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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Reclamar ou não reclamar?

Há pessoas que contam as horas que passam a comer gelados, por exemplo, eu vou começar a contar as horas que passo trancada em elevadores.

 

Na semana passada decidi apanhar o elevador do metro. Já estava bastante cansada, o elevador estava no piso pretendido e voilá, a combinação não podia ser melhor. Entrei eu e mais duas senhoras. Carregámos para o último piso e toca de relaxar.

A meio do percurso o elevador pára entre portas. Carreguei para baixo, para cima, nada, o elevador não se mexia.

Começamos a ouvir sons cada vez mais assustadores de martelos, de ferros, dava claramente a sensação de que estavam a fazer a manutenção aos elevadores (faz um eco impressionante).

Carreguei na campainha, que tem ligação direta à casinha do segurança.

 

Chic’ Ana: Olhe por favor, fiquei eu e duas senhoras presas no elevador, e pelos barulhos que estamos a ouvir, penso que devem estar a fazer qualquer espécie de manutenção. Pode verificar?

Segurança: Está a dizer que estão trancadas no elevador? Mas os técnicos estão realmente a fazer a revisão.

Chic’ Ana: Então, mas não há qualquer sinalização da mesma? Diga-lhes que o elevador está ocupado.

Segurança: Vou já tratar do problema.

 

Segurança: Então não se aperceberam que há gente no elevador?

Técnico: Como assim?! Está a dizer que estão fechadas lá dentro?

Eu e as outras senhoras: Sim, o elevador tem pessoas no interior! (a conversa era audível)

Segurança: Sim.. 3 senhoras…

Técnico: Vamos já fazer descer o mesmo!

 

Nisto passam alguns minutos e finalmente o elevador chega ao piso 0 e abre portas. Saímos rapidamente, subimos as escadas num ápice e quando chegamos ao último piso, prontas para dar o belo do raspanete aos senhores.. Não havia NINGUÉM.. Ninguém!!!! Nem ferramentas, nem sinalética, nem carrinha de manutenção no exterior…NADA! Pura e simplesmente fugiram...

 

Penso que ainda ficámos mais chateadas por não conseguirmos expor a nossa frustração. Agora, isto merece ou não uma reclamação no metro? Até podíamos vir distraídas e não termos visto os sinais, mas não existiam.. (fizémos questão de quando descemos, inspecionar tudo)

 

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One smile a day... com a C.S

A minha convidada desta semana é a C.S, autora do blog Há mar em mim. E o blog é mesmo isto: uma imensidão de temas e conceitos, tal e qual como o mar, onde nos sentimos embalados por fotografias, textos, ideias, mas também, por ondas revoltas como opiniões e temas mais "quentes" e que tão bem demonstram a personalidade da autora. Gosta de passar despercebida, mas eu arrisco dizer que neste mundo dos blogs é bem notada e apreciada. Uma companheira de sorrisos, de vida, que se lançou nesta aventura no início de Janeiro e que eu espero que continue por muito tempo. Sempre com uma palavra amiga e simpática, não deixem de a visitar!

 

Bom dia, pessoas sorridentes (desta forma estão todos contemplados, certo? Ou não viriam a este espaço que é um dos mais bem dispostos da comunidade Sapo e arredores.)!

 

Correndo o risco de ser 0% original, tenho de começar por agradecer o convite à Chic’Ana, pois ela é uma das pessoas mais queridas deste espaço virtual que todos nós partilhamos e tem sempre as palavras certas para cada um de nós. Para além disso, é a autora de um dos blogs que mais me fazem sorrir, já que tem sempre histórias maravilhosas para partilhar connosco.

Querida Chic, obrigada pelo convite, deixaste-me com os nervos à flor da pele, mas é um prazer estar aqui contigo.

 

Vamos lá a isto…

 

(Só vos peço que não “gozem” demasiado comigo, porque isto é humilhante. Sejam meigos.)

 

Estaríamos em finais do mês de julho, do belíssimo ano de 2015, a C.S., euzinha, tinha acabado de casar com o A. e andávamos à procura de casa para comprar. Depois de vermos muita coisa na internet, selecionámos  aquelas que mais nos encheram o olho e marcámos as visitas. (Devo confessar-vos que eu adoro ver casas.)

 

Na grande maioria das visitas fui sempre com o A., mas houve uma ou outra em que tive de ir sozinha, pois ele trabalha por turnos e, às vezes, torna-se uma missão impossível ele ter horários compatíveis com a maioria dos mortais. 

Após as nossas buscas, descobrimos que havia uma casa que nos agradava e que era bem pertinho daquela que tínhamos arrendada e onde vivíamos na altura, uma zona de que gostávamos muito. Fizemos os contactos necessários e é claro que na hora que dava jeito aos vendedores da casa e ao agente imobiliário o A. estava a trabalhar, por isso decidimos que eu ia sozinha e, caso achasse que valeria a pena, agendaríamos uma nova data para ele também poder opinar. Assim foi...

 

Chegado o dia, um dia de muito calor (importa referir), eu cheguei a casa por volta das 16h e o encontro estava marcado para as 18h. Decidi que tinha tempo de tomar um refrescante duche e descansar um pouco. Só que o pouco durou até às 17:50h, porque passei pelas brasas, claro está. Nisto, acordo sobressaltada, olho para as horas e toca de vestir a correr, porque dava tempo, afinal a casa era já ali. 

 

Saio de casa, chego 5 minutos atrasada (odeio atrasar-me...), peço desculpa ao agente imobiliário, que me explica que o dono da casa estava mais atrasado que eu. Ufa...pensei, ainda bem. Ficamos ali, em conversa de circunstância, e lá aparece o senhor. Apresentações feitas, subimos ao terceiro andar, começo a ver a casa, vou fazendo as perguntas da praxe e...eis que passo por um espelho que, se não me engano, estava no hall de entrada... Eu não queria acreditar! Como é que alguém poderia levar-me a sério, acreditar que eu poderia estar interessada em adquirir alguma coisa encontrando-me eu naquele estado?!

 

Começo a pensar... Penso... E chego à conclusão que não há nada a fazer, que teria de me aguentar, pois não tinha como resolver o problema. Achei que era muitíssimo incorreto pedir para ir à casa de banho, ainda considerei fazê-lo mas não o fiz. O que fiz eu? Começo a acelerar a conversa, de repente o interesse na casa já não me pareceu assim tanto, até porque eu só queria fugir dali.

 

Feitas as despedidas, ainda tive de fazer o percurso a pé até casa e só lá pude virar a blusa para o lado direito. Sim! Com a pressa vesti a blusa ao contrário! Como era possível que eu não tivesse reparado que tinha vestido a blusa do lado contrário?! Como?! Pois aquela era das poucas blusas que ainda conservava a etiqueta (lateral, com direito a botãozinho e tudo), porque eu tenho o hábito de cortá-las na primeira vez que as uso. Com esta maldita não fiz o mesmo.

 

Logicamente que em casa ri à gargalhada, primeiro sozinha e depois com o A., a pensar na minha figura, mas ainda mais a pensar no esforço que os senhores teriam feito por manter um ar sério e não rir na minha cara. 

 

Eu atraio este tipo de situações. 

 

Beijinhos a todos, tenham um ótimo dia! 

 

O que eu me fartei de rir a imaginar a situação. Também adoro ver casas, e é engraçado, que a casa que eu e o M comprámos foi vista primeiro por mim, sozinha, e só depois com ele. Mas.. eu acho que ia bem vestidinha!! 

 

Obrigada minha querida, acredita que foi, e é, para mim um prazer receber-te no meu cantinho! 

 

E tal como a Mafalda, podias estar mal vestida, mas com muita postura! :)

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Os signos

Quando temos um almoço comemorativo no trabalho e se dá o caso de irmos ao café, há sempre um conjunto de revistas que gostamos de folhear e colocar as cusquices em dia. Uma rubrica que gosto de ler é a do horóscopo.

Se acredito?! Nem por isso.. Afinal, se a todos os "carneiros" calhasse o euro-milhões, ou se todos os "capricórnios" se apaixonassem no mesmo dia, ou se todos os "touros" tivessem dor de estômago naquela semana, então sim, eu acho que passaria a acreditar.

 

Agora, o que eu gosto mesmo é do diálogo que se segue:

Chic' Ana: Colega, diz lá qual o teu signo para ver o que a sorte te reserva.

Colega: Ah, eu não acredito em nada disso. Não vale a pena perderes tempo, nem sei muito bem de que signo sou.

Chic' Ana: Então, qual o teu dia de anos? Diz lá para te prever o futuro..

Colega: Mas tu acreditas nisso?

Chic' Ana: Nem por isso, mas quando pego nestas revistas é das secções que para mim são mais interessantes (só para verem o interesse das notícias que por lá anda).

Colega: Pronto, já que insistes, então eu sou virgem, com ascendente em caranguejo, o sol e a lua estavam alinhados às x horas e por pouco não tinha ascendente em leão.

Chic' Ana

Colega: O que foi?

Chic' Ana: Não sei como interpretar aquilo que me disseste.. O signo é virgem, certo?!

Colega: Precisamente, se quiseres trago-te o meu mapa astral para veres.

 

E não me apresentou mais informação, porque não acredita nestas coisas. O que faria se realmente acreditasse...

 

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Pedrógão Grande – Uma homenagem aos heróis invisíveis

Um testemunho de quem viveu e vive o terror de muito perto, uma nova visão contada pela primeira pessoa, uma pessoa que me é querida: 

Mal se deu a tragédia, as equipas de intervenção formaram um centro de operações e controlo para repor tudo o que é considerado prioritário. Ainda se choram os mortos, ainda se questiona como é possível que tal tenha acontecido, mas a vida não pára e existem pessoas que não podem continuar sem infraestruturas básicas: eletricidade, comunicações, água, entre outras..

 

Olho em redor e parece que estou dentro de um espetáculo: pivots e jornalistas correm de um lado para o outro tentando obter os melhores ângulos de transmissão, voluntários correm a distribuir comida pelas pessoas que aqui se encontram. O fogo ainda deflagra no terreno, os bombeiros tentam a todo o custo suster as chamas, mas nós, nós temos de intervir e começar a instalar cabos num terreno que parece o inferno.

 

O ar é irrespirável, é incrível como se sente o calor, parece que a qualquer momento pode existir um reacendimento com um simples estalar de dedos. Passamos as fitas amarelas, os locais de isolamento por onde ainda poucos se aventuraram. Poderia ser uma descoberta, poderia ser uma bonita caminhada, mas olhando em redor, é um rasto de destruição que nos faz lacrimejar. Custa sentir a presença de vida nestes locais, custa avistar alguns pertences que por ali ficaram esquecidos ou acabaram consumidos pelo fogo.

Temos de fazer o nosso trabalho, embora o desejo seja estar bem longe dali. Numa valeta nas proximidades detetamos dois corpos, dois corpos caídos, que ainda não foram recolhidos ou sequer identificados. É uma imagem que nos arrepia e que nos revolve o estômago… Aprendemos que lidar com a morte não é simples, fácil, nunca será.

 

Há 4 dias, 4 dias que fazemos este trabalho, há 4 dias que a situação não melhora, há 4 dias que não é mais fácil, há 4 dias que o sofrimento não acalma, há 4 dias que não sabemos o que é dormir sem pesadelos. 

 

Um testemunho de um técnico no local, de uma pessoa que não tem qualquer preparação para lidar com este cenário. Um testemunho de alguém que não tem qualquer laço afetivo com a região, mas que mesmo assim luta diariamente para conseguir dar algum conforto aos sobreviventes, a quem ficou..

 

Estes são os nossos heróis invisíveis e que tantas vezes são esquecidos. As pessoas querem e exigem rapidamente a reposição das melhores condições, o que é mais que compreensível, mas esquecem-se que estas demoram horas e dias até o serem na totalidade, e não é por falta de empenho, é mesmo porque o cenário é demasiado terrível para tornar possível esta celeridade pretendida.

 

Mais um dia que passou, e mais um dia de trabalho que foi destruído pelas chamas que mudaram de direção…

Coragem! Coragem e força para todos os que continuam no terreno, que não baixam os braços, que continuam a lutar por todos nós!

 

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Que seja feito um balanço, que consigamos melhorar, que sejamos pró-ativos ao invés de reativos!

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Já é conhecida a vencedora do passatempo "Uma Passagem para Sempre". Parabéns Nicole, se vires a notificação primeiro, envia-me um e-mail com os teus dados. De qualquer das formas entrarei em contacto.

 

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O que aprendi em 6 meses de gravidez? (II)

Ora, vamos lá a continuar...

 

7 - O bebé é que manda sem qualquer dúvida: Há pessoas que sabem o sexo do bebé logo às 12 semanas, na ecografia do primeiro trimestre, há pessoas que têm de esperar até às 23 semanas para o saber, ou mais ainda. Tudo depende da disposição que sua excelência tem na altura da ecografia. Há bebés que "viram" às 36 semanas, há bebés que nunca chegam a "virar"... Cada caso é um caso!

 

8 - O Cansaço: Eu sempre fui uma pessoa muito ativa, sempre pratiquei desporto e ainda agora, com 6 meses de gravidez, continuo a fazer natação e a tirar tempos - embora estes tenham caído a pique! Mas o cansaço, é capaz de dar cabo de uma pessoa.. eu ainda aguento, relativamente bem, caminhadas de 5km, mais que isso, nem pensar, os pés começam a inchar, começamos a ter dores em todos os ligamentos e mais alguns... e subir as escadas?! Eu chego ao terceiro andar como se estivesse no quadragésimo...

 

9 - Lugares prioritários: Isto existe mesmo!? Ou será apenas um mito? A primeira vez que me cederam lugar no metro, ontem, nem me apercebi que a senhora se dirigia à minha pessoa, tal o espanto com que fiquei. Ela reparou na minha cara de incredulidade e eu lá tive de explicar que era a primeira vez em que alguém olhava para mim como grávida. Nem é tanto neste segundo trimestre que nos precisamos de sentar, acredito que seja no primeiro, que é mais propício a enjoos por qualquer movimento, que estamos mais sensíveis com todas as alterações, que temos mais quebras de tensão, mas lá está, neste momento a barriguinha ainda não é visível, e no último, por causa do peso e desconforto.

 

10 - Desejos: Eu acreditava piamente que se tratava de um mito. Atualmente não tenho qualquer desejo, mas no início, mesmo antes de saber que estava grávida... o queijo da ilha de São Miguel, era para mim uma tentação. Depois disso veio a época dos cachorros quentes e das sandes de requeijão. Claro que se não houver possibilidade, se aguenta bem sem consumir as coisas, mas estando mesmo à nossa frente, é muito difícil controlar!

 

11 - TPM constante: Eu penso que nem me posso queixar muito a este nível. As hormonas foram minhas amigas e não tive qualquer espécie de depressão gestacional até ao momento. Tive 3 situações de riso incontrolável, em que até chorei de tanto rir, mas apenas isso: nada de ser chorona, nada de ficar muito em baixo, mas conheço pessoas que simplesmente não têm como controlar as emoções e sofrem imenso com isso. Não é mariquice, o sistema nervoso está a 1000, e conversar ajuda e alivia imenso.. mesmo que seja a 11ª vez que falemos no assunto!

 

12- Os outros: É incrível a quantidade de coisas que os outros sabem sobre o nosso bebé: sabem o sexo primeiro que nós, sabem como nos sentimos, sabem exatamente quanto pesa e quanto mede, sabem se iremos aguentar até às 40 semanas ou se ficaremos apenas pelas 36 semanas. A nossa barriga é terreno de curiosidade pública, somos confrontados com várias "mãos" diariamente e conselhos que por vezes nem fazem lembrar uma criança de 5 anos. Por outro lado, há opiniões muito válidas e que valem milhões...

 

E.. estamos encerrados do assunto gravidez esta semana! Já podem suspirar de alívio =)

 

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O que aprendi em 6 meses de gravidez? (I)

Realmente a vida é uma aprendizagem contínua e até o mais pequeno ser nos ensina lições que nunca pensámos...

 

1 - A Saúde: Ao longo destes meses existe uma preocupação com TUDO! Se antes encarávamos os alimentos como mais ou menos saudáveis, hoje em dia temos de nos preocupar com a toxoplasmose, com as salmonelas, com todas as infeções e mais algumas, que em nós, adultos, podem constituir apenas um ligeiro incómodo, mas que se podem transformar em autênticos pesadelos para o bebé que se encontra em formação - abortos, surdez e mal formação, entre outros. Há certas doenças que passam a fazer parte do dia a dia: gengivites, diabetes gestacional, gripe, infeções urinárias, manchas na pele, hipertensão ou tensão demasiado baixa, borbulhas - voltámos a adolescência, varizes, estrias, tonturas, dores em sítios que nem sabíamos existir, etc..Conhecem a renite gestacional? Eu não conhecia até há uns dias..;

 

2 - A Ressaca: Chegamos a um ponto em que vivemos numa ressaca constante: Muita gente sofre de enjoos diários, e eu tenho no Nausefe o meu melhor amigo. Se custa suprimir as bebidas alcóolicas?! Nada! Só de pensar no quão prejudicial pode ser para o bebé, a paragem é automática!

 

3 - Fralda?! Não existem limites para uma corrida à casa de banho, então quando chega a altura dos "pontapés" e o bebé tem a pontaria afinada para a bexiga, não há nada que nos faça parar, mesmo quando lá chegamos e bom, nem 3 gotinhas saem..

 

4 - Dormir: Aqui temos uma tarefa que me deu, e dá, pano para mangas: há dias em que dormimos 4 horas e temos uma energia inesgotável, e outros, em que dormimos 12 horas e não há forma de manter os olhos abertos! Quando estamos sossegados, o bebé deixa de ser embalado, e consequentemente os movimentos que faz quando queremos dormir são do mais estranho que existe. Por um lado fico acordada, maravilhada com tanta agitação, por outro, quero dormir e não há volta a dar. Já sem falar nos sonhos, que parecem reais;

 

5 - Informações contrárias: É incrível o número de sites, panfletos, livros e todos os canais e mais alguns que têm informação errada. Portanto, em caso de dúvida, não há melhor pessoa para nos esclarecer que o médico. Confiem nele, e se por algum motivo, falhar ou sentirem insegurança, o melhor é trocar.

 

6 - O bebé é que manda: Não há uma data específica para sentir os movimentos do bebé, pode acontecer a partir das 16 / 17 semanas, teoricamente, na prática há pessoas que o sentem antes, outras depois. Eu senti apenas com 20 semanas. Nada de desesperar, ela vai dar sinal de vida =)

 

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Bom, amanhã continuamos que isto já vai longo...

 

Não podia terminar sem antes deixar os meus sentimentos para todos os familiares, amigos, conhecidos das vítimas de Pedrógão Grande e a quem viu os seus bens consumidos pelas chamas. Infelizmente já vi vários incêndios de perto, nunca sofri com os mesmos, mas custa... Toda esta situação custa muito!

One smile a day... com a Gorduchita

E para terminar esta semana de feriados em beleza, trago-vos a Gorduchita, autora do blog A Vida da Gorduchita. O blog já conta com 10 anos, teve o seu início em 2007, e começou como um espaço dedicado a quem queria perder uns quilitos. O blog foi evoluindo com o tempo e acompanhando a vida da autora. Hoje em dia podem encontrar de tudo um pouco: desde alimentação, a peripécias da sua filhota, simples desabafos e partilhas, exercício, enfim! Aqui podem encontrar de tudo um pouco, com a certeza que serão sempre bem recebidos, com um amplo sorriso. Têm dúvidas quanto à personalidade da autora? Então leiam a peripécia abaixo e deixem-se encantar!  

Não vou mentir: sonhava há muito ser convidada pela Chic'Ana para esta sua rubrica. E quando vi o seu comentário no meu blog pedindo o meu e-mail, o meu coração bateu forte e pensei: "Será?" E foi! Obrigada! :)

A história que vou contar talvez não seja exatamente hilariante de ler (nem a mais hilariante que me aconteceu), mas foi um acontecimento marcante (a ponto de uns anos depois, uma pessoa numa formação ter vindo ter comigo e dito"tu és aquela que...").
Passo a contar.

Quando andava na faculdade, andava com um carro já usado, que tinha uns 8 anos na altura que os meus pais mo compraram (estávamos em 1996). Era um carro com algumas particularidades.

Um dia, às tantas da noite (seriam 1h ou 2h da manhã), seguia eu a caminho da casa, por uma das tortuosas e ondulantes ruas do Porto, quando a chave do carro salta da ignição. Salta, simplesmente e carro continua a funcionar.
Breve ataque de pânico, e agora o que é que eu faço, como é que desligo o carro. Rápido ataque de lucidez, não é grave, quando estacionar ponho em ponto morto e tento apanhar a chave e desligo. Ok, assunto resolvido.

Uns dias depois, dia de aniversário de uma amiga, vamos a caminho de um restaurante para jantar. Comigo no carro, uma amiga minha, ao meu lado, e atrás dois amigos da aniversariante (que conhecia apenas de 2 ou 3 contactos anteriores). 
Mais uma rua sinuosa e às ondas, e a chave salta novamente. 
Eu, continuando a conduzir e com o ar mais calmo do mundo (afinal aquilo já me tinha acontecido uma vez): "Rita, chegas-me pf a chave do carro, que saltou?"

Se vissem as caras de pânico dos meus 3 tripulantes! A chave quê? Saltou? Como saltou? Tudo a abanar braços e histérico!
De rir! Ficou-lhes marcado!
E eu fiquei a ser a rapariga com o carro com chaves que saltam em andamento! :)

 

Obrigada, eu é que tenho de agradecer por esta história tão caricata que me fez sorrir e imaginar o pânico dos ocupantes do carro. Digamos que ver uma chave a saltar em pleno movimento é motivo para uns quantos ataques cardíacos! Ahahaha, assim que li esta história, lembrei-me de uma BD e de uma viagem de carro emocionante, acho que a tua peripécia está à altura da seguinte:

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 Com emoções fortes, sem dúvida! Ahahah

A culpa é do sistema!

Quem frequenta uma atividade desportiva tem de efetuar o seu pagamento até meados do mês. No meu caso, a piscina pode ser paga até dia 8. Portanto, a semana passada, lá fui eu e a minha irmã regularizar a situação (temos o luxo de conseguir fazer uma atividade em conjunto). Tudo pago e certinho, no momento de passar os torniquetes davam bloqueados.

 

Dirigimo-nos à receção e questionámos a origem do problema. O que resultou na seguinte conversa de tolos…

 

Senhora da receção: É fácil, então, ainda não estão no horário da vossa aula.

Chic’ Ana: Estamos sim, sempre fizemos natação a esta hora, e até ao mês passado estava tudo regular.

Senhora da receção: Então deixem-me investigar. As meninas são autarcas?

Chic’ Ana: Sim, nós temos natação à quarta!

K: Não Ana, ela questionou se somos autarcas.

Chic’ Ana: Autarcas?! Bem me parecia que não tinha soado bem.. mas autarcas, não, não somos.

Senhora da receção: Então das duas uma, ou realmente são autarcas e não sabem, ou têm mais de 65 anos!

Chic’ Ana:  Não existe outra hipótese?! É que autarcas não somos garantidamente e nem a soma das idades chega aos 65 anos.

Senhora da receção: Pois, mas o sistema só apresenta estas hipóteses.

Chic’ Ana: Então mas o sistema deve estar errado, provavelmente associou o nosso registo aos de outras pessoas com esse perfil.

Senhora da receção: Vou falar com o coordenador para investigarmos a questão. Mas têm a certeza que não correspondem a nenhuma das situações?

Chic’ Ana: Garanto-lhe que não.

 

A meio da aula, somos confrontadas com o coordenador, que estando a par da situação resolve vir meter-se connosco, a dizer que somos as atletas mais bem conservadas que já tiveram lugar naquela piscina, sendo que uma de nós até tinha uma surpresa no seu interior, provavelmente uma autarca em ascensão.

 

Uma pessoa ouve com cada uma, é o sistema! E só o sistema está correcto, enfim!

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Volto na sexta-feira, com uma peripécia que não vão querer perder! Só de me lembrar já estou a sorrir... Bom feriado!

 

Passatempo a decorrer aqui! 

Uma bebé teimosa

Mas ela já cá está fora?! Nada disso.. É teimosa já dentro da barriga! Eu explico.

 

A K foi a primeira pessoa a quem eu contei que estava grávida (O M já sabia, obviamente). Desde essa altura que a felicidade dela é enorme, e, sempre quis ser das primeiras pessoas a sentir a bebé a mexer..

 

Parece é que a bebé é do contra e quer que ela seja uma das últimas pessoas a ter esse prazer. Ora vejamos os seguintes episódios:

 

Cenário 1: Acabo de almoçar e é uma festa dentro da barriga - esperneia, saltinhos, ondulações, uma pancadinha aqui e outra ali. Grito para quem me quer ouvir que a bebé se está a mexer.

Chega a mãe, coloca rapidamente a mão na minha barriga e exclama: “Eu senti, eu senti! Anda K, corre”.

Chega a K, passados uns segundos e o movimento pára automaticamente. Eu mexo, remexo, dou uns saltinhos, estou ali mais de 15 minutos e nada. A K desiste, retira a mão, vira costas e a bebé recomeça a mexer..

Atira-se em desespero à minha barriga e mais uma vez o movimento pára e não volta a mexer até ela sair da divisão!

 

Cenário 2: Em plena ecografia - Temos direito a levar apenas um acompanhante, mas quando foi para ter a certeza do sexo do bebé, a K foi connosco, pedimos ao médico se ela podia entrar e ele acedeu, dizendo que quando estivéssemos a meio da ecografia, ela poderia entrar. Assim foi. A bebé mexia e remexia, comigo, com o M e com o médico. Quando a K entrou, quis filmar o momento...

Bom, tenho um vídeo no telemóvel dela que mais parece uma fotografia, tal a forma e posição estática que a bebé adoptou! (O médico agradeceu pois conseguiu retirar as medidas mais facilmente)

 

Sinceramente eu prefiro pensar que a K tem um jeito, uma aura especial para a acalmar, que é uma espécie de encantadora de bebés, em que basta a sua presença para eles sossegarem imediatamente. Mais alguém tem uma explicação lógica para que isto aconteça!? Por favor?!

 

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O mais caricato: A minha irmã está neste momento a fazer estágio em obstetrícia - já viu e sentiu imensos bebés a mexer dentro e fora da barriga, à exceção da própria sobrinha!

 

Amanhã, feriado de Santo António, o blog estará de férias!

 

One smile a day... com a Miss Queer

A minha convidada desta semana é a Miss Queer, autora do blog Dez Segundos. A autora tem uma personalidade que me cativou, primeiro pela originalidade, sim, no primeiro post do blog, aquele que deveria ser o da apresentação, pediu precisamente o inverso: para que os leitores lhe indicassem características próprias que os diferenciavam das outras pessoas e só no segundo procedeu à sua descrição, depois, pelo coração enorme que apresenta. Trabalha com crianças e deixa um bocadinho de si em cada encontro que tem com elas. No blog podem encontrar esta realidade do dia a dia, mas tantos outros pensamentos que fazem dela "uma mulher, sempre à procura de se melhorar, com algumas coisas para dar e muito para receber." Não deixem de a conhecer.

Bom dia, alegria!

Em primeiro lugar, tenho de agradecer o convite à Ana, por me receber na sua casa. Obrigada, Ana!

Em segundo lugar, devo dizer-vos que a tarefa de escolher uma peripécia para vos contar foi difícil… Pensei em contar-vos algo da minha infância. Mas a Miss Unicorn também me convidou para partilhar uma história da minha infância com ela, então optei por algo da minha adolescência. Ponto comum: são ambas sobre rapazes!

Poder-vos-ia contar a história do meu vizinho, que perguntou à minha irmã como se dizia qualquer coisa em inglês e eu, na minha inocência, olho para ele e digo «ó gatão, estás bom?». E a câmara do meu tio estava a gravar… Na realidade, acho que há muitas das minhas peripécias que estão gravadas. Felizmente, já não há leitores de cassetes aí em todas as esquinas! :D

Mas não, vou falar-vos do Tiago. O Tiago é um rapaz muito giro e simpático, que um dia, há 15 anos (acho eu!), decidiu vir ter comigo e apresentar-se, dizer que gostava de sair comigo, de me conhecer… No meio da minha surpresa, não percebi o nome dele.

No entanto, sabia que o Tiago era filho da senhora que tinha um salão de estética na minha rua. O salão de estética tinha o nome da senhora. Então, comecei a tratar o rapaz pelo apelido.

Andámos dois anos nisto. E víamo-nos sete dias por semana. Era na escola, era ao sábado quando íamos à catequese, ao domingo na missa… Eu sem saber o primeiro nome dele, mas a dar-lhe conversa. Entretanto já conhecia a família toda, os amigos… mas não, não aconteceu nada, para desgosto do Tiago, da família do Tiago e da minha família. Até a minha avó que nunca o viu, queria que eu desse uma oportunidade ao moço!

Entretanto, foi o encontro da comunidade Taizé em Portugal. Enquanto esperavam pelas duas meninas que íamos acolher, a mãe e a mana ouviram alguém chamá-lo. Mal chegaram a casa, a primeira coisa que me disseram foi «já sabemos o nome do teu amigo!»… Tiago. Cá em casa, era e sempre será o Smile. Fui simpática na alcunha, não fui? O Tiago tem um sorriso dos mais bonitos que já conheci. E como passava a missa toda a sorrir para mim (era acólito), pegou!

Mas passando à frente. Depois de saber o nome, quando o vi, a primeira coisa que fiz foi trata-lo por Tiago. Não ficou surpreendido (ou pelo menos não demonstrou).

E estão vocês a pensar… então, mas que mal tem andares a tratar o rapaz pelo apelido? Além de seres parva por nunca lhe teres perguntado o nome nesses anos. Bem… é que o apelido da mãe é o do atual marido. Que não é o pai do Tiago. Informação que eu desconhecia na altura. Sim, andei dois anos a trata-lo por um apelido que não é o dele, além de não saber o nome dele. E ele nunca me disse. Portanto, fomos os dois parvos. Ele mais do que eu! Mas podia ter sido pior…

 

p.s.: Continuo uma desgraça com nomes! Mas agora já pergunto.»

(é só para confirmarem quão tola sou. )

 

Não podemos ser realmente bons em tudo.. o teu calcanhar de aquiles são os nomes! Ahahah. E a culpa não é tua, repara: tudo teria corrido bem se os pais ainda fossem casados.

 

Obrigada por esta bela partilha!

 

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