Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Um título difícil de alcançar

Confesso que estou a escrever este post um pouquinho a medo, contudo, tenho mesmo de o partilhar pois para mim foi uma situação hilariante. (K não te chateies com a maninha!!)

 

Há uns anos atrás e após fazermos obras na casa da aldeia, os meus pais deixaram-nos escolher os quartos. Havia dois disponíveis, pois eles já tinham escolhido o deles e sobrava um no sótão e outro no piso térreo. O sótão tem uma vista magnifica sobre a serra e como tal era a opção das duas. Ambas o queríamos e, como sempre nos demos bem, não houve qualquer dificuldade em chegar a um consenso: Iríamos partilhar o quarto, ainda por cima enorme (tem mais de 30m2 – cabem na perfeição duas camas e tudo o que precisarmos).

 

O nosso pesadelo eram mesmo as escadas de madeira. Sempre tivemos receio de nos levantarmos a meio da noite e cairmos lá de cima estremunhadas. Felizmente nunca aconteceu e, com o passar do tempo, até brincávamos imenso com as escadas e em formas mais rápidas de as descermos. Ora com roupa mais confortável e a escorregar, ora em passo de corrida, etc. Até que um belo dia:

 

K: Encontrei a forma perfeita de descer as escadas.

Chic’ Ana: A sério? (Nisto viro-me e fico a observar!)

 

Ela começa a descer as escadas, sentada, degrau a degrau, a escorregar e cada vez mais rápida!! Até que atinge uma velocidade difícil de superar.

 

Chic’ Ana: Bolas, que rapidez, percebes mesmo disto! Nunca te hei-de conseguir apanhar, fica lá com o título!

(E não se ouve qualquer resposta, passa mais um tempo e nada…)

Chic’ Ana: K? Estás aí?

 

Nisto aproximo-me do varandim e está ela no fundo das escadas, de encontro à parede, toda torcida! Conclusão: ela tinha caído mesmo escadas abaixo e eu a elogiar a performance dela ao invés de a ajudar.

 

Felizmente que apenas ficou com uma ou outra nódoa negra, mas a verdade é que ainda hoje detém um título que será difícil de superar, a menos que eu esqueça as escadas e me mande logo em voo picado…

 

E a culpa foi desta BD que tão bem me fez lembrar a queda:

escadas.bmp

A Chic' num restaurante chique

Já passou mais um fim de semana, os dias passam a correr, ainda mais aqueles que temos para usufruir e descontrair. Pois bem, o meu fim de semana começou de uma forma diferente.

 

Os meus pais tinham uns vouchers de refeição que terminavam no final deste mês, ora, os dias passavam e não os aproveitávamos, até que finalmente nos decidimos a marcar e lá fomos nós na sexta-feira à noite, cheios de expetativas pois era um voucher bem recheado (welcome drink, entradas, mariscada bem composta).

 

Assim que chegámos à entrada vimos logo algo que assinalava a diferença e o requinte: a porta só abria tocando a uma campainha. Tocámos e fomos imediatamente conduzidos à nossa mesa. Eis quando começam a chover entradas de todo o tipo e feitio, achámos que aquilo era um exagero e questionámos o que estava contemplado no voucher, pois este já tinha sido caro, e não era nosso objetivo gastar muito mais. No voucher apenas estavam incluídas duas entradas, que o empregado demorou imenso tempo a indicar, dando a ideia que queria que consumíssemos tudo o resto. (por sinal eram as entradas com o aspecto e a decoração mais fraquinhas em quantidade reduzida para 4 pessoas)

Terminámos as entradas e eis que chega a mariscada que consistia numa sapateira e numas gambas espetadas em meio limão. Ok, estava bonito... e mais?

As gambas não aparentavam ser frescas e de grande qualidade: a casca não se desprendia, era uma dificuldade sempre que queríamos comer alguma coisa, até que atingiu o auge quando tentei partir uma sapateira e esta saltou para outra mesa. Vem o empregado muito aflito com um martelinho para me ser mais fácil partir a sapateira. Escusado será dizer que nem com o martelo a consegui partir: batia, batia e ela cada vez saltava mais. Passei o martelo ao meu pai, que fez o mesmo, até que finalmente lá começou a estalar.

Não estávamos muito satisfeitos com a refeição, e por isso nem pedimos sobremesas, eu queria era ir para casa e comer como deve ser. 

Pedimos a conta - que ainda rondou os 20€ (pois as bebidas não estavam incluídas). 20€ para uma garrafa de vinho da casa que no supermercado custa á volta dos 3, 4€.

 

E foi assim que terminámos o nosso jantar chique: Em casa a comer sopa e sobremesa! O que me deixou a pensar:

  • Será que era por termos vouchers e claramente não fomos atendidos com toda a pompa e circunstância?
  • Quem é que paga 140€ (valor aproximado da refeição, sem entradas, sem sobremesas, sem repetição de bebidas) para ser atendido desta forma?

153 Daniel.jpg

Pág. 3/3