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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

One Smile a Day com.. a Mãe dos PP's

A minha convidada de hoje na certa vai trazer sarilhos a dobrar. Duvidam? Não o façam! Não fosse ela a Mãe dos PP's, a autora do blog com o mesmo nome A Mãe dos PP's. Este blog surgiu em Agosto do ano passado, com o intuito de nos falar sobre a sua experiência da maternidade em todas as dimensões em que esta existe: componente pessoal, componente comportamental, muito humor... Tem dois meninos com uma diferença aproximada de dois aninhos, estão numa das idades mais engraçadas, em pleno crescimento e o blog é quase um diário, condimentado por uma personalidade fantástica e sempre de sorriso pronto. Não a conhecem? De que estão à espera?

 

Ora bem, não conhecem o pai dos PP´s, mas adianto-vos que temos personalidades e pontos de vista muito diferentes. A bem dizer nós fazemos parte de "os opostos atraem-se".


Eu sou muito brincalhona e ele é todo certinho e dependente das suas rotinas.Eu adoro uma boa palhaçada e como tal, uma boa picardia.
Quando estávamos a preparar o casamento, já eu tinha o vestido escolhido, os sapatinhos, o véu e todas essas coisas que fazem parte de uma noiva.
No entanto, havia um pormenor que eu ainda não tinha escolhido: A liga.


A liga (que a bem dizer acho que não serve para nada) que eu escolhi tinha nada mais, nada menos que um pom pom azul que quando se apertava ou carregava nele tocava a marcha nupcial. Sou uma pessoa que gosta de vestir discretamente, mas pensei que seria bom tirar o noivo do sério um pouquinho. No fundo, eu sabia que se fosse ele a escolher, escolheria algo mais "decente".


Chegado o grande dia, toda eu muito nervosa e levada ao altar pelo meu pai, dei a mão ao noivo e a celebração começou. Sendo católicos praticantes, optámos por celebrar o matrimónio com Missa o que dava para estar sentadinhos a escutar a homilia e as sábias palavras do sacerdote. A meio da celebração ele mete a mão na minha perna e aquilo começa a tocar a marcha nupcial. Na primeira vez ele não disse nada, da segunda vez que aconteceu segreda-me ao ouvido:" mas será um convidado meu ou teu que meteu esta música no telemóvel?" Esforcei-me para não me rir e respondi: "aposto que é convidado teu e que horror toda a gente ouve isto na Missa"


Bem, terminada a cerimónia e seguindo para as fotografias, os comes e bebes lá se passou um dia muito feliz e bonito das nossas vidas.


Há noite (não vou contar os pormenores,descansem) ele ajudou-me a tirar os ganchinhos do cabelo e nisto levo a mão á perna e carrego na liga. Diz-me ele: " Eu devia ter calculado logo que isto era coisa tua, tens que fazer sempre uma malandrice onde for e em que momento for!" Rimos os dois a bom rir e ainda hoje ele diz que eu tenho uns" timings" do caraças para as minhas palhaçadas!


A liga,coitada, já está sem pilhas, mas muito bem guardada.
Espero que tenham gostado.

 

Tenho a certeza que, tal como eu, esboçaram um sorriso e já sabemos a quem é que os PP's saem com forte personalidade e um pouquinho terríveis vá! A culpa é toda da mãe.... e do pai também que também contribuiu!

Muito obrigada por esta bela partilha!

 

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O rapaz em chamas

Se eu venho falar dos Hunger Games e fazer um remake na versão masculina? Não! Mas uma coisa vos garanto, parei umas quantas vezes para me rir ao longo deste texto.

 

Ontem, e por causa de ser dia da Mulher, houve várias pessoas do sexo masculino que me felicitaram, entre eles o protagonista desta história. Estávamos nós no 12º ano, no pátio da escola. O nosso local de reunião era perto de dois bancos, onde nos podíamos sentar nas costas destes, sim, porque assim tínhamos logo outra importância. (jovens...)

 

Naquela altura havia várias pessoas para se sentirem integradas nos grupinhos que começaram a fumar. Então automaticamente ficávamos divididos nos bancos: de um lado os que fumavam, do outro os que não fumavam. Eu pertencia ao segundo grupo e o protagonista também.

No decorrer de um dos intervalos, levantou-se um vento enorme, e as cinzas começaram a ser transportadas até ao nosso grupinho. Por causa das minhas alergias troquei imediatamente de lugar para um mais protegido. Às tantas, vira-se uma colega minha:

Rita: Ana, Ana, olha depressa, o Miguel também começou a fumar!

Chic' Ana: Ah, lá estás tu com as tuas coisas. Ele também é cheio de alergias, não o pode fazer.

E nisto fixamos o olhar no Miguel... de onde vimos realmente a sair algum fumo.

 

Chic' Ana: Miguel, mas agora também fumas?

Miguel: Estás tolinha, então não sabes que não posso?

Chic' Ana: Então, mas tu estás a deitar fumo!!

 

Nisto começa o Miguel aos saltos, a sacudir-se, a abanar-se, a espernear, e cada vez se via mais fumo à volta dele.

 

Conclusão, uma das cinzas ficou presa numa das pregas da camisola, e esta começou a arder lentamente, até que se tornou mais evidente, mais e mais... Queimou a camisola, a t-shirt que ele tinha por baixo, e só não avançou mais porque entretanto o pobre Miguel levou com uma garrafa de água no local em chamas.

 

Um descuido que terminou bem, e com muitas gargalhadas, mas que podia ter resultado numa queimadura bastante grave. Portanto, cuidado com o local onde fumam e principalmente para onde lançam as cinzas..

 

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No tempo em que eu era... homem?

Hoje em dia refilamos que os homens nunca sabem onde colocam as coisas. Por vezes parece mesmo que não vivem na mesma casa que nós. Mas será que sempre foi assim?

 

No meu caso não, lembro-me perfeitamente da altura em que também eu fui “homem”. Por mais que procurasse as coisas, nunca as encontrava.

 

Mãe: Ana, vais-me buscar uma linha de cor azul à caixa de costura?

Chic’ Ana: Onde está a caixa?

Mãe: Onde sempre esteve, na cozinha.

Chic’ Ana: Mas onde, em que armário?

Mãe: No segundo armário, em baixo.

Chic’ Ana: Não vejo nada… (passados 10min a procurar uma caixa de 40 cm que devia estar mesmo à minha frente) Já encontrei!! Queres o quê mesmo?

Mãe: Linha azul.

Chic’ Ana: Não há!

Mãe: Tem de haver… ainda ontem comprei.

(reviro, reviro)

Chic’ Ana: Não encontro nada…

Passados 15min, lá vem a minha mãe, retira-me a caixa da mão, abre e voilá a linha azul.. Mas ela não estava lá, era capaz de jurar!

 

Chic’ Ana: Mãeeeeeee, onde estão as minhas calças de ganga?

Mãe: Devem estar no teu roupeiro. Já viste?

Chic’ Ana: Claro, mas não as encontro.

Mãe: Será que estão para passar?

Chic’ Ana: Também não as encontro no cesto!

Mãe: Não me digas que fugiram? 

(Passados 30segundos, aparece a mãe com as calças na mão! - com as minhas calças, atenção!)

 

E por incrível que pareça e me custe a admitir, as coisas ainda são assim em casa dos meus pais. Nunca encontra nada.. Há mais alguém a quem isto aconteça?

 

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E só agora me dei conta, que neste dia internacional da mulher, faço um post sobre homens.. Realmente, homens, estão em todo o lado! Um feliz dia para todas as mulheres, com um sol radiante e quentinho! 

Um estranho animal de estimação

Como sabem eu tenho imensas alergias, já vos contei aqui inúmeros episódios das mesmas, e que me impossibilitam de, infelizmente, ter animais de estimação com pelos ou penas.

 

Mas.. e quando vocês são o vosso próprio animal de estimação? O que fazer?

 

Nós aspiramos a casa no mínimo uma vez por semana, sendo num apartamento e num andar alto, aguenta perfeitamente uma semana inteira sem que o pó seja demasiado e que comece a fazer comichões no nariz. Contudo, nos últimos tempos tenho reparado em rolinhos que se começam a juntar nos cantinhos. Rolinhos esses que não são nada tímidos e que com a deslocação de ar, parece que nos perseguem.

 

Ora, achando aqueles rolinhos estranhos, fui analisar cuidadosamente o seu conteúdo, e após uma análise ao ADN dos fios, e uma vez que sou a única habitante da casa com cabelo comprido, cheguei à conclusão, que os rolinhos eram o meu pelo… ou cabelo vá, que os pelos são mais pequeninos.

 

Tenho rolinhos de cabelos meus pelo chão.. Como é possível alguém perder tanto cabelo e continuar com tanto na cabeça?! Isto acontece a mais alguém?! Eu pensava que era só em Outubro / Novembro, quando os cabelos estão mais danificados.. Agora em Fevereiro/ Março?!

 

Agora adotei a política de antes de me deitar e depois de me levantar, ir á casa de banho, puxar os cabelos, delicadamente, e livrar-me dos excedentes. Ele aparentemente está bem cuidado e hidratado… Será que vou ficar careca?!

 

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É segunda-feira!

Aquele dia da semana em que acordas, desligas o despertador, pensas que ainda estás a sonhar que é domingo, a cama está a saber-te tão bem, parece que os lençóis estão mais suaves que nunca..

 

Apercebes-te que afinal tudo não passa de um sonho, corres para a casa de banho, tentas despachar-te ao máximo, tropeças nas calças do pijama e só não dás um trambolhão porque te enfias completamente dentro do lavatório. Felizmente a torneira continuou fechada..

 

Sim.. podia ter sido bem pior! Boa segunda.feira para todos.

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One Smile a Day com.. a Diana

A minha convidada de hoje é a Diana, autora do blog A vida de Diana. Até há bem pouco tempo não escrevia com o seu verdadeiro nome, mas decidiu revelar-nos este pequeno segredo. Descreve-se a si própria como: “Quase Trintona, Mau Feitio Colossal. Curiosa, Perfeccionista, Observadora. Humilde e  Feliz.”  Pelo que eu conheço deste blog recente, e do outro que acompanhava, é sempre simpática, tem o dom das palavras, de escrever pequenos textos, mas intensos e repletos de significado. É quase como um diário. Visitem, vão gostar! (O mau feitio colossal nunca se faz notar)

  

Quando disse que, se me convidasses para participar na tua rubrica, já sabia que história contar, nunca imaginei que isso acontecesse no mesmo dia.

Obrigada, desde já, pela tua simpatia diária e pelo teu bilhete de entrada para o teu trabalho no blogue.

Sempre que lia as histórias que publicavas, lembrava-me sempre daquilo que me aconteceu e fartava-me de rir sozinha. Então, passemos ao que interessa.

 

Apesar de ser um relato curto, na altura, deu-me muitas dores de cabeça, literalmente, hahaha.

 

Devia ter uns 12 anos, talvez, andar no sétimo ano, e a minha escola decidiu levar a criançada à piscina pública da terra. Eu não sei nadar mas ia animada na mesma. Provavelmente, seria a primeira vez que lá punha os pés.

Tivemos de ir de autocarro porque, embora o trajecto fosse curto, éramos muitos. Bem, lá fomos nós e passamos a tarde toda dentro de água, a brincar.

Chegou a hora de tomar banho e trocar de roupa. Fomos todos, tudo ao molho e fé em Deus.

No início, tínhamos sido avisados da hora de partida e, como seria de esperar, pequenita que era e sem noção, atrasei-me. Quando me apercebo que já toda a gente estava no autocarro, à espera, fico super aflita, pego nas minhas tralhas e desato a correr.garfieldvidro.jpg

Não sei quem foi a alminha que, quando construiu o edifício das piscinas, decidiu fazer tudo em vidro. Pois, aquilo estava tão limpinho, que não me apercebi. Então imaginem a minha corrida a "100 kms/hora" e um choque massivo contra a porta. Hahahaha.

Só não me esborrachei no chão por sorte e fiquei com uma dor de cabeça que durou horas.

 

Por vezes sou impulsiva, e fiquei tão curiosa com a tua história, que o convite foi logo feito e aceite na hora.  E não podia ter vindo em melhor altura, pois sempre que me lembrava do teu texto, sorria. Acredita que passei a semana em pulgas para o publicar!

 

Muito, muito obrigada. Consigo perceber perfeitamente o teu drama, pois a “minha” piscina também é toda vidrada e por vezes acontecem acidentes.

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Bom fim de semana! Aproveitem para concorrer ao passatempo aqui. Sem requisitos obrigatórios! 

Spray de cabelo ou vinagre de maçã?

A semana passada recebi em casa um miminho da Novex. Vinha numa caixinha muito bem acomodado, com uma embalagem que dá imenso jeito para o transporte das pequenas coisas.

Estava eu delirante a olhar para a embalagem, vira daqui, vira dali, a reter toda a informação possível, quando…

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Mãe: Vais utilizar isso?

Chic’ Ana: Claro, queres experimentar?

Mãe: Podemos colocar na salada…

Chic’ Ana: Mãe… isto não é vinagre, é para colocar no cabelo!

  

Realmente olhando para a embalagem o que salta à vista é o interior da Maçã, que tem vinagre escrito em letras garrafais.

 

E o que promete este produto? Eu já sabia que o vinagre fazia bem ao cabelo, mas nunca utilizei! Reequilibra o pH do cabelo, sela as cutículas e pontas duplas (e eu tenho imensas pontas duplas), é antioxidante e por fim dá brilho! Já conheciam?

 

 

E eu como sou simpática, vou oferecer-vos esta embalagem. Prometo que vai fechada e que não foi utilizada em nenhuma salada!

 

Acede aqui ao formulário!

 

Quanto ao sorteio, só existem dois campos obrigatórios: o nome e o e-mail, para vos poder contactar caso sejam os grandes vencedores, portanto, qualquer um pode participar. Quanto aos restantes campos: Se forem subscritores do blog no sapo, ou por e-mail, ganham mais uma entrada na tabela, se forem seguidores no facebook da Chic' Ana, ganham outra entrada, o que aumenta a probabilidade de ganharem!

 

Passatempo ativo até dia 9 de Março, os resultados sairão no dia seguinte.

Um porquinho de trela?

Eu tenho imensas alergias, mas adoro animais. Na impossibilidade de ter um animal maior, a minha irmã convenceu os meus pais a comprarem um porquinho da índia.

 

Aquele animal fazia as delicias aqui em casa. Adorava passear pela cozinha, mas assim que detetava outra superfície, toca a voltar para trás. Podíamos ter sempre a porta aberta pois já sabíamos que da cozinha (azulejo), para o hall (mármore) ele não passava.

 

Mas nós com pena do bichinho estar sempre fechado em casa, decidimos que o haveríamos de levar à rua, mas como?! Tínhamos de arranjar uma trela confortável para ele andar à vontade. Assim foi, era uma trela que não prendia somente no pescoço, tinha espaço para as patinhas e para não o magoar. Toda a gente aprovou a compra, toda a gente menos ele.

Assim que via a trela, começava a guinchar e a saltar tipo touro mecânico. Conseguiu usar a mesma durante uns segundos, após esse tempo, era com cada salto que acabava por a retirar.

 

Ficava mesmo nervoso, e portanto, a trela nunca cumpriu o seu objetivo. Não sei que associação é que ele fazia à trela, mas era impossível, nunca vi um porquinho saltar tanto e ficar tão zangado..

 

Outro dia estava a procurar bandas desenhadas e deparei-me com esta que me fez sorrir. Eu estava à espera que ele se comportasse como um cãozinho?! Não me parece, acho que ia ser mais como o coelho da imagem, coitadinho!

 

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Já conhecem a Blogadinha? Lançou-me um desafio muito engraçado: escolher um livro, um disco e um filme, mas tendo em conta a importância que tinham para mim, sem recurso ao google e sem resumos. Alguém adivinha qual o filme escolhido? Posso já adiantar que chorava imenso sempre que o via.... E faz sentido neste post a falar de animais!

Disfarce à força

O governo deu tolerância de ponto aos funcionários públicos. Infelizmente a empresa onde trabalho, não deu folga a ninguém e portanto vim trabalhar..

 

Entro por volta das 8h e sinto logo um cheiro a cola demasiado intenso no ar. 8h05 ligo o pc, 8h06 começo a espirrar, começo a tossir, começo a chorar.

 

Estou nisto até agora, 8h30, altura em que começam a chegar mais pessoas.

 

Colega: Ana, o que se passa?

Chic’ Ana: “Dada”! É alergia.

Colega: Então, mas o que tens?

Chic’ Ana: Alergia! É por causa do cheiro a cola, eu faço alergia.

 

(Colega a empinar o nariz e tentar cheirar algo)

 

Colega: Realmente não sinto cheiro nenhum!

Chic’ Ana: Há pouquinho o ar não circulava, e o cheiro a cola estava estagnado.

Colega: Mas da Cola, ou da Coca?!

Chic’ Ana: Cola, andaram a colar os painéis.

Colega (olha para mim como se eu fosse maluquinha e estivesse num pranto só porque sim!)

  

Conclusão: Eu sei que este ano não me mascarei, mas vá lá, podiam ter escolhido um fato mais engraçado, que isto de andar a fazer de bicho não tem piada nenhuma. A minha figura: Olhos inchados e vermelhos, que ardem horrores, nariz vermelho por causa do choro constante, fala afetada pelo nariz. E espirros de 5 em 5 segundos!

Se os outros sentem alguma coisa?! Nada! Estão felizes e contentes e eu aqui a chorar… 

 

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O Carnaval em Portugal

Eu ainda sou do tempo em que o Carnaval era das crianças. O que quero eu dizer com isto? Que na altura as crianças divertiam-se com serpentinas, com bisnagas e só muito esporadicamente com balões de água. Lembro-me que estas batalhas que envolviam água eram muito bem combinadas, fora daquele período não havia patifarias para ninguém, ninguém queria andar em pleno Fevereiro molhado – na altura fazia bastante frio. E ai de quem nos apanhasse a fazer coisas destas, como tal, não se envolviam adultos nas brincadeiras, a menos que quisessem. Lembro-me que o respeitinho era muito bonito e era uma regra de ouro.

 

Nem pensar em estragar farinha e ovos, nem pensar em estragar roupas e poluir o ambiente. Era um Carnaval diferente, mais genuíno, em que as máscaras eram as verdadeiras rainhas da festa. Lembro-me do meu fato de Robin dos Bosques, de Milady, de dama antiga, tantas fantasias e tantos momentos que me passam pela memória e que recordo com um sorriso.

 

Ligo a televisão e o que passa neste momento?! Autênticos desfiles como se estivéssemos no Brasil. Porquê imitar o povo Brasileiro neste aspeto? Para eles as temperaturas estão elevadas, justificam-se os trajes mais reduzidos e todo o ritmo do samba que tão bem os caracteriza. Porque temos de os imitar? Não temos a cultura do Carnaval como eles têm, nem temos as condições necessárias para o efeito. Porque não apostar em máscaras quentinhas e confortáveis que nos permitam “brincar”? Esqueçam as bombinhas de mau cheiro e as partidas macabras e que apenas prejudicam a pessoa. Lembrem-se de fazer partidas em que fiquem os dois a sorrir e não apenas um só! E há tantas coisas que se podem fazer…

 

Hoje é segunda-feira e já estou farta de ver bundas a abanicar, farta de chegar ao metro como se estivesse nos jogos sem fronteiras: desvia daqui, desvia dali, ai que vem aí um ovo! Amanhã é dia de Carnaval e até tenho medo de vir trabalhar, será que devo trazer uma muda de roupa?  

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Nota: Eu adoro o Carnaval, não vejam este desabafo como uma coisa negativa. Mas gosto do Carnaval de máscaras, de um Carnaval de sorrisos, de um Carnaval onde não existem maldades, porque o ditado “é Carnaval, ninguém leva a mal!” não é assim tão linear. Se existe limite de idade para brincar ao Carnaval? Claro que não, todos temos uma criança no nosso coração e todos somos livres de brincar, mas com respeito.

 

Posto isto, um bom Carnaval para todos, com muitos sorrisos e sonhos!