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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Aqui há Gato.. Onde?

Decidi responder ao desafio criado pelo clube dos gatos (contar uma história engraçada com um gato), e, apesar de não ter nenhum animal de estimação, eis que me surgiu uma história este fim de semana! Depois desse dia, só tenho a dizer: Ainda bem que não tinha a árvore montada! Ora vejam:

 

No sábado, estava a conversar com a minha vizinha na soleira da porta, já de robe, ela com a porta encostada para ao gatinhos não fugirem quando de repente passa uma sombra escura muito rápida por entre as minhas pernas, seguida de outra mais clarinha a quem consegui captar o rabiosque. Ora, os gatitos couberam na fresta da porta e enfiaram-se a correr dentro do meu apartamento.
 
Lá vamos nós a correr casa dentro para pegar neles e devolve-los ao seu habitat, quando corremos todas as divisões e nada de gatos. Ok, procura mais minuciosa…
Comecei a seguir o rasto deixado por um: pelos! Um deles foi enfiar-se justamente dentro do meu móvel de televisão, aninhado em cima da box.. Riscou-me a box toda quando o tirei, pois estava super quentinho e nada de querer sair! Um já está, faltava o outro! Deste não havia qualquer rasto, após 30 minutos de procura, concluímos que ele devia ter voltado para o apartamento da minha vizinha, pois ela dizia que ele tinha esconderijos tão bons em casa que só aparecia quando queria!
 
E assim foi, no dia seguinte, descansada, vou ao roupeiro escolher a roupa para vestir, quando me cai uma coisa felpuda em cima. Com o susto só tive a reação de afastar, sacudir e lá vai o gato pelo ar.. Felizmente desta vez consegui agarrá-lo e devolvi-o no imediato. Tive um susto que me vai assombrar o roupeiro para o resto do tempo. Agora sempre que o abro é devagarinho e sempre à espera que algo me caia em cima!

 

O que andei a fazer no feriado, alguém adivinha?! 

 

Passei um excelente dia a ... limpar o roupeiro, lavar e passar a roupa a ferro, o gatito deixou tantos pelos que teve mesmo de ser...

 

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Árvore de Natal Artesanal!

A minha casa está oficialmente pronta para receber o Natal! E com uma novidade: este ano as bolas de Natal são artesanais! Não existem duas iguais e são bastante originais. Ora vejam abaixo a galeria e digam-me a vossa opinião!

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Como é óbvio a montagem da árvore não podia ser pacífica..

 

Começámos por montar a estrutura, abrir os ramos e eis que chega o momento de colocar as luzes. Optámos por dois conjuntos, um conjunto que pisca e outro que se mantém estático. Após muitas voltas à árvore, as luzes estavam ok!

Continuámos a montagem: colocação de fitinhas, as bolas e finalmente ligámos as luzes para ver o efeito. E eis que se faz luz, na árvore e no nosso pensamento: Não tivemos em atenção a mistura de luzes, e portanto a árvore estava literalmente metade a piscar e metade estática, o que fazia um efeito muito estranho! Disseram logo: "Oh Ana, queres mesmo desfazer tudo? Assim sempre que as pessoas cá vierem têm motivo para falar da árvore, caso contrário, é uma árvore normal". Eu devo ter feito uma cara daquelas, e pronto, tudo a desmontar a árvore e começar novamente para eu ter uma árvore de Natal normal!!!

 

Posto isto e quase a terminar, eu tinha comprado uns sininhos de chocolate para pendurar na árvore. Quando os comprei tinha a certeza que eram 18... Agora já só tinha 15, faltavam 3! Quando dou conta, estavam a deliciar-se com os sininhos que deveriam fazer parte da minha árvore. Acionei a cara de má novamente e mãos à obra que ainda havia muito que fazer..

 

O que acham das minhas decorações de Natal? Eu adoro o centro de mesa! E as bolas de Natal, são tão bonitas e variadas. Tudo comprado numa feira de artesanato na Ericeira este fim de semana.

Fuga das Vespas

Isto de ter uma casa no campo é muito relaxante, mas também stressante, porque temos de lutar variadíssimas vezes com os pequenos habitantes do terreno, que insistem em ocupa-lo livremente como se os humanos fossem secundários.

 

Desta vez, foram as vespas, sim, as vespas, fizeram um buraco gigante no chão, onde construíram o seu ninho. E qual o local escolhido para o fazerem? Mesmo ao lado das escadas, onde nós passamos imensas vezes! Ora, sempre que ali passávamos era a correr. Até que ontem decidimos tomar uma atitude e dizer-lhes para irem procurar outra casinha.

 

Lá fui eu com o meu pai, escada abaixo, ele armado com uma pedra e eu com um pau, íamos tapar o buraco e destruir a casinha para que procurassem outro poiso. Mal colocámos a pedra, elas saem em fúria e nós nem pensámos duas vezes, começamos a correr em direção à casa e trancámos-nos no interior. Isto com a minha mãe e irmã a assistir que se riam a bandeiras despregadas.

Passámos então à segunda fase do plano. Fervemos água, esperámos que a agitação passasse e lá vamos nós despejar água quente. Mais uma vez saem em fúria atrás de nós, nós corremos para dentro de casa e elas ficaram a andar em círculos em redor da casa.. Nunca tal me tinha acontecido, pensei que estes episódios só mesmo nos desenhos animados.

Hoje finalmente vamos ver se o segundo truque resultou e se abandonaram a casinha delas.

 

Se souberem de mais métodos estejam à vontade para os partilhar, eu agradeço imenso!!!

 

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Distrações mesmo a calhar..

Infelizmente quase todos nós já fomos vitimas de assalto, ou pelo menos de tentativa de assalto. Comigo não foi diferente.

 

Devido às paralisações constantes do metro, estava já mesmo em cima da hora para um exame na faculdade. Atravessei todo o jardim e a estrada em passo de corrida, e já via a faculdade ao longe quando fui interpelada por um rapaz na casa dos vinte e poucos anos, que eu pensei ser um colega meu (as turmas são enormes, ainda estávamos no inicio do ano e eu não decorei a cara de todos os meus colegas).

 

Suposto Ladrão: Bolas, que pressa! Vamos ver o que tens na mala, para começar preciso de todo o dinheiro que tiveres.

Chic’ Ana: Olá, tenho dinheiro, mas neste momento não tenho tempo. Posso emprestar-te dinheiro, mas só depois do exame.

 

E continuei a correr…

 

Suposto Ladrão: Espera aí. Não te safas assim tão facilmente.

Chic’ Ana: Olha, se queres mesmo, tens de correr porque eu não vou parar!

 

O rapaz ficou estático no meio da rua, a olhar para mim, e eu ainda refilei com ele porque também se estava a atrasar.

Fiz o exame descansada, até que no fim, parecia uma barata tonta à procura do dito rapaz para lhe emprestar o dinheiro. Tinha até comentado com vários colegas que ele parecia meio desesperado, quando eles começam a somar 2+2 e dizem-me que eu tinha dito a um dos ladrões que andavam a rondar a faculdade, que tinha dinheiro, mas que não tinha tempo, e que ainda andava á procura dele para lhe dar o dinheiro.. Foi uma risota total!

 

Conclusão: Ainda bem que só soube disto no final do exame, porque senão dificilmente o conseguiria fazer, tal foi o nervosismo em que fiquei. Na altura a faculdade estava sob uma onda de assaltos terrível: carros, portáteis, dinheiro, telemóveis, tudo e mais alguma coisa que pudessem apanhar.. Para mim este episódio terminou bem, há muitos que não terminam assim!

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Presente de Natal (Greves...)

Será que esta época de Natal vai trazer caixinhas simpaticamente decoradas, alegria e música no ar? Cheiro a lareiras ligadas e a café a fumegar?

 

Sim, pode trazer, mas acima de tudo trará também.... testes à paciência aka Novas greves!! Aí está, meus senhores e senhoras, jovens, adolescentes, tenho o (des)prazer de anunciar que as greves estão de volta!

Pensavam que elas tinham desaparecido, entrado em vias de extinção? Não, aqui estão elas para alegrar o coração!

 

Calendário existente até ao momento (mas promete não ficar por aqui):

  • Na STCP a greve é a 8 e 25 de Dezembro;
  • No ML as paralisações estão agendadas para determinados períodos dos dias 9, 10 e 11 de Dezembro;
  • Na CP Carga, a greve irá decorrer de 7 de Dezembro a 2 de Janeiro;
  • Na CP o pré-aviso de greve prolonga-se até 2 de Janeiro (serviços mínimos nas greves da CP nos feriados de 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, considerando que tal não seria necessário para o próximo feriado de 8 de Dezembro);

 

Muita atenção a planear as visitas a familiares na época natalícia. É sempre bom consultarem o site dos transportes públicos e informarem-se antecipadamente se existem greves ou não. 

 

Quanto a mim, a próxima semana será definitivamente complicada! Já começei a investigar onde tenho a minha armadura, porque se for equivalente a greves anteriores, esperam-me 2 horas para chegar ao trabalho, uma boa dose de mau humor matinal e a gentileza das pessoas sempre especial.

 

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Carta à minha irmã...

Eu acredito que devemos expressar sempre as nossas emoções e sentimentos. Não sabemos como será o amanhã, apenas saboreamos o presente, e antes que o amanhã seja tarde de mais, aqui ficam algumas letras, que juntas formaram palavras, que por sua vez originaram frases que se compuseram para dar vida a uma carta.. A primeira carta que te escrevo..

 

Passei uma eternidade a chatear os meus pais para ter uma irmã. O meu pedido era muito claro: uma irmã para brincar! Demoraste a aparecer e foi numa manhã de verão que soube que vinha uma maninha a caminho. Daí ao teu nascimento foi um pulinho.

Finalmente ias sair da tua casinha, da casinha que pontapeavas com uma energia imensa. Ia ver-te pela primeira vez da parte da tarde. De manhã convenci o meu pai a secar-me o cabelo, a vestir-me o meu melhor vestido e fui para a escola, mal contendo o entusiasmo. O meu pai bem me avisou – nada de te sujares – e assim foi. Nos intervalos a emoção era tanta, que andava a dar cambalhotas numa estrutura de ferro, caí lá de cima, com a cara no chão, era só sangue e cabelos à minha frente, fiquei mesmo com uma pequena careca no cimo da cabeça e grandes arranhões na testa. E de quem foi a culpa? Tua! Ainda mal tinhas visto a luz do sol e já estavas a aprontar.

Chegou finalmente o meu pai e eu cumprira o prometido, estava limpinha, apenas despenteada e com a cara feita num oito. Mas isto era tudo secundário, o meu sonho era mesmo pegar-te ao colo. E assim foi, mal chegámos à maternidade a enfermeira disse logo – Não tem nada que enganar, é a maior que aí estiver – olhei para o berçário e lá estavas a agitar os bracinhos e com os olhos muito abertos.

Foste crescendo com alegria, tinhas uma paciência enorme para mim, para a minha curiosidade natural, não choravas, eras uma bebe impecável. Podia virar-te de pernas para o ar, arrastar-te pelo chão, e tu rias às gargalhadas. Mas também me pregavas partidas: Numa bela noite, os pais foram ao café e eu fiquei a tomar conta de ti. Mal fecharam a porta começaste a choramingar, eu fui lá, não tinhas fome nem estavas suja, peguei-te ao colo e tu choravas cada vez mais, passeei contigo e nada, até que comecei a chorar também com o desespero de não saber o que fazer contigo. Neste instante, abrem a porta e tu acalmas, sorris e adormeces. Só me apetecia dar-te uma palmada, ainda por cima perguntaram-me logo o que é que eu fazia contigo ao colo e a chorar, quando devias estar a dormir tranquila na tua caminha!

Começaste a andar e a rasgar todas as minhas bandas desenhadas, foi a única coisa que destruíste, de resto tratavas tudo com o máximo cuidado. E como uma boa irmã mais nova, fazias tudo o que eu fazia, imitavas-me em tudo. Do mais complexo ao mais simples. Lembro-me tantas vezes dos escorregas de água e dos divertimentos que metiam medo. Tu tremias, fechavas os olhos, mas ias sempre. Não me deixavas ir sem ti!

Cresceste, tornaste-te uma excelente aluna, sossegadinha, com um sentido de humor muito próprio. Com imensos talentos naturais: cantas, tocas viola de uma forma encantadora, tens um talento natural para a pintura e para o desenho e tens uma característica que eu aprecio muito, a tua sensibilidade.

Ao mesmo tempo que crescias, o meu orgulho e amor por ti cresciam também.

Podia escrever sobre ti o dia todo, mas finalizando, muitas aventuras passámos, muitas alegrias e tristezas partilhámos, mas acima de tudo, amigas e cúmplices nos tornámos. Ainda bem que fazes parte do meu mundo, ainda bem que estás sempre disponível para mim. Estou aqui sempre que precisares, estou aqui para te amparar e para te aconselhar. Espero que saibas que comigo podes sempre contar.

Continua a ser a pessoa maravilhosa que és, sempre preocupada, atenta, amiga, sorridente, distraída, sempre disponível para os que te rodeiam, ponderada, mal humorada ao acordar.. Todos estas características te compõem e não podias, nem eu queria que fosses diferente.

Um beijinho muito grande desta irmã que te adora.

E com uma lágrima no olho, espero que leias esta carta. Ela é para ti, e aqui fica eternizada! Se é lamechas? Acho que tem o seu grau de lamechice sim, mas também tem as habituais peripécias... 

 

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