca de relaxar.

A meio do percurso o elevador pára entre portas. Carreguei para baixo, para cima, nada, o elevador não se mexia.

Começamos a ouvir sons cada vez mais assustadores de martelos, de ferros, dava claramente a sensação de que estavam a fazer a manutenção aos elevadores (faz um eco impressionante).

Carreguei na campainha, que tem ligação direta à casinha do segurança.

 

Chic’ Ana: Olhe por favor, fiquei eu e duas senhoras presas no elevador, e pelos barulhos que estamos a ouvir, penso que devem estar a fazer qualquer espécie de manutenção. Pode verificar?

Segurança: Está a dizer que estão trancadas no elevador? Mas os técnicos estão realmente a fazer a revisão.

Chic’ Ana: Então, mas não há qualquer sinalização da mesma? Diga-lhes que o elevador está ocupado.

Segurança: Vou já tratar do problema.

 

Segurança: Então não se aperceberam que há gente no elevador?

Técnico: Como assim?! Está a dizer que estão fechadas lá dentro?

Eu e as outras senhoras: Sim, o elevador tem pessoas no interior! (a conversa era audível)

Segurança: Sim.. 3 senhoras…

Técnico: Vamos já fazer descer o mesmo!

 

Nisto passam alguns minutos e finalmente o elevador chega ao piso 0 e abre portas. Saímos rapidamente, subimos as escadas num ápice e quando chegamos ao último piso, prontas para dar o belo do raspanete aos senhores.. Não havia NINGUÉM.. Ninguém!!!! Nem ferramentas, nem sinalética, nem carrinha de manutenção no exterior…NADA! Pura e simplesmente fugiram...

 

Penso que ainda ficámos mais chateadas por não conseguirmos expor a nossa frustração. Agora, isto merece ou não uma reclamação no metro? Até podíamos vir distraídas e não termos visto os sinais, mas não existiam.. (fizémos questão de quando descemos, inspecionar tudo)

 

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One smile a day... com a C.S

A minha convidada desta semana é a C.S, autora do blog Há mar em mim. E o blog é mesmo isto: uma imensidão de temas e conceitos, tal e qual como o mar, onde nos sentimos embalados por fotografias, textos, ideias, mas também, por ondas revoltas como opiniões e temas mais "quentes" e que tão bem demonstram a personalidade da autora. Gosta de passar despercebida, mas eu arrisco dizer que neste mundo dos blogs é bem notada e apreciada. Uma companheira de sorrisos, de vida, que se lançou nesta aventura no início de Janeiro e que eu espero que continue por muito tempo. Sempre com uma palavra amiga e simpática, não deixem de a visitar!

 

Bom dia, pessoas sorridentes (desta forma estão todos contemplados, certo? Ou não viriam a este espaço que é um dos mais bem dispostos da comunidade Sapo e arredores.)!

 

Correndo o risco de ser 0% original, tenho de começar por agradecer o convite à Chic’Ana, pois ela é uma das pessoas mais queridas deste espaço virtual que todos nós partilhamos e tem sempre as palavras certas para cada um de nós. Para além disso, é a autora de um dos blogs que mais me fazem sorrir, já que tem sempre histórias maravilhosas para partilhar connosco.

Querida Chic, obrigada pelo convite, deixaste-me com os nervos à flor da pele, mas é um prazer estar aqui contigo.

 

Vamos lá a isto…

 

(Só vos peço que não “gozem” demasiado comigo, porque isto é humilhante. Sejam meigos.)

 

Estaríamos em finais do mês de julho, do belíssimo ano de 2015, a C.S., euzinha, tinha acabado de casar com o A. e andávamos à procura de casa para comprar. Depois de vermos muita coisa na internet, selecionámos  aquelas que mais nos encheram o olho e marcámos as visitas. (Devo confessar-vos que eu adoro ver casas.)

 

Na grande maioria das visitas fui sempre com o A., mas houve uma ou outra em que tive de ir sozinha, pois ele trabalha por turnos e, às vezes, torna-se uma missão impossível ele ter horários compatíveis com a maioria dos mortais. 

Após as nossas buscas, descobrimos que havia uma casa que nos agradava e que era bem pertinho daquela que tínhamos arrendada e onde vivíamos na altura, uma zona de que gostávamos muito. Fizemos os contactos necessários e é claro que na hora que dava jeito aos vendedores da casa e ao agente imobiliário o A. estava a trabalhar, por isso decidimos que eu ia sozinha e, caso achasse que valeria a pena, agendaríamos uma nova data para ele também poder opinar. Assim foi...

 

Chegado o dia, um dia de muito calor (importa referir), eu cheguei a casa por volta das 16h e o encontro estava marcado para as 18h. Decidi que tinha tempo de tomar um refrescante duche e descansar um pouco. Só que o pouco durou até às 17:50h, porque passei pelas brasas, claro está. Nisto, acordo sobressaltada, olho para as horas e toca de vestir a correr, porque dava tempo, afinal a casa era já ali. 

 

Saio de casa, chego 5 minutos atrasada (odeio atrasar-me...), peço desculpa ao agente imobiliário, que me explica que o dono da casa estava mais atrasado que eu. Ufa...pensei, ainda bem. Ficamos ali, em conversa de circunstância, e lá aparece o senhor. Apresentações feitas, subimos ao terceiro andar, começo a ver a casa, vou fazendo as perguntas da praxe e...eis que passo por um espelho que, se não me engano, estava no hall de entrada... Eu não queria acreditar! Como é que alguém poderia levar-me a sério, acreditar que eu poderia estar interessada em adquirir alguma coisa encontrando-me eu naquele estado?!

 

Começo a pensar... Penso... E chego à conclusão que não há nada a fazer, que teria de me aguentar, pois não tinha como resolver o problema. Achei que era muitíssimo incorreto pedir para ir à casa de banho, ainda considerei fazê-lo mas não o fiz. O que fiz eu? Começo a acelerar a conversa, de repente o interesse na casa já não me pareceu assim tanto, até porque eu só queria fugir dali.

 

Feitas as despedidas, ainda tive de fazer o percurso a pé até casa e só lá pude virar a blusa para o lado direito. Sim! Com a pressa vesti a blusa ao contrário! Como era possível que eu não tivesse reparado que tinha vestido a blusa do lado contrário?! Como?! Pois aquela era das poucas blusas que ainda conservava a etiqueta (lateral, com direito a botãozinho e tudo), porque eu tenho o hábito de cortá-las na primeira vez que as uso. Com esta maldita não fiz o mesmo.

 

Logicamente que em casa ri à gargalhada, primeiro sozinha e depois com o A., a pensar na minha figura, mas ainda mais a pensar no esforço que os senhores teriam feito por manter um ar sério e não rir na minha cara. 

 

Eu atraio este tipo de situações. 

 

Beijinhos a todos, tenham um ótimo dia! 

 

O que eu me fartei de rir a imaginar a situação. Também adoro ver casas, e é engraçado, que a casa que eu e o M comprámos foi vista primeiro por mim, sozinha, e só depois com ele. Mas.. eu acho que ia bem vestidinha!! 

 

Obrigada minha querida, acredita que foi, e é, para mim um prazer receber-te no meu cantinho! 

 

E tal como a Mafalda, podias estar mal vestida, mas com muita postura! :)

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