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Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Chic'Ana

“Não posso mudar a direção do vento, mas posso ajustar as minhas velas para chegar sempre ao meu destino” by Jimmy Dean

Um ano de Chic' Ana

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Foi há precisamente um ano, um ano que fiz o meu primeiro post no blog. Confesso que foi com um misto de receio e de entusiasmo que o fiz pela primeira vez. O que será que me esperava?! O que eu queria, sabia-o bem: um escape do dia-a-dia.

 

 

Há uns meses atrás eu escrevia: “Este blog transformou-se pouco a pouco, num local onde me sinto bem, onde sei que posso ser eu própria sem qualquer restrição. É um blog intimista, quase como um diário da era moderna, na medida em que, escrevo sobre situações reais que me acontecem. Inspiro-me em situações que eu vivi, presenciei ou de alguma forma me marcaram.

 

Pouco a pouco esta partilha, através dos diversos comentários, através da interação, começou também a transformar o meu dia. Comecei a ter em conta determinadas opiniões, comecei a acompanhar vivências e a partilhar mesmo problemas do quotidiano. No fundo, estas pessoas que existem por trás do teclado, tanto do computador, como do telemóvel, transformaram-se em amigos. Sim, em alguns casos, muito mais presentes que os amigos ditos reais. São pessoas com quem me relaciono diariamente, são pessoas com as quais simpatizo e criei laços verdadeiros. São pessoas que por vezes me fazem pensar "o que andará a fazer x?", ou mesmo recordar episódios e sorrir...

 

Um ano depois há algumas caras que eu não posso, nem quero esquecer e que de alguma forma mais marcaram este percurso: A Duquesa e o seu gato, a minha blaranja, sempre presente e disponível. A minha Sofia, com as suas maluqueiras que tão bem compreendo. Uma Gata sem papas na língua e sempre certeira. A Nay, com sábios conselhos e sempre positiva. Uma Mula com os coices mais gentis da blogoesfera. A Kikas, sempre amorosa e com uma palavra amiga. A Débora, com as suas peripécias pela Suíça. A Ana, o caos sempre organizado e as inúmeras coincidências. A Tixa, que tive o prazer de acompanhar na gravidez à distância. A Cristina, que me coloca sempre um sorriso na cara. A Fashion, com os seus textos magníficos. A Green que tem o poder único de refilar comigo mas acabarmos sempre em bem. A Lou, com os seus belos trabalhos e histórias. A Marta, a minha super mulher, com uma postura que eu admiro. A Catarina, uma super mãe sempre divertida. O Moralez, a alegria em pessoa. A Sónia, com as suas belas imagens. As Ladys, o grupo mais animado por estas bandas. A M-m com quem adoro conversar. A Ana Rita, mais uma doida de serviço. A Sofia, com as suas aventuras. A Joana, sempre a espalhar charme no meu caminho. A Sara com os seus visuais e traquinices. A Isabel, que não deixa a minha moda por mãos alheias. A Kat, sempre a tentar-me com os seus looks e programas. A minha Princesa, bem humorada e com aventuras a dois. Um Pingo de mel para adoçar o meu dia. Um senhor que nada tem de solitário. Os bastidores sempre com ideias magníficas. A Maria, com a sua experiência e simpatia. A Inês, com produtos tentadores. A Sofia, sempre atenta à seleção. O Malik, com uma poesia de encantar.  A Fia, sempre inspiradora. A Ana que me arranca sorrisos e me ensina mais sobre a vida. A Miss DC, com um humor muito próprio e divertido. A Anita e as aventuras do seu mini. A Magui cujo blog é sempre uma surpresa. O Paciente, companheiro de longas conversas. O Manual da Moda, para estar sempre a par das tendências. O Torcato que me ensina sempre algo. O Lápis Roído que me faz dar gargalhadas em pleno open space. A bailarina cujos posts bailam pelo meu olhar. O João com os seus vídeos encantadores. A Liz, sempre em busca de equilíbrio. O Aflores que me inspira a querer sempre ir mais além. A Caracol e a Bruxinha, as cunhadas que são uma autêntica fonte de sorrisos. A Célia, a nossa figura da autoridade que nos coloca em sentido. A Cátia, uma rapariga normal, que me encanta pela simplicidade. A M&M, a nossa emigrante que nos surpreende com os encantos de África. E quem diz que não a uma melhor amiga? A Pink, sempre com uma palavra amiga, sempre disposta a ajudar. A xxx que nos faz meditar. A Jessica Rabbit sempre pertinente. A Maribel, sempre pronta a educar! A Maria uma vozinha da razão. A Paula, a mestre no ponto cruz. A Mãe Maria sempre com relatos pertinentes. A Ana, a nossa quarentona super divertida. O Hetero Doméstico, que me desperta sempre um sorriso gigante. A Inês, com os seus pratos tentadores. O Pedro, somente a um continente de distância. A Joana e as suas aventuras por Marrocos, atualmente. A Isa, que faz da moda um brilharete. O Francisco, com os seus diários e notícias fresquinhas. A Cláudia, com um blog diário que me faz querer saber o que anda a tramar. A Isy, com os seus resumos diários. A Inês e o seu jeito para o desenho. O Carlos que nos convida sempre para um amável café. A NES sempre assertiva. A F, com tantas verdades que nos fazem pensar. Os Bloggers, sempre com locais encantadores. O Lynce, que seja muito bem vindo ao sapo, fazia aqui falta. A Lis e os seus toques de magia. A Aninha, sempre sorridente. A Maggie, com um estilo único. O Samokal, sempre com algo para nos ensinar. A Maria sem qualquer limite. A Andreia, sempre disposta a abrir uma gaveta de sua casa. Os segredos de uma quinta ás nove? Podem ser vistos aqui. A Cris que tão bem nos faz sonhar. A Maria, alguém recente, mas que está aqui para durar. A Sara, sempre com o seu sarcasmo e agora apaixonada! A Margarida com as suas peripécias hilariantes. Little, que é feito de ti? Também aqui tens o teu lugar. A Inês e os seus visuais. A Nina com as suas aventuras. A Rute e o seu maravilhoso sorriso. A Miúda e a Miúda que tanto me ensinam a cada dia. A Joana com a moda sempre em dia. A Sntnela, com textos que me fazem meditar. A Avelã com receitas de encantar. A Joana sem papas na língua. A Kelly que me faz sonhar com o casamento. A Filipa muito sorridente. A Francisca, sempre inspiradora. E que me dizem a um bom livro do pensamento? A Manu, com lindas palavras e imagens. A Ana que tanto me inspira a cozinhar! Peripécias num supermercado? Ninguém melhor que a nossa Lupa! A Ana Freire com as suas belas imagens. A Carolina com o blog que me faz sonhar. A Golimix, uma fonte de inspiração, uma lutadora. A Rute com posts sempre divertidos com a sua Kikas. Sempre em sentido com a Captain. A Maria com truques e dicas sempre boas. A Sofia, a nossa principessa. A Marta com os seus gatinhos e entrevistas. A Filipa, sem qualquer dúvida, mas que tantas interrogações me coloca. A Tea, sempre com a sua chávena quentinha. A Maria, a quem nunca faltam as palavras. A Magda, a nossa devoradora de livros. E porque o Drama também faz parte da nossa vida, nada melhor que a sua rainha. E quem se atreve a abrir a Caixa de Pandora? A JP que anda desaparecida por terras de sua majestade. A Just, sempre com um sorriso a acompanhar, e por falar em sorriso, mais um para verificar!. Nada de ficar com Nervoso Miudinho, que há aqui muito blog pela frente ainda. O Andy que por vezes parece que anda por outras galáxias. Uma Fatia recheada de surpresas. Duas Mulheres e Meia, com tudo o que nos rodeia. A Sara, com bonitas palavras. A B sempre com novidades. A Lua, que nada é sem o sol. A Teresa com aplicações relevantes. A Mãe dos PP's, sempre divertida. Tralhas à solta e a saltitar. A Tatiana sempre em busca de algo. Não percam qualquer informação pelo caminho, com o nosso Informador. A Gata que precisa de amigas, mas que está rodeada delas. A Vanessa, sempre sorridente e simpática. O Kok que nos desperta sempre um sorriso. A Us4all que me ensina hábitos alimentares saudáveis. Um suricata conquistador. Especial e única só há uma. A Mónica, mais desaparecida, mas com o seu lugar garantido! Sou mais eu, contigo. A Carina com o seu fiel companheiro. O espaço do bolinha de pêlo. A Sofia e o seu dia a dia. O nosso grande Escritor. A menina e o seu Jonas. A Simone, de mochila às costas. O meu companheiro do Armandinho. A Erika que me serve sempre um copo de vinho. A Ellie e as suas tropelias. Outro local onde podemos rir estupidamente. A Lêh, sempre com textos cativantes. Uma esplanada muito agradável para tomar um chá a quatro mãos. E quando é o amor que tem palavras? Nada como um belo presente para a boca adoçar! A Isa com o sua forma de escrever que me cativa. A Ana, sonhadora. E com um pó de perlimpimpim estamos quase a chegar ao fim.

Dos blogs que tenho conhecido recentemente, mas que já se tornaram assíduos: My kind of Joy, Simples Assim, Casal Irrequieto, A Cláudia Ralha e o prazer na cozinha, Mami, acho que já estavas mais acima também! A Tânia, A Annah & the blog, A Marya Ana, A Matilde, A charmosa e a Daniela Silva.

 

E como o Último fecha a porta, que seja ele a fechar esta lista interminável de pessoas maravilhosas que contribuíram para o crescimento deste blog, alojado no Sapo e com a preciosa ajuda de uma equipa ao dispor.

 

 

O meu muito obrigada a todos, os que aqui estão, aos que me subscreveram, e a todos os que aqui não estão, pois certamente esqueci-me de muitas pessoas chave, mas que estão presentes no meu coração e que serão acrescentadas assim que me aperceber do lapso!

 

Obrigada!!!

 

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E preparem-se para as novidades que estão a chegar... 

Eu e os filmes de terror

Eu adoro filmes de terror, e ontem após uma sessão aterrorizante de formação, nada melhor que terminar o dia com um belo filme deste género. Pois bem, eu adoro, é verdade, mas comporto-me de uma forma muito estranha quando os vejo:

 

  • Assusto-me constantemente e sempre ao longo de todo o filme, com coisas sem cabimento, assustando todos os que se encontram em redor, com o tamanho de saltos que dou;
  • Quando começa uma música sinistra, eu tapo os olhos, como se a deixasse de ouvir;
  • Quando vejo algo que me mete medo, tapo os ouvidos, como se deixasse de ver!
  • Detesto ver os filmes sozinha..
  • Quando me vou deitar o cenário é este: 

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 Mais alguém? Digam-me que sim!

Em formação

Ontem andei desaparecida, hoje também não vou estar muito melhor. Estou em formação, e o tema é tão interessante que eu já contei quantas moscas estão na sala, quantos pontinhos brancos tem o projetor e até os vincos da camisa do formador...

 

Alguém tem ideias para passar o tempo? Jogar ao jogo do galo sozinha não me parece uma boa opção!

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Quanto ao vencedor do passatempo, finalmente temos um vencedor no masculino, e é o António Santos. Muito obrigada pela participação, irei enviar um e-mail de seguida.

Um assalto de improviso

A semana passada fiz um post sobre um assalto a uma garagem e este fim de semana tive de provocar um assalto à minha própria casa. Passo a explicar:

 

Sábado, tínhamos um grupo de amigos com quem íamos almoçar fora. Já estavam todos na rua, e eu com a minha mala no interior da casa. Ora, nem pensei em mais nada, entrei a correr dentro de casa, peguei na mala e fechei a porta, com as chaves colocadas no interior da mesma.

 

Mãe: Ana, as chaves?

Chic' Ana: Então tu não as tens?

Mãe: Ficaram lá dentro!

Chic' Ana: Então como é que vocês gritam por mim e não têm as chaves aqui na rua? Pensei que estivesse realmente tudo pronto!

 

Fartei-me de barafustar e refilar devido à clara incompetência deles.

A sorte?! O fecho da janela da cozinha tinha-se partido nessa manhã e portanto conseguimos entrar pela mesma e abrir a porta! Realmente há coincidências muito estranhas e esta foi mais uma delas, senão, só mesmo partindo os vidros para entrar em casa e ainda chegávamos mais atrasados ao restaurante.

 

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O vencedor do passatempo sai já, já de seguida! =)

 

 

One Smile a Day com... a Loulou

E nada como terminar a semana com uma boa gargalhada. A minha convidada desta semana é a Loulou, autora do blog Loulou Bijoux. Aqui temos um espaço muito simpático recheado com peças maravilhosas feitas pela própria, mas não só a trabalho e artes se cinge o seu blog. Há também posts muito pessoais que nos fazem meditar, refletir e conhecer a autora. Visitem que vale a pena! 

As idas a casa dos meus avós era o hapiness dos meus dias, altura em que podia "esponjar-me" à vontade, brincar, correr, mexer na terra, apanhar as flores. Enfim experienciar aquilo que hoje muitas das nossas crianças não conhecem, como ainda fazer festinhas aos animais... será?

De penas brancas, crista vermelha o galo Cunhal, assim chamado pela minha avó devido às parecenças da melena do então dirigente de um partido conhecido, e só isso mesmo... Alto e vistoso impunha respeito a quem se atrevesse a pôr o pé no quintal. Até mesmo os outros animais o temiam...

Coitado não me conhecia... Assim que me apanhava no quintal ou melhor, assim que me avistava, começavam as nossas corridas... ora corres tu atrás de mim... ora corre o meu avô atrás de ti.... e andávamos às voltas, e voltas no quintal até ele se cansar... o que não demorava muito!
Agora que penso nisto, deve ter ser por isto que... anos mais tarde no secundário, nas aulas de ginástica era sempre chamada para as provas de sprint...

 

O que eu me fartei de rir a imaginar-vos em fila: tu à frente a fugir do galo e o teu avô por sua vez a tentar capturá-lo!

Muito obrigada por esta partilha tão bem disposta.

 

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 O vencedor do passatempo sairá brevemente!

Um assalto sem esperteza

O post de hoje reúne um misto de ingredientes: seriedade, comicidade, incredulidade. Já vão perceber o porquê.
 
Esta noite a garagem vizinha foi assaltada. Infelizmente é um episódio cada vez mais recorrente e já não podemos dizer que estamos seguros em lado algum.
Durante a noite tiveram mais que tempo para dar a volta à garagem, escolher a seu belo-prazer o que queriam levar e eis que a escolha recaiu sobre uma mota. 
Até aqui tudo bem, seria relativamente fácil de transportar, um item valioso que modificavam de forma célere e vendiam num piscar de olhos.
 
Ora, só que as criaturas ao invés de saírem pelo portão, ou mesmo pelas escadas comuns, com elevadores / escadas mais largas, não, quiseram sair pela saída mais estreita, cheia de esquinas. Qualquer pessoa normal teria visto que a mota não conseguia dar a volta nem sair por um espaço tão apertado, mas mesmo assim eles quiseram tentar!
 
Acabaram por riscar a mota e depois de tanto insistirem para a frente e para trás, ora dobra de um lado, ora dobra de outro, desistiram.
 
Poderiam ter levado outras motas, mais estreitas, outros objetos, como bicicletas, o que quer que houvesse na garagem, mas não, não levaram nada e deixaram para trás uma despesa avultada: a mota riscada e a porta danificada.
 
E na minha mente só está a figura de dois homens enfiados numa abertura estreita, quando tinham o portão mesmo ao lado. O que é que lhes passou pela cabeça?
 

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E hoje é o último dia do passatempo, já participaram?

Um treino complicado

No treino de ontem pediram-nos para trazer uma garrafa de água. Ora, pensei eu, que bela ideia, assim escuso de ir beber água ao edifício e tenho logo aqui tudo à mão. Era à nossa escolha: uma garrafa de 0.33, 0.5, 1 ou 1,5L. Eu toda contente trouxe logo a maior, afinal, com tanto esforço a hidratação é algo a ter em conta.

 

Todos satisfeitos com as garrafinhas na mão, de sorrisos no rosto, até que estes desaparecem num ápice – A água não é para consumo, mas sim para fazer de peso. Agora pergunto: Porquê?! Porque carga de água é que eu tinha de escolher a maior garrafa e de a encher até cima, até não caber nem mais uma gota?!

 

Bem que me tentei livrar de metade da água, mas sem qualquer sucesso, é que nem sequer um simples alfinete havia à mão. Toca de correr com 1,5Kg para trás e para a frente.

 

Quem é que vai para um treino e não leva algo tão fundamental como um alfinete?!

 

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Distrações

Para que vocês percebam o porquê de eu ter ficado alarmada no dia de ontem, vou contar-vos alguns episódios da minha querida irmã com a sua maravilhosa orientação / distração:

 

Numa bela tarde de verão, chegadas a uma rua perto dos Armazéns do Chiado digo-lhe:

Chic’ Ana: Pronto, agora só tens de subir esta rua à direita e vais encontrar os armazéns do lado esquerdo, não tem nada que enganar. De qualquer forma quando lá chegares diz qualquer coisa.

(…..)

K: Ana, nunca mais chego e já estou ao pé do Rio Tejo, é normal?

Chic’ Ana: Mas tu não subiste a rua à direita? Eram meia dúzia de metros.

K: Não, eu fui a direito….

Chic’ Ana: Pronto, eu vou ter contigo! Não te mexas.

 

 

Na altura das praxes, para a ir buscar à noite..

Chic’ Ana: Então K, onde estás?

K: Olha, estou mesmo ao lado de uma Seaside.

Chic’ Ana

 

Percebem? Felizmente não foi necessário ativar o plano de emergência para a encontrar pois ontem correu tudo bem.

Ter telemóvel adiantava bastante, não para me dizer onde estava, que para ela, uma árvore é uma referência extraordinária, mas podia sempre utilizar o GPS do telemóvel para chegar a um destino.

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Será possível haver tanta distração?

Eu posso ser bastante desastrada, mas quanto a pessoas despassaradas a minha irmã bate-me aos pontos.

 

Ora, ela vai estagiar para um lugar novo e mal sabe que transportes utilizar. Domingo à noite, bastante nervosa com os preparativos: colocou o telemóvel a carregar, organizou a mala e combinou com uns colegas apanhar o mesmo autocarro, mas em paragens distintas, consoante fosse mais fácil.

Na manhã seguinte, estávamos as duas a apanhar o metro quando a minha mãe me liga a informar que a K tinha deixado o telemóvel em casa. Escusado será dizer que entrou logo em pânico, pois não tinha como coordenar com os restantes. Depois de uns quantos “ai, ai”, “e agora?”, “não tenho tempo para voltar para trás…”, lembrei-me que tinha o número da colega dela gravado no meu telemóvel e emprestei-lho para pelo menos avisar do sucedido.

 

K: Estou, colega?

Colega: Não, não é a colega.

K: Peço desculpa, devo ter o número errado.

Colega: Não, não, o número realmente está certo, só que ela esqueceu-se do telemóvel em casa e deve estar num drama pois não consegue contactar ninguém..

K: Ah, deixe lá, eu também me esqueci, sou uma colega dela e estou a telefonar do telemóvel da minha irmã!

 

Chic’ Ana: Já percebi porque é que vocês se entendem tão bem…

 

Um cenário em que necessitam de estar contactáveis e é isto. Uns pecam por utilização em excesso do telemóvel, estas criaturas pecam por defeito. Sei que a enfiei dentro do autocarro… Mais tarde saberei se ela regressa! (Espero eu).

 

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 Não se esqueçam de participar no passatempo que termina já esta semana!

One Smile a Day com... a Carolina

E a minha convidada desta semana é a Carolina, autora do blog Gesto, Olhar e Sorriso. Penso que dispensa qualquer tipo de apresentação, mas, resumindo tudo numa única palavra, escolheria: sonho!

Sempre ornamentando por doces palavras e sentimentos, não conseguimos sair de lá sem que fiquemos arrepiados com o tema. Consegue tocar no mais íntimo de cada um e isto é simplesmente um dom! Visitem porque não se vão arrepender, para além de que a Carolina é uma simpatia, sempre com um sorriso acolhedor e contagiante.

 

Pensei muito sobre o que havia de escrever, estava difícil escolher uma situação das minhas peripécias extraordinárias… Por isso vou contar uma série de acontecimentos que têm que ver com o facto de a minha pessoa ser um desastre, não a conduzir mas a andar de transportes públicos.

Na altura da faculdade não vos aconselhava a andar comigo de autocarro, porque eu parecia atrair estranhos acontecimentos. Vamos começar?

 

  1. Mão entalada

Sim leram bem. Aqui a Carolina ia muito divertida com as suas colegas na gargalhada, apoiada na coluna da porta do autocarro, porque não havia nem lugares sentados e a malta que estava em pé ocupava todas as colunas do meio e eu lá pensei que estava segura… Mas, eis que uma colega minha ao desequilibrar-se toca no “STOP” e na paragem de seguinte a porta abre para ninguém sair, porque foi toque de engano. No entanto, serviu para entalar a minha mão, porque a porta desse autocarro que, ao contrário da maioria, abria para dentro.

Começo a entrar em stress, pois aquilo nunca mais fechava e a minha mão estava a ficar inchada, até que não aguentei mais e gritei ao condutor: “senhor por favor feche a porta, tenho a mão entalada” o problema começou realmente aí, é que a porta não fechava por causa da minha mão lá estar, já pensava o pior, até que consegui com algum esforço tirar a mão de lá, mão essa que me doeu e inchou durante o resto do dia.

Eu sei, é mau de mais!

 

  1. Ameaça de tiroteio

Ahahah. Assustador, na altura, uma gargalhada agora!

Vocês sabem o que acontece quando senhoras idosas se juntam todas à converseta num autocarro não é? Pois é, falam da vida dos outros, do tio Manel, da senhora Maria do Anacleto, mas ali falavam de um pobre homem que ia a dormir ao lado delas. O homem roncava para todos os lados, parecia inofensivo, até que alguém começa a cochichar (alto de mais!) que ele dormia de dia, porque à noite andava na vadiagem, que praticava crimes e que era um homem maldoso. E o homem continuava a dormir, até que começa quase a cair do banco e as senhoras cada vez mais se riam e cochichavam e riam-se demasiado alto, até que alguém o acorda e que mau acordar, porque alguém continua a cochichar sobre a sua vida “seu gatuno durma de noite” e eis que ele se enerva e ameaçava que está armado, que nos põe todos de baixo dos bancos com medo, que o condutor o conhece e que sabe que ele é bem capaz disso, o caos instalou-se, ao ponto de um rapaz sair e entrar na mesma paragem para apanhar ar e eu só rezava para que o senhor saísse na primeira paragem, o que acabou por acontecer!

Embora hoje me ria, foi um momento assustador assim como o seguinte… mas o último não me envolvia a não ser como testemunha!

 

  1. Porrada forte e feia

Isto é inédito, nunca antes visto. É certo que nos autocarros normais não há espaço para toda a gente, e que ninguém pode ir em pé, porque o condutor sujeita-se a uma multa pesada, mas há quem não perceba e quem se faça entender pela violência.

Eram sete da manhã se não me engano, as pessoas apressadas para ir para o trabalho empurravam-se umas às outras para entrar naquele autocarro, mas não dava para todos, é claro. Um senhor que ficou retido na fila, sem lugar para se sentar, começou a dizer que era uma vergonha que queria entrar, que não ia ficar em terra, nem chegar atrasado ao trabalho (tanto stress quando o próximo chegava dali a 20minutos). “Eu vou entrar” insistia o senhor, irritado com o sistema (e tinha razão), “oh meu amigo eu já disse que não pode”, “mas eu vou entrar”, “está a demorar as pessoas” dizia o condutor já levantando a voz. Não sei, sinceramente, o que disse o raio do “não passageiro” que só ouço o condutor a dizer-lhe “vamos resolver isto lá fora” empurra-o do autocarro e só vejo os homens à pancada, velhas a alcovitar e o homem a gritar “nem vou mesmo para o trabalho, vou à polícia” e eu em stress dizia para um amigo meu que só se ria “vamos mudar já de autocarro” e ele “não, isto é inédito!”

Amigos, não sei como é que acabou, mas o senhor condutor tinha ali muitas testemunhas, suas defensoras!

 

Isto são apenas três histórias, de muitas outras como o meu telemóvel cair para trás do banco daqueles corridos atrás no autocarro, de me assustar com uma senhora de voz muito fininha, a gritar e a mandar o autocarro porque se esqueceu do xaile na paragem e que à noitinha lhe ia fazer falta, de senhores que guardam o lugar na fila com uma mochila e depois afirmam que estavam ali e empurram as pessoas…

Conclusão, andar comigo em viagem era sempre uma adrenalina!

 

O que me fartei de rir ao ler os teus episódios, muito, muito obrigada por esta bela partilha, ainda por cima a triplicar!

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